Conversa
de Sábado á Noite – 9/4/1988 – p.
Conversa de Sábado à Noite — 9/4/1988 — sábado [VF 057] (Juan Manuel Schinder)
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(Comentários sobre os castelos de Saumir atual e da pintura meio legendária)
Inclusive o céu que foi posto atrás, etc. não é?
(Sr. Nelson Frageli: O equilíbrio entre a fantasia e a realidade.
É exatamente, essa plantação. E todas as ousadias da inocência estão aí. Se esse castelo tivesse sido construído em honra de uma virgem como Santa Joana d´Arc não poderia estar mais bem representado.
(Sr. Paulo Henrique Chaves: Interessante, porque essa é a realidade, bonito.
Bonito, mas não é de nenhum modo o que esta em cima. Mas de nenhum modo. Eu acho emocionantemente documentário. Então dizer entre uma coisa e outra o quê que há, desculpe a banalidade, mas isto é anterior a esta pintura. Não pode deixar de ser porque ele pintou isto. Bem, agora a Idade Média caminhava para isto, e atingiu em algumas construções. Como é que evoluiria a Idade Média saí para frente? Isto é o caminho que foi cortado, o caminho que nós devemos retomar.
Agora, não e não fazer isto e fazer isto o nosso caminho.)
Não, é isto total acrescentar mais o que?
(Sr. Paulo Henrique Chaves: O Sr. tem idealidade já?
Não, eu não sei p que nasceria daí, e a nós não compete fazer propriamente esta idealização. Compete idealizar como são as almas que idealizariam isto. Essas almas são as nossas. As reuniões de Sábado á noite por exemplo concorrem para formar isto.
(Sr. Gonzalo Larraín: Sobre uma dessas almas tínhamos uma pergunta para hoje á noite. O Sr. Guerreiro tem uma pergunta.
Diga meu filho. Não estranhem, uma mulher quebrou um desses abajures chineses aí e vai ser preciso mandar colar. Qual é a pergunta meu filho? Avisaram o Caio? O Mario deveriam ter avisado, não sei se ele vem? Nelson o quê que coce está anotando aí com tanto cuidado? (È sobre Saumir).
(Sr. Guerreiro Dantas: que ordem de questões o Sr queria ver na gruta do Cornélio, isso o Sr. tratou no MNF de 6ª feira. Ao vestir o habito o Sr. notou que o habito não exprimia um certo fundo da alma do Sr. Nós estamos desejosos de saber se o Sr. não gostaria de tentar explicitar um pouco mais qual é esse fundo da alma do Sr. que o Sr. não via expresso de modo suficiente no habito?
É bem o problema de que se tratava, e até se pensava em fazer uma junção de fotografias minhas, etc. que me parecia uma coisa muito artificial, muito “genant”(?). Mas eu encontrei, agora enquanto você expunha, o caminho para tratar disso.
Vocês vão ficar meio espantados. A minha dificuldade em exprimir bem o fundo de minha alma é a seguinte: Como o Guerreiro me disse devo ter dito em algumas ocasiões – talvez numa dessas reuniões – que, tome o Castelo de Saumir, vamos supor que o homem que pintou – isto não é realidade – fosse arquiteto que construiu Saumir, mas não chegou a fazer aquela coisa, e que ele não chegou a fazer porque ele tinha potencialidade para fazer aquilo, e tinha na alma todos os recursos para idear aquilo, mas de fato por uma concessão dele, á defeitos dele e á coisas do tempo que se oporiam a essa florada, ele construiu apenas o que está na fotografia, não o que está na iluminura. Tudo que está na iluminura da alma dele não chegou a explicitar.
