Conversa
de Sábado à Noite (Alagoas, 1º andar) –
6/11/93 – Sábado – p.
Conversa de Sábado à Noite (Alagoas, 1º andar) — 6/11/93 — Sábado
O Livro do SDP sobre a Nobreza trouxe uma novidade muito importante: aquela gente que antigamente tinha medo de cacarejo de galinha começa a emitir palavras de general romano * A graça em torno do Livro da Nobreza representa uma saída do caos ou representa uma imersão construtiva dentro do caos para fazer uma obra à maneira do clero católico durante as invasões? * Uma vez que o Livro do SDP sobre Nobreza tem atualidade, nós não temos outro meio idôneo para agir em grande escala, do que outro livro; e nesse livro nós jogamos toda cartada * História do Livro do SDP sobre a Nobreza: houve uma tentativa, essa tentativa fracassou, e depois sobre o fracasso caiu a poeira do esquecimento; e depois daí nasceu uma flor * Nós não sabemos que possibilidades de ação a Providência quer pôr na nossa mão, mas bem pode ser a grei dos super fiéis dentro de uma Bagarre já declarada * A SDL esperava que toda bondade dela e que todo ambiente que ela criava, reconstituísse em torno dela um tempo passado que ia sendo devorado pelo americanismo
… a entrevista de JPII. Ahahahah!
(Cel. Poli: Ficou assente que eu apresentaria uma primeira problemática para o senhor.)
Diga então.
(Cel. Poli: Que é o seguinte: nós temos notado o senhor muito atento com o conjunto das situações mundiais e locais. Por outro lado eu tenho visto o senhor falando da insensibilidade por falta de seriedade dos membros do Grupo de verem as conseqüências e o precipício no qual estamos metidos. Mas por outro lado, nós queremos estar muito comprometidos com o senhor até a raiz. Porque o nosso compromisso é com o senhor. Mas para estarmos inteiramente compromissados com o senhor, precisaríamos estar vendo as coisas como o senhor as vê. Assim, se o senhor achar oportuno dizer alguma coisa à luz da reunião de hoje, dessas problemáticas todas que houve na Paraíba, etc., nós não queríamos deixar de pedir isso ao senhor, sobretudo tendo em vista os deveres e o estado inteiramente compromissados com o senhor.)
(Sr. Gonzalo: Mas tem um assunto da reunião passada. Que é mais próprio da reunião de sábado à noite.)
(Sr. Guerreiro: […] Não sei como o senhor vê esse assunto [do sr. Poli] ou o senhor quereria tratar da outra temática?)
* Como é que um homem previdente deve considerar uma situação séria
Não, pode ser muito bem.
Mas nós podíamos ampliar um pouquinho o assunto que seria o seguinte: também teoricamente como é que um homem previdente deve considerar uma situação séria, em tese. E depois, no caso concreto, como é que deve ser considerada.
Ou se quiserem, analisarmos um pouquinho só mais a situação concreta e depois passarmos à tese. Porque eu acho que no momento a carência principal está na tese.
Então vamos entrar por aí.
(Sr. Gonzalo: E o outro assunto, profetismo, etc., o senhor não trataria?)
Não, isso não, porque isso é rápido. Isso que eu vou tratar agora é rápido.
Então vamos entrar na questão.
De um modo geral nós diagnosticamos perigos de desagregação numa situação, quando? Porque as palavras têm que ter seu peso próprio, seu conteúdo próprio.
Quando é que nós diagnosticamos perigos de desagregação? O que é que se chama aí no caso, desagregação?
Há um princípio pelo qual, por exemplo, num país federal como o Brasil, a desagregação se pode dar num estado, seja ele um Estado grande ou pequeno, mas pode dar-se. Quer dizer, o que é essa desagregação?
* Um país desagrega-se quando um certo equilíbrio entre os fatores favoráveis e desfavoráveis se desfaz de tal maneira que os fatores favoráveis não podem mais atuar
Uma unidade de uma federação tem um conjunto de fatores e circunstâncias favoráveis pelas quais ela pode ir para frente. Mas como tudo que é vivo, enfrenta também circunstâncias desfavoráveis. E essas circunstâncias desfavoráveis podem levar à ruína.
Existe a desagregação quando um certo equilíbrio entre os fatores favoráveis e desfavoráveis se desfaz de tal maneira que os fatores favoráveis, a bem dizer, não podem mais atuar. Eles não existem mais, ou estão tão debilitados que não podem mais atuar. E aquela unidade da federação não pode, portanto, fazer outra coisa senão entregar-se à uma outra unidade ou a um outro país para assumir a direção, porque aquela unidade não é capaz de dirigir-se por si. Isto é uma desagregação.
Quando a desagregação não tem remédio, o que é que acontece? Aquilo começa a dividir-se em pedacinhos. E aí todo o resto é imprevisível.
Isso se dá também em ponto federal. O que é mais fácil conceber em ponto estadual pode-se conceber igualmente em ponto federal. Uma nação, alguns Estados não são capazes de se manter, eles não têm juízo, não têm critério, não têm homens, não têm recursos, não têm nada para se manter. E tem que acabar sujeitando-se ao jugo de alguém que tome a direção, naturalmente com proveito próprio e prejuízo para a entidade que se desagrega e acabou-se. O negócio está acabado.
Se nós vamos atentar para as atuais circunstâncias do Brasil, a gente vê que elas oferecem importantes analogias com o que eu estou dizendo.
(Cel. Poli: Pode gravar, senhor.)
Pode.
Quer dizer, os três poderes da república estão minados. Cada um à sua maneira, mas estão minados. Nenhum desses poderes tem bastante prestígio nem bastante força, nem homens que queiram fazer isto, de intervir nos acontecimentos extrapolando esse poder de sua própria função, intervir nos acontecimentos, determinar uma ação por assim dizer cirúrgica pela qual o país volte aos seus eixos.
Quer dizer, se o poder judiciário entende que os poderes legislativo e executivo estão completamente minados, a solução que tem é o poder judiciário dar uma trombada, declarar dissolvido os outros poderes, conta com as FFAA põe de lado esses poderes cujos titulares já não são capazes de exercer as funções, e provê algum modo pelo qual esses poderes legislativo e executivo ficarem a cargo de outra gente, com outro caráter, com outro descortino e que faça andar as coisas.
É por exemplo, um caso.
Agora, quando nós vemos que nos três poderes não há ninguém que esteja disposto a tomar essa atitude, nós olhamos e não vemos que tenha substância para tomar atitude, o resultado é que é preciso ir um poder qualquer ou um grupo de inconformes, de valor, de prestígio, de fora do quadro do poder público conclame a população e instaure uma nova ordem, uma nova situação com gente de primeira ordem que começa a dirigir o país.
Mas quando a gente olha para o país e não encontra essa gente de primeira ordem, o que é que pode fazer?
* Um episódio onde está presente a idéia de que como nada funciona pode-se fazer o que se quiser
Fica na situação que está o Brasil. Quer dizer, essa desagregação da qual o golpe do governador da Paraíba contra o ex-governador é apenas um sintoma.
