Conversa
de Sábado à Noite (Alagoas, 1º andar) –
24/7/93 – Sábado – p.
Conversa de Sábado à Noite (Alagoas, 1º andar) — 24/7/93 — Sábado
O pai, em determinado momento, precisa pôr as contas com os filhos nos seus devidos termos para que a vida de família possa continuar * É mais cômodo preservar os interesses pessoais, mas é isso que nós viemos fazer na TFP? É uma coisa que é dolorosíssima! * Não basta nos contentarmos em não estarmos pendurados nos ombros de NSJC no momento em que Ele carrega a cruz, devemos querer carregar uma parte da cruz d’Ele * Oração daquele que tem o verdadeiro arrependimento dos defeitos * O enlevo e a admiração da SDL pela pessoa de NSJC foi um fator de bem querer do SDP em relação à ela * “Eu gosto muito de observar as pessoas, a ação da graça nas pessoas e a reação das pessoas face à ação da graça” * Nunca foi vista no auditório um tão prolongada seqüência de graças excepcionais quanto se vê à propósito do Livro do SDP sobre a Nobreza * A leitura do Livro do SDP sobre a Nobreza dá uma espécie de alegria prateada, feita de esperança, um antegozo do Reino de Maria * Um povo que não é propenso à leitura nem à reflexão passa a gostar de fazer, alegremente, uma leitura refletida
(…)
Você é um peão é? Não é.
(Sr. Paulo Henrique: Sou um peão, sim senhor.)
Eu tenho você em conta de chefão do mailing.
(Sr. Paulo Henrique: Não, não senhor.)
É o que toda via eu ouvi dizer.
(Sr. Paulo Henrique: Não senhor.)
Definidamente qual é o seu cargo no mailing?
(Sr. Paulo Henrique: Eu tenho um título assim como dona Laurice tem, de presidente…)
Ah então é.
(Sr. Paulo Henrique: O dr. Edwaldo é vice-presidente e eu sou o tesoureiro. A parte secundária…)
Secundária! Secundária! Aahahaahahah! Ainda mais em nossos dias?
E o coronel o que é que é no mailing?
(Sr. Paulo Henrique: Ele é que é o encarregado.)
Encarregado do quê?
(Sr. Paulo Henrique: Ele é que tem a direção…)
(Cel. Poli: Não, eu mexo nas coisas do êremo. Enquanto coisa do êremo eu mexo.)
Qual é a coisa do êremo? De que êremo?
(Cel. Poli: Enquanto atividade do êremo…)
Japy?
(Cel. Poli: É.)
Ah bom, aí sim.
Bom, qual é o tema?
(Cel. Poli: O tema que temos para propor ao senhor vai pela seguinte coisa…)
(Sr. Amadeu: Pingar o colírio.)
Ah, é melhor pingar aqui mesmo. [todos saem, o Dr. Edwaldo fica na sala]
Médico não sai por causa de colírio.
(Dr. Edwaldo: Vou assistir.)
Vai assistir.
(Dr. Edwaldo: Vou ver como é que ele está pingando.)
Homem, é verdade, um controle… de repente aparece uma mancha no tapete ali, é colírio manobrado pelo Amadeu.
[Pinga o colírio]
Caiu em você, é? Hem! Edwaldo?
(Dr. Edwaldo: Quase. Caiu pertinho.)
Quase! Ahahahah!
* Melhora na visão do Senhor Doutor Plinio
Mas você quer ver uma coisa curiosa? Você está vendo aquele quadrinho ali? Aquele quadrinho há algum tempo atrás eu olhava, dava dois, agora eu estou olhando, dá um. Você vê que é uma certa evolução.
(Dr. Edwaldo: Que houve uma melhora houve.)
Graças a Nossa Senhora.
(Sr. Amadeu: O sr. vê aqui o vaso rosa?)
Sim. Mas aí a cor rosa facilita muito para ver, ouviu?
