Conversa
de Sábado à Noite (Alagoas, 1º andar) –
7/12/91 – Sábado – p.
Conversa de Sábado à Noite (Alagoas, 1º andar) — 7/12/91 — Sábado
O que é que no mais interior, Nossa Senhora do Bom Sucesso quis dizer ao senhor quando Ela mandou as chaves nas vésperas do seu aniversário? * Com as chaves, a esperança de uma espécie de proteção abacial sobre nós, envolta em carinho, em bondade, também em firmeza e que talvez fosse a realização da súplica: “Emítte Spíritum túum” * Essas chaves significam que algo que há de encoscorado, de retardado e errado em nosso caminho, pela proteção d’Ela, pela oração d’Ela, se ajeita e se adia, se dissolve, se remove * O Carlos Antúnez levou infâmia até onde levou, é Judas, mas, no fundo, ficou alguma coisa que Ela reservou para o fim, e que mostra que o guichet para ele não está fechado * De si uma coroa é mais expressiva que uma chave, mas estas chaves são mais expressivas que a coroa
* O que é que no mais interior, Nossa Senhora do Bom Sucesso quis dizer ao senhor quando Ela mandou as chaves nas vésperas do seu aniversário?
(Sr. Guerreiro: A pergunta é uma pergunta que nasceu de uma conversa de vários de nós que estamos presentes. Senhor Doutor Plinio, a questão que nos vinha à alma é o seguinte…)
O João eu desconfio que está querendo ver qual é a pergunta, e conforme for ele inventa de sentar. Faça uma pergunta sem graça e depois você faz uma pergunta verdadeira.
(Sr. Guerreiro: Nós habitualmente fazemos a pergunta sem graça, depois o senhor coloca as graças na pergunta.)
Sei, sei, sei! Mas diga então.
(Sr. Guerreiro: Nós conversamos um pouco sobre o presente que o senhor recebeu, que são as chaves de Nossa Senhora do Bom Sucesso. Curiosamente aquilo tem uma certa bênção…)
Tem, inegavelmente.
(Sr. Guerreiro: E vários de nós conversando sentimos muito uma certa densidade de bênçãos naquilo, e graças de um dizer de Nossa Senhora para o senhor algo com aquilo, e depois também para a TFP, muito grande.)
Muito, muito.
(Sr. Guerreiro: E daí nos vinha, exatamente, o desejo de pedir ao senhor, que nos pudesse dizer o que é que no mais interior Nossa Senhora quis dizer ao senhor quando Ela mandou essas chaves nas vésperas do seu aniversário. Uma coisa é mandar a coroa… já veio a coroa, o senhor deve estar lembrado; já veio o mano, mas a vinda das chaves fica-se com a impressão de que Ela agora quer abrir algo que até então estava fechado e inacessível para nós da TFP. Como é que o senhor interpretou este gesto de Nossa Senhora?)
Meu filho, para dar a interpretação inteira eu devo dar apenas a interpretação do que eu senti quando chegaram as chaves, que eu não esperava aquilo nem de longe. Feita a reflexão sobre o caso, também o que é que me veio ao espírito, etc., etc.
(…)
… veio uma sensação particular da importância do fato das chaves que pendem do braço d’Ela, e que, portanto, estão na atmosfera da graça que a imagem d’Ela irradia, e que estão, por assim dizer, banhadas naquela atmosfera, e que, por assim dizer — a expressão não é muito correta —, a graça que circula pela imagem entra chaves adentro por este contato, que isto era uma espécie de tomada de contato muito direta com o que há de sobrenatural naquela imagem. E, portanto, também com as promessas feitas por Nossa Senhora a propósito daquela imagem a Soror Mariana de Jesus Torres, etc., etc. Promessas cujo conteúdo nós conhecemos aproximativamente porque não conhecemos bem o cuadernón, mas temos uma certa noção do que contém. E daí uma sensação de que a hora de que aquilo que está prometido no cuadernón está chegando, se acercando, e que por causa disso essas graças mais proximamente se avizinhavam de nós. Essa foi a idéia que me veio ao espírito.
