Conversa de Sábado a Noite – 23/4/1968 – p. 7 de 7

Conversa de Sábado à Noite — 23/4/1968 — 3ª-feira [VF 058] (Plinio M. Gomes)

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(Relatos sobre estudos das reuniões, etc.).

Quem é que tem o tema? (Sr. Gonzalo) Diga lá meu Gonzalo.

(…)

Um plano que não tema em consideração o papel de Maria, considerado num plano natural, acontece o seguinte. É que eu vi muito, às vezes coisas espantosas, de dedicação de filhos a mães que eram más pessoas, mas que eram boas mães. E que agradeciam essa dedicação de um modo extraordinário, mas modo extraordinário. Eu daqui a pouco conto muito resumidamente um caso a vocês.

Mas havia filhos que não tinham alma para receber esse afeto. E não só não o compreendiam, mas até brutalizavam os pais que tivessem esses afetos para com eles. E neste ponto a gente vê que isso, por mais equilibrado que seja, para esta relação se dar bem, supõe um pré-equilíbrio.

Bem, e desse pré-equilíbrio seria preciso falar alguma coisa para se compreender. Não sei se querem entrar por aí, ou como é o negócio… (Está muito bom).

Eu várias vezes tenho procurado responder essa pergunta — qual é esse pré-equilíbrio — e não posso dizer que tenha encontrado uma resposta, a resposta que eu vou dar agora, não posso dizer que me satisfaça tanto que eu possa dizer que eu estou certo de que isso é assim. Mas vocês mesmos verão, pela exposição que eu fizer, que é pelo menos probabilíssimo que seja assim. Tão provável que… uma probabilidade que toca na certeza. Não é ainda certeza, mas acontece o seguinte.

Para que uma criança esteja à altura dos estímulos exteriores bons que ela receba, ela precisa estar preparada pelo bem, [êxodo?], independente de alguma coisa vinda do exterior.

(Sr. Poli: Então, condimentos internos…)

Não falemos de sentimentos, falemos de disposições.

Nem falemos de altura. Para que ela seja receptiva aos estímulos de fora… então, se você quiser, os estímulos exteriores favoráveis que ela recebe, ela precisa ter uma receptividade para o bem que o anterior a esses estímulos. E de uma clareza total.

Agora, nasce a pergunta: como é esta ordem prévia? Que precisa tocar em consideração. Então, se o que eu vou dizer for de fato verdadeiro, aparece aspectos, a gente percebe o mérito incalculável das doutrina católica em muitos pontos. O que é a meu modo uma espécie de contra-prova. Não é uma prova também inteiramente concludente, porque às vezes nós podemos ver na Igreja Católica certos méritos que não são os verdadeiros. Ela tem outros maiores e melhores. Mas enfim, é uma cosia que também conduz, inclina o espírito a aceitar, sem ser decisivo. Eu acho que a coisa é essa. Que existe na criança — criança no bê-á-bá, criança no berço — existe um certo, uma certa tendência para a retidão, que provem da própria retidão do senso do ser. Por onde a criança quer ordenadamente, quer retamente, o que ela deve querer. Não uma coisa qualquer, mas aquilo que está na ordem das coisas que ela queira.

E o possuir a coisa na ordem das coisas, o senso da ordem que está satisfeita, que está realizada, produz um prazer, um gáudio que é um gáudio superior a toda fruição propriamente dita. Eu estabeleço, portanto, uma distinção entre duas fruições: uma fruição é a fruição do puro delectabile — você comer, por exemplo, uma ameixa, um… [faltam palavras] …, de qualquer coisa, gostoso porque agrada as papilas, para papá — da outra que é o gáudio da ordem atendida, que as pessoas sentem em si a felicidade de estar em ordem. São duas pistas da felicidade completamente diferentes.

(Sr. João Clá: A segunda muito superior.)

A segunda é largamente superior. Inclusive como deleite, hein?

(Sr. GD: Isso que o senhor diz tem seu símile no fato das necessidades que a alma tem de nutrir-se a si própria? É isso?)

