Conversa
de Sábado à Noite (Alagoas, 1º andar) –
17/10/92 – Sábado – p.
Conversa de Sábado à Noite (Alagoas, 1º andar) — 17/10/92 — Sábado
Atitude que toma o grupo, hoje, diante da situação atual, da hora extrema que se aproxima * O fervor pela Bagarre que chega teria sido substituído por uma aceitação correta mas muito abaixo de uma vocação tão grande * A pergunta chave é: o que fazer para realcançar aquela situação primitiva e investirmos contra a Bagarre como devemos investir? * É da pura misericórdia, da oração insistente, do desejo ardente, que deve vir de parte de Deus, o gesto pelo qual a muralha se desfaça e a comunicação se restabeleça * Eu não vejo outro meio de sairmos da situação em que estamos senão estudarmos a possibilidade de conseguir um número grande, e quase consecutivo, de missas celebradas segundo essa intenção * Intenção em que se deve pedir que sejam rezadas as missas * Fazer uma espécie de mobilização dos altares como sendo a primeira mobilização da Bagarre * Uma cruzada de orações na intenção de que Nossa Senhora derrube a muralha que nossas ingratidões ergueram
(Sr. Guerreiro: Como o sr. tem tratado de questões muito importantes, por exemplo, o emperramento de todo o processo revolucionário e a própria Revolução querer matar o cavalo que antes ela dominava, […] a situação atual na “Holanda”…)
(…)
… vocês, numa certa situação psicológica pela qual vocês passaram também, e que se dá comigo no momento e que encerra algum mistério, alguma coisa. Talvez alguma comunicação que nos importa muito.
* Se os acontecimentos, no tempo da R. Pará, girassem vertiginosamente e nos colocasse na presença de um quadro igual ao atual, a nossa reação qual seria?
Você toma, por exemplo, o tempo do começo da Rua Pará, que corresponde mais ou menos ao tempo que vocês começaram a tomar contacto conosco. Se, de repente, configurasse, os acontecimentos daquele tempo girassem vertiginosamente e nos colocasse na presença de um quadro igual ao atual, a nossa reação qual seria? Ela seria parecida com a presente reação ou não?
É uma pergunta que se pode formular.
Bem, a resposta eu creio que deveria ser a seguinte:
Se nós podemos descrever essa reação naquele tempo e depois como ela é hoje.
Naquele tempo, se viesse de repente uma coisa dessas, isso produziria um alvoroço muito grande, uma alegria muito grande e uma intercomunicação de uns com os outros, falariam uns com os outros longamente formando grupinhos no hall da Rua Pará, planejando e comentando, etc., etc., regozijando-se, etc., etc.
Mas transbordantes de uma certeza da vitória e uma certeza também de que se fossem fiéis à graça passariam incólumes pelos maiores perigos, e conheceriam o Reino de Maria.
De maneira que vocês teriam uma forma de júbilo assim, um pouquinho como dos judeus que tivessem tido espírito de fé e que chegassem aos bordos do Mar Vermelho, e soubessem que o Mar Vermelho vai se abrir. Eles estariam contentíssimos porque estariam na véspera de prodígios, e prodígios que os alegrariam muito, etc., etc.
Nessa perspectiva, dar-se-ia o fato de que o thau se acenderia muito, e com o acender-se do thau a união comigo também se acenderia muito. Porque se veria uma consolidação, uma prova manifesta do que eu tinha há pouco tempo profetizado e isso aumentaria muito a união de alma comigo. E, portanto, um afervoramento muito grande da TFP.
Os srs. acham que eu descrevi bem?
(Sr. G. Larraín: Sim sr. Se estivéssemos nessa situação mas não é o que está agora, não é?)
Paulo Roberto, está bem descrito isso?
(Sr. Paulo Roberto: Perfeitamente.)
E você meu Edwaldo?
(Dr. Edwaldo: Sim.)