Esse homem, evidentemente, deu esse golpe porque ele tem esperança de se safar da situação. Ele deu esse golpe, evidentemente, para sair de dentro de um imbròglio que ele está e certo de que ele cometendo esse assassinato ele entra num outro imbròglio, mas que esse imbròglio também tem meios de sair-se disso.
Mas a gente vai examinar, ele calculou mal o jogo, não foi capaz, nem estando a dois passos da sua vítima, ele foi capaz de dar tiros certeiros, deu… Pois é! Deu tiros atontados. Depois fugiu para não se sabe aonde. Mas era facílimo adivinhar para onde é que ele ia fugir. Ele foi preso como um rato que encontrou um pedaço de queijo que vai correndo para pegar o queijo. O gato já sabe onde é que está o queijo e onde é que está o rato. Come o queijo e come o rato.
É uma incompetência completa.
Depois, se ele pudesse pelo menos deixar passar alguns dias entre o momento em que o filho dele foi injuriado e o momento em que ele ataca aquele tipo, de maneira que ele pode dizer que é por razões passionais, que ele não está disposto a dizer quais são — mas que os dois têm a mesma fassura; inventar uma mentira qualquer — mas contar isso para o público. Torna a situação para ele mesmo muito menos antipática aos olhos do povo. De repente, se ele contar bem a lorota dele, o povo acaba tendo pena dele. Ele se esquiva do negócio.
É o modo de caminhar. É o modo de fazer andar as coisas.
Nada disso está presente nesse episódio. Mas está presente a idéia de que como nada funciona, ele pode fazer isto — uma ilegalidade suma — para safar-se de uma punição na qual presumivelmente ele está. Isto é um sintoma de desagregação.
Quer dizer, um governador de Estado que olhando para um vasto mapa do país, não encontra homens que lhe contenham os desmandos, e que faz a loucura que ele quer.
O conceito de desagregação está bem claro?
Este conceito assim de desagregação, nós encontramos reproduzidos em todos os jeitos e em todos os lugares. Não tem dúvida nenhuma.
(Cel. Poli: Isso no Brasil? Fora também mas não na mesma intensidade.)
* Não há, no Brasil, nenhum fator de contra-desagregação, o resultado é que nós temos que nos preparar para o risco de uma desagregação que vai até não se sabe onde
Exatamente. Não no mesmo diapasão.
Mas aqui no Brasil encontramos em todo jeito, em todas as formas nós encontramos isso. E não encontramos nenhum fator de contra-desagregação. Não existe.
O resultado é que nós temos que nos preparar normalmente para um risco. O risco é o risco de uma desagregação que comece aos pedaços, mas que vai a gente não sabe onde.
A situação toda de uma cidade como o Rio, entregue praticamente a terrorismo de bandidos, está no mesmo caso.
(Sr. Gonzalo: Horrível.)
Horrível simplesmente.
(Sr. N. Fragelli: Disseram-me hoje que aqui em São Paulo os crimes são em número dobrado em relação ao Rio de Janeiro.)
(Sr. Paulo Henrique: Não, não chega a isso não.)
(Sr. N. Fragelli: É o fenômeno Rio que se estende.)
Que produz um eco igual a si próprio. É uma coisa medonha.
Agora, tudo isto junto cria o seguinte. Uma situação impõe a pergunta: esta desagregação é espontânea ou ela é fabricada. Porque [impõe?] essa pergunta. Se uma pessoa olha com seriedade para os fatos, vem essa pergunta.
E naturalmente a resposta é que muito presumivelmente ela é fabricada. Ela terá fatores de desagregação naturais mas que são agravados e espicaçados e postos em estado de gangrena por outros fatores que querem produzir isto.
Se é assim, a situação não pode deixar de ser qualificada de gravíssima. Mas mesmo esse raciocínio metódico que nós estamos desenvolvendo eu tenho impressão que poucas pessoas desenvolvem assim.
(Sr. N. Fragelli: Não querem ouvir.)
* A situação mundial pode ser comparada a de um indivíduo que está a bordo de um navio e sabe que nesse navio tem uma bomba atômica que pode explodir a qualquer momento
Não querem ouvir, não querem saber disso.
Bem, mas há outros sintomas de desagregação.
Quer dizer, o mal é tão grave que o doente não quer saber que doença tem, e por isso não toma os médicos nem os remédios nem os tratamentos indicados para ele resolver o caso dele. É mais um fator de desagregação.
Agora, diante desse fator, se a gente olha mais largamente em torno de si, vê que no mundo inteiro mais ou menos isso é assim. Ora mais ora menos, mas é. E isso agrava ainda mais a situação, porque fica a desconfiança de que o fator que esteja querendo produzir isto no Brasil, de fato está produzindo no mundo inteiro.
Então nós temos o conjunto dos habitantes do mundo, como pobres ratos sem possibilidades nenhuma de salvação, nem tem para onde fugir, e o complô se desenvolvendo inexoravelmente nas suas etapas metódicas.
Agora, ficamos assim na posição de homens que ficam expostos a de um momento para outro estarem privados de tudo quanto representa para eles estabilidade, conforto, garantia de renome, de carreira, de tudo quanto o sujeito pode querer. Quer dizer, ameaçado em tudo.
É mais ou menos como um indivíduo que está a bordo de um navio e sabe que nesse navio tem uma bomba atômica, e sabe que tem um conjunto de bandidos no porão do navio que trata essa bomba atômica com descaso, às vezes contam entre eles que porque deixaram cair uma trave que havia no teto, a trave caiu em cima da bomba, e que se não fosse um — não sei o quê — gato que serviu de almofada entre a tábua e a bomba inesperadamente, tudo tinha ido pelos ares.
O sujeito que está no navio nessas condições, qual é o papel da seriedade para ele?
* Colocado diante de um perigo máximo, o sujeito deve ficar de tal maneira dominado pela idéia do perigo que pense principalmente nos meios de se salvar desse perigo
Quer dizer, essa é, para descangicar a situação, esta é a coisa.
A resposta é:
Colocado diante de um perigo máximo — porque isto é a própria definição de perigo máximo, perigo maior é apenas da perdição da alma, todos os outros perigos são menores que esse — o sujeito fica de tal maneira dominado por essa idéia desse perigo que ele pensa principalmente nos meios de se salvar dessa situação que pode tão completamente liqüidar com ele. E, portanto, se ele está a bordo de um navio com a bomba atômica, não pode acontecer que ele à noite convide uma turma de amigos e diga: “olha aqui, vamos mandar vir um drink, jogar um bridge, um poker, sei lá o quê, e depois vamos contar piadas. E isto vai durar até às cinco horas da manhã quando o sol nascer, para vermos o sol nascer como é bonito. Depois cada um vai dormir”.
Se isto for proposto num grupo de homens sérios, um dirá forçosamente:
“Mas como?, você está louco? Você não percebe que você está sentado aqui bebendo esse drink e que qualquer barulho insólito pode representar o começo do fim? Você não está compreendendo que se isto é assim, você tem que estar preocupado e tem que estar triste? Porque a perspectiva da perda de bens tão eminentes tem que produzir a tristeza, tem que produzir a preocupação. Como é que eu vou sobreviver se eu perder tudo que eu tenho? O que é que eu vou ser? O que vai ser a minha vida? Quem é que eu sou?”