Eu considero o seguinte: Que isto é verdade para todo mundo hoje em dia, mas é especialmente verdade, cola especialmente na realidade para as pessoas da TFP que tem portanto a nossa vocação. Quer dizer: São o Castelo de Saumir ou miseras barracas, ou até choças imundas, mas que poderiam dar o castelo de Saumir com todas suas estruturas fabulosas. E que nas dão, não é porque eles não tenham isso na alma, mas é porque eles não corresponderam e a alma não deu isso. E eu digo conforme você falou em paterna franqueza, eu digo com paterna franqueza: me parece ver isto mais ou menos na alma de todos vocês, e parece-me ver isto em quase todos pelo menos os da TFP. E eu ás vezes me pergunto se pe só nos da TFP, ou se nesse sentido já não há alguma coisa do Reino de Maria em preparação, que é: que mesmo os ruins recebem com o batismo uma graça de se elevar até aquele ponto. E de compreenderem a Contra-Revolução com aquela altura total, não apenas com a altura da Saumir real. Mas que depois por se deixarem picar pela serpente da Revolução, eles tomam diante daquele Saumir total uma atitude, atitudes diferentes: Alguns conservam aquele desejo daquilo, mas esquecem-se mas não se lembram e ignoram que tem dentro de si toda a alvura – para me exprimir assim – da Saumir total. Outros estão mais abaixo, eles não se esquecem, mas eles tomaram uma incompatibilidade com certos aspectos do Saumir total. Então enquanto a amam por alguns lados, por outros lados não a amam. E por isso ampricam (?) quem chegou a levar a sua alma até esse ponto. Outros não, e são os comunistas, os progressistas e tudo mais que queiram, infelizmente são também os Fedelis, etc. e tal.
Eles acabam odiando a Saumir total, e vivendo para lutar contra ela. Bem, são inimigos daquela Saumir que há neles.
Para quem tem essa Saumir mais ou menos construída na alma, eu imagino que isso talvez se desse com a minha alma. Bem, é muito difícil explicar a sua própria Saumir total para os outros.
(Sr. Gonzalo Larraín: Mas o Sr. pode indicar uma coisa que conversamos agora mesmo em cima. Na reunião do MNF umas fotografias do Sr., pensava que o Sr. aparecesse com um estado de espírito com mais ira contra a Revolução. Me parece que não, que o Sr. entende pela Saumir total uma composição de vários fatores. (Sr. Dr. Plinio: A ira também). No contexto da reunião destas parece um lado mais marcado da alma.
É isso. Que é fundamento da ira.
(Sr. Gonzalo Larraín: Não nessa linha, o lado mais sagrado? (Sr. Dr. Plinio: é esse lado) O Sr. disse que conceberia um lugar em que tudo estaria voltado para o céu, mesmo o mar já falaria da terra, e o Sr. estaria todo voltado para o céu. Com algo de céu Empíreo, mas céu mesmo. (Sr. Dr. Plinio: è Deus, não é?) E Deus face a face. Esse lado da alma que nós não vemos seria nessa linha.
É exatamente isso. Agora, note que isto é o fundamento de todo o resto. Porque a cólera (contra a Revolução) provem desta coisa muito alta que é recusada, que se quer demolir, que se quer impedir de existir nos outros, e que daí cem exatamente o furor da cólera. Um efeito apenas. Um dos efeitos.
(Sr. Gonzalo Larraín: A misericórdia também é um efeito disso. (Sr. Dr. Plinio: Também) si o Sr. podia indicar um pouco mais qual é esta zona da alma do Sr?
eu acho que está muito bem. Mas, ai eu explico o seguinte: Que certas coisas a gente só conhece adequadamente vendo. E só vê, a gente mesmo tendo conseguido uma certa restauração do seu próprio nácar. (Sr. Gonzalo Larraín: Então é um ver de nácar a nácar?) Isto, um ver de nácar a nácar. E que isto é que torna extremamente difícil à própria explicação e a própria descrição. É esse ver de nácar a nácar que torna meio impossível porque no fundo nossas almas conservam certas aderências á vulgaridade e aspectos da Revolução que segam no sentido físico da palavra. Vocês sabem o que é catarata, não é? Forma uma espécie de catarata.
(Sr. Gonzalo Larraín: Isso não partiria de uma certa manifestação do Sr: antes de um movimento nosso. Um pouco um “Taborizaçao”( de Tabor). O que vai ser de nós?