Meu Horácio, naquele tempo estava brincando de bola.
E você, meu filho?
(Sr. Paulo Henrique: Perfeitamente sr.)
Agora, é esta a nossa situação? Agora vejam “nossa”, o que é que quer dizer aqui, hein!
É a do grupo em geral mas é deste grupo que está reunido aqui também. Individualmente considerando se era essa a nossa situação?
A resposta não pode ser afirmativa.
O que é que nos falta agora?
* Atitude que toma o grupo, hoje, diante da situação atual, da hora extrema que se aproxima
Nós tomamos diante desses fatos uma atitude que eu descreveria da seguinte maneira:
Uma certeza, mas uma certeza sem júbilo. Alegres sim, mas sem júbilo. Por causa disso também, não um desejo pressuroso de que os fatos cheguem, mas apenas um desejo de boa acolhida, acolhemos bem, mas sem nada de pressuroso.
Depois, certeza de que passaríamos incólumes e que chegaríamos a ver o Reino de Maria? Assim… [parece que deve ter feito um gesto] Pergunta mal formulada por nós no momento, quer dizer, nós não a formulamos senão muito confusamente, não obtemos de dentro de nós, da voz da graça nenhuma afirmação muito taxativa, muito categórica. Há um pouquinho como quem diz: “Bem, se eu tiver que morrer nisso aí ainda é melhor do que estar vivendo nesse negócio. Depois quem sabe se eu morro mártir, e alcanço uma santidade que se afastava das minhas mãos à medida em que eu caminhava mais ou menos procurando a ela. De maneira que é bom, etc., então vale a pena nós conversarmos sobre isso e tomarmos as resoluções que forem razoáveis a respeito do caso.”
* O fervor pela Bagarre que chega teria sido substituído por uma aceitação correta mas muito abaixo de uma vocação tão grande
Mas toda a parte de fervor teria sido substituída por uma parte de aceitação correta mas muito abaixo de uma vocação tão grande.
Eu queria saber se isto corresponde à realidade ou não?
(Inteiramente!)
Para evitar pergunta de um em um, os que acham que eu descrevi bem a situação levantem o braço.
Bem, agora o resultado. O resultado é que nós nos perguntamos se nessas condições a Bagarre transcorrerá como nós a imaginávamos naquele tempo. E se mudou alguma coisa na nossa atitude, não é cabível imaginar que alguma coisa tenha mudado nos planos de Deus?
É uma pergunta que se põe.
* A pergunta chave é: o que fazer para realcançar aquela situação primitiva e investirmos contra a Bagarre como devemos investir?
E então a pergunta chave é: O que fazer para realcançar aquela situação primitiva e investirmos contra a Bagarre como devemos investir. Quer dizer, nós seremos uns atuantes corretos, no total, entre resignados e contentes, ou nós seremos uns heróis?
É uma pergunta que se pode pôr. E como fazer com que o heroísmo nasça em nós para nós sermos verdadeiramente sans peur et sans reproche?
Eu acho que não se pode cogitar desses problemas sem os olhar assim, não é? Eu vejo que é uma pergunta um pouco pesadona para sábado à noite, mas é indispensável.
Bem, eu acho que seria preciso nós nos colocarmos bem diante da seguinte situação: tudo isso é verdade, também é verdade que naquele tempo não se fazia nenhuma reunião com as graças que essa reunião tem.
Não sei se acham exagerado isso? Eu acho que não entra o menor exagero nisso.
(Sr. Guerreiro: Quem sabe sr. apenas exceções para as graças que o sr. nos deu por ocasião de 67. Aí realmente sem termo de comparação.)
Sim, ali realmente é sem termo de comparação.
Mas veja bem, era no ato de corresponder à graça de 67. Mas já as reuniões não tinham a altura dessa. Quer dizer, a aquisição do estado sim, mas a reunião já não.