Conversando com o João, eu me lamentava do fato de nós termos que devolver a chave, e ele com o espírito inventivo que o caracteriza diz que não, que ele achava que as chaves não iam ser devolvidas. Eu fiquei com medo de alguma coisa, e disse: “Não, não, as chaves precisam ser devolvidas, meu João”. Ele, então, me deu a idéia de mandar propor a elas de mandar fazer chaves idênticas na Serra da Piedade, mas recamar completamente de pedregulhos de cor, desses que são freqüentes aqui. Não dizendo que são pedras preciosas, apresentado como são, são pedregulhos coloridos, etc. E outras chaves, não essas, serem dadas a elas, realçadas por esse adorno dos pedregulhos, etc., e essas chaves ficarem conosco.
(Sr. P. Henrique: Se aceitam fica inteiramente espaldado, o negócio fica feito.)
Perfeito, perfeito. E eu não tenho a menor dúvida de que o Joel lá fará isso, a única coisa que tem é se as Madres aceitam. Porque não vale a pena dar todo esse trabalho… despesas acho que é pequena, esses pedregulhos assim… Mas a questão é não, enfim, não aplicar um dinheiro, numa época em que ele anda tão escasso, numa coisa que elas não aceitassem. Mas eu acho que existem boas possibilidades de elas aceitaram, e que nós, então, ficaríamos donos das chaves, legitimamente, adequadamente, etc., etc., o que obviamente é muito desejável, muito louvável. Mas tem um sentido a mais.
* Com as chaves, a esperança de uma espécie de proteção abacial sobre nós, envolta em carinho, em bondade, também em firmeza e que talvez fosse a realização da súplica: “Emítte Spíritum túum”
Agora, por que as chaves?
Nossa Senhora, pela revelação, o que aconteceu foi isto: é que depois de pronta a imagem — imagem feita por mãos de anjo — Nossa Senhora pediu a Soror Mariana de Jesus Torres que mandasse fazer as chaves para Ela, as chaves da clausura, para pôr no braço da imagem d’Ela, para efetivamente Ela ter todas as insígnias de Abadessa.
Então, o governo tem um símbolo, assim à primeira vista, do governo daquela comunidade. Mas de fato a coisa vai mais longe, porque é o símbolo de um governo, mas de Ela condescender em governar aquela comunidade é condescender de um modo todo especial, de modo todo particular, velar pela comunidade e fazer… Você compreende que ter Nossa Senhora como Abadessa!…
(Sr. –: Nossa Senhora!)
É, é só mesmo exclamando Nossa Senhora, realmente, é o único jeito.
(Sr. G. Larrain: A Senhora Dona Lucilia tinha Ela como madrinha.)
Nossa Senhora do Bom Sucesso?
(Sr. G. Larrain: Não, não, tinha Nossa Senhora da Penha como madrinha, como madrinha terrena. Achei uma coisa extraordinária.)
É, é isso.
E então vem-me a idéia de que entra aí uma esperança de uma espécie de proteção abacial sobre nós. Proteção abacial envolta em carinho, em bondade, também em firmeza, e que talvez fosse a realização da súplica: Emítte Spíritum túum, et creabúntur. Et renovábis fáciem terrae.
(Sr. P. Roberto: E foi logo antes, não é?)
Exatamente.
* Essas chaves significam que algo que há de encoscorado, de retardado e errado em nosso caminho, pela proteção d’Ela, pela oração d’Ela, se ajeita e se adia, se dissolve, se remove.
(Sr. G. Larrain: E Stella Matutina também foi logo antes.)
Também, Stella Matutina.
Também a idéia de que essas chaves significa, que algo que há de encoscorado, de retardado e errado, em nosso caminho, com estas chaves, ou seja, pela proteção d’Ela, pela oração d’Ela, se ajeita e se adia, se dissolve, se remove. Estas são as impressões que essas chaves me deram.
Não sei se se ajustam às impressões de vocês?
(Dr. Edwaldo: E curioso, Senhor Doutor Plinio, pela primeira vez que eu ouvi falar da imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso, foi sob o título de Nossa Senhora das Chaves.)
Ah, é?
(Dr. Edwaldo: É.)
Que interessante.
(Dr. Edwaldo: Eu acho que lá é mais ou menos comum.)
(Sr. G. Larrain: É isso mesmo, é Nossa Senhora das Chaves, agora me estou lembrando.)
Você esteve lá?
(Sr. G. Larrain: Estive, Senhor Doutor Plinio, é fabuloso!)
É fabuloso.
