Conversa
de Sábado à Noite (Alagoas, 1º andar) –
10/4/93 – Sábado – p.
Conversa de Sábado à Noite (Alagoas, 1º andar) — 10/4/93 — Sábado
O mundo inteiro vai ficando como o corpo de um homem no qual pequenos cânceres começam a aparecer aqui, lá e acolá * Nossa Senhora pede a alguns o sacrifício total que é de não ser grandes homens, mas homens excepcionais * Pirilampos esvoaçando em torno da cabeleira da rainha: essa a situação dos membros do Grupo que hesitam na busca pela perfeição * Assim como há na atmosfera uma porção de cânceres que caminham para uma cancerização geral, há também uma porção de coisas boas que tendem preguiçosamente a aumentar * Um sorriso inesperado da Providência, que promete outros: o SDP é promovido na Ordem Constantiniana
Então, como é? O que é que há? Quais são os temas? Quais são as coisas?
[Sr. Amadeu entra com o aquecedor]
Aqui está bem.
(Sr. Guerreiro: O Clima tropical tem essas variações de temperaturas assim…)
O clima está muito…
(Sr. Gonzalo: Muito variado.)
Eu sinto muito isso de noite. A gente vai se deitar à noite, por exemplo, com um cobertor só, acorda de manhã, às nove da manhã por exemplo, a gente vai ver, está com frio e tudo mais.
Bom, acho que o negócio agora está resolvido.
(Sr. Gonzalo: […] Não sei se está clara a problemática?)
O problema central, qual é que é então?
* As transformações insensíveis pelas quais passou a situação internacional. Ex.: situação da Sérvia, Rússia, Iraque e Egito
(Sr. Gonzalo: O problema é a ruptura dessa crosta preternatural que impede que o senhor faça o apostolado para o Reino de Maria num tipo de clave imensamente mais alta do que pode ser agora. […] Porque de tal maneira há homens ruins, que impedem que os eflúvios dos bons se manifestem. O senhor disse que esteve diante ao túmulo de São Pio X e não sentia, porque havia outros que nessa ordem da realidade mexiam de tal maneira, que neutralizavam.)
É isso, sim.
(Sr. Gonzalo: Para que a presença do senhor se torne mais intensa, essa crosta tem que ser quebrada. Como o senhor vê a quebra dessa crosta? Ou não se quebrará?)
Eu não sei também, meu filho, porque isso faz parte dos múltiplos segredos ou múltiplas incógnitas do momento pelo qual nós estamos passando. Aos poucos, aos poucos, a situação internacional, etc., etc., veio mudando, mas de um modo insensível de maneira que as pessoas não percebem, e se percebem percebem de um modo muito incompleto, mas veio mudando no seguinte sentido.
Até há pouco tempo atrás, nós víamos numa porção de lugares assim avenidas possíveis para os acontecimentos, e nessas avenidas havia bifurcações que a gente não sabia que caminho tomar. Mas agora a coisa passou lentamente à outra situação: é que vai se tornando cada vez menos raro que em cada bifurcação tem uma bomba e essa bomba pode levar o mundo pelos ares. De maneira que nós estamos evoluindo da incógnita para o perigo cheio de incógnitas, ou, se você quiser, para uma incógnita cheia de perigos.
Então veja, por exemplo, no noticiário de hoje. Foi um dia de noticiário internacional pobre. Até é possível que eu misture alguns fatos de dois ou três dias atrás, mas isso não vem tanto ao caso. Então você tem aquela eterna questão da Sérvia com um aviso de que isso pode se transformar numa guerra mundial dada por eles.
Depois na Rússia o problema do depósito de bombas atômicas que todo o mundo sabia que existia, começa a sair fumaça de dentro. Quer dizer, começa-se multiplicar os Chernobys, mas cada Chernobyl traz uma série de desastres, mas traz sobretudo advertência de que aquilo pode de repente dar num desastre, ninguém sabe se aquilo não estoura de uma vez e se estourando isso não faz arrebentar em cadeia uma série de outras bombas atômicas. Se essas bombas que estouram não determinam uma Guerra Mundial.
