Conversa de Sábado à Noite – 12/05/90 – Sábado – p. 8 de 8

Conversa de Sábado à Noite — 12/05/90 — Sábado



TFP, uma potência contra-revolucionária — Provas de seu poder e de sua eficácia

* Atitude de Mons. Casaroli prova a eficácia da ação do Sr. Dr. Plinio

(Sr. JC: … Com o manifesto é impossível haver convergência.)

Quer dizer, convergência com quem, uma vez que o partido comunista fica caracterizado daquela maneira no manifesto? Quer dizer, convergir com quem? Ficou provado é um grupo de sacripantas, sem vergonha, em que não se pode ter a menor confiança.

(Sr. JC: … O demônio não sabe que caminho seguir, porque sabe que terá o Sr. pelo meio.)

E a eficácia dos nossos lances aquele documento de Mons. Casaroli prova-o muito bem, não é? Aquilo é um documento de um alcance extraordinário.

Agora, por enquanto é muito prematuro a gente dizer: olha, nós criamos tal atrapalhação, olha como ele sofre. É preciso esperar o momento, mas haverá momento em que isso terá que sair.

Mas quer dizer o seguinte: é que ele teme muito as repercussões subterrâneas do que nós dizemos. Isso é que é o negócio. Porque a considerar as repercussões de superfície, não é tanto assim. A questão são as repercussões subterrâneas.

* Missão de convulsionar a pseudo-ordem, ou seja, de ser instrumento de Nossa Senhora para destruir a desordem

(Sr. GL: O Sr. dizia ontem no MNF que o Sr. desde menino tinha a noção muito clara que a missão do Sr. era convulsionar a terra. Quando se perde a esperança de causar essa convulsão a pessoa ensabuga e apostata. O que será esse convulsionar a terra que está nos desígnios da Providência que o Sr. faça?)

Convulsionar a terra eu entendo pelo seguinte: convulsionar antes de tudo as almas. Isso é fora de dúvida. Mas convulsionar também a própria ordem temporal. Quer dizer, no fundo convulsionar a Revolução. Esta terra toda tem uma pseudo-ordem que se trata de convulsionar. Ela está toda ela posta numa pseudo-ordem. Esta pseudo-ordem, porque é pseudo-ordem é uma desordem, e, logo, aqueles que querem chegar à ordem devem perturbar a pseudo-ordem, devem destruí-la. A convulsão é um modo de exprimir essa destruição.

Quer dizer, é uma destruição tão grande que só pode dar-se de um modo convulsivo. Qual é o modo convulsivo? É o modo indicado por Nossa Senhora em Fátima. Ela não entra em pormenores, mas Ela deixa entender um castigo colossal, em consequência do qual o mundo todo vira inteiramente. E aqueles símbolos que Ela usou naquelas aparições, do sol que vem sobre a multidão, etc., etc., indicam a colossalidade do castigo que virá, porque aqueles são símbolos dos castigos.

Agora, acho que a obra da TFP cria condições para que Nossa Senhora entenda que é chegado o momento de se fazer uma determinada coisa, de Ela intervir e de fazer a convulsão. Esse é meu ponto de vista.



Agora, nessa convulsão nós devemos ser instrumentos convulsioantes dela. (…)

* A prova do poder e da eficácia da TFP na atrapalhação e nos gemidos que esta causa no inimigo

O ódio deles contra nós prova de modo exuberante que nós causamos a eles um grande mal estar, e que esse grande mal estar é um mal estar de alma, mas é uma atrapalhação nos planos deles, na realização dos planos deles. E aqui falta, em todo o conhecimento que nós temos da realidade, falta o seguinte: se nós vamos ver os meio humanos que nós lançamos mão para justificar uma queixa como a de Mons. Casaroli, há uma qualquer coisa, um qualquer hiato que não se explica bem. Ali está a dor dele, aqui está nossa ação. Não há uma ação no mundo mais capaz de causar aquela dor dele do que a nossa, nem é mais eficaz, nem é mais rica, nem é mais poderosa, nem nada do que a nossa na linha em que nós existimos.

Então, a linha em que nós existimos é a mais dolorida para ele. Nessa linha ninguém tem o poder nem a capacidade, nem mesmo recurso para fazer aquilo igual ao que nós fazemos. Mas a gente vendo nele que não é um homem de tremeliques, nem de sensibilidades, mas é um homem que tem bem a noção das coisas como são, um homem muito prático, a gente vê que ele não se deixa tocar por amores-próprios contrariados nem nada. Mas é se o plano dele está se realizando ou não.