* As reuniões de sábado à noite fazem um indiscutível bem para a nossa vida espiritual, sobretudo no sentido de que evitam muito mal
Agora a resposta é: também graças como dessa reunião, também não tínhamos. Mas também é verdade que essa reunião ela mesma é um convite para nos levar até aquelas alturas mas não representa aquelas alturas. Porque nós saímos daqui, eu acho que as reuniões fazem um indiscutível bem para a nossa vida espiritual, sobretudo no sentido de que evitam muito mal. Se não tivessem sido feitas essas reuniões, eu não sei onde é nós estaríamos. Tenho medo de imaginar onde é que nós estaríamos.
Mas essas reuniões, por um privilégio de Nossa Senhora, por uma bondade, etc., essas reuniões nos separaram e nos uniram, nos separaram dos outros, nos uniram, e nos deram essas possibilidades que estão enunciadas aqui porque Nossa Senhora quis.
Bem, mas isto significa — parece pelo menos significar, não afirmo assim de pé juntos — que Ela nos prepara para uma ação junto aos outros, para nós sermos vanguardeiros no readquirir aquele espírito e no trabalhar os outros para que os outros adquiram aquele espírito também.
Então a pergunta se faz, como é que nós devemos agir para readquirir aquele espírito. A caminhada lógica do espírito se faz nesse sentido.
Eu estou disposto a parar e dar explicações assim que me peçam ou qualquer coisa, eu estou disposto a dar.
* Nós estamos diante de um muro
Bem, aí eu sinto um muro. Porque qualquer coisa que a gente faça para reobter essas reuniões, por exemplo, aquele estado de espírito. Por exemplo, reouvir fitas daquele tempo, ou qualquer outra coisa assim, soa a artificial. Soa, de antemão, uma coisa que não vai ser dado por esse lado e nós temos que quebrar a cabeça para encontrar o lado por onde as coisas devem correr.
Pergunto mais uma vez se todos estão de acordo comigo ou não?
(Está claro.)
Então, colocados diante desse muro, nós estamos colocados numa posição, por exemplo, do profeta Elias no alto do Monte Carmelo. Com o céu inteiramente azul e rezando para que viesse a chuva, e afinal ele consegue que apareça uma nuvenzinha. Mas essa nuvenzinha era uma precurssora próxima de uma imensa tempestade que o povo desejava muito.
* É da pura misericórdia, da oração insistente, do desejo ardente, que deve vir de parte de Deus, o gesto pelo qual a muralha se desfaça e a comunicação se restabeleça
Então eu acho que nós temos que nos colocar nessa situação:
Primeiro: é necessário, absolutamente, que nós readquiramos, nesta hora, aquele estado de espírito;
Segundo: não temos nenhum meio diante de readquirí-lo;
Terceiro: não temos nenhum direito a readquirí-lo, já é muita misericórdia termos sido sustentados como temos sido, e, portanto, é da pura misericórdia, da oração insistente, do desejo ardente, etc., etc., que deve vir da parte de Deus, que está do outro lado do muro, o gesto pelo qual a muralha se desfaça e a comunicação se restabeleça.
Seria mais ou menos como os judeus tendo por suas infidelidades perdido o direito a que o Mar Vermelho se abrisse diante deles, mas acossados pelo exército do faraó que vinha, de um lado. E de outro lado, vendo o Mar Vermelho que ameaçava tragá-los, os judeus se ajoelhassem e implorassem com tanto fervor que o mar se abrisse e eles atravessassem. É uma situação assim.
* O que, de concreto, esta situação exige de nós?
Bem, e nós deveríamos então nos perguntar o que, de concreto, esta situação exige de nós.
A solução evidentemente não pode correr pela linha de rezar um terço a mais por dia, uma ladainha ou uma Via-Sacra a mais por dia. São coisas excelentes mas não pode correr por aí, ela tem que correr de outro jeito.
Qual é o jeito pelo qual ela pode correr?