Depois, do outro lado, há uma história com o Iraque hoje nos jornais. Que o Iraque tem duas fronteiras, uma dá com os turcos e outro dá não sei com que outro povo, e cada uma dessas fronteiras está carregada de armamentos, etc., porque o Iraque quer estar pronto para se defender em qualquer momento. Para se defender ou para atacar. Esse ataque pode arrastar os Estados Unidos na guerra.
De outro lado, a única parcela relativamente tranqüila do mundo maometano era o Egito. Relativamente tranqüila, mas enfim, era alguma coisa. Mas os fundamentalistas maometanos fazem questão de suprimir o governo temporal do Cairo, achando que a distinção entre o poder temporal e o poder espiritual maometano é uma blasfêmia, é um insulto contra os direitos de Maomé, que onde existe o poder espiritual, ele deve estar investido também das funções temporais. E que, portanto, o governo maometano do Egito tem que substituir o governo civil que é um governo modelado pelos ingleses mais ou menos de acordo com os governos ocidentais. Quando os ingleses abandonaram o Egito, ficou o governo temporal distinto do governo espiritual.
E ficou, portanto, uma grande potência maometana — quer dizer, dentro do mundo maometano o Egito é uma grande potência — ficou uma grande potência maometana fora dos padrões maometanos. Então tem que entregar esse poder aos fundamentalistas que são, exatamente, os suspeitos de terem mandado destruir aqueles dois grandes edifícios de Manrathan e uma porção de outras coisas assim.
* O mundo inteiro vai ficando como o corpo de um homem no qual pequenos cânceres começam a aparecer aqui, lá e acolá
Você vai vendo, em todo lugar vai aparecendo um câncer, uma formação cancerosa, e as pessoas se dão conta disso muito incompletamente. Resultado, é que o mundo inteiro vai ficando como o corpo de um homem no qual pequenos cânceres começam a aparecer aqui, lá e acolá. Esse homem pode sair para a rua, pode ir passar férias numa estação de água, etc., pode o que quiserem, pode ser passageiro do Queen Elizabeth, e daí para fora. Mas o fato concreto é que ele está condenado à morte. Assim nós vamos evoluindo para isso.
* O estado de saúde de JPII está tomando o aspecto de um câncer dentro da Igreja.
Depois, também é verdade que o estado de saúde de JPII está tomando cada vez mais, para quem sabe observar, o aspecto de um câncer dentro da Igreja. Fica-se desconfiado, de um momento para outro, de uma morte dele até agravada, precipitada pelos efeitos remotos daquele atentado que ele sofreu na praça de São Pedro, e que se percebe também que deixou resultados que não foram inteiramente eliminados. E é evidente que isso pode dar num conclave com Papa, anti-Papa, etc., etc.
* Em que momento aparece dentro desse conjunto de situações o turbilhão de virtude que muda o rumo da História?
Todas essas coisas somadas vão degenerando numa coisa que ainda não é a Bagarre, mas cada uma fica mais surpreendente de ainda não ser a Bagarre. Há um certo momento em que uma picada de abelha faz estourar tudo.
O que é dentro desse conjunto que vai determinar a movimentação de todas as coisas? Em que momento aparece dentro desse conjunto o turbilhão de virtude que faz o rumo da História mudar? E que homem, ou que grupos de homens, é chamado a determinar essa modificação? Afinal, acaba sendo que sua pergunta é essa.
Há certas regras gerais da História que não são regras imperativas, são mais hábitos de Deus do que regras gerais, mas que a gente pode tomar em consideração para determinados efeitos, etc., etc.
* Nossa Senhora pede a alguns o sacrifício total que é de não ser grandes homens, mas homens excepcionais
Então, se poderia dizer o seguinte: que quando um movimento qualquer grande é esperado, e existe um movimento pequeno precursor, deve se entender que o movimento precursor pequeno, deve pelo menos deflagrar o grande, e que o grande por sua vez deve ser pelo menos o deflagrador do total. E que, às vezes, a série de acontecimentos fica parado porque no elemento inicial alguma coisa parou. Então fica tudo à espera de uma abelha que conseguiu entrar no motor do automóvel, de se perceber onde é que está a abelha, tirar a abelha, jogar fora para o automóvel andar.