Salve Maria, meu Amadeu.
Manda entrar o pessoal.
Mas então, meu coronel, qual é o tema?
(Cel. Poli: Estava gravando, não sei se durante o tempo que o senhor colocou o colírio..)
Não houve nada.
(Cel. Poli: Pode deixar então?)
É banalidade.
* O enlevo e a admiração da Senhora Dona Lucilia pela pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo foi um fator de bem querer do Senhor Doutor Plinio em relação à ela
(Cel. Poli: Durante o jantar o sr. João fez referência àquela frase de Nosso Senhor: “se esses não me louvarem, as pedras das ruas se levantarão e louvarão.” O senhor disse que uma vez contou para dona Lucilia…)
Ela contou para mim.
(Cel. Poli: Mas contou com muita admiração, muito enlevo pela pessoa de Nosso Senhor.)
Muita.
(Cel. Poli: E o senhor viu no enlevo dela muita virtude, e foi mais um fator de querer bem a ela. A gente vê que nessa sordície moral que está o Brasil, sordície mental…)
De tudo!
(Cel. Poli: Que o Brasil se deixou ir…)
Arrastaram.
(Sr. Guerreiro: Arrastaram ou se deixou levar?)
* O Brasil andou ao encalço do mau odor da Revolução
Vamos dizer… há uma palavra da Escritura que diz: “eu andei ao encalço do vosso bom odor”. O Brasil andou para o rumo da Revolução, ao encalço do mau odor da Revolução. Nesse sentido é que ele se deixou arrastar.
(Cel. Poli: Mas também foi muito traído, muito conspurcado…)
(…)
(Cel. Poli: O livro do senhor sobre a Nobreza, constou-me que seria o último lance de grande envergadura que o senhor daria antes da Bagarre.)
Não, eu não disse isso não.
(Sr. Guerreiro: Pelo jornal falado que nos deram, o senhor comentando a situação atual, o senhor levantava a seguinte questão: “também contra a Revolução, que golpe maior se poderia dar do que o livro da Nobreza”. Não é que o senhor fechasse a questão, mas como que ficava…)
Levantava essa pergunta.
(Sr. Guerreiro: E ficava entendido o seguinte: de tal modo esse golpe é grande, não é que não possa haver outro, mas de momento o senhor não estava entrevendo que golpe mais vigoroso poderia ser dado na Revolução. […])
(Cel. Poli: Então o livro da Nobreza tem que [ter], às tantas, uma repercussão aqui no Brasil. E essa repercussão tem que ter alguma coisa na linha de levar para a admiração do maravilhoso. […] Então perguntamos se o senhor não podia falar um pouco deste papel de direcionamento das cabeças rumo ao maravilhoso que ela certamente deverá exercer.)
Para tratar dessa questão seria preciso, antes de tudo, a gente procurar ver em que sentido é que o livro da nobreza encaminha para o maravilhoso. O que é que tem o maravilhoso que ver com isso, e depois prosseguir no tema. A porta de entrada para o tema seria esse.
* “Eu gosto muito de observar as pessoas, a ação da graça nas pessoas e a reação das pessoas face à ação da graça”
A gente poderia dizer o seguinte. Vocês sabem que eu gosto muito de observar as pessoas e a ação da graça nas pessoas e a reação das pessoas face à ação da graça. E me tem chamado atenção que esse livro tem, sem dúvida nenhuma, uma ação da graça especial que a gente nota em algumas coisas que, eu, como autor, talvez possa notar melhor do que vocês como leitores.
Por exemplo o seguinte, essa parte referente ao Brasil no livro. Essa parte foi feita… se vocês tomarem o trabalho de analisar aquela parte, notarão que não tem uma palavra posta ali com intuito de ornamentar, nem de fazer um estilo bonito, nem de nada disso, é tudo puramente descritivo e de um descritivo funcional.