* Eu não vejo outro meio de sairmos da situação em que estamos senão estudarmos a possibilidade de conseguir um número grande, e quase consecutivo, de missas celebradas segundo essa intenção
Eu não vejo outro meio senão de nós estudarmos a possibilidade de conseguir um número grande e quase consecutivo de missas celebradas segundo essa intenção. Porque a missa é a renovação incruenta do sacrifício do Calvário e tem uma eficácia [ex opera operatur??], quer dizer, não depende de nosso fervor, não depende de nada. Mandada celebrar a missa, e celebrada ela efetivamente pelo sacerdote, Nosso Senhor ofereceu, é certo, é de Fé que ele ofereceu a sua vida naquele sacrifício pela intenção que nós tínhamos naquele momento em que encomendamos a missa. E tudo quanto nós pudéssemos fazer até a consumação dos séculos, não teria o valor que teria uma só dessas missas. Quanto mais uma seqüência contínua dessas missas.
Eu vejo os padres de Campos muito sobrecarregados de intenções de missa de nossa gente, porque o pessoal precisa e pede. Mas está me ocorrendo também o negócio do abbé [Begué??] que é aquele padre muito simpático a nós que ia nos visitar em Chateau Gayllard e que teve todas aquelas relações excelentes conosco, e que agora está meio afastado deles porque eles mudaram para Jaglu. Eles ainda vão para o Chateau Gayllard mas o eixo se deslocou para o Jaglu, e o Jaglu fica muito longe para o padre.
E eu tenho receio que as relações até se tenham tornado mais longínquas, contra as minhas recomendações formais porque depois daquele padre ter sido objeto de tantas graças para nós, não se larga uma pessoa fiel, espezinhada, jogada no canto como se fosse um lixo, por amor a fé. E que encontra um alívio para a sua velhice no contacto conosco, e nós de repente mudamos para o Jaglu e então adeus e não pensamos mais nele. Isso não se faz!
Bem, mas de outro lado também tem que é um ânimo para ele saber que está celebrando essas missas, e depois dá ocasião de levar um dinheiro para ele e pagar, alimenta essa relação que eu não queria ver enlanguecida de nenhum modo. E seria o caso portanto de pagar, enfim de se ver quanto é que se custa isso e nós bloquearmos todas as missas disponíveis.
Agora, isso tem consigo uma dificuldade, é que esse padre diz a missa nova. Mas parece que ultimamente ele estava disposto em Chateau Gayllard a dizer a missa antiga. Se ele estiver disposto a isso eu acho que todas as dificuldades estão reparadas e que teremos encontrado um caminho.
Se não for isto eu estaria disposto a falar com um desses padres de Campos para ver se bloqueamos esse padre com essa intenção. Ainda que com prejuízo de outras intenções e de outras pessoas, etc., etc., porque isto é para a toda a TFP, não é um benefício apenas para nós. E é um benefício super-eminente, de maneira que, toda razão, todo o bom senso leva a achar que aí existe uma caminhada que nós devemos seguir.
(Sr. Paulo Henrique: Só para informação do sr., há um padre em Ponta Grossa que teve relações com o grupo no início do grupo em Belo Horizonte, padre João Sarto.)
Sarto? é um sacramentino?
(Sr. Paulo Henrique: É um sacramentino.)
Eu acho que eu conheci muito esse padre.
(Sr. Paulo Henrique: Conhece sim sr. Ele escreveu uma carta a propósito do Amanhã dos Nossos Filhos, dizendo que não podia dar uma colaboração financeira mas de antemão ofereço dez missas nas intenções que vocês queiram. Então fiz uma relação e mandei para ele, mas tudo indica que ele tem espaço para […] reza missa tridentina.)
Perfeitamente. É um ótimo caminho.
(Sr. Paulo Henrique: Celebra na sede, eu creio que celebra em Curitiba.)