E isso fica nessa história, que acaba sendo que Nossa Senhora pede a alguns um sacrifício total, mas que esse sacrifício total deve começar… o primeiro passo do sacrifício é eles se resolverem a ser, não grandes homens, mas homens excepcionais. Um tipo de homem que os outros não reconhecem como grande, mas que são absolutamente excepcionais, e os quais, por sua vez, no movimento pequeno produzem a deflagração que produz todo o resto.
E eles não querem sair da regra comum, do tamanho comum e da provação comum. Não querem. Não querem correr o risco de ficar completamente marginais. Mas não querem de um querer não querido mesmo, não querem! E por isso fecham os olhos, não aceitam, não admitem, pintam o caneco por isto. A razão é esta.
De outro lado, eles precisariam compreender que eles nasceram para o holocausto, e que devem desejar o holocausto como significado de sua vida, e que, portanto, há sacrifícios enormes, que eles têm que consentir em fazer porque sem isso eles não são nada. Não querem saber do holocausto, esperneiam.
* Aplicação aos membros do Grupo de duas metáforas: o besouro preso pelas asas; e os vaga-lumes nos cabelos das senhoras da São Paulo antiga
Eu não sei se no tempo de pequeno aconteceu com vocês, de pegar às vezes certos besouros, por exemplo, pelas asas, e o besouro deita as pernas e faz aquele zumbido, aquela bagunça. Assim fazem certas almas quando sentem o dedo da Providência que a pega e diz: “Meu filho, você quer fazer um holocausto? Você quer ser imolado num holocausto?
Nós fazemos o papel do besouro: perna para um lado, perna para outro: “Não, não quero, e não é razoável, por que é que não é o outro, tem que ser eu? Então sejam vários de uma vez. Se vários tiverem essa coragem eu vou ver se terei.”
(Sr. Gonzalo: Aí se vira democrata.)
Ora, democrata direto. Democrata direto.
(Cel. Poli: Para evitar qualquer equívoco, o senhor está falando do geral dos membros do Grupo [inaudível].)
É, o geral dos membros do Grupo. Mas nós fazemos parte do geral dos membros do Grupo.
É evidente que este apelo é mais premente para uns e menos para outros, e nós somos daqueles em que o apelo é mais premente.
(Cel. Poli: É uma misericórdia.l)
É uma misericórdia, mas que nós respondemos como o besouro. Quer dizer, o besouro o que quer é que larguem as asas e que ele possa voar para onde quiser.
Havia um costume aqui em São Paulo, na São Paulo antiga, colonial, vocês sabem que o centro velho foi onde nasceu a cidade de São Paulo, São Paulo teve muralhas como uma cidade medieval, e as muralhas não desciam até o atual parque D. Pedro II, que era um pantanal medonho que tinha uma quantidade incontável de vaga-lumes. E as senhoras de um modo um tanto caipiresco, costumavam fazer o seguinte. Não se cortava o cabelo naquele tempo, usavam cabelo cumprido, e elas armavam verdadeiros castelos capilares, que as negras, as escravos montavam na cabeça delas. E pegavam pirilampos, vaga-lumes, etc., na várzea e punham dentro do cabelo das senhoras — é uma coisa que dava uma idéia hindu — e ficava aquilo acendendo e apagando. Sendo que entre os pirilampos há uma variedade de tonalidade. Não primeiro de cor, mas de tonalidade. Ao menos os de São Paulo. Uns avermelhados, outros esverdeados. Talvez ainda haja outras tonalidades. Então as senhoras compareciam com os cabelos cintilando de pirilampo. Isso era reputado uma coisa muito bonita.
Agora, imagine um pirilampo que seja preso e levado para ficar nos cabelos da rainha. Para o pirilampo é uma grande honra, mas mesmo depois que ele foi preso e posto dentro da cabeleira da rainha, ele está o tempo inteiro acendendo e apagando como manifestação de desespero de sair, e procurando uma fresta por onde possa escapar. Assim somos muito de nós dentro da vocação.
Escapar não tanto da vocação, mas escapar da perfeição na vocação. Sem tomar em consideração que a vocação é para a perfeição. E que se a pessoa não quiser a perfeição não sai a vocação.
Eu não sei se estou claro?
(Sr. Gonzalo: Enormemente claro.)
Agora, qual é o resultado do negócio?