Eu acho que é um pouco de tudo. Tenho impressão, não tenho certeza, acho que é muito importante que vocês se dêem conta portanto de que isto que vocês poderiam ver em mim, deveriam ver em certa proporção em Sagrada Imagem e que não é uma coisa assim: Eu tenho isto e vocês não tem e querem conhecer. Mas vocês tem que para conhecer bem, precisaram avivar isto. É o dado principal.
E um ou outro dos que aqui nessa sala estão presentes, ao dar o primeiro olhar eu percebi logo até onde essa alma podia ir. Com outros foi preciso tempo, etc. Mas com alguns eu olhando eu vi o nácar, eu vi, mas depois o nácar perdeu bastante de sua luz. Em fim houve tudo. Mas eu sei que nas almas continua com todas as possibilidades de expandir-se – intacto não – mas com toda possibilidade de expandir-se desde que queiram e voltem para isso suas orações. Quer dizer: É a retificação do caminho da infidelidade. E ai começaremos a nos ver melhor. Não sei se está claro isto ou não?
Bem, mas isto vai de um certo lado, depois outro lado: É que também eu acredito – isso depois eu estive pensando etc. acho que é real – eu acredito que por falta de eu querer analisar-me a mim mesmo quanto aos meus efeitos externos – não é analisar a minha consciência – mas é quanto aos efeitos externos, projeção externa que minha pessoa produz. Também, alguma coisa de nacarado aparece de que eu não me faço bem idéia. ( Ah isso é impressionante! Hoje na Reunião de Recortes por exemplo). Bem, e que conversando um pouco sobre isso eu posso me dar mais conta, etc. e portanto podemos ajudar-nos mais nisto.
E que ai algumas das coisas que eu disse da conjunção entre o habito e eu se acertam mais. Quer dizer: Talvez eu no habito seja mais expressivo disto do que eu mesmo dizia. Bem, e que talvez até de conservando mais sobre o assunto se consigam mais achegas para fazer esse caminho, que parecia ter um corte. Preencher esse corte. Isso depende da gente conservar com critério, com prudência e com senso da realidade. Aí a gente consegue andar nessa direção, e portanto a minha conversa hoje á noite sobre o caso é uma conversa muito mais conducente ao fim do que era nas duas reuniões anteriores do MNF. E estou meio persuadido de que com a auxilio de Nossa Senhora ainda poderá ser mais conducente a este fim. Examinando nós esse aspecto, aquele outro aspecto, com esse espírito que a natureza da solução indica. Que não é um espírito assim, espécie de ansiedade, mas é um espírito de observação prudente e de graças que nos vão fazendo ver porque isto me ocorreu agora durante a conversa. Não sei se vocês percebem que produz até uma certa distensão entre nós? (sim, sim produz sim Sr.). Porque isto é tão sensato, é tão de bom espírito, tão direito e introduz tanto bom senso nas mais altas elucubrações do que perecer um sonho, que fica bem, indica bem que aí está o caminho.
Eu gostaria de dizer uma palavrinha sobre isso: Que é cada um rever o seu próprio nácar. O reencontro do próprio nácar como é que é? É dolorido, e até muito dolorido, salvo uma graça especial, não é um sonho. Porque seria dolorido como seria para o filho pródigo arrependido por alguns aspectos dolorida à volta á casa paterna. Quer dizer: Ele afinal quando resolveu voltar para a casa paterna, ele na hora em que resolveu encontrou um começo de solução para a situação dele. Mas ele aspirava a uma situação muito pior: Do que a que a pai lhe criou quando ele chegou. Ele pensava ser um servidor na casa e julgava como disto ele era digno, e tinha toda razão. E a volta á casa paterna deveria ser para ele muito dolorida á medida que ele percorria as estradas que há muito ele já não percorria e via coisa. Seria lógico que ele encontrasse muitas coisas que ele tivesse que deixar. Vamos dizer que ele tivesse passado pela cidade como caminho obrigatório, para ir do lugar onde ele guardava porcos para a casa do pai. Vamos dizer que ele passasse por lugares onde ele se tinha divertido, pelo lugar onde estava o palácio que ele tinha ocupado, etc. Poderia arrancar nele fragmentos da saudades, seria lógico. No caso do filho pródigo não houve, mas estaria na lógica que tivesse acontecido isso com ele.