(Sr. G. Larrain: Aquilo é fabuloso. Eu uma vez contei aqui para o senhor, mas… eu estive sozinho. Eu pedi licença para o cardeal e estive no ano 75, no coro, sozinho, completamente só com Ela…)
Ela fica no coro ou fica no altar-mor.
(Sr. G. Larrain: Não, ela fica no coro…)
Das freiras.
(Sr. G. Larrain: … não se vê da igreja. Somente, baixa um mês cada ano à igreja, ou dois meses ao ano, não sei. Mas quando eu fui estava no coro, tinha que se entrar por toda a clausura, que, aliás, é muito abençoada. […] Depois em matéria de realeza de Nossa Senhora, eu nunca vi nenhuma imagem absoluta que lhe chegue aos pés em matéria de realeza.)
Nem mesmo as imagem de Roma, não chegam.
(Sr. G. Larrain: Eu não estive em Roma, eu vi fotos, e as fotos de de Nossa Senhora do Bom Sucesso não dão nem a sombra do que é a imagem. Porque é uma rainha mesmo. […] E tem havido coisas, não sei se o senhor se lembra que — é uma coisa que era muito, eu acho que era particular naquele tempo — o senhor mandou um recado para Ela. Não sei se o senhor se lembra?)
Não.
(…)
… que eu procurava se havia alguma coisa que eu tivesse a dizer a vocês e não tivesse dito ainda. Não me lembro, não me ocorre.
(Sr. Guerreiro: Não é com relação às chaves, não é com relação ao episódio das chaves, mas é com relação à própria vocação do senhor, em relação ao Reino de Maria, Bagarre.)
(Sr. G. Larrain: Com respeito a si mesmo.)
(Sr. Guerreiro: Com respeito à própria vocação do senhor. De graças, de sabedoria, de tônus, de bênçãos, que a gente vê que há na alma do senhor e que nós por infidelidade não recebemos. Quem sabe se fosse razoável se supor que com uma dessas chaves nós pudéssemos, Nossa Senhora teria-nos mandando, e rezando e pedindo, e com uma dessas chaves nós pudéssemos abrir mais ainda o coração do senhor, que já é tão generoso e tão grande. Mas como o senhor é o Profeta da Bagarre e do Reino de Maria há muitas profundidades no senhor. Não sei se o senhor compreende?)
Sim.
(Sr. Guerreiro: Então não é porque o senhor já nos tenha dado tanta coisa que o senhor não tenha imensamente mais coisas para nos dar, porque a gente vê que tem. Não sei se o senhor compreende?, é nesse sentido, portanto.)
Meus filhos, de que eu tenha consciência não.
(Sr. Guerreiro: Tem.)
Por exemplo?
(Sr. Guerreiro: São coisa que a gente não sabe dizer em palavra, mas que a gente olhando para o senhor a gente percebe.)
(Sr. P. Henrique: O senhor falando sobre São Pedro Julião Eymar enquanto Fundador, parece que certa vez ele disse para um cônego, sacerdote dele…)
(Sr. Guerreiro: “Perguntai todas as coisas”.)
E censurou porque não perguntavam.
(Sr. P. Henrique: E censurou porque não perguntavam, porque só o Fundador tinha a graça de responder às perguntas que tinham propósito naquela vocação especial dele. Então, no caso nosso… bom, pelo passado, pelo presente, pelo futuro do senhor, vemos que temos muito, ainda muito coisa que perguntar. Se não perguntamos é por limitação de vistas, por mediocridade nossa, por infidelidades. Mas na medida em que perguntarmos sempre o senhor tem um manancial inesgotável a dizer para nós. É nesse sentido que o senhor Guerreiro estava…)
Aí sim, aí sim.
(Sr. G. Larrain: Também transmissão de espírito, não é só saber, [é importante] saber coisas, mas é transmitir um determinado espírito que essa chave fosse que abra… Por exemplo, a SV está fechada por culpa nossa, sem dúvida está fechada. Mas, de repente… O que é que é isso? A SV foi um começo de transmissão de espírito, para um nível muito mais alto, para o espírito do senhor. De repente, o senhor Guerreiro levantava: essas chaves não vem para nós como uma possibilidade que seja uma promessa, de que pedindo a Nossa Senhora nós obteremos do senhor que esse espírito se derrame, como o senhor falou uma vez? […])
Quanto ao da transmissão, eu concordo que existe muito, não é, portanto, a questão de contar, é a questão de transmitir.
