Conversa
de Sábado à Noite – 19/1/91 – Sábado
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Conversa de Sábado à Noite — 19/1/91 — Sábado
Sofreremos castigos que nos farão expiar aquilo em que andamos mal em relação ao Fundador, particularmente a desconfiança quanto a vinda da Bagarre e do Reino de Maria * A promessa de Genazzano foi dada ao SDP e estende-se a todos os seus filhos * A provação do fundador: “Minhas imperfeições não serão a causa do vaivém de nossa vida?!”
* Os acontecimentos se desenvolvem numa marmelada, o que é para nós um sofrimento
(Dr. Edwaldo: Uma pergunta sugerida pelo Sr. Gonzalo. Ele achou uma coisa terrível o senhor ter que fazer uma reunião sobre o profetismo do senhor nessa semana, por causa dos possíveis abalos internos. E ele relacionou isso com uma coisa que o senhor havia dito, que nós haveríamos de passar por muitas provações nesse sentido, pelo tanto que pecamos contra a confiança no senhor.)
Eu receio muito isso.
(Dr. Edwaldo: Ele pedia para o senhor dizer mais algo nesse sentido. E outra coisa que estávamos comentando em cima, é que nós deveríamos usar muito mais o nome do senhor, como um brado de guerra, e fazer repercutir muito mais esse nome que os inimigos tanto combatem. Uma coisa se relaciona um pouco com a outra, porque também aí houve muita falha de nossa parte. Finalmente, outra coisa que ele pedia é se fosse possível o senhor tratar um pouco sobre as cogitações do senhor sobre o que está acontecendo. Não propriamente as notícias, os fatos concretos, mas o que vai na alma do senhor, a respeito da situação atual que estamos atravessando.)
Eu acho que os vários temas se entrelaçam, porque o modo pelo qual essa coisa está correndo constitui evidentemente uma provação para aqueles que fazem da esperança da Bagarre o centro de suas previsões, etc., etc.
E de fato, em vez da coisa correr normalmente, está correndo de um modo cambaleante, difuso, confuso, e…
(Sr. Poli: Mais voltando para a primeira hipótese do senhor, do que… Quer dizer, fazendo alguns movimentos de se alinhar na linha da primeira hipótese do senhor.)
É verdade. Mas isso não é uma coisa que seja muito conclusiva. É uma coisa que é bom notar, mas não se presta a uma conclusão. Está tudo no caos, tudo na marmelada. Essa marmelada é para nós um sofrimento. Esse sofrimento está na linha do que nós devemos sofrer por não ter dado às hipóteses todas de Bagarre, de Reino de Maria, etc., etc., a importância que dever íamos dar. (…)
* Sofreremos castigos que nos farão expiar aquilo em que andamos mal
É muito difícil prever. Mas são castigos que entram dentro da ordem de fazer-nos expiar aquilo em que nós andamos mal. De maneira que se nós desprezamos algo que nos foi dado de bom, nós fiquemos carente daquilo que nós desprezamos, e grossamente carentes. Se nós demos a nossa alma à Bagarre azul, nós devemos ficar em certo momento reduzidos a um estado de miséria que é o castigo da admiração estúpida que nós tivemos por essas coisas. E daí para frente, mais ou menos até o fim.
* Seremos também objetos da misericórida divina
É certo que Nossa Senhora no meio de tudo isso dará também atenuações, dará misericórdias, etc., etc., uma vez que São Tomás de Aquino afirma que até para os condenados ao inferno Deus abaixou sensivelmente as penas, levados pela sua própria misericórida. Não que esses condenados de qualquer maneira merecessem isso, mas é levado pela misericórdia d’Ele. De maneira que as penas são as penas terríveis que nós sabemos, mas se Ele não tivesse essa misericórdia, ainda seriam incalculavelmente maiores. Então é natural que tenhamos também incursões da misericórdia divina. É compreensível. Mas, em que proporção, em que medida? A gente não sabe também.