É que com esse mundo de pirilampos encarcerados e inconformados, a coisa não anda. E a TFP é a cabeleira da rainha e os pirilampos somos nós.r
Aliás, eu pensei que essa história dos pirilampos talvez fosse de outras nações sul-americanas também, mas eu estou vendo que não, que é capaz de ser uma originalidade até paulista apenas, e que já no Rio não usassem a coisa. Mas pouco importa, isso é uma coisa de terceira importância. O que é interessante é a analogia que serve muito para ilustrar as coisas.
Agora, o curioso é que alguns pirilampos conseguem escapar, mas em vez de fugirem, ficam esvoaçando em torno da cabeleira da rainha com nostalgia de entrar, procurando entrada preguiçosamente, e no fundo brilhando do lado de fora sem brilhar do lado de dentro. Existe isso.
* Assim como há na atmosfera uma porção de cânceres que caminham para uma cancerização geral, há também uma porção de coisas boas que tendem preguiçosamente a aumentar
E o problema todo é o seguinte: quando é que virá o momento em que se desencadeia uma coisa assim e a ordem se põe entre os que recusam, e somos uns tantos São Paulos a quem Nosso Senhor jogo do cavalo e depois diz: “A vós vos é duro regimbar contra o aguilhão”. Pode-se fazer essa pergunta.
A meu ver isto pode sair de um momento para outro. De um momento para outro, numa conversa aqui, pode vir de repente um flash que nos converta, e que nos converta de tal maneira que essa conversão, que no momento nos daria medo — porque eu não sei se tomado cada um de nós individualmente, é inteiramente certo que gostaria de se converter —, que de repente venha uma coisa assim determinada pela presença de Elias Profeta. E uma certa esperança nesse sentido eu tenho, que ele apareça nas indignações maravilhosas dele, nas indignações celestiais dele, e vuum! Ou, que apareça de repente — mas a gente deveria quase se pôr de joelhos para figurar a hipótese —, apareça Nossa Senhora, e venha uma intervenção.
Quer dizer, assim como há na atmosfera uma porção de cânceres que caminham para uma cancerização geral, há também uma porção de pirilampos, uma porção de coisas boas que caminham preguiçosamente para aumentar, mas que de fato vão aumentando um pouco. Quem sabe se a grande transformação é deflagrada por uma mudança em nós que dá na mudança do resto.
* Por exemplo, alguns aspectos em que se pode dizer que o Brasil cresceu: almas com vôos inusitados
(Sr. Gonzalo: Não sei se o senhor soube…)
(…)
… você está morando no Brasil há tantos anos e tem observado continuamente as coisas, etc., você deve se lembrar de qual era a atmosfera do Brasil que você o conheceu e de comparar com a atmosfera de hoje: em vários, e vários aspectos o Brasil decaiu. Mas em um aspecto o Brasil subiu. É que o número de almas que têm este vôo cresceu um tanto, e isto é muito mais importante do que a decadência. Eu acho que esse é o ponto fundamental.
Ainda hoje tiveram me contando do comentário de um rapaz dos mais chegados à monarquia, etc., um tal Bica. Que estavam falando a respeito das relações entre monarquia e a TFP, se não valia a pena entrar para a TFP, etc. Ele teve esse comentário: “É preciso andar devagar, porque nós estamos preparados para isso. Nós devemos chegar até lá, mas devemos andar para entrar nisso, mas nós ainda não estamos preparados”.
Eu acho de um equilíbrio, de uma…. melhor do que isso era só dizer: “Eu já estou preparado”.
Mas qual era o número de rapazes assim quando você veio morar aqui? A bem dizer não tinha. Éramos nós e em torno de nós era o vazio. Eu me lembro que nós costumávamos dizer que nós éramos como uma torre dentro da planície. Quer dizer, inteiramente outra em relação à planície, e não havendo elementos intermediários, construções intermediárias entre a torre e a planície. É aquele cilindro de pedra e uma planície desértica. Isto era a TFP. Bom, já não se pode dizer isto, há uma porção de contrafortes, uma porção de elementos de transição que são caminhos de atração.
(Sr. Gonzalo: Mas o pirilampo continuam igual.)
O pirilampo continua igual.
(Sr. Gonzalo: Então como fazer para quebrar isso? O senhor não vê uma certa graça para mover o pirilampo?
