Conversa
de Sábado à Noite (Alagoas, 1º andar) –
11/7/92 – Sábado – p.
Conversa de Sábado à Noite (Alagoas, 1º andar) — 11/7/92 — Sábado
Nasce uma pergunta importante, interessante, atraente, alentadora: como é que os que vão estar de nosso lado vão ser atraídos para nós? * “Eu acho que viria de alguma coisa qualquer inteiramente inesperada, não sonhada por nós” * Fica-se com a impressão de que muita coisa a respeito dos anjos não foi dita * Seria uma coisa ultra a propósito, que os anjos se manifestassem a nós, em número maior e mais esplêndido * Os contactos com o “Opus Angelorum” * Tem-se a impressão de que de alguns restos alguns afluirão para nós
Então o que é me contam, o que é que me dizem?
(Sr. Gonzalo: Queríamos perguntar ao senhor se o senhor não teria alguma coisa que gostaria de tratar conosco?)
Eu acho que a matéria da reunião de hoje à tarde, tratar um pouco, não a reunião inteira, seria bem o caso.
Não está gravando? Eu prefiro que não grave? (…)
* Nasce uma pergunta importante, interessante, atraente, alentadora: como é que os que vão estar de nosso lado vão ser atraídos para nós?
Aqui, meu filho, nasce a pergunta importante, interessante, atraente, alentadora. Quando a coisa chegar a produzir… porque além dessa publicação, provavelmente vai haver escândalos e fatos que vão se somar a isso para produzir esse efeito global. Só uma [notícia] não produz isso; em tal escala não produz isso.
Mas o problema interessante é o seguinte: quem é que vai haver para se voltar de nosso lado? Nós somos tão poucos numerosos que já se põe o problema de saber quem vai estar de nosso lado, e como é que os que vão estar de nosso lado vão ser atraídos para nós? Na caminhada lógica do pensamento, é a pergunta que se encontra. E sobre este ponto eu ainda não raciocinei. Posso [pensar] alto aqui um pouquinho, mas ainda não raciocinei.
* Toda pergunta que tenha qualquer coisa de atraente e que põe uma perspectiva agradável, é preciso tomar cuidado com ela, porque aparece o “wishful thinking”
Não raciocinei por quê? Porque eu tomo muito cuidado contra o otimismo. Toda pergunta que tenha qualquer coisa de atraente e que põe uma perspectiva agradável, eu tomo cuidado com ela, porque aparece o wishful thinking, e isso é um verdadeiro perigo. É evidente, é evidente.
(Sr. Guerreiro: É o nosso maior inimigo.)
É o nosso maior inimigo.
(Sr. Guerreiro: Que a nossa própria razão produza equívocos para nós mesmos.)
É isso exatamente.
Agora, eu não vejo outra saída senão o seguinte: diante desta situação, uma fração mais ou menos grande — que fração, resta saber — [mas] uma fração mais ou menos grande em confronto assim: muito grande em comparação conosco e bastante pequena em comparação com o adversário, porque a desproporção numérica entre o adversário e nós é esmagadora. Uma fração assim, se sinta contundida por todos esses fatos e se volte para nós. Aí sim, tocada por uma grande graça e disposta a se deixar dirigir por nós.
(Cel. Poli: O senhor não tem hipótese donde é que pode sair essa fração pequena?)
Ia tratar isso agora.
* “Eu acho que viria de alguma coisa qualquer inteiramente inesperada, não sonhada por nós”
Acho que viria de alguma coisa qualquer inteiramente inesperada, não sonhada por nós. Nós não devemos pensar numa coisa qualquer mais ou menos próxima de nós e que então adere, porque não há próximo de nós. Não há! É melhor desistir e não pensar nisso. Não há próximo de nós. Seria um raio do céu que cairia sobre qualquer coisa inteiramente inesperada, do gênero do quê? Do gênero vamos dizer, por exemplo — eu vou dar porque não vejo nenhuma razão para esperar — a Igreja armênia, umas coisas dessas. Ou então os cultores de Zoroasto na Pérsia, umas loucuras dessas que tocados pela graça viriam a nós. E que aí começaria o trabalho de conversão do mundo.
(Cel. Poli: Como isso coincidiria com a Bagarre? Não sei se está….)
Sim, perfeitamente. Quer dizer, deveria ter a proporção suficiente para uma primeira polêmica… (…)
* Fica-se com a impressão de que muita coisa a respeito dos anjos não foi dita
Vocês vejam a coisa. Houve na Idade Média uma ordem em Portugal, chamada ordem da Santa Cruz, ou uma coisa desse gênero. Esta ordem tinha uma qualquer relação que eu não sei bem qual era, com outra ordem de cavalaria anterior, ela sucedia às ordens de cavalaria, era uma coisa assim. E esta ordem cultuava, como nota dominante, cultuava os anjos e tinha uma série de revelações e de coisas assim que eram muito importantes, a respeito dos anjos.
