Conversa de Sábado à Noite (Alagoas, 1º andar) – 22/12/1984 – Sábado [Conversa de Sábado à Noite 57 e VF 24] – p. 8 de 8

Conversa de Sábado à Noite (Alagoas, 1º andar) — 22/12/1984 — Sábado [Conversa de Sábado à Noite 57 e VF 24]

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O que nossos adversários não querem é que eu tenha qualquer forma de prazer” * Assim como um rei enquanto rei se alegra com as coisas que se ordenam à realeza, assim também o Sr. Dr. Plinio só se regozija realmente com o cumprimento de sua missão * Como lenha posta no pão, certas situações internas são tão decepcionantes e tão aptas a produzir desânimo no Sr. Dr. Plinio, que regalam a Revolução — A superficialidade * Nada mais dolorido do que a superficialidade na idade madura — A frustração leva o superficial a culpar primeiro o Sr. Dr. Plinio e depois Deus * No estrondo da Venezuela, queriam chegar a dizer que o Sr. Dr. Plinio é o Anticristo * A Bagarre Azul é festiva, alegre, superficial e pimpona — Repudiar a seriedade é repudiar nossa vocação * A necessidade de um histórico sobre o estrondo da Venezuela

* “O que nossos adversários não querem é que eu tenha qualquer forma de prazer”

(Sr. Mario Navarro: Segunda-feira, no almoço, no São Bento, o senhor dizia que os inimigos não toleram que o senhor tenha alegria. Qual nossa vocação nessa linha, de dar alegria ao senhor, enquanto prática do primeiro mandamento, dado que ninguém ama a Deus se não ama as coisas que Deus colocou na terra para espelhá-lo?)

Compreendo perfeitamente a pergunta.

Em primeiro lugar, pode-se dizer que o que os nossos adversários não querem é que eu tenha qualquer forma de prazer. Pode-se dizer num sentido um pouco caseiro da expressão, porque na realidade o que eles não querem é outra coisa: eles não quereriam que eu vivesse, preferiam que eu não existisse. Ou, a existir, preferiam que eu morresse. A eu não morrer, preferiam que eu vivesse o mais cheio de dores que se possa imaginar.

Mas isto é porque eu procuro contestá-los em tudo. Eu sou o contrário deles. Eles revidam dessa forma.

Quer dizer, eles gostariam, a eu existir, que eu fosse pobre, desconhecido, esquecido, trôpego — bem isso eu sou — e vivendo…

(…)

que eu caísse numa miséria trágica e dramática, como ser operário, por exemplo. Porque isso ainda teria certa grandeza. Mas medíocre da última camada da mediocridade, a que toca quase na sujeira de tão medíocre, é o que eles gostariam.

De maneira que, por exemplo, a esta hora eu estivesse numa casa deste bairro, num quarto sozinho, tossindo, porque estou com uma bronquite asmática, sei lá o quê, incomodando os vizinhos, tudo ensebado, ninguém me dando auxílio, eu podendo mover-me mal e muito inquieto pela noite que se anuncia. Isso eles ficariam encantados.

(Sr. Mario Navarro: Não só porque o senhor os atrapalha. É um ódio metafísico.)

É o oposto deles. Mais do que o simples atrapalhar, é o ser o contrário. Ainda que eu não agisse, não fizesse nada. Sendo o contrário deles, incomoda a eles.

* Assim como um rei enquanto rei se alegra com as coisas que se ordenam à realeza, assim também o Sr. Dr. Plinio só se regozija realmente com o cumprimento de sua missão

Isso é uma pequena observação colateral. Agora, o fundo do negócio é o seguinte:

Quando nós dizemos, por exemplo, isso que você fala do rei, o que se supõe, o que um Hendel deve supor não é propriamente alegrar o rei numa alegria arbitrária do rei, mas uma alegria sapencial do rei. O rei enquanto rei, por ter noção de sua grandeza, do que convém a ele como rei, ele se alegra com coisas que estão na ordem da instituição da realeza. E o alegrar a ele enquanto na ordem da instituição da realeza é fazer com que tudo se mova em direção a Deus, de um determinado modo.

Entra um pouco do bel-prazer pelo meio. Seria um engano pensar que não, porque nós homens temos legitimamente algo do bel-prazer, no seguinte sentido: que cada um de nós tem qualquer coisa de inconfundível, que nós mesmos não chegamos a explicitar inteiramente o que é, que é único em cada um de nós. E esse único que nós não sabemos explicitar inteiramente o que é, que é único em cada um de nós, e esse único que nós não sabemos explicitar, a alegria desse único se realiza às vezes em coisas que parecem capricho e que no fundo não são.

Quer dizer, então ainda aí não há propriamente… há uma coisa que parece alegria do capricho, mas não é. Num rei bem ordenado. É a alegria sapiencial do rei que o músico se deleita em exaltar. Não é o rei do bel-prazer, no sentido em que os revolucionários tomam o bel-prazer. Isso não é.

Aliás, o que se dá com o rei, pode-se dizer de outros detentores do poder público, em outras formas de governo. Mas, enfim, Hendel teve em vista reis.