(Dr. Edwaldo: É muito bonito.)
(Cel. Poli: É uma verdadeira poesia essa parte toda.)
* O Apêndice sobre o Brasil do Livro da Nobreza tem sido objeto de uma graça que produz uma adesão e uma admiração que vai além do maravilhoso que o SDP quis ter posto ali
Agora, eu vejo que essa parte tem sido objeto de uma adesão e de uma admiração da parte dos participantes do auditório Nossa Senhora Auxiliadora que vai muito além do que tenho a consciência de ter posto ali do ponto de vista do maravilhoso.
Há, por exemplo, pessoas que acham que textos de Pio XII que eu pus no livro — e que são verdadeiramente admiráveis — chamam menos atenção e provocam menos admiração do que essa parte do Brasil.
Ora, eu vejo nisso uma graça pousando especialmente sobre essa parte do Brasil. Porque não acho que essa parte seja tão bonita assim, acho normal.
Vocês querem ver uma coisa? Ali nessa parte do Brasil há um trecho que é uma citação de tio João Alfredo, não sei se se lembram disso?
Bem, eu acho aquela citação muito mais bonita do que qualquer pedaço da parte do Brasil. A linguagem do tio João Alfredo está bonita ali, elevada, com verve, uma coisa que tem movimentação. E eu acho que a minha parte está um pouco sonolenta, um pouco pesadona, dá um pouco impressão de receita de cozinha: quebrem três ovos, misturem com farinha, depois de batido bem, ponham…
(Cel. Poli: Não é o que padre Rafael achou.)
Bom, mas isso é lá por conta dele.
(Sr. Guerreiro: O senhor podia nos ensinar com mais freqüência como faz essa culinária toda.) [risos]
Ahahahaah!
(Sr. Paulo Henrique: Na nossa vida nunca lemos páginas como essas. […] O senhor está atribuindo isso à uma ação da graça, mas uma ação da graça que veio através da pena do senhor.)
Mas daí a dizer que é bonito… que é o que está em jogo.
(Sr. Horácio B.: E toca até aos não brasileiros. O senhor fala do Brasil e a gente sente uma graça que paira no auditório que a gente fica encantado.)
(Sr. Paulo Henrique: E dos transcendentais do ser, o senhor manifesta muito o pulchrum…)
Muito!
(Sr. Paulo Henrique: […] Para nós é maravilhosa.)
* Quando se faz a leitura do Livro do Senhor Doutor Plinio sobre a Nobreza acende-se uma outra luz no auditório, um estado de alma se levanta que é superior a todo resto
Eu fico espantado, porque eu vejo naquilo quase um catálogo de telefone, ouviu? É o que eu vejo ali.
Vejam como são curiosas as reações das coisas nos homens, mas outra coisa que há é o seguinte:
Está se tratando qualquer coisa no auditório, é só passar para o livro da nobreza que se diria que se acende outra luz no auditório, e que um estado de alma se levanta ali que é superior a todo resto e todo o mundo toma mais ou menos a atitude de uma pessoa que está num jantar onde se serve Coca-cola e de repente vem a notícia: “vai servir champagne!”. Quer dizer, é outra coisa, não é?
(Dr. Edwaldo: E uma coisa estável porque já vem de meses.)
* Nunca foi vista no auditório um tão prolongada seqüência de graças excepcionais quanto se vê à propósito do Livro do Senhor Doutor Plinio sobre a Nobreza
Meses! Meses! Meses! Nunca vi no auditório uma tal seqüência tão prolongada de graças excepcionais quanto eu vi agora a propósito do livro da nobreza.
(Sr. P. Roberto: É sempre um dia de festa.)
É sempre um dia de festa.
(Sr. Paulo Henrique: Os comentários do senhor são sempre muito excelentes. […] Ele vem acompanhado também dos comentários que o senhor vem fazendo ao longo da leitura.)
Não, isso é verdade.