Não, é uma coisa um pouco diferente. Você imagine no corpo humano o seguinte: o gáudio de uma pessoa que fez uma ginástica necessária para o corpo, recomendada pelo medico, e ao cabo de um certo número de exercícios, ela sente o gáudio da saúde, que é o gáudio da ordem. É diferente do gáudio de um [catofumento?] cômodo no qual se esteja sentado. É o gáudio da mera ordem enquanto ordem, que dá ao corpo uma forma de delectação, que é melhor do que a mera fruição.

Agora, esse gáudio, essa delectação da ordem move toda a criança a receber bem aquilo que lhe venha de acordo com a ordem.

(Sr. João Clá: Consonância.)

Consonância. Porque ela sente que ela está sendo ordenada por alguém que é ordenativo dela. E que vai aumentar a ordem que há nela. E que há um senso das proporções por onde ela sente muito cedo — sente de modo instintivo, de modo assim — mas sente a diferença entre isso e a pura delectação. E ela dá preferência, num verdadeiro ato de virtude, ela dá preferência ao que lhe traz o prazer da ordem sobre o que traz o prazer da delectação comum. Mas quando a criança é assim ela traz uma espécie de temperança radical. Quando ela não é assim, ela tem uma espécie de intemperança radical.

E é temperança radical que leva a pessoa a desejar as coisas que em última analise tem como fim o céu. Porque só em função de tudo quanto a Igreja diz do céu que o homem se consola da Terra. E o gáudio da consciência tranqüila, o gáudio da ordem realizada em si, e o gáudio de um limite posto a todas as coisas, e do ter esse despretensioso senhorio de si, por onde sabe contar as solicitações descabeladas das delectações fruitivas, isso é o que dispõe a alma, dá a alma um equilíbrio por onde ela vai ao mais alto vai a Deus.

Quer dizer, no fundo é uma disposição previa de amor de Deus, mas já é o amor de Deus, nos seus primeiros vagidos, mas já santos. E aí é que você compreende a torrente de estupidez que há, em teólogos progressistas que acham a maneira de teólogos protestantes, que enquanto você não ter uso da razão e julgues por aí qual é a verdadeira religião, você não deve ser batizado, que aquele batizado é uma violência feita a você.

É uma loucura, porque o Batismo age já sobre essas pré-disposições, prévias, ajudando-as a se encaminharem bem.

(Sr. GD: Daí a boa coisa que se faz em batizar a criança na primeira semana já…)

O primordial disso é espantoso! É espantoso! E vou te dizer mais — aqui já estou muito menos certo — mas eu tenho impressão de que os pais têm umas certas desordens que afetam tão profundamente o ser deles, que no ato da geração eles as transmitem aos filhos. Quer dizer, isso pode não ser cientifico…

(Sr. João Clá: Está na Sagrada Escritura, Antigo Testamento, que a mãe tinha que se purificar durante trinta e três dias se o filho era homem e sessenta e seis se era mulher. Por causa da volúpia que tinha havido no ato da consagração.)

É por isso, é?

(Sr. João Clá: É isso. E comentado por Cornélio a Lápide.)

Quer ver a coisa até onde chega… Bem, eu acho que aqui entra a graça, entra pedidos e razões especiais, que obedecem a um plano de coisas que escapa a nossa inteligência, mas que Deus tem presente a Nossa Senhora também, pela qual eles entram nessa batalha antes mesmo da pessoa ter usa da razão. E dispõe o tabuleiro da luta de xadrez entre o bem e o mal da pessoa, eles dispõem o lado do Bem. De maneira que quando a pessoa começa a ter a luz da razão, ela começa a jogar nesse tabuleiro pré-disposto.

(Sr. João Clá: O pecado original pega mais um do que em outro…)

Não diria tanto, mas acho que esta forma de pecado hereditário, se pode dizer, esse pega…

(Sr. João Clá: Caim e Abel, por exemplo…)

A gente tem impressão que Caim era torto desde sempre…

Se me permite eu concluo, porque eu receio de cortar e depois esquecer o fia da meada. Depois com muito gosto tendo. Agora então, é uma coisa que me parece liquido, que há pessoas que já no início da partida de xadrez tem mais facilidade ou menos facilidade segunda Deus quis. E mais dificuldade ou menos segundo Deus quis também. Todos têm meios de se salvar e Deus a todos atendem, a cada um, sem nenhuma exceção. Mas a partida de xadrez não começa como habitualmente para nós, todas as pedras nas mesmas posições dos dois lados…

Bem, e que isto deve depois… Depois Deus dá compensações curiosas, porque as possibilidades de pecar de uns e de outros são diversas. E quando os do início esplêndido pecam, eu desconfio que seja muito mais difícil que se arrependam. E, pelo contrário, os que pegam a partida meio torta, eles pecam, eles são muito mais acessíveis à graça no emendar-se.