Alguma coisa me faz supor — talvez se eu tiver em mão as notícias que eu li no “30G” eu poderia dizer isso mais precisamente — que se tratava de uma coisa assim: o culto dos anjos, é um culto que como a Igreja apresenta é irrepreensível — naturalmente não podia deixar de ser —, mas fica-se com a impressão de que muita coisa a respeito dos anjos não foi dita e fica numa certa imprecisão, como coisa a respeito do céu também, nós já temos conversado sobre isso. E que esta ordem religiosa tinha a missão de guardar revelações, tesouros, etc., a respeito disso que não foram comunicados. Mas que ela em determinado momento se deteriorou e que esses tesouros ficaram guardados à espera de que caísse em certo momento, em mãos capazes de libertar o tesouro da ganga e ainda tirar grande proveito.
* Seria uma coisa ultra a propósito, que os anjos se manifestassem a nós, em número maior e mais esplêndido
Mas vocês tomando tudo quanto eu acabo de dizer, seria uma coisa ultra a propósito que os anjos se manifestassem a nós, em número maior e mais esplêndido, etc., etc., a propósito desses acontecimentos que eu estou falando, porque quase não se pode compreender que tudo isso se passe sem uma intervenção dos anjos.
* Os contactos com o “Opus Angelorum”
Agora, quando eu soube que existia em Aparecida o tal “Opus Angelorum”, eu mandei o Fiúza procurar por essa gente e ver se entrava nessa história etc. E o Fiúza tocou a coisa a diante e eu desconfio que ele não me contou, mas que ele por politicagem — de nós aqui quem o conhece melhor é o Paulo Henrique, ele sabe que politicagem não é alheia ao temperamento do Fiúza nem um pouco, não é? — o Fiúza por politicagem entrou no tal “Opus Angelórum” para trazer coisas para me contar, e que ele não quis me contar porque viu que eu não gostaria e que a coisa ficou meio no ar. Mas ele trouxe uns seminaristas desse “Opus Angelorum” para me visitar. Eram dois ou três jovens alemães — essa obra não sei como se projetou para a Alemanha e quase que perdeu o ser em Portugal — esses meninos eram alemãezinhos, eram assim de uns vinte, vinte e poucos anos, muito [Krauteloite???]. [Kraute?] é erva, mas erva comum do campo. Então [krauteloite?] é gente à maneira dessa erva comum assim. Mas bonzinhos, conversamos, fizemos muitas relações, etc. Mas de repente tudo acabou, fecharam as portas para o Fiúza e acabou-se.
Mas o Fiúza veio me trazendo de lá, dessas conversas, um catálogo singular, que era o catálogo dos principais anjos existentes, e com os nomes. E os nomes me desagradaram, porque tinham não sei que som ocultista, que som desagradável! Eu nem guardei essa lista, joguei fora, queimei, qualquer coisa assim, não gostei nada da coisa. Mas ficou-me na cabeça que tinha qualquer coisa ali de aproveitável.
Anos depois, passando lá por Anápolis uma caravana, pediu hospedagem num seminário que eles não sabiam que era dessa “Opus Angelorum” e tiveram relações, e afinal de contas acabaram dizendo que eram da TFP e eles foram muito amáveis sobretudo um reitor, uma coisa assim do seminário que, esse, foi extremamente amável. Falaram sobre coisas nossas, o que é que nós achávamos, o que é que eles achavam, idéias muito afins, etc., etc. Mas o padre disse: “Olhe, não me voltem aqui, porque se voltarem, agrava o estado de perseguição em que nós existimos, e aí estraga tudo, porque vocês também são perseguidíssimos.
* Tem-se a impressão de que de alguns restos alguns afluirão para nós
Eu não excluo a possibilidade de haver nesta ordem, por exemplo, um fio de gente boa ao par de um fio de gente ruim, e que nesses acontecimentos, isso abrisse os olhos de alguns. Isso é um exemplo do que seria uma varredura.
Deste gênero também, seria uma obra alemã chamada [Schεnsthat?] de que vocês talvez ouviram falar. Antes da segunda Guerra Mundial, e durante a segunda guerra, ele foram muito perseguidos. Era uma obra constituída toda ela de devoção à Nossa Senhora, e tinha pelo meio, umas revelações, umas coisas que eram muito atacadas, mas as pessoas que os atacavam eram as pessoas que nos atacavam. Mas com a bagunça da guerra, etc., o Brasil declarou guerra, etc., nossos contatos ficaram eliminados e nós não pudemos entabolá-los. Mas, depois de terminada a guerra eu não consegui a pista deles e deixei. Em certo momento começou a aparecer num lado ou noutro, uma pista, mas com alguns sinais de que eu não gostei. Eu tive a impressão que durante a guerra, a obra decaiu e se desfez. Mas acho que dessas coisas ficam uns restos e que desses restos alguns afluirão para nós.
Vocês conhecem a História do dr. Santa Maria na Austrália, não é? É característico. Daquilo pode ter ficado alguma coisa boa.
São coisas assim que não vale nem a pena a gente procurar, mas que no frigir dos ovos poderão ter os olhos abertos e voltados para nós.
(Sr. Gonzalo: (…) … que haveria uma graça de renouveau, isso não corresponde à verdade?)
Quer dizer, uma afirmação assim se enquadaria nessa perspectiva, mas eu não me lembro de ter dito.
(Sr. Gonzalo: Mas o senhor acha arquitetônico?)
Exatamente, acho arquitetônico.
Tudo isso são coisas novas e especiais que a gente deve ir considerando. (…)
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