Isso são coisas que preocupam profundamente e que fazem com que o homem não só não tome tal drink, mas à noite se ele não tomar uma pastilha violenta de qualquer coisa, ele não dorme. É evidente.
E quando ele dorme ele fica com medo de tomar a pastilha e acordar em pleno deploiemment da bomba atômica. E lhe vem à cabeça: “mas quem sabe se eu poderia ter feito ainda alguma coisa que pudesse evitar isso?”
* A atitude própria de um homem sério diante de um perigo máximo
Assim raciocina o homem sério. E então deixa todos os prazeres da travessia marítima de lado e fica pensando continuamente nesta coisa:
“Não tem barco, não tem escaler com o qual eu possa sair daqui? Qual é a corrente marítima mais veloz aqui perto? Não posso meter esse escaler dentro dessa corrente marítima para ver se eu fujo dessa explosão? Ou será, que pelo contrário, os efeitos da bomba atômica são atraídos pelas correntes marítimas, e que eu me pondo neste tipo de corrente, eu me ponho no sulco próprio do perigo? Eu preciso estudar tudo isso, preciso comprar na livrariazinha de bordo um livro que eu vi que tem e que se chama: ‘de como fugir do perigo atômico no ar, no mar ou na terra’. Eu antes de dormir hoje vou ler isso. Vou mandar acordar o homem que guarda essa livraria, vou dar uma gorjeta para ele, para ele me entregar esse livro hoje, e hoje eu vou dormir lendo isso. Ou seja, não vou dormir. Porque isso me faz colocar tantas hipóteses terrificantes diante da cabeça, que eu não conseguirei dormir. Está bom, não conseguirei dormir, mas no fundo desta vigília minha pode ter passado uma coisa por onde eu escape do perigo.”
Isso é próprio de um homem sério.
Agora, quantos são os homens hoje que tomam essa atitude diante desse perigo? Pode-se dizer quase que não tem.
(Sr. Gonzalo: Só um, não tem mais ninguém.)
Porque fica…. vocês sabem, não preciso nem estar descrevendo como é nem nada, vocês estão fartos de ver, mas fartos fartíssimos.
E eu tenho impressão — é preciso dizer isso — que esse estado de espírito ainda é mais profundo na Europa do que no Brasil.
(Sr. N. Fragelli: Eu li uma série de escritores-jornalistas que chamam a isso de “A civilização do caos”. Por que civilização? Porque eles dizem exatamente o que o senhor diz, que isso vai para um caos universal, mas que representará uma semelhança com o caos que existiu na Europa no tempo das invasões dos bárbaros e que daí sairá uma outra Idade Média esplendorosa. Portanto, não se deve fazer nada contra isso. […])
* Da invasão dos bárbaros surgiu a Idade Média porque havia um clero que ia restabelecendo a ordem no interior das mentalidades; e hoje?
Eles só esquecem de um pequeno detalhe. É que eles tinham naquele tempo um clero que fazia uma coisa que eles não contam.
Quer dizer, enquanto os dignatários do império romano fugiam por todo lado, e, portanto, o império se desfazia, os dignatários da Igreja tinham ordem de permanecer nos respectivos lugares. E não fugiram. E entraram, deixaram que o caos caísse em cima deles como uma tempestade, mas foram restabelecendo a ordem no interior das mentalidades. Convertendo gente, pondo em ordem coisas, etc., etc., de onde foi possível aparecer uma Santa Clotilde, esse, aquele, aquele e aquele outro, dos quais nem é preciso dizer não existe nem vestígio hoje em dia.
Quer dizer se tivéssemos o clero do tempo do invasão, não saía o caos. Saía o que saiu.
(Sr. Gonzalo: Só que esses tipos que o sr. Nelson fala não contam com o senhor.)
Ah não!
(Sr. Gonzalo: Eles sabem que a única solução para sair do caos é o senhor, e aí não. Aí de jeito nenhum. E é por causa disso que as coisas vão mal, porque não querem aceitar as influência do senhor. Se aceitassem ainda o mundo teria solução. […])
Mas aí é que está, é supondo que muitas almas se abrissem a nós.
Agora, que essas almas se abram, é o inimaginável. E a importância exatamente das reações que está encontrando o livro da nobreza, é que umas almas que nós não imaginamos estão fazendo a abertura com o que nós não contamos.
(Sr. Paulo Henrique: Isso é o fruto de uma ação sobrenatural mas comprada pela fidelidade do senhor. […])
* O infundado de uma objeção aparentemente inteligente em relação aos sucessos obtidos pelo Livro do Senhor Doutor Plinio sobre a Nobreza
A esse respeito, meu filho, eu queria dizer uma coisa: podia-se fazer uma objeção contra o que eu estou dizendo. E essa objeção, na aparência, seria uma objeção muito inteligente, mas graças a Deus ela não vale nada. A objeção seria o seguinte:
Em última análise essas repercussões faladas por esses, aquele e aquele, a gente vai ler as repercussões, são de gente que está encharcada de caos e que num momento de um certo estado de espírito propício diz alguma coisa boa, mas que não há a menor garantia que vão continuar estáveis e contínuos na linha boa que eles tomaram.
Contar com a continuação desse fenômeno como uma coisa provavelmente salvífica é na ordem normal das coisas pelo menos muito questionável.
Muito característico é o caso de uma senhora, uma condessa, uma coisa assim, francesa, que terminada uma das reuniões — não sei se foi em Roma ou se foi em Milão — mas que dizia que ela passou uma parte da reunião resolvendo o seguinte problema — reunião em que se fazia discursos comentativos do livro. Havia ali à venda exemplares em francês e em inglês.
(Sr. Gonzalo: Em todas as línguas.)
Mas ela, não sei por que, hesitava entre francês e italiano. Porque um ela queria dar para uma amiga…
(Sr. Gonzalo: Porque ela gostaria de ler em francês, mas que pela apresentação do livro, ela preferia mil vezes o italiano, para poder ter a beleza do livro.)
Tinha o negócio na linha de um presente, que ela queria dar um exemplar de presente para alguém.
Mas enfim, o fato concreto é que esse é um probleminha minor e diante da exposição, de comentários idôneos sobre esse problema que para ela tinha que ter muita coisa de novo, ela passou o tempo pensando nessa bagatelinha.
Isso mostra como pode ser a mentalidade de uma dessas pessoas cujas reações nós citamos como se fossem personagens da História [latina?].
(Sr. N. Fragelli: Está muito bom. Como o senhor vai responder a essa objeção?)
Aí é que está, hem.
(Sr. N. Fragelli: Estou muito interessado.)
Porque é uma objeção que eu estava esperando que alguém do plenário fizesse. Como ninguém do plenário fez, eu achei melhor não fazer. Porque apresentada para o plenário a objeção, é mais difícil de se desembaraçar da objeção do que… Já entendem o que eu quero dizer.
(Cel. Poli: Mas todo o mundo de bom espírito sente que é uma objeção a que não se deve dar trela, por bom espírito.)
A resposta que o coronel está dando, e que é uma resposta muito boa, mas que não será a minha resposta…
(Cel. Poli: É a resposta para quem não conseguiu apresentar a questão para o senhor.)
É isso.
E a resposta seria em última análise o seguinte: tratar isso como um mal pensamento. Um pensamento contra a pureza ou contra a fé. Não analise.