(Sr. Guerreiro: Não, não é que o senhor esteja escondendo, não é isso. É nesse sentido.)
Não, não, isso eu sei bem, mas podia não ter dito. Você há pouco disse…
(Sr. Guerreiro: Como normalmente o senhor… O senhor como todo o Profeta é um Profeta falante, não é?)
Muito, muito.
* Essas chaves indicam que Nossa Senhora está propensa a abrir muitas portas, e é preciso que para nós, Ela abra muito mais os vários salões do Profetismo do Senhor Doutor Plinio
(Sr. Guerreiro: Então, normalmente, o senhor procura transmitir-nos o seu espírito através da palavra, mas não é só da palavra, se vê. Mas por isso de dizer que — se usar da expressão do senhor — contar, quer dizer, o senhor revelar ou dar…)
Manifestar.
(Sr. Guerreiro: É, manifestar e dar. O senhor pode manifestar e não dar.)
Sim, claro.
(Sr. Guerreiro: Não é verdade? Uma pessoa pode mostrar e não dar. Mas outra coisa é o senhor como Profeta manifestar, ver um desígnio especial em dar para outros de um modo muito explícito, etc., certo gênero de graças. Não sei se o senhor compreende?)
Sim.
(Sr. Guerreiro: Por que é que o que não nos dá mais? Porque o senhor vê que nós iríamos [ininteligível] as graças. Então, ficamos um pouco nessa esperança de uma dessas chaves… São duas chaves que Nossa Senhora manda, é para o senhor, é para o aniversário do senhor, mas são as chaves d’Ela.)
Claro, claro.
(Sr. Guerreiro: Então [veio] um pouco, essa sugestão, um pouco de fundo de alma. Não é uma coisa para que o senhor nos dê assim num dia, numa noite, não; é uma coisa que inclusive nós devemos conversar mais sobre isso. Mas é ver um pouco essa expectativa: será que Nossa Senhora não está com isso querendo abrir uma época nova de graças para a TFP? Para nós enquanto servidores do senhor? Não sei se o senhor compreende?)
Sim.
(Sr. Guerreiro: Porque o senhor tem momentos em que o senhor procede como procedeu há pouco, que diz que não tem mais o que dar. Mas não é. Ao passo que, às vezes, há momentos em que o senhor toma posição diferente dessa. […] O senhor muitas vezes não dá mais graças por causa de nós, porque sabe que não vamos fazer bom usos delas. Mas enfim, quando…)
A pergunta me agrada muito, não pense que me desagrada, me agrada muito.
(Sr. Guerreiro: A mim me ficou muito essa impressão. Conversando um pouco os outros também achavam. Essas chaves indicam que Nossa Senhora está propensa a abrir muitas portas, e é preciso que para nós, Ela abra muito mais os vários salões do Profetismo do senhor.)
Sim. Eu estou muito propenso a isso. Eu estou me perguntando para encontrar palavras que digam certas coisas, ou símbolos que simbolizem certas coisas, mas poderia fazer. Porque o que dizer há, mas é por falta de meios de expressão que eu não falo. Não é por causa que vocês poderiam dizer, etc., etc., mas é por causa de falta de expressão.
(Sr. G. Larrain: E depois nós conversamos mais, já é muito tarde…)
Falem sobre isso, mas não pensem que minha atitude reservada significa uma reserva. Isso não. O quanto queiram.
(Sr. G. Larrain: Um desconfiado poderia dizer ao senhor…)
Mas não há desconfiados aqui.
(Sr. G. Larrain: Não, não, não, por isso, aqui não há nenhum desconfiado, mas o senhor Guerreiro está dando o pressuposto que as chaves só abrem, mas as chaves também fecham, não é?)
Olalá! hein!
* O Carlos Antúnez levou infâmia até onde levou, é Judas, mas, no fundo, ficou alguma coisa que Ela reservou para o fim, e que mostra que o guichet para ele não está fechado.
(Sr. G. Larrain: E o imponderável das chaves, que bem seria lógico que Nossa Senhora mandasse essas chaves para fechar, porque nós bem que mereceríamos que as chaves fechassem coisas com relação senhor, parece que elas vem carregadas de promessas e as promessas são para abrir. Porque também pode ser para fechar, não?)