Agora, eles percebem que só me alegra de verdade algo que esteja nessa linha. E é algo que, no cumprimento de minha missão, eu devo desejar, é isto que eu desejo. Eles, portanto, detestam me dar prazer também por essa razão, porque só me regozija o que está na linha do cumprimento de minha missão e que, portanto, eles detestam. Por isso, eles querem me recusar qualquer prazer, porque meu prazer é a ruína deles, e a minha ruína é o prazer deles.

* Como lenha posta no pão, certas situações internas são tão decepcionantes e tão aptas a produzir desânimo no Sr. Dr. Plinio, que regalam a Revolução — A superficialidade

Depois há uma outra coisa que é o seguinte: tentar levar ao desânimo.

Quando eu li na Escritura aquela história que os ímpios diziam do justo: “Ponhamos lenha no seu pão”, me veio ao espírito a idéia horrorosa, você dar uma dentada no pão e bater com os dentes num pedaço de pau. É uma coisa horrível. Ou misturar serragem na farinha com que é feito o pão de alguém, fica horrível, incomestível.

Muitas situações em que eles me têm posto é propriamente comer lenha na farinha. Mas propriamente, propriamente. Isso é para ver se produz o desânimo. Porque algumas coisas são verdadeiramente tão decepcionantes, tão decepcionantes, que produziriam o desânimo. Eles se regalam com isso.

(…)

tivessem brigado comigo, mas tivessem progredido nesse espírito, eu me dava por consolado. Eu ficava de longe vendo o progresso deles, e me dava por consolado. Mas não é!

(Dr. Edwaldo: Não era uma rejeição qualquer.)

Não, não era. Era uma recusa profunda, mas profunda, como quem diz o seguinte: “Olha, você fique sabendo que nós sabemos que isto é uma coisa feita com muitas qualidades, para nos atrair para onde você quer, mas nós não queremos ir para onde você quer, porque o que você ama nós não amamos”.

Não foi dito assim. Depois eles não gostariam de dizer assim, porque para dizer assim já precisaria ser profundo, já precisaria saber exprimir-se bem. Eles não querem isso. Querem a trivialidade, querem o exprimir-se banalmente, querem a coisa rampeira, rasteira. É o que eles querem, ou queriam pelo menos.

Então essa atitude é pôr pão na lenha. Considerando tudo o que eu fiz para que eles pensassem de outra maneira, com os inconvenientes, os riscos, os trabalhos, as humilhações, para que considerassem de certa maneira, de um modo bom, chega na hora H: não.

Isso a Revolução gosta que eu sofra para ver se eu desanimo.

(Sr. Mario Navarro: Atitude inteiramente oposta a desses supostos músicos que deram prazer ao rei, porque fizeram algo na linha do que o rei tinha por vocação.)

É isso, exatamente, na linha da vocação do rei.

(Sr. Mario Navarro: O Grupo desprezou justamente aquilo que mais estava na linha da vocação do senhor.)

Foi, negou. E por causa dessa profundidade de alma, dessa seriedade de olhar.

Por exemplo, qualquer coisa, um bibelozinho qualquer, olhar e dizer:

Olha que bom, tem isso, tem aquilo, tem mais aquilo, etc.

Não, não tem. O que tem aí é uma capa de superficialidade, porque o que eu quero é viver na superfície, é ser um homem de superfície.

Agora, isso foi a resposta de muitos. De muitos! Vocês compreendem bem o pau que entra nessa pão.

* Nada mais dolorido do que a superficialidade na idade madura — A frustração leva o superficial a culpar primeiro o Sr. Dr. Plinio e depois Deus

Por que estão assim quietos?

(Sr. Gonzalo Larraín: Porque é assim mesmo. Às vezes, nos “flashes”, sentíamos apetência da profundidade. Mas depois…)

A profundidade se apresentava tão iluminada e tão florida, que atraía até os superficiais.

Depois, meu filho, para falar com franqueza, você sabe que eu falo com afeto e respeito a vocês, mas para falar com franqueza, não há nada mais dolorido do que a superficialidade na idade da maturidade. É amargo como uma taça de fel.

Não estou muito bondoso dizendo isso, mas é preciso dizer. Do que adianta tapear?

É impossível que um ou outro de vocês, quando conta o número dos anos que vai se somando, não toma susto. Agora, esse susto, no fundo, o que é? É sentir que tem lados da alma de meninão, quando se tinha obrigação de já ser um homem cheio de sabedoria.

(Dr. Edwaldo: Diante da perspectiva do fim da reunião de hoje, sentir-se assim é trágico.)

É trágico.

(…)

profunda, mesmo diante dos acontecimentos mais trágicos, mais profundos, não resolve ser profundo. Resultado é que não vai, não vai.

Se a gente pegasse só esse ponto de superficialidade, o que nós teríamos que dizer? Só esse.

Eu volto a dizer, vocês todos estão com 30 e muitos, um ou outro com 40 anos…

(Sr. Guerreiro: Quarenta e alguns com mais de cinqüenta.)