Bem, nós não vemos bem até que ponto nossa ação produz uma tão grande atrapalhação nos planos dele. Esse é o problema. Mas deve produzir, porque não há nada que explique a ação dele a não ser nós.

E há uma coisa qualquer aqui que diz respeito, vamos dizer assim, aos subterrâneos da guerra Revolução e Contra-Revolução que não são os fatos comuns, mas é alguma coisa de sobrenatural, é uma coisa do lado deles de preternatural, é alguma coisa de místico, é alguma coisa que se joga no terreno da comunhão dos santos, mas que repercute mais a fundo nos fatos concretos do que tudo que nós podemos imaginar. É essa a questão.

De maneira que essa desproporção eu não alego apenas para justificar a nossa afirmação da eficácia do que nós fazemos. Eu digo o seguinte: o Cardeal Casaroli tem do lado dele toda a mídia do mundo inteira — tirando uns jornaizinhos, uns pica-paus, e quão poucos jornaizinhos o combatem — ele tem do lado dele toda a mídia, tem todo o dinheiro, tem todos os bancos, tudo quanto significa poder está colocado do lado dele. Há uma coisa que ou é a TFP ou é invisível, que produz contra ele uma ação que ou é a da TFP ou é uma ação invisível que obriga-o a exalar essa sensação.

Então, nós devemos chegar à conclusão de que há uma certa zona da realidade, mas da realidade tangível, que escapa à nossa observação, mas que pelos gemidos deles nós vemos que existe. A carta do Departamento de Estado norte-americano, a carta do senador norte-americano, tudo o mais…

[Marchais.]

Marchais, e vários Marchais, porque foi uma coleção.

Tudo isso os aperta e os faz doer de modo especial. Você nota a natureza dessa dor na atitude… (…)

A eficácia da ação de colocá-los mal à vontade, etc., que nós exercemos sobre eles, foi exercida fundamentalmente por mim, mas participativamente por todo o conjunto das TFPs.

* O inimigo sente que está tratando com o próprio foco de irradiação da Contra-Revolução no mundo, sente-se mal à vontade e fica doido de ódio

Agora, no que consiste isto? Consiste numa profunda oposição que causa ao demônio à vista de uma pessoa que está no céu. Quer dizer, o demônio fica mal à vontade, aquilo o coloca como ele não quereria, ele detesta, ele odeia, etc., e sente que não pode evitar.

Mas há mais. É uma certa atitude de quem percebe que está tratando com o próprio foco de irradiação disso no mundo. Ele sente que esse é o foco e que ele não pode facilitar. E isso o deixa doido de ódio.

(Sr. GL: E ele nota a vitória desse foco de irradiação?)

Em termos. Ele nota que nós estamos atrapalhando muito, mas ele vê o lado visível, o poder deles e o nosso, e ele fica muito assim: como eles são maiores do que nós, e depois como nós os atrapalhamos, e fica nessa situação assim.

(Sr. JC: Ao longo da história ele teve obstáculo, mas obstáculo mesmo ele está encontrando agora.)

Isso não tem dúvida. A esse respeito não tem dúvida.

Há uma coisa a mais que deve incomodar muito. É que ele deve achar que se Nossa Senhora interveio na história de nossos dias modelando uma TFP, é porque Ela iniciou um sistema de intervenções com que ele não contava. São intervenções organizadas, etc., de um gênero com que ele não contava.

* A ingenuidade e ineficácia de movimentos contra- revolucionários como o carlismo e a chouannerie, e o que o Sr. Dr. Plinio faria no lugar dos chouans

Então vocês vejam por exemplo o seguinte: os chouans, os carlistas. Fizeram coisas admiráveis, altamente respeitáveis, mas comparando o inconsistente político e até certo ponto de vista ideológico da ação deles com a ação da TFP, eu compreendo que o demônio fique indignado.

Você tome por exemplo os chouans. Os chouans tinham uma idéia tão ingênua da monarquia, que quando se restaurou a monarquia eles foram correndo para a Vendée deles e se estabeleceram nos chinelinhos que usavam antes. Não procuraram ficar na corte fazendo política para manter a Contra-Revolução, porque para eles a Contra-Revolução estava vitoriosa porque o rei estava restabelecido; e o rei estabelecido, estava restabelecida uma ordem que não devia ter sido violada nunca, e que eles queria violar absolutamente, que eles queriam respeitar absolutamente.