* O Livro do SDP sobre a Nobreza trouxe uma novidade muito importante: aquela gente que antigamente tinha medo de cacarejo de galinha começa a emitir palavras de general romano
Mas de fato existe uma coisa diferente.
É que essas pessoas que têm agora essas reações, essas pessoas não apareciam antes disso, esses frívolos e poltrões que emitem palavras de sabedoria aos esguichos, isto não existia. E nisso está a minha resposta.
(Sr. N. Fragelli: Existia o oposto, era uma classe muito avessa ao senhor.)
E depois muito amargurada também.
Esta gente, emitir palavras de general romano quando antigamente tinha medo de cacarejo de galinha, é uma coisa… Analise como quiser, isto é uma coisa que por si representa uma novidade muito importante.
A gente poderia numa refutação fazer um capítulo com isso pondo assim: “… e até os poltrões não tiveram medo”. Seria o título da coisa.
(Sr. N. Fragelli: E até os objetantes concordaram.)
E até os objetantes concordaram.
(Sr. Guerreiro: É como a mula da Balaão falando.)
* A graça em torno do Livro da Nobreza representa uma saída do caos ou representa uma imersão construtiva dentro do caos para fazer uma obra à maneira do clero católico durante as invasões?
Ahahahah! É como a mula de Balaão falando.
Então veja bem. Esse filão começar a se pronunciar, como é que deve ser situado então nesse quadro? Ele representa uma saída de dentro do caos? Ou o que é que ele representa?
(Sr. Guerreiro: Eu estava com essa pergunta na cabeça. Está excelente.)
Primeiro ponto. Tem todas as características de uma ação da graça. E, portanto, de si representa uma saída do caos ou representa uma imersão positiva, construtiva dentro do caos para fazer uma obra à maneira do clero católico durante as invasões?
(Sr. N. Fragelli: Ganhamos pelos dois lados.)
Ganhamos pelos dois lados.
Pode ser que seja o Deus vult dos cruzados que começa a ser sussurrado pelas galinhas. Pode ser. Mas desde que nisso haja um milagre, pouco eu me incomodo que Deus vult seja coaxados por sapos. Se Deus vult que sapos coaxem Deus vult, [a nossa convicção deve ser:] Deus vult! E nós vamos começar.
(Sr. Guerreiro: O que é o resto diante de Deus, não é senhor?)
O que é o resto diante de Deus? Não é nada. Nós estamos assistindo o absolutamente improvável. Nós estamos assistindo o que eu ao escrever esse livro não esperava de nenhum modo.
(Sr. P. Paulo: É o fenômeno fora do que o senhor fez dentro, não é?)
Como é meu filho?
(Sr. P. Paulo: É o fenômeno que se dá fora, da graça que o senhor atraiu para a constituição do Grupo.)
* Era tão improvável a constituição do Grupo quanto é improvável que as rãs hoje bradem “Deus vult”
A constituição do Grupo ela mesma, já foi uma coisa assim.
Quer dizer, era tão improvável a constituição do Grupo quanto é improvável que as rãs hoje bradem Deus vult, ou coaxem Deus vult. Mas o Grupo se fez. E de vez em quando nós bradamos “Por Maria, Tradição, Família e Propriedade”, e de vez em quando coaxamos. Mas no total alguma coisa anda onde nada devia andar.
Não sei meu filho se eu…
(Sr. P. Paulo: É isso mesmo.)
(Sr. N. Fragelli: Além dessa entrevista terrível que foi lida hoje, eu não sei se o senhor recebeu notícias do Corrière della Sera de umas notícias tiradas de JPII na piscina, e segundo tudo consta inteiramente despido.)
Soube da coisa, mas não tive tempo de ver.
(Sr. N. Fragelli: Ali me parece que na França, o livro, no caos em que está, as almas normalmente se voltem para o papado. […] Quem é que eles encontram? É o que está lá. É o homem da entrevista e o homem das fotografias. E o senhor apresentando Pio XII, eles como que dizem: “olha, este é o Papa!”)
Esta é uma reação que vem muitas vezes: “o grande Pio XII, o imortal Pio XII!” Que ninguém achava imortal.
(Sr. N. Fragelli: Mas Pio XII falando na classe dirigente por excelência, e com os comentários do senhor, eu tenho impressão que houve um “clic” aqui de uma imensa oportunidade, de uma oportunidade profética, e que de fato está levantando o resto que existe nas almas de aproveitabilidade. É uma impressão que me ficou.)
* A reação dos franceses diante do Livro do Senhor Doutor Plinio sobre a Nobreza
E é inteiramente condizente com uma porção de sintomas, uma porção de coisas e com esse conjunto de fatos.
Quer dizer, não é bem exatamente a reação do pessoal que assistiu a coisa de Portugal ou da Espanha. É uma reação meio diferente. Porque na França há uma coisa — talvez você julgue meio severo minha apreciação, mas é o que eu penso; você descreveu perfeitamente bem a posição deles, mas falta a meu ver um pormenor — é que eles começam a perceber a mesma coisa que os outros, mas com má vontade.
(Sr. N. Fragelli: Ahahah! Não podia faltar, não é?)
Não podia faltar.
Os outros recebem como por exemplo os italianos nós vimos que receberam; mas os franceses: [ah, il faut bien penser à ça quand même!, il faut un jour songer à cela, c’est embetant!??]. É assim.
Bem isso dá, naturalmente, a eles um nó assim: “afinal de contas tem quem nos salve, e nós quereríamos ou nos salvar por nós, com os nossos meios e mediante o preço que nós queremos pagar, que é um preço pequeno, ou não queremos nada, ficamos emburrados”. Então comecem por se emburrar.
Você acha excessivamente severa essa apreciação?
(Sr. N. Fragelli: Em face do livro eu acho que sim, porque nós temos recebido repercussões de franceses que dizem: “olha, este livro aparece numa hora extraordinária!”)
Você tem dez dedos. Eu não sei se você nessa contagem utilizou todos os dedos.
(Sr. N. Fragelli: Ainda não! [risos])
Ahahahahahah!
(Sr. N. Fragelli: Mas eu acho que tem esperanças.)
* Um fato diante do qual o SDP terá a exclamação que teria diante do aparecimento de Santa Joana D’arc e a partir do qual julgaria que a Europa entrou no caminho da salvação
Ah não, esperanças eu tenho. Mas a esperança é o anelo de um bem desejado e não presente. Ahahahah!
E eu acho que no dia em que esse bem vier, eu terei a exclamação que teria diante do aparecimento de Santa Joana D’Arc. E julgaria que a Europa entrou no caminho da salvação.
(Sr. N. Fragelli: Eu não acho impossível…)
Eu também não disse, eu acho possível até. Até vou te dizer mais, achar isso impossível é de mau espírito.
(Sr. N. Fragelli: O tal congresso da nobreza em Milão, dominado por franceses, a língua era francesa, tinha franceses e tal. E era impressionante que não houvesse uma máfia, nenhum desprezo em relação ao livro. Era o único livro exposto. Portanto, foi dado um aviso claríssimo, muito bem feito o aviso, e todas as pessoas abordadas, balançavam a cabeça diziam: “não, não, nós temos tomar conhecimento disso, certamente organizaremos uma reunião para vocês”. Isso me surpreendeu muito. Porque habituado no ambiente francês áspero e amargo, ali onde eram nobres… não é o ambiente francês normal. Isso me surpreendeu. […] [vira a fita] … Eu acho que há uma mudança. Essa graça que o senhor diz, essa graça existe.)