* Haverá uma preponderância final do prêmio sobre o castigo
Mas eu acho — exatamente aí vem a coisa — haverá uma preponderância final do prêmio sobre o castigo, como houve com os Apóstolos. Eles andaram mal, mas na Pentecostes eles tiveram uma preponderância marcante, brilhante, do prêmio sobre o castigo.
Tiveram depois o martírio. Todos morreram mártires, com exceção de São João. É verdade que esse martírio pode não ser necessariamente um castigo. Mas para muitos terá sido. E são martírios terríveis! São Bartolomeu, por exemplo, que foi descascado, foi-lhe arrancada toda a pele. Pode imaginar o que é uma coisa dessas. E daí para fora.
Isso é o que eu teria a dizer. É pouca coisa. Porque é um assunto todo entregue a conjecturas, a coisas assim. De maneira que não tinha muita coisa para dizer.
* Com a graça de Genazzano, a certeza da vitória da Contra-Revolução
(Sr. Paulo Henrique: O senhor poderia nos dizer como se dá na alma do senhor a confiança e a certeza no cumprimento da missão do senhor? Diante das provações contra essa certeza, como o senhor conduz a sua alma, qual a política do senhor com a graça, e como a Providência trata a alma do senhor nessas circunstâncias?)
Meu filho, se eu entendo bem a sua pergunta, ela contém de um modo saliente a seguinte questão: como é que eu me manobro a mim mesmo para isso não dar em torcidas, em estraçalhamentos internos muito nocivos, muito prejudiciais. Não é isso?
(Sr. Paulo Henrique: Em termos concretos acaba sendo isso. Mas eu acho que ela não se cinge a fatos concretos, mas ela existe de uma maneira arquetípica em outros planos superiores.)
Sim, é claro. O que tem é que depois daquela graça de Genazzano, da qual várias vezes eu tenho falado a vocês, sobrepaira em minha alma a convicção de que apesar do vaivém mais terrível, mais embaralhado e mais complicado que possa haver, prevalecerá o desígnio de Nossa Senhora que é a vitória da Contra-Revolução. E que dessa maneira ponha-se a coisa como se puser, a primeira obrigação é da tranquilidade absoluta: não me permitir a mim mesmo nenhuma dúvida a esse respeito, porque eu tenho uma promessa. E uma promessa da qual eu não duvido nenhum pouco que tenha sido uma promessa de Nossa Senhora.
Agora, desde que eu saiba que isto é o que se vai dar, todas as outras coisas podem ser até lancinantes em certas circunstâncias. Mas não tem o caráter de torcida e de estraçalhamento que poderia ter se eu não tivesse essa promessa.
* Uma promessa que se estende a todos os filhos do SDP, e que deve nos dar uma tranquilidade análoga à dele
Bom, mas o que eu acho é que essa promessa de algum modo não é para mim só, mas estende-se também a vocês. Vocês tendo comigo a vinculação que têm; Nossa Senhora tendo — não me levem a mal de dizer — sem mérito chamado vocês para essas reuniões de sábado à noite, tendo dado tantas graças nessa ocasião, etc., Ela fez ver a vocês que há uma vinculação entre vocês e eu, que faz com que a promessa de que a Bagarre se dará, e que o Reino de Maria virá, acompanhado da certeza de que nós vamos participar do triunfo e da glória do Reino de Maria, estende-se também a vocês.
E, portanto, a confiança nessa vinculação, e a esperança de obter isso, deve nos levar a uma tranquilidade não idêntica, talvez, mas análoga à minha. Quer dizer que por paus e por pedras, seja lá de que modo for, nós chegaremos ao nosso destino. E que Nossa Senhora terá, Ela nos fará ver isto, aquilo, aquilo outro, nos dará aquilo, aquilo outro, mas que Ela não nos abandonará. E que nós devemos então com muita confiança enfrentar tudo que aparecer.