(Sr. Paulo Henrique: O senhor coloca outro quilate que talvez por razões políticas o senhor não quis escrever.)
E depois eu tive a intenção de fazer uma coisa que não fosse muito maior do que essa que está aí. Se eu fosse pôr tudo quanto eu pus verbalmente ficaria muito maior, e não seria oportuno.
* A leitura do Livro do Senhor Doutor Plinio sobre a Nobreza dá uma espécie de alegria prateada, feita de esperança, um antegozo do Reino de Maria
Agora, eu noto o seguinte, que esse bem-estar que vem no auditório e que a meu ver é uma graça, vem acompanhada de uma propensão para admirar. E essa propensão para admirar de si é uma graça. Ainda mais para o homem contemporâneo tão pouco inclinado à admiração, essa propensão de se colocar numa atitude admirativa diante das coisas, ficar contente de ver que uma certa coisa merece admiração e fazer disso objeto de um comentário, etc., etc., é tão pouco comum que indica uma graça também especial.
Agora, daí eu tiro o seguinte, que a Providência quer uma coisa dessas desse livro. E que, se quer uma coisa dessas desse livro é porque quer empurrar os leitores do livro, portanto, no mundo inteiro, mas especialmente os leitores de língua portuguesa, a Providência quer encaminhar para uma certa linha, numa certa direção à qual direção caminha por sua vez para o que de maravilhoso aparece ali, que é uma espécie de alegria prateada, feita de esperança, de quase certeza de que alguma coisa daquela se realizará, e um pré-gosto do Reino de Maria. O antegozo do Reino de Maria está muito presente ali nos nossos espíritos enquanto nós lemos, e isto faz muito bem.
Quanto aos meus comentários, é uma coisa inevitável e é, portanto, perdoável que nas reuniões comuns em algumas noites eu esteja mais cansado, em outras menos…
(Sr. Paulo Henrique: [inaudível] em torno dessas circunstâncias.)
Pois é. Exatamente. Seria perdoável, inteiramente perdoável. Mas é só eu começar a tratar daquilo que o cansaço passa, eu paro de tomar chá e a coisa vai.
O que tudo leva a entender que o livro indica no mapa de nosso futuro um lugar ainda não definido no qual essas coisas todas nos serão dadas muito largamente. É um livro promessa, e promessa profética.
(Sr. P. Roberto: Muito bonito.)
Mas isso eu acho que é verdade. Assim como eu estava denegrindo com toda sinceridade, sem nenhuma afetação, a parte referente à formação social e política do Brasil, assim também eu devo dizer o que me parece das esperanças que o livro levanta.
* Um povo que não é propenso à leitura nem à reflexão passa a gostar de fazer, alegremente, uma leitura refletida
Depois tem mais uma coisa que é próprio a isso. É que o livro — e eu dou a esse ponto muita importância — o livro convida muito à uma facilidade para a reflexão, para leitura refletida. Um povo como o nosso que não é propenso à reflexão, que aliás também nem é propenso à leitura, esse povo gostar de fazer uma leitura refletida, e fazer alegre! Às vezes quando a gente anuncia ao auditório que vai haver leitura do livro, há um burburinho, desde as primeiras fileiras até às últimas. Um burburinho moderado, não é assim elétrico, mas um burburinho real de satisfação. E muitos já vêm trazendo o livro por vias das dúvidas, e depois levam para a casa ou deixam ali para guardar, não sei bem. Mas eu não vi faltar livro a ninguém. Ao menos do que me é dado…
(Cel. Poli: O pessoal leva e traz.)
Eles levam e trazem? No leva e traz podia perder, podia esquecer, podia… Não. A coisa toda funciona na perfeição. E o levar e trazer significa um particular empenho em ter à mão caso haja leitura, para eles poderem acompanhar. E depois todo o mundo abre o livro para acompanhar. As pessoas que têm o livro, pelo menos na mão, abrem para poder acompanhar.