Isso eu acho que sim. Mas que ela está sendo recebida com uma certa má vontade, ou pelo menos uma minus boa vontade que em comparação com a Itália, Espanha, etc…
(Sr. N. Fragelli: Isso sim. Nós estávamos falado em termos franceses, não é?)
Não, não, nós estávamos falando em termos universais.
(Sr. N. Fragelli: Aí sim, aí está muito bem. Em termos universais não há dúvida. Em termos franceses há um progresso.)
Isso eu acho que seria uma grave ingratidão negar.
(Sr. N. Fragelli: E que renovam as esperanças.)
Sim, tudo isso eu concordo assim, de olhos fechados.
Agora, voltando ao caso…
Eu percebo que eu estou desviando o tema, mas eu tenho impressão que é o que está correspondendo ao anelo das almas de vocês e que portanto vale a pena tratar disso.
A questão de comentar as coisas, etc., senão como estamos comentando. Quer dizer, com vistas ao lendemain. E é preciso ver o que fazer amanhã, e que proveito tirar amanhã, desses frutos incomparáveis postos pela Providência nas nossas mãos. Aqui está a questão.
* O fator essencial da vitória do Livro do Senhor Doutor Plinio sobre a Nobreza foi a oportunidade do tema
Eu acho que a questão se põe da seguinte maneira:
O fator essencial da vitória desse livro, foi a oportunidade do tema. Quer dizer, em profundidade e assim por causa das questões de momento, o tema calhava profundamente no que eles podiam querer, e por causa disso veio a boa acolhida. Essa sintonia entre o tema e o desejo deles, precisa ser mencionada tomando em consideração que esse desejo era provocado por um fator sobrenatural.
Então havia esse desejo, mas provocado por fator sobrenatural, e um tema que ia de encontro a esse fator sobrenatural e providencial, e que provocava a sintonia que fez o sucesso da coisa.
(Sr. P. Paulo: Escrito como foi escrito e por quem foi escrito, etc.)
Bom, isso deixemos no ar.
(Sr. N. Fragelli: Eu diria que ainda para os que não têm presente o nome do senhor, antes de notar o nome do senhor, eles notam uma aura…)
Esse livro tem uma aura.
(Sr. N. Fragelli: Conhecido ou não conhecido o nome do senhor, a aura é perceptível imediatamente.)
É fora de dúvida.
(Sr. Gonzalo: A aura existe porque o senhor escreveu o livro. […] Assim se explica a coisa.)
(Cel. Poli: Aliás, quando o senhor começou a preparar o livro, a bibliografia sobre a nobreza era grande, não era pequena não. Eu mesmo comprei livros.)
(Sr. N. Fragelli: É o assunto do último ano na França.)
* Uma vez que o Livro do SDP sobre Nobreza tem atualidade, nós não temos outro meio idôneo para agir em grande escala, do que outro livro; e nesse livro nós jogamos toda cartada
Bem, tudo isso leva ao seguinte ponto. Uma vez que há essa atualidade, parece que nós não temos outro meio idôneo para agir em grande [escala], do que outro livro. Mas nesse livro nós jogamos toda cartada.
(Sr. Gonzalo: Novo livro.)
Novo livro. Porque se ele sair e não encontrar a mesma aura e as mesmas circunstâncias, chupa e murcha a idéia que ficou no passado. Se, pelo contrário, ele acertar, é um passo para frente.
Sem o livro, se nós formos querer fundar associações de aderentes nossos ou qualquer coisa assim, há uma porção de chefetes que vão começar a querer fazer para eles associações assim. E sai uma divisão que nos liqüida a todos. É preciso que nós ofereçamos a nossa réplica num campo onde eles não podem se meter.
Esse princípio…
(Sr. Gonzalo: Está colossal!)
O que é que acha, meu Paulo Roberto?
(Sr. P. Roberto: Um outro livro que o senhor disse que ia escrever para atender…)
É um outro livro.
(Sr. P. Roberto: Para impedir essa aglutinação…)
De falsos chefetes, sim. Mas também para impulsionar esse movimento bom. E impulsionar em termos que a gente possa ser cordial com todo o mundo sem brigar com ninguém e se vierem dizer:
— “Vocês estão fundando uma corrente aqui, etc.”
— “Não, façamos várias correntes. Escrevam vocês também outros livros. [Risos] Metam a mão na massa, vocês tem tantos talentos aqui de primeira ordem!”
(Sr. N. Fragelli: Bibliotecas excelentes.)
“Bibliotecas magníficas! Peçam a M. de Saint-Simon que escreveu um catálogo com os nomes de nobres que não são nobres, que ele escreva sobre outro tema que pegue essas coisas nesse lado”.
(Sr. Gonzalo: É a hora da liberdade.)
“E a hora da liberdade. Façam o que vocês quiserem. Nós também faremos… todos juntos o que quiserem”.
Eu não vejo no momento, depois de muita reflexão, eu não vejo outra saída.
(Sr. N. Fragelli: Mas esse outro livro não seria a RCR?)
* Depois de ter lido o Livro do Senhor Doutor Plinio sobre a Nobreza, ler a RCR é necessário
É uma das hipóteses, é tomar a RCR e ampliá-la. Mas eu tenho impressão que a RCR tem qualquer coisa que não deve ser tocada.
(Sr. Guerreiro: Para quem tem alma aquilo é suficiente.)
Exatamente.
O que se poderia pensar em fazer, é se sair um nova edição desse livro, fazer na diagramação uma muito boa propaganda da RCR.
(Sr. P. Paulo: Já sai.)
Sim, sim, mas insistir.
(Sr. N. Fragelli: Porque de algum modo a RCR antecedeu a esse livro no tempo, mas ela o sucede na explicação geral da questão do livro da nobreza.)
Põe a questão da seguinte maneira: depois de ter lido o livro da nobreza, ler a RCR é necessário.
(Cel. Poli: E a recíproca é verdadeira também.)
Também a recíproca é verdadeira.
(Cel. Poli: […inaudível] a RCR e o livro da nobreza é necessário.)
Bom, mas o normal, o ideal é começar pela RCR e depois vem o livro da nobreza.
(Sr. P. Roberto: Teria a descrição desse caos que […inaudível] seriam as pessoas chamadas para terem um papel na ordenação disso?)
Não, eu creio que nós devemos não fazer nenhum écomi! dentro da coisa. Porque aí nós estamos liquidados. Nós precisamos que eles digam: “ei-lo!”
Agora, é preciso ver se é o que Nossa Senhora quer. E depois tem outra coisa, vocês precisam não esquecer disso: se eu viver mais um mês, eu vou fazer no dia 13 de dezembro 85 anos.
(Cel. Poli: Só 85, senhor.)
Só 85. Fazer um livro desse por ano, não é uma coisa muito extraordinária desde que se tenha outra vida que eu não tenho.