Depois eu acho o seguinte, onde é que ele está presentemente?
(Sr. Paulo Henrique: Em Ponta Grossa lá no Paraná.)
Podia escrever para ele, você podia escrever a ele.
(Dr. Edwaldo: Ele tem vindo aqui.)
De repente não, porque tem um dentista e não vem, essas coisas assim.
O Paulo Henrique escrever uma carta a ele expondo que é para uma graça muito grande…
(Sr. Paulo Henrique: O sr. formularia o pedido?)
* O SDP dita a intenção em que se deve pedir que sejam rezadas as missas
É exatamente. Você querendo eu dito agora, já, e você toma nota.
[ditado]
“A intenção dessa missa consiste em que todos os sócios, cooperadores e correspondentes da TFP, bem como os que são especialmente amigos dela, se portem com a mais exímia e heróica fidelidade à Santíssima Trindade, a Nossa Senhora e à Santa Igreja, em conformidade com absolutamente todos os deveres de nossa vocação, e com todos os convites que a graça nos faça conhecer no interior de nossas almas. Tudo isso, ao longo dos acontecimentos atuais que parecem prometer para muito em breve a Bagarre e o Reino de Maria.”
Eu acho que está claro.
(Sr. Paulo Henrique: O modus operandi com ele?)
Eu acho que é você escrever uma carta…
(Sr. Poli: Se o sr. achar que está bem eu tento telefonar para ele amanhã e combino com ele como fazer, inclusive pagamento. Mas o sr. quer que bloqueie…)
Bloqueie todas as missas que ele tiver livres.
Agora, vale a pena tratar com ele o preço da missa, para nós não nos engajarmos no que não podemos.
(Sr. G. Larraín: Mas aí vale a pena pôr o coração à larga. Para economizar tostões nessa hora…)
Discutir preço não, mas para saber.
Agora, é preciso me dar uma cópia disso para eu mandar para o pessoal falar com o abbé [Begué??]. Até melhor não, eu faço um grafonema ao Fernando Antúnez nesse sentido.
(Sr. G. Larraín: Dá até vontade de ir falar com o padre. Não é o caso de ir a Ponta Grossa?)
(Sr. Paulo Henrique: Eu poderia ir.)
Poderiam ir.
(Sr. G. Larraín: O que é que o sr. acha? Eu também iria com muito gosto.)
A questão é o seguinte que com… não sei se o Paulo Henrique concorda com minha opinião. Mas esse padre é um bom padre, eles chegaram até entre os sacramentinos fazer uma espécie de cisão e uma congregação nova para poderem continuar fiéis ao espírito da Igreja, etc., etc., mas entraram na questão da missa nova. Mas ele é um homem de vistas curtas, o que tem das vistas dele de maior, de mais amplo, é que ele nos conhece e parece ver em nós o nosso thau com mais nitidez do que às vezes nós mesmos vemos.
Bem, mas portanto, no mundo de coisas que são opiniões nossas e modos de ver, etc., nossos, ouviu? Não se pode entrar em conversa com ele, embora num mundo de outros [assuntos], possa. A gente não sabe no que é que ele está de acordo, no que está em desacordo, etc.
Não é mais ou menos esse o seu juízo sobre ele?
(Sr. Paulo Henrique: Perfeitamente, eu já o conheço de longa data e é exatamente isso.)
E por causa disso também, ele prega de vez em quando umas decepções, que não são gravíssimas mas que são desagradáveis.
(Sr. Horácio Black: Tem um padre que celebra missa tridentina em Montevidéu, que celebra na sede […] poderia ser um outro que poderíamos bloquear?)
Sim, aí nós temos ver um pouquinho o problema Caixa. Quanto mais possamos bloquear melhor é. Por exemplo, você escrever para Montevidéu. Você conhece esse padre pessoalmente?
(Sr. Horácio Black: Sim.)
