Conversa
de Sábado à Noite – 4/7/1987 – p.
Conversa de Sábado à Noite — 4/7/1987 — Sábado [VF 053] (Neimar Demétrio)
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Há tempos eu venho insistindo em dar a vocês graças muito singulares, muito especiais, muito maiores do que a todos que têm mais ou menos o mesmo tempo de serviço dentro da TFP que vocês têm. E eu não hesito em dizer que Nossa Senhora, abstração feita do caso Sérgio, está muito mais generosa com vocês do que com a Pará [e a] Martim, é uma coisa que não se pode negar.
Bem, e que se alguma coisa para os que são, em certo sentido já se pode dizer, veteranos dentro do Grupo como são vocês, se alguma coisa significa um começo de Grand Retour, são essas graças que vocês têm recebido. Nossa Senhora escolheu vocês para serem os primeiros, vocês todos, os primeiros sobre os quais se fixa o brilho primeiro dessa graça. Que a viram nascer no Grupo, que a viram chegar ao auge, que viveram os momentos em que essa graça se difundiu e se participou. E que se vocês, como eu peço ardentemente a Nossa Senhora, corresponderem a essa graça, não tem dúvida nenhuma de que deverão em certa circunstância serem os porta vozes do ouviram. E ajudarem a modelar o Grupo nessa direção, como eu não sei.
Não estou imaginando, eu gostaria de dizer que eu imagino, mas não estou imaginando outorga de postos de poder dentro do Grupo, nem de direção, mas nessas reuniões em que nós estamos vendo que o importante é reinar e não governar, tal seria que vocês estivessem pensando em cargo.
Aliás, desmereceriam os cargos, só por esse desejo, o desmereceriam. Bem, mas é um contato pessoal, é uma explicação, é uma ação de presença, é uma coisa que ainda não se está fazendo sentir e nem eu cobrei e, nem estou dizendo com o intuito de cobrar. Acho mesmo que a palavra cobrança é imprópria dentro desse tema. Mas é para explicar alguma coisa, para dizer alguma coisa, não é?
Mas eu acho que é de tal maneira uma graça grande que, vocês sabem com que afeto eu falo, mas vocês sabem que a cada um a seu modo a graça escolheu num momento até delicado, eu acho que não se pode negar isso. Bem, por que escolheu de tal maneira? Por que essa preferência? E notem que essa preferência vem a tempo, hein! Vem a tempo. Eu também não sei. São coisas, são coisas, mas que indica o desejo de uma certa ação de vocês dentro ou fora do Grupo com uma abnegação especial. O cunho é a abnegação, com uma abnegação especial. E essa abnegação deve conduzir a resultados muito grandes para a Causa e para as almas de vocês.
Agora, de que maneira? Em que condições, etc., tudo isso o futuro dirá. Sem ansiedade, mas com aplicação, vigiai e orai. Mas, aqui não é para não cairdes em tentação, é para não perderdes a ocasião. Não é?…
(…)
…Você veja, por exemplo, essa capelinha do ponto de vista puramente artístico. Ela é uma obra-prima de bom gosto. O Siqueira Campos tem muito bom gosto, mas há um imponderável nela, sem falar da imagem, pensando só na capelinha, há um imponderável nela que vai além dos limites do bom gosto.
(Sr. Gonzalo Laraín: É muito desinfestante.)
Muito, muito.
Vocês podem na Europa ver coisas muito mais bonitas, depois com significado histórico muito maior, etc., etc., mas essa capelinha tem assim um sorriso de aurora, de uma era de Nossa Senhora que está nascendo.
Aquela grade, por exemplo, aquela grade quando eu vou lá, eu acho que é habitualmente, em razão de um comentário meu qualquer que o João tenha contado a eles, mas eu acho que a capelinha toma todo seu sabor com a grade ligeiramente aparecendo e não com aquilo abertinho e só as colunas. Aquela grade tem uma ação de presença ali notável.