(Sr. N. Fragelli: O senhor disse que o livro da nobreza foi escrito em cima de um tambor, em pleno campo de batalha com os canhões troando ao lado.)
* A TFP é o lírio nascido do lodo, durante a noite na tempestade, e o Livro da Nobreza foi escrito em cima de um tambor, em pleno campo de batalha com os canhões troando ao lado
Mas foi mesmo. Se a TFP é o lírio nascido do lodo, durante a noite na tempestade, esse livro recente é isso que você está dizendo, e o novo, o terceiro, como é que seria?
(Sr. N. Fragelli: As perspectivas são grandiosas.)
É! Seria mais ou menos como um general que chega diante do campo de batalha e diz: “que linda batalha se poderia travar aqui!” Isso é uma coisa. Outra coisa é fazer a batalha. Assim também um livro. A gente dizer: “olha aqui… que belo livro! Agora, escreva”.
Mas me parece que é por aí que a coisa deve caminhar.
Vocês o que é que acham?
Você, meu bom Pedro Paulo?
(Sr. P. Paulo: Eu estava pensando como o aríete do senhor vai numa direção só, até o Reino de Maria. Porque quando o senhor publicou a Resistência em 1974, e houve aquelas repercussões extraordinárias, todo o mundo ficou de boca calada e ninguém pode dizer uma palavra, o senhor disse que foi a melhor repercussão que houve. Por quê? Porque o senhor criava no espírito deles o seguinte: “se ele é capaz de um lance desse em relação à Igreja, o que não será capaz esse homem no campo civil?” Então abriu as almas para isso. E no campo civil o senhor lança esse brado profético. E as almas parece que de graça em graça estão se abrindo para momentos mais proféticos ainda.)
Mas é isso mesmo. A sucessão de graças é impressionante.
Com um lado hem! Que no meio de tudo isso, um deserto de 30 anos.
(Sr. P. Roberto: Tem uma coisa muito bonita que é a fidelidade do senhor nos dois campos. Porque o senhor disse que há uma graça inesperada de todas essas “galinhas” que o senhor dizia, começarem a falar de coisas do império romano, etc. Mas o amor que o senhor tinha a isso, como que bradava ao Céus que essa graça fosse dada. E o senhor escrevendo esse livro, foi como que algo que pedia a Deus que isso ocorresse pelo amor que o senhor tinha aos dois campos. Então me parece que era quase que necessário que Deus atendesse a isso, porque se Ele não atendesse não havia mais o que atender.)
* História do Livro do SDP sobre a Nobreza: houve uma tentativa, essa tentativa fracassou, e depois sobre o fracasso caiu a poeira do esquecimento; e depois daí nasceu uma flor
Tínhamos chegado ao extremo.
Mas aqui tem uma coisa que as pessoas quando falam do livro da nobreza não tomam em consideração, meu filho, e que é o seguinte: o livro da nobreza é escrito sobre as ruínas de uma tentativa de escrever o livro da nobreza.
Pois eu escrevi…
(Sr. P. Roberto: A Cristandade…)
Não, não, não é só não, eu escrevi uma série de artigos no “Catolicismo” sobre o livro da nobreza.
(Sr. Gonzalo: No “Legionário” também.)
Mas enfim, através do pequeno meio de divulgações que eu dispunha, eu tentei dar o golpe que dei agora. Porque publiquei os documentos de Pio XII, traduzi, publiquei e comentei. E a indiferença inclusive dentro do Grupo foi a maior possível.
(Sr. P. Roberto: Sobretudo dentro do Grupo.)
Sobretudo dentro do Grupo.
“São coisas que ele vive pensando… nessas monarquias, nessas coisas assim, e agora saiu com essa. Deixa pôr. E está acabado.”
Quer dizer, houve uma tentativa, essa tentativa fracassou, e depois sobre o fracasso caiu a poeira do esquecimento. E depois daí nasceu uma flor.
(Sr. P. Roberto: O senhor teve que passar 30 anos nesse deserto.)
30 anos!
(Sr. Paulo Henrique: Na verdade quase pode-se dizer [“quadraginta anus”?] porque esses artigos foram publicados em 54, nós estamos em 94, são em números redondos 40 anos.)
É, podia se ver, talvez tenham sido 40 anos.
(Sr. Gonzalo: Alguns têm 50 anos.)
(Sr. Paulo Henrique: Os mais recentes têm 40 anos.)
Você faça idéia!
Quer dizer, um fracasso estrepitoso seguido desse ato de confiança. Não impacientar-se, não dizer: “então não adianta nada!”, mas guardar todo material trancado numa gaveta para o dia que Deus quiser. E nesse dia tirar o material e reapresentar.
(Sr. P. Roberto: Aí a gente entende tudo que o senhor falava do profeta Elias e de Moisés, toda espera que eles tiveram. Porque é essa a proporção.)
É. É terrível! E depois em torno da gente os que dormiam como no Horto da Oliveiras e daí para fora.
E depois não adianta não querer ver porque é isso.
Não sei por que esse silêncio.
(Sr. Gonzalo: O senhor vinha mostrando […inaudível] pelos quais se poderia escapar da bomba atômica seria então essas repercussões desse livro e o filão que se formasse assim. […] O que não me fica claro é como fica a questão caos e isso. Vai haver um enfrentamento? Vá ser uma questão de idéias? […] O que acontecerá aí? […])
* Nós não sabemos que possibilidades de ação a Providência quer pôr na nossa mão, mas bem pode ser a grei dos super fiéis dentro de uma Bagarre já declarada
É uma pergunta cheia de sentido.
Agora, a resposta a essa pergunta será condicionada pelos que aparecerem. Vamos dizer que seja uma coisa mais ou menos assim: a gente no meio do caos dá esse brado, e em certo momento um Anjo vem do Céu e nos traz uma arma para que nós combatamos. O estilo do combate é condicionado pela arma que o Anjo trouxe.
Nós não sabemos com que arma — no sentido metafórica da palavra arma, porque não estou pensando aí em coisas de efusão de sangue — então nós não sabemos que possibilidades, que meios de ação a Providência quer pôr na nossa mão. Nós temos que mover-nos para que esse Anjo venha. Isto pode ser o livro.
A resposta a isto, a esses dois livros, seria a grei dos super fiéis dentro de uma Bagarre já declarada.
(Sr. Gonzalo: E com isso posto não seria o embate clássico que se pensava.)
Pode vir a ser.
(Sr. Gonzalo: Mas é uma coisa que se vai destruindo… porque o caos irá aumentando provavelmente. Mas de outro lado, consolidar algo, alguns restos também aumentaria.)
Isso, isso. Residuum revertetur.
* O que o SDP explicitou nesta reunião é o “accompli” de tudo o que ele pregou e esperou; a hora chegou e a linha está traçada
(Sr. Paulo Henrique: Toda essa explicitação que o senhor acaba de fazer, é toda ela muito axiológica. É o “accompli” de tudo que o senhor pregou…)
De que preguei, do que esperei e tudo.
(Sr. Paulo Henrique: Todos nós estamos percebendo que essa hora chegou.)
Aqui está a questão.
(Sr. Paulo Henrique: O caminho já está traçado.)
A linha está traçada.
Diga meu filho.