Então escrever diretamente a ele, isso não precisava nem passar pelo grupo de Montevidéu, não é? Para pedir a ele isso, eu acho que valeria bem a pena, mas vamos ver um pouquinho a Caixa, quanto é que cobra esse padre, quanto é que cobra abbé [Begué??], aí você lembra esse padre de Montevidéu também.
* Fazer uma espécie de mobilização dos altares como sendo a primeira mobilização da Bagarre
Eu acho que nós podemos fazer uma espécie de mobilização dos altares como sendo a primeira mobilização da Bagarre.
Agora, eu acho que nós deveríamos também falar com o grupo de Paris para fazer uma ida sistemática — então falar com o Caio quando ele estiver aqui — a Saint Laurent sur Sévre para pedir a São Luiz Grignion. Naturalmente, à Rue du Bac, etc., está na rotina deles.
O Juan Miguel que vá com uma certa periodicidade que seja possível à sepultura de São Gregório VII. O Átila sabe indicar perfeitamente o lugar e como se vai, etc.
(Sr. Paulo Henrique: O sr. Juan Miguel mandou um relatório recente, não fica tão longe de Roma, fica um pouquinho para baixo de Nápoles.)
Bem, e a Genazzano.
Agora, resta uma sepultura que eu não gostaria de ver desguarnecida, embora com as necessárias cautelas, é a do Andreas Hofer.
(Sr. Paulo Roberto: Foi um mártir, não é sr?)
Tudo leva a crer mas ele teve um período que parece-me que foi quando os Habsburgs pareceram abandoná-lo, depois o abandonaram porque deviam ter abandonado, rompendo uma promessa de aliança com ele. Mas em certo momento eles ficaram numa situação que ou abandonavam o Tirol ou Napoleão invadia a Áustria e liquidava com aquilo tudo. E eles não podiam sacrificar os restos ainda palpitantes do Sacro Império para manter o Tirolzinho, por mais embevecedor que ele seja.
E o Andreas Hofer parece que ficou numa baixa que vocês podem imaginar, vendo de repente um tratado da Casa d’Áustria com Napoleão entregando o Tirol para Napoleão.
Mas eu…
(Sr. Guerreiro: O sr. numa ocasião comentou que a Casa d’Áustria não devia ter aceito esse tratado.)
Sim, mas uma vez que se colocou essa situação assim, o que é que ela podia fazer?
(Sr. Paulo Henrique: Agora, lendo o livro sobre ele, parece que foi um lapso muito pequeno e logo depois ele recobrou de novo a…)
Foi, mas aí ele começou a se embriagar, voltou para a tal [auberge??] que ele tinha, começou a se embriagar, e abandonou… parece que teve um lapso mas um lapso gravíssimo, é uma morte quase. Depois ele voltou a si, etc., etc.
E coisa importante é que a chancelaria e Viena mandou para ele o título de conde, mas o título chegou pouco depois de ele ter sido fuzilado.
(Sr. Guerreiro: Mas foi titulado, não é?)
Foi, enfim eu acho…
(Sr. G. Larraín: E o sr. queria que alguém fosse ao túmulo dele também com essa mesma intenção?)
Com essa mesma intenção.
(Sr. G. Larraín: E o sr. pediria a alguém, por exemplo, ao sr. Julio Ubhelode ou o sr. Mathias? Com esse contexto de reunião, a pessoa que tem o texto… )
Mas eles não vão ter o texto.
(Sr. G. Larraín: Chega sim, se pode mandar esse texto.)
(Sr. Paulo Henrique: O próprio sr. Juan Miguel porque é lá na Itália isso.)
Como? Meran? Não foi, foi no norte da Itália, em Mantua, não é?
(Sr. Paulo Roberto: A idéia que eu tenho é que ele foi levado para Mantua.)
(Sr. G. Larraín: Então pedir ao sr. Juan Miguel.)