Mas se tomar em consideração que isso é uma manifestação muito sensível de Nossa Senhora, quer dizer, isto por onde a capelinha vai além do bom gosto, isto é que nos deve chamar atenção. Ela tem todo o bom gosto, mas há qualquer coisa que vai além do bom gosto, que através do bom gosto fura o teto do bom gosto e entra na ordem do sobrenatural.
Tomando em consideração que está ali em evidência a imagem de Nossa Senhora de Genazzano que já foi ocasião de uma graça tão sensível para mim, depois, tomando em consideração mais outra coisa, uma espécie de, eu já contei isso aqui, eu faço referência apenas num instante. Lembram-se o oferecimento que eu fiz e como esse oferecimento foi avidamente aceito, bondosamente, avidamente aceito. Mas uma coisa, um oferecimento tremendo e com resultados tremendos também. Bom, agora uma ação qualquer de Nossa Senhora no aceitar esse oferecimento com o seguinte princípio, por certo pormenores eu achar que o que tinha acontecido comigo punha em xeque a graça de Genazzano, quer dizer, podia dar a impressão de que aquilo era uma ilusão.
Bem, e eu passar uns nove anos com isso, aumentando, portanto, as provações durante esse tempo muito mais e de repente eu descobri que o desastre foi no dia da festa do bem-aventurado Stefano Belezinni; mas levei nove anos para descobrir isso. Então, fica marcado a providencialidade da data e, a providencialidade do que aconteceu.
(Sr. João Clá: Ele pediu licença ao superior para morrer no dia 2 em Genazzano, que é festa de Nossa Senhora da Luz. E o superior disse que não, porque era festa de Nossa Senhora e ele não podia morrer.)
São dessas coisas… fiorettis a cem por cento.
Bem, e então, só então desabrochar um novo modo de ver essa questão, etc., etc., é uma verdadeira ressurreição, é mais uma aceitação do sacrifício que eu tinha resolvido fazer. Mas é quase uma… [faltam palavras] …de quem sorri no fundo da dor. E diz: “Meu filho, passou a nuvem, veja bem, isso é assim, etc., etc.,” isso é de uma bondade, de uma delicadeza extraordinária. Isso indica uma ligação muito grande entre Genazzano e nós.
Mas, note mais, o João estava me fazendo lembrar, eu tinha isso assim, não tinha fixado especialmente a minha atenção e o João estava me fazendo lembrar, é que essa imagem quando baixou em Scutari na Albânia, ela já vinha de um outro lugar que não se sabe onde é.
O que explica o ar um pouco mongol da imagem e do Menino Jesus, que são um tipo racial singular, eu não sei ao que corresponde. Mas, lá embaixo mesmo está uma fotografia soberba, a gente ainda pode considerar melhor, contemplar melhor, o tipo racial é singular, absolutamente singular, e é mais acentuado no Menino Jesus do que n’Ela, no Menino Jesus é muito acentuado o tipo racial.
Bem, agora eu pergunto: donde Ela teria vindo? Esta imagem peregrina vem do fundo de um mistério, qualquer coisa que se deu talvez no centro da Ásia, a gente lá sabe o quê. Que povo é esse? E Ela veio atraída por uma espécie de lei de gravitação, Ela veio para a Albânia. E da Albânia ela migra para a Itália. Ela não migrará depois para outro lugar?
(Sr. João Clá: Sempre com milagres espetaculares.)
Sempre com milagres espetaculares. Sem conta. Ela não migrara para outro lugar qualquer?…
(…)
…Você veja o seguinte, por exemplo, duas coisas, a imagem que se manifestou a mim, é uma imagem muito comum aqui é uma fotografia soberba, aquela é uma estampa comercial comum. Mas é claro que enquanto eu viver eu não me separo daquela imagem. Bem, mas já vocês com essa imagem que está aqui também estão nessa linha, quer dizer, não podem pensar em sair do Brasil sem levar essa imagem, não passa pela cabeça, é excluir completamente, quer dizer, fica meio ligada.
Não haverá de repente a providencialidade do nosso apostolado demonstrada pelo fato de um lugar onde estejamos encurralados, em dificuldades, etc., etc., de repente essa imagem baixar. Eu falo da de Genazzano, são coisas que a gente não sabe…
(…)
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