E toleraram que por exemplo — o fato é conhecido entre nós — na lista das pessoas subvencionadas por Luis XVIII houvesse uma irmão de Robespierre e não houvesse numerosos chouans que morreram ou que ficaram arruinados, ou que ficaram com a saúde estragada, etc., por causa da guerra da chouannerie. Agora, isso é um obstáculo insignificante em comparação com que o demônio sabe que nós faríamos caso nós tivéssemos estado à testa da guerra dos chouans. Vocês sabem bem quanto proveito nós tiraríamos disso.

Primeiro, ficarmos agarrados à corte como ostras. Na corte nós estaríamos fazendo o tempo inteiro Contra-Revolução. Atrapalhando o rei, sendo de fato mais realista do que o rei, escrevendo obras em que provávamos que o rei não era suficientemente realista e daí para frente pintando o caneco com o rei. E daí para fora.

(Sr. JC: Duas mil bocas por todos os cantos.)

Duas mil bocas por todos os cantos, e depois outra coisa: todo ano, numa determinada data da chouannerie, todos os chouans irem a Paris para fazerem uma manifestação ao rei, e o rei tem que aparecer e falar aos chouans, chamando de meus filhos, etc., etc.

Depois nós teríamos naturalmente algum órgão que publicasse a história da chouannerie em forma de jornal. Naquele tempo ainda se imprimia muito menos e as famílias faziam isso: quando era impresso no jornal um livro, as famílias guardavam e colavam em folhas. De maneira que ficavam com o livro em casa e não tinham que comprar na livraria. E é um sucesso publicar uma coisa no jornal que muita gente colhe. Nós faríamos misérias com eles. Eles sabem muito bem que não são nada em comparação com isso.

Pior. Napoleão — Napoleão… — entendeu que para ele destroçar a chouannerie ele precisava fazer duas coisas. A primeira das coisas era fazer-se coroar por Pio VII. Bem, mas a outra coisa era fazer uma estrada para aqueles tempos muito moderna, e direta de Paris para a Vendée, para ficar muito ao acesso do povinho, com meios de transporte fácil, etc., a capital parisiense, e muito ao acesso dos parisienses a Vendée, de maneira a fazer um intercâmbio revolucionário que ninguém conseguisse destruir. Nós faríamos um jornalzinho para combater essa idéia, e denunciaríamos: vai dar naquilo, naquilo, naquilo outro. Àqueles bons chouans nem lhes passou isso pela cabeça. É capaz de no primeiro coche de transporte coletivo que foi da Vendée para Paris, terem ido chouans, para ver o rei. É uma ingenuidade do outro mundo. Mas do outro mundo.

Os carlistas que acabaram pretendência ao trono comunistas. No período das guerras carlistas houve um ou dois pretendentes carlistas que eram liberais.

Os carlistas não se comoveram. “Ah, el rei!” A TFP não ia nisso. Se é liberal não é candidato válido ao trono, não é pretendente válido ao trono. Pula para fora. Então: “Calça-me las alpargastas, dad-me la boina, carge el fuzil”. É lindo! “Voi a matar más rorros que florecieram em maio e abril”. Mas no que é que deu tudo isso? Como eles se deixaram iludir pelo Franco. Os próprios carlistas, aqueles heróis do Alcácer! É uma coisa de comover a gente ir ao Alcácer no tempo em que estava arruinado. Era uma coisa impressioante. Eu creio que contei aqui que mostraram o lugar onde os padres deles celebravam missa ouvindo embaixo do chão os republicanos trabalharem para instalar bombas que deviam explodir numa determinada hora. Está bom, chega o Franco, o que eles tem de mais apressado é de se disperesarem e voltarem para suas casas. Foi o que fizeram.

(Sr. JC: Moscardó, o herói do Alcácer, se entregou nas mãos de Franco e terminou contrabandista.)

Foi, foi isso.

(Sr. GL: O Sr. não podia ir mais ao dunque?)

* Haverá um certo momento em que nós teremos que fazer o que fez Roland

Agora, o que eu acho é o seguinte: que além de tudo o que nós fazemos, apresentar-se-á em determinado momento um quadro onde nós teremos que fazer muito mais, mas na ordem do operar. Como é que isso será eu também não sei. Mas é uma coisa colossal que tem que dar necessariamente num operar de uma intensidade e de uma força que nós mesmos também não suspeitamos. Há um certo momento em que nós temos que fazer o que fez Roland, o que fez Olivério, o que fizeram todos aqueles heróis, nós vamos ter que fazer.

(Sr. GL: O Sr. não pode levantar hipótese?)

Não, não, isso não é hipóstese.

* As TFPs em condições de fazer uma reviravolta no mundo

(Sr. GL: Não, não. O Sr. não pode levantar hipótese, para tocarmos com a mão?)