Pedir isso também ao Juan Miguel podia ser. Mas eu acho que seria mais agradável ainda a ele gente germânica, ouviu? Mathias e o Julio.
(Sr. Horácio Black: Resta outra sepultura, senhor, para intensificar as orações…)
* No Brasil, alguns lugares em que se podia também rezar na mesma intenção
Outra coisa que nós podíamos combinar é aqui no Brasil e no âmbito dos lugares onde a comissão pode ir discretamente e sem um excesso de viagem, etc., etc., ir lá e… Por exemplo, Aparecida, alguns outros lugares assim a serem estudados.
(Sr. Poli: A sepultura da SDL.)
Como?
(Sr. Paulo Henrique: Consolação.)
Bom, Consolação antes de tudo, porque está a bem dizer diante de nossa mão. Eu já estou indo além.
Vamos dizer, Aparecida e alguns lugares assim a serem estudados e, sobretudo, eu gostaria de fazer o seguinte: pedir que o Isoldino fosse rezar periodicamente na sacristia dos carmelitas de Salvador.
(Sr. Guerreiro: Sr. foi lá que foi feita a rendição dos holandeses.)
É isso, ali.
(Sr. Guerreiro: É impressionante aquilo lá.)
É impressionante mesmo. Aliás muito bonita sacristia, hein!
Mais bonita do que a igreja, não é?
Bem, que ele fosse acompanhado pelo Brambilla, é Guararapes e Tabocas.
Bem, não estranhem o aspecto um pouco laico na aparência do que eu vou propor mas é assim, também no Ipiranga, às vezes.
(Sr. Paulo Roberto: Qual a parte? O museu ou a parte de baixo?)
Eu tenho a impressão que deveria ser no museu, mas aquilo tem um gradeado para a noite, que é a hora em que estamos livres muito difícil de se transpor, etc., etc. Seria preciso ver a que horas pode fazer isto, são coisas para serem estudadas.
Mas eu acho que aquele monumento não foi levantado no lugar onde a independência foi proclamada nem foi levantado no lugar onde imaginou o Pedro Américo que pintou o famoso quadro de que você deve ter visto reproduções. Aquela casinha que figura como fundo de quadro do quadro do Pedro Américo ainda existe no jardim, disfarçada pela vegetação, etc., mas existe.
Eu não sei se aquele lugar foi escolhido pelo Pedro Américo poque havia uma tradição de que era ali que a independência tinha sido proclamada, ou se ele tomou aquela casinha como modelo, porque quando ele pintou não existia museu, não existia nada, aquilo se fez depois. Ele tomou como modelo para dar alguma coisa de couleur local ao ato.
Mas, o certo é o seguinte: que onde estão sepultados D. Pedro I e Dona Leopoldina é um lugar escolhido apenas por razões estéticas. Em face do museu, da avenida, etc., etc., e realmente o lugar não está mal escolhido. Mas não tem essa grande coisa e depois a independência é uma coisa que teria que vir, etc., já temos falado sobre isso uma porção de vezes.
Mas há o seguinte ponto: é que no espírito de D. Pedro I era uma ação revolucionária e ele foi um monarca revolucionário, em Portugal ele foi um revolucionário de primeira força, e apoiou a Revolução em vários outros lances. Casamento da filha dele com um filho de Vovô Canalha e uma porção de coisas assim, foi ele que aprovou.
De maneira que nós não devemos pôr muito D. Pedro I nesse circuito, mas sim a independência. Ali se dá esse fato, eu não sei se vocês sentem isso lá, mas eu sinto muito, que o Brasil nasceu ali e que ali recebeu o primeiro ósculo da Providência. (…)
(Dr. Edwaldo: … Portugal além de Fátima, teria o Bem-aventurado Nun’Alvares e o Afonso de Albuquerque também.)
Agora, esses já tiveram menos relação com o Brasil, não é?
(Dr. Edwaldo: Fátima.)
Fátima sim.