Como depois estaria lógico que tomando o caminho de volta, ele passasse por muitos lugares, pelos quais há muito tempo ele não passava mais e ele sentisse uma espécie de saudades, e com isso uma espécie de recriminação: “Como eu fui louco de não vir mis aqui, de não ver mais aquilo, e aquilo outro, etc, etc.”. E poderia causar um efeito meio dolorido sobre ele, e assim também em nós nessa volta para a consideração de nosso nácar há algumas rejeições que [?]…que nós instalamos nas nossas almas, a brutalidade é uma forma de vulgaridade, algumas brutalidades no modo de sentir, no modo de entender que se deve ser varão – bem entendido eu não estou fazendo nenhuma alusão ao aspecto sexual do varão – um homem forte, um chefe de uma casa. O homem que carrega um peso, etc., etc. Alguns ideais falsos, postiços que a Revolução nos meteu na cabeça a esse respeito, e que nós passamos a nos [presar?] a nós mesmos com esses barretes frigios que nós pusemos na cabeça. E naturalmente é dolorido arrancar isso, e é preciso aí sim pedir a Nossa Senhora muito, que Ela nos liberte disso, e que Ela nos faça ver o que nós não vimos mais. Oração do cego “Domine ut videam”. Senhor que eu obtenha visão. E fazermos uma critica disso, entendermos bem como deveríamos ser.
Talvez essa conversa conduza a que numa conversa coletiva ou privada, ou ainda tenha ocasião para dizer para um e para outro, para outro, aquilo, aquilo, aquilo outro, é bem possível. Mas eu não acredito que se faça alguma coisa de muito significativo a não ser quando nas ocasiões em que vocês julguem ter um flash a meu propósito, vocês se perguntem o seguinte, passado o flash, ou sob a ação do flash: “Eu deveria estar em inteira conexão com este varão a propósito disso, quer dizer: a propósito desse espírito que ele está manifestando agora. Até que ponto eu estou conectado com ele? Até que ponto isto flui inteiramente em mim? Como eu gostaria que fluísse”.
Porque na realidade – não me queiram mal, eu estou falando com afeto – a vocês mesmo eu digo: A Oração da Restauração em parte é dos lábio para fora, e há coisas em que a gente não quer ser restaurado. E se a gente não quiser ser restaurado em tudo todo caminho dessas reuniões não fica inteiramente aberto, é uma estradasinha, é uma pinguela, quando deveria ser uma estrada regia e uma ponte.
E há aqui coisas que como vocês verão são de chorar a mares, como se diz tão expressivamente em castelhano. Quero que me digam francamente se o que eu estou lhes dizendo lhes surpreende ou lhes parece lógico e? (Sr. Gonzalo Larraín: Muito misericordioso) Muito, mas muito. Isso entra o convite mais afetuoso para a participação mais pai e filhos que pode haver, etc. Nelson eu estou vendo que você esta escrevendo com dificuldade falta de luz, querendo acender pode. Você meu Celso? E você meu filho? O meu caro Nelson o quê que diz disso?
Então o caminho seria realmente tratar de mim, mas com o olho posto em vocês também.