* Se cada vez que o livro vem se faz sentir uma graça, isto indica que o nosso rumo e o nosso futuro é esse indicado pela graça
Tudo isso indica uma sofreguidão do livro que tudo junto é tão fora, tão contrário aos nossos piores hábitos que eu acho verdadeiramente excepcional, verdadeiramente bonito, animador, etc., mas indicativo do algo.
Agora, do que é que é indicativo?
De que virá a nós de um modo permanente um estado de espírito como aquele. Esse ponto é que eu acho importante frisar. Que é um estado de espírito como aquele.
Por que é que eu digo isto?
Porque se cada vez que o livro vem, uma graça assim se faz sentir, isto indica que para lá a graça quer nos encaminhar, e que, portanto, o nosso rumo é aquele e que o futuro nosso é aquele.
Não sei se eu estou claro no que eu disse?
(Sr. Paulo Henrique: […] Se isso se passa com o auditório, e essas esperança que o senhor tem com o auditório, […] se isso está causando uma boa repercussão em nós, “ad extra” para o Brasil enquanto tal a razão política talvez impeça o senhor de fazer o lançamento aqui, porque em todos os países os estandartes estão sendo hasteados, mas aqui nem uma palavra do senhor…)
Nada.
(Sr. Paulo Henrique: […] Não sei se o senhor falaria uma palavrinha sobre isso.)
Eu acho que se poderá falar às horas tantas. (…)
… começando a abrir os olhos para as coisas, eu tive a bem dizer dois abrires de olhos: uma primeira abertura de olhos foi no Colégio São Luis — eu já descrevi uma porção de vezes — é quando eu percebi que a impureza tinha tomado conta do país completamente. Mas foi depois, relativamente aos poucos, que eu acabei percebendo outros aspectos da questão. (…)
* Oração daquele que tem o verdadeiro arrependimento dos defeitos
… a oração que deveria fazer um de nós se tivesse um verdadeiro arrependimento desses defeitos. É dizer:
“Vede minha Mãe, este filho pródigo que volta para casa. Ele volta sem nada do que ele levou e com tudo o que ele trouxe, com tudo o que ele apanhou fora ele vem trazendo: defeitos, sordícies, deformações de caráter, etc., etc., que ele não tinha quando saiu. O que é que ele deixou lá fora? Todo o patrimônio dele que ele perdeu, ele volta como mendigo na ordem moral e como mendigo na ordem temporal. Nessas condições esse filho reconhece que está na raiz do mal que ele fez: Tibi soli ego peccavi, et peccatum meum contra me est semper — Eu pequei só, na Vossa presença e o meu pecado está sempre de pé contra mim me argüindo: Você fez tal coisa, não deveria ter feito, fez tal coisa não devia ter feito… é a censura contínua do meu pecado contra mim.
“Eu vos peço que Vós me laveis: asperges me hyssopo, et mundabor: lavabis me, et super nivem dealbabor — Eu vos peço que vós me laveis”. Não tem outra coisa.
(Cel. Poli: Agora, a missão da Senhora Dona Lucilia aqui se exerce muito, é propriamente onde ela deve se exercer.)
É verdade, meu filho.
(Sr. Paulo Henrique: É hora de pedir a ela que nos ajude.)
Exatamente. E ela é por excelência a pessoa para essas situações. Vamos pedir a ela que tenha pena de nós.
Diga, meu filho.
* O pai, em determinado momento, precisa pôr as contas com os filhos nos seus devidos termos para que a vida de família possa continuar
(Sr. Guerreiro: […] E tendo o senhor dito o que disse hoje, que era uma coisa necessária dizer, fica muito chocho que nós venhamos aqui outras vezes e que o senhor não nos possa falar ainda mais sobre essas nossas infidelidades com o senhor. Quer dizer, transformar essas reuniões todas em licor, como o senhor falou, isso é uma coisa que é inaceitável. Agora, como há uma graça também para que nós possamos compreender melhor as nossas faltas, quem sabe se o senhor pudesse fazer mais algumas vezes uma reunião como essa que o senhor fez aqui. […] Porque se o senhor não continuar a tratar disso conosco, nós vamos continuar vindo aqui como temos vindo.)