(Sr. Guerreiro: […] Dentro do quadro das repercussões que nos têm chegado da Europa…)
Da América do Norte! Colômbia, Argentina, Chile, Equador, Uruguai, Costa Rica…
(Sr. Guerreiro: Mas as européias são as mais cheias de significação…)
São.
(Sr. Guerreiro: São pessoas que não dispõem ao que parece de um poder dentro da sociedade contemporânea, que estão fora daquilo que seria o [guidon?] da sociedade contemporânea.)
É fora de dúvida. Inclusive a nobreza.
(Sr. Guerreiro: Então por que é que o senhor atribuiu à reunião de quarta-feira a reunião mais importante dos últimos trinta anos.)
Foi.
(Sr. Guerreiro: Se isto se passou como uma classe, que para alterar os rumos do mundo contemporâneo, é uma classe que não tem condições de direção no mundo. Então o fato do senhor dar essa importância que o senhor deu a esta reunião, isto é necessariamente uma graça que o senhor vê do profetismo que está incidindo ali, ou é fruto de qualidades que o senhor herdou na sua formação, e que são qualidades harmônicas com profetismo, mas que para a destruição da Revolução no momento, essas pessoas diziam que não têm poder para ajudar ao senhor destruir a Revolução. Então como fica aí?)
* As repercussões em torno do Livro do Senhor Doutor Plinio sobre a Nobreza têm importância porque mostram que o dedo de Deus está ali
É o seguinte: a importância vem deste fato. É que representa uma expansão súbita, maravilhosa e miraculosa que nos é dada em pleno deserto num momento em que nós esperávamos menos. E que mostra que Deus disse isso: “Digitus Meus hic est — o Meu dedo está aqui”.
E a grande coisa é que o dedo de Deus está aqui.
(Sr. Gonzalo: Desde o porão da Martim Francisco até o palácio da Pallavicini, é uma coisa colossal.)
(Cel. Poli: O Pão-de-Açúcar andou um milímetro.)
É isso. Mas moveu-se o Pão-de-Açúcar.
(Cel. Poli: Agora um quilômetro já é viável.)
É isso.
(Sr. Paulo Henrique: E a única coisa que moveu no mundo foi isso. O sr. Nelson deu repercussões de que tudo aquilo que na Europa fazia contra-facção, desmantelou, não sobra nada.)
Aliás, seria interessante você me dar um jornal falado sobre isso. Mas vale a pena você me lembrar. Porque eu acho que é muito importante esse lado sobre o qual eu não tenho dados. Que é o desmantelamento — pelo que estou entendendo — da falsa-direita.
(Sr. N. Fragelli: Pois não.)
(Sr. Guerreiro: O senhor não podia comentar um pouco por que é que o dedo de Deus incidiu sobre uma nobreza, uma categoria de pessoas que não tem um poder diretivo sobre o mundo.)
Por que é que o Verbo se encarnou na Casa de David, dinastia destituída, em que o pretendente ao trono era um carpinteiro?
(Sr. Gonzalo: Não é num conjunto de banqueiros que vai se encarnar, não é?)
Ahahahaha!
(Sr. Gonzalo: Nos Mesquitas…)
Nada, nada, nem naquele Adrien…
(Sr. P. Roberto: Havia gente que pensava isso.)
Havia gente que pensava.
(Sr. Gonzalo: O senhor disse: “o dedo de Deus está aqui”, mas está no senhor. Deus mostrou mais claramente que está no senhor e que eles […inaudível]. […] A parte mais bonita da reunião não foram as repercussões, foi a parte que o senhor falou do profetismo e disse que tinha acontecido na ordem “maior” das coisas.)
É.
(Sr. Gonzalo: Essa foi a parte mais bonita da reunião. […] Nossa Senhora quis mostrar mais o senhor nessa reunião.)
É fora de dúvida.
(Sr. P. Paulo: Foi o monte Tabor no qual apareceu Nosso Senhor.)
Mas eu estava perguntando a você, você queria dizer mais alguma coisa, meu filho?
(Sr. Guerreiro: Não, está muito…)
E o meu caro Horácio?
(Sr. Gonzalo: O sr. Horácio tem uma coisa para mostrar aqui. É uma coisa extraordinária.)
* Comentários sobre uma foto da Senhora Dona Lucilia
[Mostra uma foto da Senhora Dona Lucilia]
Coitadinha, ela já está bem velha aqui.
(Sr. P. Roberto: Mas todos nós achávamos que ela tivesse […inaudível].)
(Sr. Horácio B.: Ela tem 75, 76 anos.)
É isso mesmo. Quer dizer, ela está inteiramente lúcida, movendo-se inteiramente sem necessidade de apoio de ninguém, etc., apenas com uma deficiência auditiva que esses aparelhos modernos suprem.
Não está escrito aqui em que lugar ela está não?
(Sr. Horácio B.: Não, senhor.)
Mas parece que é aqui. Porque aqui é o alto desse sofá.
(Sr. Horácio B.: Creio que é na casa de Da. Maria Alice.)
Mas meu filho, essa cadeira é terrivelmente parecida com esse sofá.
(Sr. Gonzalo: É muito parecida sim. Que foto extraordinária.)
Eu conhecia tão bem a ela, que percebo uma coisa curiosa, ouviu? Que ela aí está muito ansiosa.
(Sr. Gonzalo: Está sendo fotografada por um Matarazzo.)
O fotógrafo é o genro dela é?
(Sr. Horácio B.: É possível, porque ela está com o filho do Matarazzo na mão…)
Ela está?
(Sr. Horácio B.: E dona Maria Alice está aqui ao lado.)
Ah, então ela está fazendo…
Você veja como era a adaptabilidade dela. Ela está fazendo a fisionomia, etc., dentro dos princípios dela, que ela sabia que Maria Alice e Rosée gostariam que ela fizesse.
Onde é que encontraram isso?
(Sr. Horácio B.: Em Pernambuco.)
Em Pernambuco.
Na casa da minha prima?
(Sr. Horácio B.: Sim, Dona Luzia. Agora, senhor, tem fotografias da Senhora Dona Lucilia que o senhor pôde dizer, por exemplo: “essa é uma senhora espanhola”. Ou: “esta é a Senhora Dona Lucilia da Bagarre”. O senhor olhando para essa fotografia, o que é que o senhor poderia dizer da Senhora Dona Lucilia?)
* A fisionomia de quem está carregando a cruz rumo ao ápice
Coitadinha! Eu sei bem, ela está carregando a cruz dela rumo ao ápice.
Me lembra uma frase que ela me disse — eu já contei a vocês, eu não quero que grave…
(…)
(Sr. Horácio B.: Eu mostrei para eles, e eles fizeram um santo açodamento para eu mostrar para o senhor. Mas tem uma foto maior para o senhor que estou preparando para dar de presente para o senhor.)
Ah, está bom. Muito obrigado.
(Sr. Horácio B.: E também para o sr. João em agradecimento por todo apostolado que ele faz.)
Isso não tem dúvida nenhuma.
(Sr. Paulo Henrique: Uma das poucas fotos dela expansiva, ela está falando, está com o olhar muito expressivo de quem está se comunicando.)
É sim.
(Sr. Paulo Henrique: E depois muito aristocrática.)