Mais ou menos o seguinte: a situação — eu disse isso ontem na reunião do MNF — a situação, por exemplo, em que o Caio e o Mário estão, são situações que conforme as circunstâncias podem virar a história das coisas. Você pega, por exemplo, esse maling que por impulso principal do Caio de do Guillaume está se fazendo na França, é um maling que há uma revista deles que já escreveu que a França ficou cortada em dois. Bem, esse mailing coloca nas mãos deles a opinião mais ou menos de 600 mil franceses, por enquanto; pode subir ainda muito mais. Em determinado momento, por exemplo de uma invasão de comunistas, de revolta, qualquer coisa assim, é ou não é verdade que esse pessoal desse maling pode tomar uma atitude pública que regele toda uma parte da França? Pode.

Bem, TFP Covadonga já tem na Espanha um prestígio que eu acho que é bem maior do que eu acho que tem a TFP francesa, TFP Covadonga tem elementos para na Espanha realizar alguma coisa conforme as circunstâncias.

Nós podemos dizer que se Nossa Senhora abençoar os resultados desse manifesto nós devemos ter o mesmo na Alemanha.

E assim para a Europa, o papel dos EUA para a Europa e para a América é um papel colossal. Conforme o manejo que o nosso Mário saiba fazer lá, a coisa corre que em determinado momento os EUA podem “deverser” todo o seu poder sobre a América no sentido de aprovar, apoiar e ……….. da América, e impedir que aqui o comunismo assente o pé.

Estalará revoluções aqui. Mas é claro ou não que nós ficamos em condições privilegiadas para fazer uma Contra-Revolução? É líquido. Isso é líquido.

* A luta será longa, e no fim o mundo mundo inteiro perceberá que quem a aguentou foi a TFP

(Sr. JC: O que houve até agora não é nem preâmbulo.)

É, não é nem preâmbulo. E acho que não é tão rápido, hem? Eu acho que durará bastante. Pode ser que eu me engane, mas eu acho que não. E acho que a luta correrá de tal maneira que no fim o mundo inteiro perceberá que quem aguentou o negócio foi a TFP.

Depois outra coisa. Não foi?

* O Reino de Maria será um mundo com entusiasmo de noviço em relação à TFP

Se se estabelecer um Reino de Maria com bom espírito, isso todo o mundo notará, todo o mundo aclamará, todo o mundo se [contentará]. Porque é preciso ver o seguinte: o mundo no começo do Reino de Maria terá para conosco a compreensão que tem um enjolras novo cheio de thau, e portanto uma tendência a voltar-se para nós, a reconhecer-nos e a nos pôr no lugar que nos compete, que tem um enjolras cheio de thau.

Será, se quiserem, um mundo noviço, e com todas as delicadezas de alma, e todo o movimento de alma de um bom noviço. Quem é que resistiu a tudo isso? Como um conjunto, tomada essa avalanche como um conjunto, quem é que resistiu a esse conjunto. Por toda a parte onde se deitam os olhos, não é senão abominação. Quem é que resistiu? Haverá um focozinho qualquer num lugar, noutro, alguma coisa assim. Mas o que é que tem.

(Sr. GL: Como início de conversa, suspeito.)

Suspeito como início de conversa; uma coisa inteiramente evidente. A gente vê que haverá um certo momento em que isso vai ser evidente. Agora, depois disso Nossa Senhora dispõe o Reino d’Ela, é uma outra coisa, etc., etc.

* Essa luta é como um jogo de xadrez no qual ainda en- trarão peças de um novo xadrez para jogar com o velho

(Sr. GL: O que tem que transcorrer até que o poder passe das mãos deles para a luta ideológica propriamente?)

Eu não sei também. Porque nós poderíamos pensar em apostasias entre eles, em conversões entre eles, em “N” coisas, mas a questão é que nós não temos indício disso. Eu acho que tem que entrar no tabuleiro peças de xadrez de um xadrez novo, para jogar com as peças do xadrez velho, e não tenho indício de como será. Não tenho idéia. Acho que vem qualquer coisa de muito novo.

Meu filho, para você ter idéia das novidades, você imaginar a derrubada da cortina de ferro… Antes de mais nada, a algum tempo atrás era um sonho. Mas nós entramos na fase sonhada da política.

(Sr. GL: Mas é uma fase sonhada do lado deles.)

Sim, mas que coloca para nós aproveitabilidades do outro mundo. Como por exemplo o manifesto não seria possível sem a Perestroika e a derrubada do muro.