Você tome em consideração, por exemplo, um Carlos Antúnez, que levou infâmia até onde levou. É Judas, Judas mercátor péssimus, no fundo você vê que ficou alguma coisa que Ela reservou para o fim, e que mostra que o guichet para ele não está fechado.
(Sr. Poli: É impressionante, essa é de cair de costas.)
Como?
(Sr. Poli: É de cair de costas.)
(Sr. P. Henrique: Não trancou a porta para ele.)
Não trancou a porta para ele.
(Sr. P. Henrique: Deixou encostada, mas se ele forçar…)
É.
(Sr. Guerreiro: Isso o senhor já contou há pouco, eu acho que isso foge para colaterais que saem do grande eixo.)
(Sr. G. Larrain: Está tardíssimo.)
(Sr. Guerreiro: Está tarde também, já está muito tarde, são três e quinze.)
Mas eu gostei muito, ouviu, da pergunta. Vamos trabalhar esse assunto.
(Sr. Guerreiro: Só uma coisinha, que o assunto das chaves nos faz pensar. [O Senhor Doutor Plinio toca a campainha] Não sei se o senhor se lembra daquele fato do Apocalipse, que fala das chaves que abrem e ninguém fecha.)
Fecha e ninguém abre.
Você me traz as chaves, se faz favor.
(Sr. L. Mourão: Sim senhor.)
(Sr. Guerreiro: Que fecham e que ninguém abre. Quer dizer, há um abrir de Nossa Senhora, que quando ela decidir abrir, por exemplo, certas chaves, ninguém conseguirá fechar. Posta a situação da Igreja e da Contra-Revolução, um certo imponderável desta profecia de São João no Apocalipse, a situação dramática da Igreja, a gente vê que essas graças tocam um pouco nessas chaves que vem, não é?)
Isso. Eu pensei nessas chaves também, mas não pude tocar adiante a reflexão, inclusive por falta do texto, ouviu?
(Sr. Guerreiro: Interessante se inclusive nós pudermos achar esse trecho, não é?)
É, exatamente, para o próximo sábado poderia ser.
(Sr. G. Larrain: É curioso que coincide também com o fato que o senhor…)
Leonardo, espere aí que você oscula também a chave.
(Sr. G. Larrain: …está lendo justamente o Profeta Elias, essa parte em que o Profeta Elias…)
Terminei o Elias, meu filho.
(Sr. –: Senhor?)
Terminei o Elias, ouviu? Com um gosto enorme.
(Sr. G. Larrain: E que coincide com essa parte que o senhor comentou, que deve estar no final, em que diz que Deus lhe deu o Poder a ele, o próprio Poder de Deus. Porque Deus era amigo de Elias, e um amigo lhe dá seu Poder a outro. Agora, nesse momento mais ou menos foi que as chaves chegou às mãos do senhor. Que Ela entregue as chaves a alguém, é entregar o próprio Poder de alguma maneira. É algo, também, que serve para fazer analogia de Nossa Senhora delegando Seus Poderes todos e deixando na mão do senhor.)
(Sr. Guerreiro: Ou o Poder para abrir certas coisas que nunca foram abertas.)
(Sr. P. Roberto: Também tem uma ação de presença estas chaves, não é?)
É uma coisa impressionante, eu estava sentindo isso agora.
(Sr. P. Roberto: Parece que [ininteligível] uma sala com ela, sem falar, mas é uma coisa assim tão…)
(Sr. P. Henrique: Algo também relacionado com as duas chaves, é a chave de ouro e a chave de prata. No momento em que o senhor acaba de escrever esse livro da nobreza também. Quer dizer, é algo que completou, digamos assim, uma luta que o senhor já tinha colocado chave de ouro com o livro da “Ação Católica”, enfim, que era desejo também colocar essa chave de prata. E uma vez que essas chaves simbolizam o que simbolizam, hoje, infelizmente, estão nas mãos, ou deveriam estar nas mãos de quem está, que essas chaves também venham parar nas mãos do senhor nesses dias. Talvez possa se encontrar aí uma outra fonte de…)
Pensei nisso também, pensei nisso também,
(Sr. P. Roberto: As chaves proféticas, não é?)
Pensei nisso.
* De si uma coroa é mais expressiva que uma chave, mas estas chaves são mais expressivas que a coroa
(Sr. G. Larrain: O senhor não poderia dar a bênção, com as chaves, para nós?)
Não, não me atrevo.