Ela aí se concebe que seja filha de vovó, não é?
(Sr. Gonzalo: E mãe do senhor.)
(Sr. Horácio B.: Além do aristocratismo e da distinção, que outra virtude o senhor vê que se expressa nessa fotografia?)
* A SDL impôs a si mesma uma ordem que estava de acordo com o que o intelecto e a fé dela explicavam o que era a ordem
É um tal conjunto de virtudes, vivendo à maneira de enxame dentro da alma dela, mas vivendo um enxame santo, não o caos de um enxame, que é difícil a gente dizer tudo que tem aí.
(Sr. Horácio B.: No fundo é algo melhor do que espelhar uma virtude, é mostrar que tem um equilíbrio de virtudes na alma dela.)
Um equilíbrio extraordinário de virtudes.
(Sr. P. Roberto: Aquele teclado que o senhor se referia. É um imenso teclado todo posto em ordem.)
Sim, todo posto em ordem, todo posto em ordem. A ordem é a primeira…. e depois a nota que aparece muito aqui é o seguinte: é uma ordem que ela impôs a si mesma porque estava de acordo com o que o intelecto dela e a fé explicavam o que era a ordem. E aí está uma resolução de estar dentro dessa ordem e viver dentro dessa ordem e para essa ordem, que com toda suavidade dá um traço heróico.
Veja um pouco isso. Eu não sei se notam que é um traço heróico. É de um certo jeito, acabou-se.
(Sr. P. Roberto: É uma pertinácia, com delicadeza mas era.)
Ah não!, é isso sim.
(Sr. Paulo Henrique: E tem um certo olhar de desafio também.)
Tem, como quem diz: eu sei que vocês não estão de acordo, mas é assim.
(Sr. Horácio B.: E além do mais, com esta senhora não se brinca.)
Ooohh! Nossa Senhora!
(Cel. Poli: Pode-se contar com ela até a morte, mas não se brinca.)
Não se brinca. E não se brincava.
(Sr. P. Roberto: Isso que o sr. Guerreiro estava falando das qualidades harmônicas do profetismo que não se confundiam com ele [profetismo], a gente talvez entenda alguma coisa através dessa foto, não é? […] Aqui talvez se veja algo do que não se confunde com o profetismo, mas que é harmônico.)
Sim, perfeitamente. Perfeitamente.
(Sr. Guerreiro: São qualidades morais e qualidades naturais, sociais, que ela exprime aqui de modo extraordinário.)
E depois essa nota aristocrática era preciso que ela tivesse, não é? Era preciso.
Vamos dizer assim: que prenuncia o livro.
(Sr. Gonzalo: É a mãe do livro.)
É a mãe do livro.
(Sr. Horácio B.: Há momentos para ver as distintas fotos da Senhora Dona Lucilia. Então há um momento que é para ver o quadrinho, outro momento para ver a Senhora Dona Lucilia em Paris, outro momento para ver a Senhora Dona Lucilia da Bagarre. Qual seria o momento propício para olhar esta foto, e qual é o bem que essa foto pode fazer às almas daqueles que olham?)
* A vida da SDL foi uma enorme espera que teve um desfecho inteiramente inesperado: ela morreu embalada no cântico de admiração de alguns membros do Grupo
São os “30 anos” de espera dela. Só que é muito mais, ela já estava com setenta e tantos anos. Porque a vida dela foi uma enorme espera, que teve um desfecho debaixo desse ponto de vista inteiramente inesperado, que foi que nos últimos meses da vida dela, por causa da minha doença, e por causa então do afluxo torrencial de gente do Grupo aqui, por causa sobretudo da insistência do João em fazê-la notar, ser notada, ela morreu embalada no cântico de admiração dos que vinham aqui.
(Cel. Poli: Sobretudo o nosso caríssimo PF.)
Pois é. É fora de dúvida.
E aí o que tinha é que ela recebeu como que uma confirmação, de que ela não tinha se enganado, e que o que ela era, era notório a quem quisesse ver. E era uma espécie de confirmação da fidelidade dela.
(Sr. Horácio B.: A espera do senhor é um espera da Bagarre e do Reino de Maria, a espera dela o que é que era exatamente?)
* A SDL esperava que toda bondade dela e que todo ambiente que ela criava, reconstituísse em torno dela um tempo passado que ia sendo devorado pelo americanismo
Ela esperava que toda bondade dela e que todo ambiente que ela criava, reconstituísse em torno dela um tempo passado que ia sendo devorado pelo americanismo.
(Sr. Paulo Henrique: Que isso era a obra do senhor que ela em alguma medida ia vendo alguma luz nas pessoas que vinham aqui.)
Isso, exatamente. Exatamente.
(Sr. Horácio B.: Exatamente era que seu filho fosse reconhecido e […inaudível].)
* O SDP nunca conversou com a SDL sobre o que ela viu e o que ela intuiu a respeito dele
Agora, o que é que ela de todo o meu caso, o que é que ela viu e o que é que ela intuiu, eu também não sei, porque nunca conversamos sobre isso. É certo que ela teve ilusões maternas quando eu era meninote e mocinho. E que esperava no quadro dela…
(…)
… fotos de mamãe que eu tenho me agrada tanto quanto essa.
(Sr. Guerreiro: Esse agrado também me passou assim pelo meu espírito.)
Também, não é?
(Sr. Guerreiro: Há uma plenitude dela que está mais expressa.)
Isso.
(Sr. P. Paulo: Está muito alinhada com o livro da nobreza.)
Muito, muito, muito.
(Sr. Paulo Henrique: Quem sabe, ilustrar o livro da nobreza, hem.)
Não! Iam dizer que eu estou fazendo propaganda da família…
(Sr. Paulo Henrique: Mas já tem uma foto na primeira edição do livro da Espanha. A segunda é só…)
Não! E depois eu não sei se isso em ponto pequeno dará a mesma impressão do que nesse tamanho. Isso está uma espécie de tamanho ideal.
[vira a fita]
… ainda não fiz as dedicatórias para os livros que é para mandar para a parentela e para certos brasileiros. Se há Corrêa de Oliveira a quem vale a pena mandar o livro, pela atenção especial que tiveram com você, etc., ou com dedicatória sua, ou com dedicatória minha, você me dá o nome, endereço, etc.
(Sr. Horácio B.: Eu já passei há vários dias ao sr. Paulo Campos, os nomes das pessoas e os endereços.)
Agora, isto aqui…
(Sr. Guerreiro: Essa fotografia não poderia ficar entre os “Complicados”? Porque ela é extraordinária, depois ela tem uma trajetória que nos escapa das mãos.)
(Sr. Horácio B.: Eu fiz cópia para todos “complicados”.)
(Sr. Guerreiro: Mas é bom que o original ficar entre nós. De repente alguém pega do senhor, leva para não sei onde, e a gente perde a pista.)
Podia fazer o seguinte: guardar isso num móvel onde nunca ninguém mexe. Uma das gavetas dessa escrivaninha.
(Cel. Poli: […inaudível] pode ser guardião disso, ele mora aqui em cima.)
Aaah! Está bom, mas agora eu vou levar para o meu quarto.
Meu caros vamos rezar então a oração da Restauração.
Há momentos….
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