Eu não sei se esta tese da vinculação de alma, portanto da extensão de algum modo da promessa de Genazzano a vocês, lhes está bem clara ou não? Eu nunca falei disso, mas o momento chegou de tratar disso. (…)
* A sabedoria e a ordenação na Catedral de Notre-Dame: exemplo da sabedoria e da ordenação na alma de um varão
…uma espécie de fotografia, é um desenho, uma pintura, qualquer coisa, da Catedral de Notre-Dame. Mas evidente que não é propriamente uma fotografia. Vocês saberão melhor do que eu que espécie de apresentação é essa. Mas eu não sei se vocês percebem que nessa apresentação há uma ordenação, há um bom senso, há princípios gerais que orientam tudo, e uma estabilidade, uma solidez que se chama propriamente sabedoria.
Agora, uma pessoa que tenha o tal enquanto tal bem posto, essa pessoa tem esse espírito. E esse espírito dá a possibilidade de toda forma de grandeza, toda forma de sabedoria, toda forma de ordenação, de planejamento, de execução planejada do que quer, e ao mesmo tempo de um adorno e uma beleza na coisa que quase não se compreende que coexiste com o lado prático. É uma catedral feita para abrigar um número colossal de pessoas. Vocês vejam só os botaréus que tem de um lado e de outro, como aumentam a beleza da Catedral. Entretanto têm uma razão de ser exclusivamente prática.
Mas a pessoa que pôs isso lá, ao calcular como fazer isso bonito, tinha uma ordenação de espírito extraordinária, que é o próprio espírito da Igreja Católica. Porque para mim esse é o próprio espírito da Igreja Católica. Se uma pessoa vier me dizer que a Catedral de Brasília e isto têm o mesmo espírito da Igreja Católica, eu nem respondo, não entro em interlocução.
Bem, mas assim como se pode, contemplando uma maquette de um monumento, se pode receber de tal maneira na alma uma marca, assim também se pode ter conversando com uma pessoa.
* Um homem realizará inteiramente a nossa vocação quando ele for ao mesmo tempo uma catedral e um castelo
(Sr. Paulo Roberto: O senhor é essa catedral viva.)
Um homem em tese pode ser uma catedral viva, como pode ser um castelo vivo. E ele realizará inteiramente a nossa vocação se ele for ao mesmo tempo uma catedral e um castelo! Por exemplo, uma fotografia da Notre-Dame a meu ver não chega a dar nas coisas que eu estou falando como isso aqui dá. Pode ser uma impressão pessoal minha, mas eu acho que não, que há uma coincidência qualquer que faz com que isso agarre a alma.
* A catedral de uma beleza perfeita
Aliás, já que se falou disso, o que é isso aqui? É uma fotografia, um desenho?
(Sr. Guerreiro: É uma maquette. Eles fizeram uma montagem com o casario gótico que exista na época em que a Catedral foi construída. Eles devem ter tirado de gravuras.)
Eles montaram de gravuras, etc. Depois, esse casario deve ter sobrevivido de muito a Idade Média.
Agora, o que é isto aqui? São colunas que estão sendo postas para continuar a obra?
(Sr. Guerreiro: Isto seria a porta de entrada. Isso faz parte da construção.)
Essa agulha da Catedral eu acho uma verdadeira maravilha.
Mas vocês sentem como eu que nenhuma fotografia da Catedral dá o que dá isso?
(Sr. Guerreiro: Nenhuma fotografia dá.)
É uma coisa de um valor sobre a alma, uma influência sobre a alma uma coisa extraordinária.
(Sr. Paulo Henrique: Ao que se deve isso? A um recurso apenas técnico?)
Meu filho, eu também não sei…
(Sr. Paulo Henrique: Porque o exemplo foi de uma felicidade única para o senhor utilizar.)