Então se quiserem vamos fazer uma descrição – não vou pedir a vocês que falem nada, eu vou pedir que respondam de si próprios e ternamente o que vou dizer aqui – mas eu hoje durante a reunião da tarde, eu percebi perfeitamente que enquanto eu falava havia graças especiais no que eu dizia. E eu percebia que precisamente essas graças, é uma coisa curiosa, estavam sobretudo nas hipóteses que eu lançava. E que enquanto eu por prudência chamava a atenção de um modo que eu procurei ser tão insistente que só não chegasse ao importuno. (O Sr pedia desculpas por fazer hipóteses). É isso é. Mas em fim, marquei que era hipótese a mais não poder. Mas eu percebia que eu não tinha direito de fazer aquelas hipóteses, porque eu percebia que aquela hipótese apresentava alguma coisa á maneira dos “clochés” do Saumir dentro do assunto. Bem, e que a coisa estava meio na hipótese, as hipóteses eram luminosíssimas, lindíssimas, formavam um conjunto como formam o Clochét de Saumir – não é propriamente mas enfim aquele teto de Saumir – mas que por outro lado o brilho luminoso, nacarado daquilo, estava pouco, estava em boa parte, não tão pequena na própria alma que dizia. (Sr. Gonzalo Larraín: Estava transparente Sr. Dr. Plinio, impressionante). E que enquanto a minha alma engendrava aquilo, eu fazia um ato de amo ao que eu dizia, e que o ato de engendrar e depois o ato de amor, depois o meu empenho em comunicar, porque deveria ser muito evidente que eu tinha todo o empenho em comunicar, e depois um empenho matizado. Era um o modo pelo qual o meu empenho era para os mais antigos e mais íntimos companheiros de caminhada, mas depois outro empenho era para os que representavam uma espécie de mais jornada, outro empenho era para os novatos, havia um pouco desta variedade de um modo que eu percebo que cada um recebia aquele empenho que lhe era próprio. Mas ao mesmo tempo percebiam em obliquo como era o empenho para os outros. E percebo que nisto poderia parecer algo do que havia de nacarado que havia em minha alma. E percebo que o modo de receber aquilo era ao mesmo tempo as inteligências que se regalavam com as hipóteses, hipóteses muito claras, muito luminosas, muito bem construídas, mas também tinham uma idéia de que aquilo lhe ordenava na cabeça uma porção de impressões confusas em torno do [?] de conceitos, de impressões que entravam em ordem. Mas também era uma graça, uma benção especial que recebiam aquele propósito que se dirigia ao nacarado das suas almas. Que de algum modo revivia o nacarado de suas almas. E que por outro lado lhes fazia ver minha alma como eu acabo de descrever. De maneira que esta é a descrição do conjunto da reunião, desta parte da reunião, porque a primeira parte é apagada, não podia deixar de ser.
Bom, isso é engraçado que nosso auditório, de que não sei porque estou me lembrando mais uma vez o Mutuca, dizia que tinha [clac?] organizada, não sei o que, e alguma coisa no começo foi verdade, tomou uma sinceridade de [clac?] que exprime com espontaneidade muito franca o que está pensando. E o hoje por exemplo: O cantarem “Plinio Corrêa de Oliveira”, que não costumam cantar, mais uma coisinha ou outra indicavam uma modalidade de entusiasmo que estava mais acesa na alma deles correspondente a alguma coisa do tema que lhes pareceu também novo, também houve isso, a delicia das surpresas, não pensavam que fosse por aí o negocio, um tema novo. Em fim, eles sentiram que era o caso de fazer algo á mais. Que não fariam se não fosse o caso. Mas sentindo fizeram e a coisa foi assim.
Agora, esta é a reunião descrita com [?]. donde fica com toda precisão, donde fica uma visão da minha alma naquela ocasião. Eu não vejo que eu de habito isto apareça muito. Vocês talvez possam ver, talvez apareça, isto é uma outra questão. Mas uma questão minor em relação a esta da qual eu acabo de tratar. A questão maior é todo esse “echange” (?), toda essa permuta de espírito que havia na hora porque era evidente que percebendo que se vocês não tivessem nácar nenhum na alma não teria aplaudido. Teriam tomado a coisa como o Paulo Eugenio tomava nas ultimas reuniões que assistiu.
Que era portanto para minha melhor alegria de ver que o nácar se movia na alma de vocês, era quase um relacionamento de nácar a nácar. Que deu ali á reunião um certo caráter de reunião ápice. Uma das reuniões de Recortes ápice como fenômeno de alma que providencialmente ajuda muito a reunião de agora á noite. Dá o “fini echevet” (?) da reunião da noite.