(Sr. GL: Então seriam peças que eles mexeriam também?)

Eles mexeriam e nós mexeríamos também. Haverá conversões espetaculares para nós? Também não sei.

* Surpresas que abrem novos campos para a ação da TFP. Exemplo: ligação de Mc-Millan com Rudolf Hess, que surpreende mais do que a queda da cortina de ferro

Hoje, por exemplo, para quem conhece a Inglaterra e o modo de ser dos ingleses, etc., hoje aparece uma coisa característica: a notícia de que o Mc-Millan, ex primeiro ministro estava ligado à toda a guangue daquele Rudolf Hess e que fazia espionagem a favor da Rússia. É uma coisa impressionantíssima. Porque para o ambiente inglês… (…)

contra seu próprio país, é uma coisa que não se compreende. Me surpreende mais do que a queda da cortina de ferro.

Este home se deixa comprar. Quem depois disso na Inglaterra não é venal? E no mundo, quem não é venal?

(Cel. Poli: Só o Sr. e aqueles que são fiéis ao Sr.)

Mas é só. Olhe aqui, hoje um homem que não se vende é tão raro como um homem virgem. É tão como um homem virgem, porque todo o mundo rouba. Se de manhã, por exemplo, eu olho pela janela e vejo um homem em frente, ou uma mulher, numa janela em frente do meu apartamento, eu posso dizer ladão, ladra. Porque todo o mundo faz. E se não faz, é porque não tem ocasião, mas tem a deliberação de podendo, fazer. Essa é a verdade. É uma coisa do outro mundo.

Mas não sei se você percebe uma publicação dessa coisa do Mc-Millan, desde que se confirme inteiramente, o que pode preparar para uma jogada na Inglaterra.

(Sr. PR: Em que sentido?)

Por exemplo um manifesto do tipo do nosso a respeito do Mc-Millan e outras coisas de nível internacional, e que seja muito difundido na Inglaterra.

(Sr. MN: Explicando como é que acontecem essas coisas.)

Pois é. Como é que aconteceu isso? Ninguém soube? Ninguém duvidou? Ninguém entreviu? Não aconteceu nada? Que cumplicidade eles tinham de seu lado?

Vamos logo direto ao caso. É o Mc-Millan mas é o príncipe Bernardo com aquela concursão que levou a rainha a se resignar e passar o trono para a filha e é gente de toda ordem pelo mundo inteiro que rouba de todo o jeito. Vocês se lembram o Giscard D’Estaing como roubou as jóias daquele Bokassa. Até hoje a questão das jóias do Bocassa não ficou clara, mas ele não abriu mão das jóias, estão com ele.

Quer dizer, há um subterrâneo podre aqui que está começando a explodir daqui, de lá e de acolá, e deve deixar essa gente desesperada.

* Autodemolições fantásticas

(Sr. GD: Tudo isso preparando o governo religioso deles para o futuro.)

Exatamente. O princípio religioso é panteísta, é essa coisa toda.

Mas pior. Eu não tenho conhecimento de um movimento na História — pode ser que haja, mas eu não tenho conhecimento — em que aparece uma corrente dentro de um determinado país resolvida a destruir a civilização desse, país fazendo dessa destruição seu objetivo e corrente essa que ganha e de fato arraza com a civilização do país. Esses verdes são isso. O que é que eles são? É uma coisa do outro mundo.

Nós temos autodemolições fantásticas.

(Sr. PR: Como será a luta do Sr. contra esses Uri Gueller, etc.?)

Eu acho que vai ser o seguinte. Quer dizer, seria o mais razoável. Eu não tenho certeza, mas é o mais razoável. Que… (…)

* O tamanho do pecado exige um castigo drástico e brutal

(Sr. GD: Por que o Sr. parece não considerar que essa guerra psicológica não seja a parte mais longa e 20mais 20alta 20da guerra? …)

(…)

Está um tal estado de dureza das almas que eu não acredito que a luta armada tenha outro significado senão de formar um “pusilus grex”. Porque as melhores demonstrações… Eu digo mais, os eflúvios mais terríveis deles e os contra-eflúvios sobrenaturais que nós pudéssemos deitar, tudo isso não é comparável ao tipo de castigo direto, drástico, brutal, que aniquilasse a eles mais ou menos como Sodoma e Gomorra.

Quer dizer, o tamanho do pecado exige isto. Não tem por onde escapar.

(Sr. GD: No plano físico a TFP não tem nada. Por que de repente o Sr. acha que isso vai se operar?)

É que eu acho que a opinião pública está tão deteriorada…

[Termina a gravação.]

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