Isso me chegou agora à tarde, alguém que veio me ver me emprestou ou me deu isto. Não sei também. Agora, isso foi feito para que fim?
(Sr. Guerreiro: “Remontrez le temps. Ouvrez ce document exceptionnel…”)
Ah, ah, ah! As palavras francesas são ali! “Remontai o tempo, e abrir esse documento excecional!” Está tudo dito, não tem mais nada que dizer.
(Sr. Paulo Roberto: E é um folhetinho.)
É muito ordinarinho. Eu não tive tempo de ler o que está aí. Eu só vi isto, e depois tive outras coisas para fazer. Mas a gente fica com isso assim… a perder de vista.
(Sr. Guerreiro: Nesta foto a noção de tal enquanto tal medieval chega a uma espécie de climax.)
É uma perfeição.
(Sr. Guerreiro: Não há castelo que tenha uma perfeição assim.)
Não, não há. Nenhuma igreja tem isso. A Igreja de são Pedro não tem isso, nem de longe.
(Sr. Guerreiro: E aqui há umas figuras, são anjos, ou são santos…)
(Sr. Mário: São os Apóstolos. E o próprio Viollet le Duc se pôs aí também.)
Mas ele se pôs aqui. Aqui há umas figuras, uma é ele olhando para cima.
Agora, a questão é a seguinte. É que istso aqui é em declive. A gente olhando tem a impressão que é reto, mas não é. É em declive.
O que é isso aqui?
(Sr. Guerreiro: Aqui é uma pequena mansarda. Aqui são umas menores, para respiração talvez.)
É capaz de ser isso: para entrar o ar. Agora, vocês notaram como esses botaréus ficam bonitos aqui? É uma coisa extraordinária. Depois outra coisa: a forma de cruz. E no ponto onde as cruzes se entrelaçam, a torre.
Depois aqui, uma coisa que ninguém ousou: foi tentar acabar a torre. Mas o que a gente pode fazer para acabar essa torre? Não há remédio.
(Sr. Paulo Henrique: Se os medievais que a conceberam tivessem terminado a construção, eles lteriam colocado as torres.)
Ah, teriam. mas era preciso ter uma inteligência, e um senso católico, um senso artístico que ninguém teve.
(Sr. Paulo Henrique: Passou aquela geração, e ninguém tocou mais.)
É uma graça que passou.
Depois, outra coisa muito bonita aqui é que quando a gente está no chão, não tem a impressão que aqui há um tal espaço. Mas é de fato um espaço largo para as pessoas andarem de um lado para outro, rezarem, etc., etc., e aqui já tem a rosácea com a imagem de Nossa Senhora, etc., etc.
Se eu pudesse — vou ver se eu consigo — ver quem… Você não se lembra, Mário, quem é que trouxe isso?
(Sr. Mário: Não, eu estou vendo agora. Deve ter sido o Sr. Fernando.)
Ah, pode ser. Agora, é um monumento privilegiado. Olha aqui… isto aqui. É uma coisa que não se tem o que dizer.
(Sr. Mário: Há uma foto ainda mais privilegiada do que esta.)
Qual é, hem?
(Sr. Mário: Essa mesma, com o senhor olhando…)
Ohhhh! Ohhh!
Mas eu quero ver se eu mando vir uma dessas para cada um de nós, ouviu? Fica uma lembrança dessa noite.
(Sr. Guerreiro: O senhor comentou há pouco dos princípios de ordenação geral, e depois como esses princípios se desdobram em outros princípios, o senhor falava do gótico. O senhor falava de uma alma, e dava como metáfora o gótico.)
Em concreto essa Catedral.
* A provação do Fundador: “Por causa de minhas imperfeições, não serei eu o culpado pelo vaivém da vida do Grupo?”