Agora, que isto levaria a uma coisa engraçada, um dos efeitos possíveis disso é que vocês mais ou menos subconscientemente para prolongar esse gênero de convívio tivessem querido tratar da reunião da tarde dizendo que era muito interessante, muito importante, etc. Mas na realidade não é tanto interessante e importante, mas como teria sido a intenção de prolongar o convívio (Sr. Gonzalo Larraín: De alma a alma), é de alma a alma, que não existia ainda o instrumental verbal para poder dizer: Vamos prolongar aquele convívio, então diziam com toda sinceridade: isto é um tema muito importante. É um tema muito importante, mas não é o tema, é algo que fica para alem do tema, é por assim dizer: Trans-Saumir. E ás vezes as reuniões aqui se desviam para tomar o tema da Reunião de Recortes de fato para isso e eu atendo por causa disso, parece um relaxamento de minha parte atender, mas atendo por causa disso, porque eu percebo, que não é tanto o tema, o tema interessa, mas não é tanto, é prolongar aquele convívio com aquelas graças. Como quem diz assim: uma vez que me passou pelo alcance, deixe eu segurar todo o tempo que se deixar segurar. Essa interpretação é? (PH: Corresponde inteiramente). Alias é bom que tenha sido dito porque hoje não era o caso de tratar ainda do tema, mas em outras ocasiões é o modo de prolongar a graça realmente. Hoje era o caso de tratar do que estamos tratando a graça tem suas vias, é preciso saber interpretá-la, saber atendê-la, etc, etc, isto é outra questão.
Então fica criado á vista do que se conversou, fica criado toda uma via para se tratar do assunto, todo um vocabulário para se tratar do assunto e um modo da gente se entender, ao menos até o momento, não sei bem que horas são? Ainda temos meia hora, se quiserem. Não sei bem para onde querem levar a questão dentro do assunto, continuando no assunto que estamos tratando.
(Sr. Guerreiro Dantas: Quando o Sr. tratou no MNF desse assunto percebia-se pouco ao alcance da mão a possibilidade do Sr. poder exprimir este algo. Quando o Sr. falou da Gruta do Cornélio e dos temas que lá o Sr. queria tratar, quando o Sr. tratou daquele assunto se desprendia do Sr. uma forma de excelência e de algo tão magnífico que a exclamação que nós fizemos era a seguinte: Aquilo que o Sr. iria cogitar lá o Sr. depois teria que deixar para o grupo. Se via que naquele cogitar do Sr. estava a substância por excelência da Contra-Revolução. Quando o Sr. comentou a Santíssima Trindade e depois o Segredo de Maria e depois um conhecimento da natureza humana vista pelos olhos de Deus, o quê que ela significava para Deus, pare depois ter também o SR. um conhecimento de si mas pleno. Se os continuadores da obra do Sr. se não tivessem esta ponta da ponta, da ponta, da ponta da cogitação do Sr. do que o Sr. fará nesse momento, as pessoas ficam sem rumo e não saberão para onde conduzir o Reino de Maria no fundo).
Nem entendem para que lado fica. Para que lado fica? Porque eu vejo bem que o Reino de Maria seria mais ou menos como esta [cumieira?] de Saumir, uma coisa Adamantina, luminosa, ligeira, tão forte, tão soberana. Porque nesse Saumir imaginado assim poderia morar o Imperador do Sacro Império, podia morar um Rei da França, podia morar qualquer coisa, que estava inteiramente á altura dela.
Assim também no Reino de Maria caberão as grandezas a partir dessa espécie de virgindade que faziam com que eu disse-se a pouco de Saumir: Que se aquele fosse um castelo construído em louvor a Santa Joana d´Arc, se diria estar ela representada. Está perfeitamente representada.
Quer dizer, propriamente se aqui não está o Segredo de Maria, está o brilho de Maria. Isto é propriamente marial, ou seja o brilho do Reino dEla. Este é o lumem, naturalmente em proporções muitíssimo mais luminosas, imperiais.
É o lumem do Reino de Maria que deve aparecer aos olhos de todos, nos quais todos se banham. É como um Céu no qual estão os astros, assim também estarão os homens dentro desse lumem. Veja o extremo oposto da Revolução. Compare isso com o mundo contemporâneo a gente não tem o que dizer.