À procura do licor.
(Sr. Guerreiro: Agora, nada mais razoável que senhor pudesse… o pai em certo momento precisa pôr as contas com os filhos nos seus devidos termos para que essa vida de família possa continuar.)
Eu concordo em gênero, número e caso.
(Sr. Guerreiro: O senhor acabou de dizer que o país está liqüidado, que a TFP tem um papel enorme nisso, e que nós somos partícipes disso assim… e somos, nós sabemos que somos…)
Partícipes capitais.
* É mais cômodo preservar os interesses pessoais, mas é isso que nós viemos fazer na TFP? É uma coisa que é dolorosíssima!
Por exemplo, vem o Caio com um sacrifício grande trazendo esse grupo de francezinhos, qual é a edificação que eles lucraram do contato conosco? Porque devia ser. Eles vêm para isso. Vêm para se edificar. No que é que nós edificamos a eles?
Nós nem nos preocupamos de saber se tínhamos algum bem para fazer para eles. A única coisa que passou por nossa cabeça foi questão de amor-próprio, quer dizer:
“Será que eles vão dar importância a mim? Se eu falar com eles e procurar brilhar aos olhos deles para o pátio achar bonito? Eles vão nos dar entrada a isso ou não? Não fica feio o pátio perceber que eu procurei por eles e que eles não me deram entrada? Então o mais prudente… não é melhor eu me manter completamente de fora e deixar correr o marfim?”
É mais prudente, é mais cômodo [preservar?] os interesses pessoais. Mas é isso que nós viemos trazer aqui, essa procura do interesse pessoal? É isso? Questões de vaidades, de amor-próprio, de coisas desse naipe, é isso? Quer dizer, é uma coisa que é dolorosíssima!
[Silêncio respeitoso]
Meu caros, que horas são?
(Sr. Paulo Henrique: O senhor começou mais cedo, já está na hora senhor.)
Que horas são?
(Sr. Paulo Henrique: Quase três já.)
Eu me permito de irmos andando então agradecendo a Nossa Senhora que Ela nos tenha dado essa hora de franqueza.
(Sr. Paulo Henrique: Esperamos que Ela continue.)
E que Ela continue.
(Cel. Poli: […] Eu queria pedir perdão ao senhor e à Senhora Dona Lucilia que me arranje do modo a ao menos não ser espinho para o senhor. E ser o que o senhor quer.)
* Não basta nos contentarmos em não estarmos pendurados nos ombros de NSJC no momento em que Ele carrega a cruz, devemos querer carregar uma parte da cruz d’Ele
Nós devemos levar as nossas ambições muito mais alto. Nós sermos uma consolação para Nosso Senhor que carrega a cruz d’Ele. Não é nos contentarmos em não estarmos pendurado nos ombros d’Ele no momento em que carrega a cruz, mas é carregarmos uma parte da cruz d’Ele. Cirineus! Isso é que nós devemos querer.
(Cel. Poli: Praesto sum.)
(Sr. Paulo Henrique: […] Talvez nós pudéssemos recitar a oração que o senhor ditou, nas próximas vezes, acrescido desse ponto que o senhor acabou de dizer…)
Me ponha tudo isso junto num papel para eu pôr direito em ordem — com o tom de uma oração — de maneira a poderem utilizar…
(Sr. Paulo Henrique: Mesmo aqui aos sábados à noite.)
Aqui talvez possa ser perfeitamente. É para ser recitada sábados à noite. E outras ocasiões.
Vamos então rezar.
Há momentos Minha Mãe…
*_*_*_*_*