(Sr. G. Larrain: Porquê, senhor, o senhor deu com a coroa?)
Não, não, não me atrevo não. As chaves são mais expressivas do que a coroa. De si uma coroa é mais expressiva que uma chave, mas estas chaves são mais expressivas que a coroa.
(Sr. G. Larrain: O único que está faltando que venha é o báculo. O senhor sabe que o senhor Gustavo Ponce pediu à Madre. Eles pensaram o que trazer-lhe de presente, e disseram: “Bom, já foi a coroa, já foi o manto. As únicas duas coisas que estão faltando são as chaves o báculo”. Ele foi e falou com a Madre, e pediram as chaves: “Ah não tem problema, para o Doutor Plinio para o aniversário pode levar”. Ou seja, foi uma coisa sem nenhuma politicagem, nem treta nem retreta, foi direto e ela não pôs nenhum problema. E não é tão partidária a nós.)
Não, não.
(Sr. G. Larrain: É complicada essa Madre.)
Osculem agora vocês.
(Sr. G. Larrain: Uma coisa impressionante é que essa imagem uma vez de manhã, quando as monjas foram cantar no coro, ela estava com todo o vestido molhado em baixo. Pelo que dizem as histórias e tudo, é que Nossa Senhora saía, a imagem a passear pelo claustro e pelas plantinhas, etc., e depois ia de novo, e amanhecia como Abadessa em cima… e por isso é que estava tudo molhado embaixo. Isso faz parte da história.)
Uma imagem como esta, nesta circunstâncias, eu não conheço coisa igual.
(Sr. G. Larrain: Então vamos preparar uma viagem para Quito?)
Aha!
(Sr. P. Henrique: Esse “RMS” é que são as iniciais do…)
De pessoa que deu.
(Sr. Guerreiro: “[De lo último]”.)
De um mau gosto deplorável.
Se eu fosse rico, eu interpretaria como querendo dizer: me mande outras chaves. Essa é lamentável, aliás, como feitura e tudo são [ininteligível].
(Sr. P. Henrique: E depois é uma maneira muito pouco discreta, não é?)
Muito, muito.
(Sr. P. Henrique: Eu achei que fosse uma marquinha invisível, mas é… Onde seria um ornato da chave ele colocou as iniciais dele.)
Onde poderia ter um símbolo da Maria qualquer, um lírio, enfim, qualquer coisa. Pôr isto!, o nome dela!
(Dr. Edwaldo: O senhor tem um pedaço de tecido.)
Tenho, e eu osculo sempre.
Benedictio…
Meu filho que Nossa Senhora o ajude.
(Sr. G. Larrain: [ininteligível] tanta coisa, e muito perdão por tanto mal.)
Nossa Senhora nos perdoe a todos.
(Sr. G. Larrain: E que Nossa Senhora torne logo realidade que Ela se possa encontrar com o senhor, essa imagem.)
Isso, isso.
(Sr. G. Larrain: O senhor Patrício Larrain pediu, ele faz cinqüenta anos hoje, domingo…)
O Patrício é?
(Sr. G. Larrain: É. Ele pediu se o senhor poderia dar uma bênção para ele, e também ele disse que mandou oferecer duas missas para o restabelecimento completo dos efeitos do desastre no senhor. Se o senhor poderia colocar essas missas no braço da Senhora Dona Lucilia nessa intenção.)
Está muito bem, está muito bem. Aliás, diga ao Patrício que eu devo amanhã estar com ele, que eu devo ir ao São Bento para a missa. Ainda que seja com um sinal da cruz na mão, eu dou uma bênção a ele.
(Sr. G. Larrain: Muito obrigado senhor.)
Meu Paulo Roberto, que Nossa Senhora o ajude.
(Sr. P. Roberto: Amén senhor, muito obrigado pela reunião. […])
Você, meu caro Edwaldo, que Nossa Senhora lhe ajude.
(Dr. Edwaldo: Amén senhor.)
Meu Paulo Henrique, que Nossa Senhora o ajude meu filho.)
(Sr. P. Henrique: A bênção senhor. Para que o senhor peça para que ela abra os nossos corações em relação ao senhor.)
Isso.
(Sr. P. Henrique: E uma bênção para todos os que têm acento aqui, sobretudo o senhor Aloísio Torres. E sou portador também de um abraço para o senhor de um ex-aluno. […].)
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