(Sr. Gonzalo Larraín: Estivemos comentando que não se pode dizer que o Sr. é santo, não é suficiente, pois se desprendeu algo de sagrado, do caráter sagrado da alma do Sr. que entrou em determinado momento quando o Sr. formulou certas questões no MNF: Ficar a alma preparada para apresentar-se diante de Deus).
Nem sabendo o que dizer de reverencia, apenas porque a planta dos pés dEle tocou aí, bem se tocou ficou sagrado. Quer dizer: tocou na majestade divina, na grandeza divina, na santidade divina que de si é sagrada e é a matriz de todo sagrado. E uma pontinha que fosse dEle, a sombra dEle que passa-se sobre alguém pelo caminho. Quem é, quem de nós se oferece-se: Você vai para a Terra Santa pedir que a sombra dEle passará sobre você, quem de nós não venderia todas suas coisas, arranjava qualquer negocio e ia receber a sobra dEle [?]…sombra dEle passar pelo chão e depois sair. Faríamos um agradecimento, de elevação, porque Ele é sagrado. E depois é todo Ele sagrado. Por exemplo o Santo Sudário: Sacralidade, não é?
Mas o quê que é o sagrado aí? É o divino, portanto Deus, divino a expressão não é boa, ou algo que foi tocado por Deus de tal maneira que recebeu certa elevação, recebeu certa gravidade, recebeu verta largueza de [diecortinio?], recebeu certa imensidade de missão, recebeu certa amplitude de força, recebeu certa paternalidade e recebeu certa agressividade que participam de algum modo, se diria que Deus tocou ali.
É muito mais…é a excelência particular da ordem espiritual e da temporal quando consideradas em conjunto. Cada uma das duas tem uma excelência própria, excelência da ordem espiritual muito maior do que a da ordem temporal. Sem embargo do que elas formam um todo em vista da natureza uma da pessoa humana, e então por causa disso acrescentar á ordem espiritual á ordem temporal, embora a ordem temporal seja muito menos, há uma conveniência para a ordem espiritual inegável, porque forma um conjunto, forma aí o clic, e é este clic que transparência (?) para história desse conjunto que eu dei hoje á tarde. E em geral é para esse conjunto que se voltam as minhas vistas. Não sei se esta claro? Infelizmente já são três horas.
Mas vejam uma coisa incrível: A reunião assim me repousa.
(A nós também Sr.) Repousa também meu filho?
(Sr. Gonzalo Larraín: Lembra um pouco aquela frase de Santo Agostino. (Qual é a frase?) Que o coração dele procurava Deus e só poderia descansar em Deus).
É. E por aí agente descansa.
(Sr. Guerreiro Dantas: O Sr. com um certo cuidado, com um certo receio usou a palavra sacral, mas a gente percebe que não é sacral, que há algo realmente sagrado na pessoa do Sr. e daí é que na)…
No conjunto com a ordem espiritual, e no serviço da ordem espiritual.
(Sr. Guerreiro Dantas: Aí esta a melhor descrição da pessoa divina de Nosso Senhor Jesus Cristo encarnado. (É isso) O Sr. comentou que quando a pessoa não tem ambas as esferas para considerar nas suas inter-relações a pessoa acaba não tendo de Nosso Senhor Jesus Cristo a visão que é próprio se ter).
E veja bem, quando nós falávamos na reunião do MNF do sadio desse [entrelaçamento?] entre a ordem espiritual e temporal é porque nós tínhamos em vista o conjunto a ser considerado como conjunto, e foi a história que eu dei hoje á tarde.
Meus caros, vamos agradecer á Nossa Senhora rezando a Oração da Restauração. Mas eu lhes recomendaria muito o seguinte: que pedissem á Nossa Senhora especialmente a restauração desta inocência nacarada, porque o resto, a sacralidade lhes esta mais na lama do que a inocência nacarada. Isto lhes falta muito, e aí as coisas são completas, in nomine Patris et Filio et Spiritu Sancti. Amen.