(…)
(Sr. Gonzalo: … como dizer, porque tem que haver uma coisa conexa com o senhor.)
Não, não, não.
(Cel. Poli: Para mim o flash dessas cerimônias todas foi quão a presença do senhor é notada, porque estava tudo assim meio…)
Mas o que tem é o seguinte: é que um enjolrinhas da Saúde pode notar isso…
(Cel. Poli: Mas era realmente, senhor, porque a ausência do senhor era pungente.)
Quer dizer, há, portanto, uma certa coisa que atrapalha e faz o papel da rolha da garrafa de champagne e que impede a champagne de sair e que fica ali, e que é preciso estourar. Assim mesmo alguma coisa a Providência tem debelado… (…)
* Um sorriso inesperado da Providência, que promete outros: o SDP é promovido na Ordem Constantiniana
… a ordem foi obtida, etc., etc. Mas acontece que o D. Mayer foi expulso da ordem depois que ele foi punido por JPII. E D. Sigaud eu não sei o que aconteceu. Mas eu deixei de receber os boletins da Ordem. De maneira que eu tinha impressão que sem me terem expulsado, a Ordem por uma desconfiança em relação a mim ou qualquer coisa, já não me mandava o boletim e que, portanto, o meu nome não figurava no catálogo dos sócios que era o catálogo habitual onde figurava sempre os nomes dos sócios. E na impossibilidade de mexer no negócio, eu pedi ao J. Miguel que mexesse, mas o J. Miguel revelava uma dificuldade de ir a Nápoles, uma dificuldade psicológica do outro mundo, e a sede da Ordem é em Nápoles, porque essa é uma Ordem dos antigos reis de Nápoles. E a coisa ficou parada.
Agora, o João foi para a Europa e eu disse ao João à tout hasard: “Veja se aperta o JM para ver se sai alguma coisa nessa direção, etc.”, mas no meio de cem outras coisas.
O João voltou tendo conseguido que De Mattei falasse com alguém da Ordem, provavelmente o Grão-mestre que está brigado com JPII, porque ele disse umas coisas muito pesadas contra JPII e chegaram aos ouvidos do Papa, e o Papa deixou o homem meio congelado, quase demitido, mas de fato exercendo as funções. E vem me trazendo essa caixa, que é a mais alta comenda que pode receber na Ordem quem não é príncipe. Quer dizer, eu fui ultra promovido.
Não querem acender um pouquinho a luz para ver melhor?
O material não é bom, eu até vou mandar ver se não tem uma loja que faça com um material melhor…
(Sr. Gonzalo: Mas é bonito. O senhor não gosta da cruz?)
Sim, mas é material ordinário. E quando eu fui recebido, tinha um material lindíssimo.
Isto, por exemplo, para o lançamento do livro sobre a nobreza é muito interessante porque esta Ordem confere nobreza.
(Sr. P. Roberto: E qual é o grau de nobreza?)
Não corresponde a títulos assim, conde, marquês, etc., mas é fidalgo.
E por essa forma, os senhores estão vendo a Providência fazer cair do céu uma coisa inteiramente inesperada como quem dá um sorriso e diz: “Meu filho, vá andando que no momento oportuno eu vou sorrindo”.
Mas eu queria mostrar a vocês porque isto por exemplo, explica muita atitude minha. Eu vendo que Nossa Senhora faz um sorriso no meio da coisa, é como quem diz: “Conte com outro sorriso!”
(Sr. Guerreiro: Alguém diria: “Entrar para uma ordem dessa!” Mas não entende que isso pode ser um símbolo de uma linguagem de Nossa Senhora para com o senhor.)
E depois tem o seguinte: está dado a entender no livro da Nobreza, nos apêndices, etc., que devemos estudar, que a minha família é uma muito boa família, mas não é uma família nobre. Agora, se vierem dizer: “você está cuidando da nobreza, você não é nobre.”
— Perdão, por isso não.
Mas eu queria que vocês vissem bem, portanto, muito vai e vem e muito conforme, e muito passo de gato nesse negócio, como é que se explica… (…)
(Sr. Guerreiro: São coisas que têm que deixar a pessoa muito atenta.)
Muito atenta.
(Sr. Guerreiro: Houve um desígnio da Providência.)
E é preciso ter os olhos abertos. (…)
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