(Sr. –: Por que isso?)

É a desconfiança que eu tenho. De maneira que eu olho para certas caras, de certo tipo de pecador, e eu digo: este aqui, se pecar, ainda vai haver ocasião de repescar. Aquele lá, se pecar, é dificílimo! Vai ser preciso que alguém morra por ele, para ele salvar.

(Sr. João Clá: Há casos na História…)

Há casos na História. Agora, por que é que é isso?

Porque, por uma espécie de compensação, quem tem essa singeleza, essa retidão, etc., adquire por força disso uma tendência a imutabilidade que é o vigor da perseverança. Quando o sujeito peca, ele tem aquela imutabilidade que o mantém no pecado. Não é uma imutabilidade absoluta, mas é aquela continuidade, vamos dizer.

(Sr. Gonzalo: E o outro que vivia na descontinuidade…)

Ele é sujeito à explosão, a sensações, a espreitas, que preparam a alma dele para mudar de posição. De maneira que há uma compensação no jogo. Quer dizer, isso eu não estou afirmando, eu digo que eu sou levado a suspeitar disso, e suspeitar isso, que isso seja assim. Pela experiência da vida que todos vocês já tem, dá para vocês sentirem o mais ou menos provável do que eu estou dizendo. Mas eu acho que é muito interessante muito bonito isso.

(Sr. Gonzalo: A coisa é muito importante.)

Muito. Depois. A gente vê. A gente vê!

(Sr. GD: A gente vê essas crianças de hoje e percebe os estragos do pecado original.)

E o pecado de Revolução.

(Sr. GD: E tudo isso que o senhor diz, nas crianças de hoje não existe. E como é que fica a questão então… Se nós fossemos defender esse pressuposto que o senhor está tratando, isso não existe hoje mais. Então nós não estaremos entrando no assunto por um lado, pelo qual não vamos encontrar a solução?)

O assunto todo meu filho é… Eu lhe vejo com um fogo [nasce?] negócio, que resulta em parte, me desculpe à indiscrição, mas resulta em parte de uma inconformidade que chega quase até a indignação, por ter sentido em si os efeitos do não… de minguada existência disso.

(Sr. GD: Sim, mas também nos outros.)

Também nos outros. Mas a coisa lhe toca muito quando você sente em si.

Mas isso aqui não pode ser… eu estou dando a lineamento da coisa. mas essa coisa tem ampolas, tem altos e baixos, que são muito complexas. Quanto mais uma coisa é simples na sua profundidade, tanto mais ela é complicada no seu desenvolvimento. Mas, eu conheci, por exemplo, um rapaz que manifestamente tinha o espírito todo muito trabalhado por algumas deformações ou muitas dessas. Mas olhando para ele se percebia que permanecia nele, no fundo da alma, alguma coisa disso que existia sem ele talvez perceber. E que dava, apesar de tudo, muita perseverança, muita esperança em que isso retomasse a dianteira e orientasse o rapaz.

Quer dizer, esses esgares todos podem coincidir com um filão dessa simplicidade. E se trata de vendo isso, apoiar quanto se pode isso. E a bem dizer, o segredo do apostolado é procurar um resto ou muitos restos, ou o que for, desta coisa assim, e procurá-la fazê-la viver.

Agora, para dizer desde já, isto, por exemplo, eu notei em todos os que estão aqui. E se estão aqui, eu acho que em importante parte por isso. Quer dizer, a coisa a mais complexa do que parece a primeira vista.

(…)

(Sr. GD: A gente olhando para os outros, há uma coisa muito reduzida.)

