Conversa de Sábado à noite – 30/1/1988 – p. 2 de 2

O amor do Sr. Dr. Plinio à Igreja tem o tamanho que tem porque não nasce dele, mas vem de Nossa Senhora / possibilidade de apostolado com a nobreza austríaca

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Conversa de Sábado à noite — 30/1/1988 — Sábado

E eu por causa disso é que minha Fé, o meu amor à Igreja tem o tamanho que tem: é porque não nasce isso de mim. E todo bem que há em mim não veio de mim, vem d’Ela. Se eu não pertencesse a Ela esse bem não existia. Se – que Deus me livre e guarde – eu deixasse de pertencer a Ela, esse bem se transformava em maldição. Porque tudo isso vem d’Ela! E Ela é a fons vitæ, fons luces, fons veritatis, etc., etc. Nasce d’Ela, Ela é a fonte. Não sei se eu consigo tornar claro até que ponto essa circunstância me entusiasma e me deixa alegre, contente etc. Eu acho que todos reconhecem que é muito natural.

(…)

Como vocês sabem, o Cantoni com aquela argumentação dele, “Alianzza Católica”, [passando?] cada vez mais para a esquerda, para a esquerda. Esquerda religiosa, esquerda sócio-econômica, etc. E as boas relações dele conosco são apenas de fachada. E alguns elementos que não agüentaram a união com o Cantoni por causa da esquerdização dele, têm procurado a TFP. E eu dou ao Juan Miguel Montes a instrução de não procurar transformar esses grupos em TFPs. Mas de não permitir que eles soçobrem: lhes dê um apoio, lhes dê um arranjo qualquer, de maneira tal que eles possam ir tocando. A ver se em determinado momento eles pensam, ficam dignos de entrar para a TFP, ou então o que se faz deles.

E na cidade famosa de Strezza, que foi uma cidade perto daqueles lagos que há no norte da Itália, perto da Suíça, etc., etc., etc., zonas das mais conservadoras da Itália, há um grupo de “tal enquanto tal”. E esse grupo procurado muito o Juan Miguel Montes, e o Juan Miguel Montes tem procurado muito por eles. É um grupo “descantonizado”. Eles disseram o seguinte: “Olha, quem tem que ter as idéias da TFP e é a gente da TFP por excelência, é o pessoal da Casa d´Áustria. E daqui a [x?] [xis?] dias – ainda vai haver esse fato – vai haver aqui nos arredores uma festa de afluência de todos os jovens arquiduques, para uma homenagem à Imperatriz Zita. E eu queria que o senhor comparecesse e fizesse para eles nesta festa uma exposição sobre o que é a TFP. Porque é preciso absolutamente, esse fermento tem que entrar nessa massa, é absolutamente necessário”.

(Sr. Guerreiro Dantas: É interessante isso.)

Muito. Esse grupo de Strezza cresceu muito no meu conceito. Não sei se está surpreendendo o Paulo Henrique…

(Sr. Paulo Henrique: Eu não conheci esse grupo propriamente. Conheci alguns elementos dele em Milão.)

Strezza hoje em dia é um lugar pequeno. Havia um grande hotel que depois acho que saiu de moda. E houve tempo, depois da Primeira Guerra Mundial, que as conferências internacionais, etc., eram em Strezza. Mas tudo isso muda. Eu tenho a impressão que é um lugarejo hoje em dia, com repartições públicas, sanatórios, etc.

(Sr. Paulo Henrique: Mas por ser a região dos grandes lagos, etc., é uma região que europeu gosta muito de freqüentar.)

Ah, é fora de dúvida. Depois a reunião não vai ser em Strezza. Uma coisa desse gênero.

Agora, eu disse ao Juan Miguel: Você vai aparecer lá. Em dois pontos te mafiam e liquidam com você. É melhor você contar a eles todo o caso do AM [Andreas Meran?], todo o caso do Nelson Fragelli com eles em Viena, etc., da arquiduquesa Valburga, filha do Otto, que andou nos “mafiando” pelos Estados Unidos largamente… e que pedindo uma audiência não teve coragem de dar uma audiência.

E vocês procurarem ali uns dois ou três, quatro ou cinco arquiduquesinhos com melhor aparência. E continuarem relações com eles depois desse momento, para ver se fazem relações em separado. E aí, sem que venham os abutres “mafiar”, chegam a contar tudo isso, etc., etc., e obtém depois…

(…)

Nessa ocasião vocês de Strezza vão ao Brasil também. Bem, e o Juan Miguel ficou muito contente com o negócio, muito alegre, e vai fazer isso. Eu já estou pensando em fazer orações especiais, Camáldulas, etc., para isso andar. Porque qualquer Áustria que eu pegue… Bem, se não houver nenhum, será o [?]. Mas se o A… se… se qualquer [???]

[Verificar se a reunião termina assim mesmo] (RG)