(Sr. Guerreiro: …Então, como o senhor tratou da questão de Nossa Senhora de Genazzano, uma vez que o senhor explicitou tudo isso, que era fruto de uma graça da inocência do senhor, porque o senhor considerou que era necessário Nossa Senhora de Genazzano para dar ao senhor a garantia? Porque para nós a garantia maior seria esta visão que o senhor nos dá da Bagarre e do Reino de Maria.)
Está muito bem perguntado. É o seguinte.
Eu procurei ser a vida inteira o mais possível severo para comigo mesmo. Na análise minha, daquilo que eu faço e daquilo que eu sou. Porque é o ponto de partida. Ou eu sou de uma severidade absoluta em relação a mim mesmo, ou eu não vi nada.
Agora, se a gente vai se olhar assim, vem ao espírito aquele Salmo: “Se observardes as nossas iniquidades, Senhor, Senhor quem se sustentará diante de Vós?!”
E o receio de que alguma imperfeição, alguma falta de correspondência de minha parte determine uma repulsa de Nossa Senhora, à vista desse fato. E daí o tormento que representou para mim até a graça de Genazzano, todo o vaivém de nossa vida. Porque em cada coisa que aparecia, a gfente tinha a impressão que a obra ia desmoronar. E me vinha a coisa: “Você é o culpado. Você está dizendo para os outros que eles têm culpa, etc. Têm. Mas você olha com suficiente inflexibilidade a sua própria culpa? Que autoridade você tem, se você nãoé a bem dizer feroz consigo, que autoridade você tem para estar falando aos outros a respeito da culpa deles?!”
Então, se é assim, começando a analisar vem esse receio. E vindo esse receio, vem evidentemente acentuado por coisas que a gente vê que não deveriam ter acontecido, e que aconteceram, e que tem todo aspecto de castigo.
E eu tenho toda impressão que essa diabetis que eu contrai podia ser interpretada como castigo… (…)
E ele contou que numa noite ele sonhou que estava num lugar muito agradável, magnífico assim, vê-se que é ao ar livre, e que era uma espécie de introdução ao céu. E que ele ouviu uns cânticos magníficos, etc., e um longo cortejo de meninos, etc., que caminhavam em direção a ele, cantando canções de louvor a ele. E bem na primeira fileira São Domingo Sávio, que era uma espécie de discípulo especialmente amado dele.
Quando se encontraram, ele perguntou a São Domningos Sávio o que era aquilo. Ele disse: “Aqui é a entrada do céu. Essas almas todas que estão aqui são pessopas que se salvaram por sua causa. São os frutos da obra salesiana no mundo inteiro. E estamos todos aqui para louvá-lo, etc.”
Ele disse: “Mas não dava um jeito de eu entrar para ver um pouco o céu?”
São Domingos Sávio disse: “É impossível. Aliás, se vós entrásseis no céu, vós morrerieis. Não fazei isto”.
Então ele perguntou a São Domingos Sávio: “Diga-me uma coisa. Esses todos se salvaram por minha causa. Está bom, mas não há vários que não foram salvos porque eu poderia ter sido mais santo, e não fui?”
Resposta de São Domingos Sávio: “Isto é verdade. Mas veja que número enorme, e alegre-se com isso.”
* “Eu quereria que ninguém deixasse de se salvar por minha culpa”
E eu quereria que por minha culpa ninguém deixasse de se salvar. E na natureza de minha vocação há uma coisa desse gênero. Daí o…
(Sr. Poli: Como assim?)
Há uma coisa desse gênero de não perder nenhum.
(Sr. Poli: É inerente à vocação do senhor?)
Essa tendência empenhadíssima em não perder nenhum. Aliás, vocês vêem isso a toda hora e a todo momento.
(Sr. Paulo Roberto: É semelhante a Nosso Senhor, que disse: “Daqueles que me destes, eu não perdi nenhum.”)
“De todos aqueles que me destes, Eu não perdi nenhum!” Vocês compreendem, portanto, como para mim certas coisas, certas características que aconteciam eram lancinantes. Por exemplo… (…)
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