Sim, reduzida eu concordo. Mas uma coisa sobre a qual e aqui eu me pergunto se isto não tem relação com o Segredo de Maria — certas almas que Nossa Senhora uma especialmente, Ela tem para o Filhão assim da pessoa uma conduta de salvação com [oceanos?] de bondade e de perdão, de misericórdia, etc., maior de que com outros. E se nisto na há o Segredo de Maria. Porque, você calculando, os vocês faz a suposição de que esta ou aquela pessoa que você conheceu era assim em pequeno, você pode imaginar como era Ela?… Quer dizer, não saber o que dizer!

(Sr. João Clá: Depois da concepção já tinha mais graças do que todos os santos e anjos da História…)

Isso é o ponto de partida dela, no jogo de xadrez inaugural dela, por assim dizer não havia peças pretas no tabuleiro.

Quer dizer, o oceano que Ela é, não é concebível. Não é concebível… Bem, se eu fosse falar com Nosso Senhor Jesus Cristo era o caso de me por de joelhos, porque então aí supera tudo. Não se pode quase falar…

(Sr. João Clá: Essa fidelidade assim, d’Ela, d’Ele, e depois as fidelidades ao longo da história, são as que compram, que resgatam essas pessoas que no ponto de partida tem o jogo de xadrez mais…)

Meio bambo. Você veja, por exemplo, um fiel assim é São João Batista. Tem uma coisa em São João Batista, uma força, uma coisa qualquer que é admirável. Ele é o varão por excelência, mas é ao mesmo tempo uma tempestade e um favo de mel! Mas por que? Ele ouviu no seio materno, ele ouviu a voz d’Ela. Santa Isabel disse: “Meu filho ouvindo a vossa voz se estremeceu de gáudio!” São coisas todas elas de uma elevação que…

Bom, então, ou a gente pedir a Nossa Senhora isso, em nome por meio do contato com que disso havia nela, não é uma coisa que ao menos parece muito atinente ao Segredo de Maria?

(Sr. João Clá: A gente vê que o que houve na História, de preservação do ponto de partida, por exemplo, São João Batista, e outros, é uma participação nessa preservação d’Ela. Porque nada foi dado a nenhuma criatura sem que tivesse sido dada a Ela.)

Depois, você faça idéia: ela foi fixada na graça desde o primeiro instante de seu ser. Concebida em graça. De maneira que aquilo são abismos tais que o mar é um vil dedalsinho de água em comparação com o que é Ela.

E eu acho até o seguinte. Isso rejoindre, aliás, o que você dizia há pouco, que para o azeite que aplaca o mar das tempestades internas, é o tomar, o pôr-se em nexo com Ela nessa perspectiva. Que fora disse você não pode imaginar como é que a Humanidade pode subsistir depois desse atoleiro de pecado em cima!

(Sr. João Clá: Levanto em consideração o “Servitudo ex caritate”…)

Não, eu acho, eu sou levado a supor — eu peço que notem muito as expressões que eu uso: “Eu sou leva a supor, eu acho…”

Não estou afirmando, porque é matéria delicada demais para afirmar, mas eu acho que a Sagrada Escravidão a Nossa Senhora, seriamente vivida, dá um nexo entre esse céu de inocência d’Ela, e o tendão por onde nós somos, ou seriamos, dotados dessa espécie de ordenação previa, de pré-equilíbrio.

(…)

O auditório da Reunião de Recortes, … eu noto assim uma espécie de vaga apreensão, como quem diz: “É bom, restaurar, tátátá. Mas o que está aqui está quebrado para sempre, e está irrestaurável. E não as restaura mais”.

(Sr. GD: Mas naturalmente falando é verdade.)

Mais ainda. Segundo as vias da graça, quando não se toma em consideração o que eu estou dizendo, é incompreensível. A gente diria que isso não tem saída.

(…)

Esse equilíbrio [pressupositício?], não possa mais ser restaurado. E esse equilíbrio pressupositício, em união com Nossa Senhora e pelas graças de candura, de virginalidade, etc., que recendem da devoção a Ela, pelo contrário…

(Sr. João Clá: Claro, o que era a humanidade antes d’Ela…)

Os [Nabucodonosores?] de toda ordem, de todo lado, uns monstros. Bem, e que é nesse fio que tanta coisa se põe em ordem na nossa cabeça, e nós nos sentimos também tão mais em ordem nossa vocação, etc., como nem saberia dizer. A maneira que sem que se tenha a coragem de afirmar o que eu estou dizendo, sem ter feito estudos, entretanto, o espírito fica poderosamente solicitado a supor que ou estudos conduzem a isso. E que há aqui um contato por assim dizer de pérola a pérola, entre a alma de Nossa Senhora, coração puríssimo de Maria, e nossas almas onde um resto de pó de pérola fica, que explica todo o resto do que deve acontecer.