Mas eu acho que ir rezar ao Afonso de Albuquerque é uma coisa boa, que se poderia pedir ao grupo de Portugal.
(Sr. G. Larraín: O sr. teria de si outros lugares nesse circuito? […])
Não, isso eu estou improvisando aqui.
(Sr. G. Larraín: Por exemplo, Bonsucesso em Quito, eu acho que seria muito bom que os membros do grupo fossem lá […])
* Uma cruzada de orações na intenção de que Nossa Senhora derrube a muralha que nossas ingratidões ergueram
Isso nós poderíamos considerar, vamos dizer o seguinte, como uma segunda mobilização. Ainda na primeira, Quito, Nossa Senhora do Bonsucesso. Numa outra mobilização as capellanas espanholas e outras coisas que apareçam, quer dizer, seria o primeiro passo.
Agora, precisamente com que fim? Nós temos ver bem esse fim o que é.
[ditado]
“É Nossa Senhora derrubar a muralha que nossas ingratidões ergueram. Muralha entre a graça de algum modo mística pela qual cada um de nós conhece em si o seu próprio thau, no frescor… [vira a fita]
… primeiros albores.
E que para isto, para que essa muralha caia, Ela nos dê o conhecimento da medida inteira de nossa ingratidão, a contrição completa por essa ingratidão, e o desejo de recobrar todas essas graças. Desejo tão ardente quanto é o desejo do céu, experimentado pelas almas que padecem no purgatório.”
Me parece que é a proporção exata.
* Outra intenção seria “que Nossa Senhora nos dê a generosidade de fazer prontamente, integralmente, e com ânimo alegre, todos os sacrifícios que forem necessários para essa nossa recuperação”
Bem, isto seria o primeiro passo dessa noite.
Há mais uma intenção: “que Nossa Senhora nos dê a generosidade de fazer prontamente, integralmente, e com ânimo alegre, todos os sacrifícios que forem necessários para essa nossa recuperação.” Não haver nhem-nhem e coisas dessas.
Eu acho que naturalmente é o caso de, na reunião que vem, se reler isto, se burilar um pouco, etc., etc. Vocês podem ter cópias disso e ler, etc. e tal, para fazer uma sugestão na próxima reunião. E depois também isto fica pronto e não vamos estar coçando isso continuamente, está resolvido e não tem mais nada que fazer, vamos passar para outros pontos.
(Sr. G. Larraín: SDP, desculpe entrar numa coisa baixa de nível mas nessas coisas a gente se perde, é que alguém precisa tomar as medidas práticas de tudo isso, se o sr. pudesse designar que alguém mandasse […])
(Sr. Guerreiro: Tem a secretaria do sr. que cuida disso.)
No que diz respeito ao que eu devo fazer, é passar um bilhete para mim, para eu falar com o Paulo Campos com todas essas histórias, não é? Naturalmente eu não vou dizer a ele a que altos desígnios isso se prende nem nada disso. E depois, como vocês vão receber este… cada um vai receber um papel disso, é fácil ver ali qual é a tarefa que lhe incumbe e demarram.
(Sr. G. Larraín: Sim sr. está muito bem.)
Bem, que horas são meus caros?
(Sr. G. Larraín: Está na hora já.)
Três horas?
(Sr. G. Larraín: Magnífica reunião, não podia ser melhor.)
Meu filho, sua pergunta foi respondida.
(Sr. Guerreiro: Agradecemos enormemente ao sr., e depois tem a pergunta do sr. Gonzalo sobre toda situação…)
Guardem a pergunta para o sábado que vem.
(Sr. G. Larraín: Ficamos enormemente agradecidos pela misericórdia porque é uma tragédia a situação.)
Sem isso a coisa não vai.
(Sr. Paulo Henrique: Ter bem em vista essa dispersão técnica, isso aqui de fato…)
Dispersão técnica é o seguinte, não é um foge-foge para todos os lados… (…)
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