(Sr. João Clá: A idéia de pérola é magnífica.)

Sim, porque só a pérola — olha que eu não sou grande entusiasta da pérola — mas só a pérola é que exprime bem isso que eu estou dizendo.

(Sr. PHC: Nácar e nácar, o senhor dizia na outra reunião.)

Nácar a nácar. A pérola nasce de um nácar. Agora, aqui se abre para nós uma esperança, e abre também uma possibilidade de nós sondarmos nossas próprias almas, que é muito grande.

(…)

mocinhos, etc., vocês devem ter ouvido falar nisso, elogiar espíritos ordenados, homens que tem uma alma amiga da ordem, etc., etc., ao menos vocês compreenderiam um elogio desses, facilmente. Bem, isso era tomado num sentido positivista… [Ilegível] …que gosta de ordenar as cadeiras da sala. Mas tem um sentido muito mais profundo, que é o profundo desse “Amo o nacarado”. Amo a boa ordenação fundamental das coisas que leva a Deus, o que é por excelência uma ordenação para o maravilhoso, para isso, para aquilo outro.

Bem, e por sua vez essa ordenação, o homem é feito para ela. Mas se ele tem certa infidelidade, ele no ser convidado, Ela bate a porta e diz: “Posso entrar?” O homem que estava louco de torcida de ela bater na porta dele, nessa hora tem um espasmo e diz: “Não”.

[Vira a fita]

E acho que foi isso que se deu naquela ocasião, como se dá em outras ocasiões. Por exemplo,…

(…)

É muito importante no caso… Não há esperança. A gente está habituado à idéia de que essas coisas não se prolongam, acabou-se. Mas se aí se tivesse mais desejo, esperava mais.

Então, o problema para nós é — concreto nosso — um de vocês disse que vocês se sentem muito privilegiados, estão muito favorecidos, etc.. Graças a Nossa Senhora é verdade. E depois outra coisa: é Ela que faz. Porque essas reuniões aqui, é só começar a reunião que a graça começa a soprar. A reunião de hoje, foi começar a reunião que começa a se apresentar à graça e soprar. É de comover. E creio que tem relação com uma série de circunstâncias… (Sra. Da. Lucilia). É, mesmo porque era ordenadoríssima! Mas ordenadoríssima, vocês não calculam!

Bom, mas são favorecidos, e é verdade. Mas para todos nós do grupo isso se põe de modo mais claro do que para outros fora. A pergunta é a seguinte: por que razão, e qual é a explicação para o fato de que nós estamos no estado enigmático em que estamos? Nós estamos num estado enigmático. Nós damos toda a nossa vida para uma coisa, para a qual nós damos tão pouco de nossa vida…

É por causa exatamente de toda doutrina que eu acabei de dar aqui, e que o indivíduo teria muito mais meio de mexer no seu próprio caso confiando isso a Nossa Senhora, pedindo, etc., n’Ela como o nácar dos nácares, que continuamente faz reviver, etc., etc., e outros intercessores nossos que estão no céu.

Bom, vocês me dirão: por que é que o senhor está dizendo isso só agora? Não se pode chamar uma pessoa e dizer: “Senta aqui que eu vou te contar uma coisa”… bábábá. Não vai. Agora, que com isso sopra uma esperança como nunca ouve na vida de vocês, isso é uma coisa que não se pode negar. E que se convida… [Ilegível] …umas portas… umas portas…

(…)

nota muito em mil coisas da Idade Média, por exemplo, nos tais [gizantes?] de que eu gosto muito. No fundo é aquele equilíbrio que foi até o fim.

Bom, toma a arte funerária da Renascença, aquelas figuras que choram, e… já acabou. A Renascença já é… até nos faz bem a gente falar sobre ela quando está tratando sobre esse assunto, de tal maneira é [erradona?], pesada, nem sei o que…

(…)

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