Os mais moços estão esbarrando na quadra dos quarenta.

Agora, o que vocês deveriam ser de maturidade. E o que são? A idéia do tempo perdido, da vida perdida, da coisa não feita, da tarefa não realizada, é impossível que não os atormente de vez em quando.

(Sr. Gonzalo Larraín: Ferozmente, e com muitos riscos.)

É horrível. Pior é que a frustração leva a pôr a culpa em Deus.

(Dr. Edwaldo: E, antes de Deus, no senhor.)

Eu, por suposto, tenho culpa logo de cara. Aconteceu, logo eu tenho culpa. Se agora um automóvel der uma trombada noutro automóvel lá, o culpado sou eu, isso é a primeira coisa, não tem conversa.

* No estrondo da Venezuela, queriam chegar a dizer que o Sr. Dr. Plinio é o Anticristo

Agora nós devemos filosofar sobre o caso da Venezuela.

(…)

É um apelo formidável à seriedade. O que é admirável no caso da Venezuela é o seguinte: como as reações da Colômbia, humanamente falando, parecem ter servido de tampão para o caso da Venezuela. Porque o que eles propriamente queriam era o seguinte:

À vista da perseguição dos pais dos quatro que estavam aqui, os dois Grinsteins, o Feri e o Pochat, à vista dessa perseguição os rapazes maiores de idade se tivessem recusado de voltar para Venezuela. Então os pais, por meio do Ministério Exterior da Venezuela, pediriam ao Itamaraty para verificar se os filhos estavam seqüestrados aqui. E aí era a festa.

Esse era o plano. Tanto é que eu tive que dizer aos rapazes: “Vocês tenham paciência, mas eu não posso querer o desmoronamento da TFP por causa disso. Vocês voltem”.

(Sr. Poli: E também não adiantaria nada.)

Não adiantaria nada. Eles compreenderam muito bem, com muita dignidade. E foram.

Mas o plano, se nós fossemos menos desconfiados, teria sido esse. Então aí…

Não havendo um pretexto imediato para vir a coisa para o Brasil, degenerar para o Brasil, Colômbia era o caminho. Colômbia e Equador.

Na Colômbia, o duro foi que as reações foram muito favoráveis a nós, mas muito, e muito generalizadamente favoráveis. E houve a sapecada que eu mandei o Merizalde dar…

(…)

Primeira vantagem que entra no caso é para a História. Quer dizer, é a razão de ser daquelas publicações colossais no “El Universal”. Nós nos defendemos cabalmente, e a má fé deles fica provada.

(Sr. Gonzalo Larraín: É para deixar mudo e admirar.)

Quem lê aquilo percebe que eles estão de má fé, está acabado, não tem outra coisa.

Para não ir mais longe, o caso do velho Sr. Santiago Guzman, o pai do Santiago Guzman. Como aquele tipo ficou como caluniador vil, aquilo é uma coisa de se lhe cuspir no rosto.

Aliás, é aí outra coisa característica: no debate na televisão um dos nossos rapazes disse ao Salas: “Você é um caluniador. Como é que você se defende contra essa acusação assim?”. Ele não respondeu nada de válido e não aconteceu nada, ficou tudo bem.

(Sr. Mario Navarro: O pai do Santiago Guzmam declarou contra nós?)

Apoio. O Salas publicou toda uma história de que o Santiago Guzman era do Grupo e nós tínhamos arrancado o Santiago da família. Mas ele sofreu o desastre de automóvel. Então nós não queríamos que o Santiago tivesse relações com a família, nós entregamos o Santiago Guzman para a família e aí nunca mais visitamos.

(Sr. Gonzalo Larraín: Uma vez que ele passou a ser inútil…)

Exatamente. Vai embora, uma boca para comer e trabalho para dar, vai embora.

(Sr. Mario Navarro: E o pai escreveu a nosso favor.)

O Ponce, Gustavo Ponce, que é muito jeitoso, foi visitar o pai, e o pai ficou indignado — o pai estava voltando de embaixador no Vaticano — e disse que não, que iria escrever uma carta. No dia seguinte recebeu uma carta.

E foi uma coisa impressionante que o Santiago, que parece cortado da realidade, contaram a coisa toda na presença dele, porque ele não reaciona, começou a gritar.

(Sr. Gonzalo Larraín: Eu estou certo de que ele está consciente…)

(…)

o Feri com o pai, que o pai mandava comer na casa do cachorro, dez dias, porque ele pertencia à TFP. Era caso de… Nada! O pai Feri ficou quieto, continua a vida. A imprensa não cobra: “Como é isso? Seu filho!”. Nada.

(Sr. Gonzalo Larraín: É inenarrável, inacreditável.)

Não se pode pensar, não se pode imaginar que uma polêmica desça àquilo e que as violências de uma polêmica sejam aquelas.

(Sr. Gonzalo Larraín: Só no dia do fechamento, cinqüenta e cinco notícias de jornais, só em Caracas. E tudo dizendo: “seita do diabo”, “os endemoninhados”, “os endiabrados”, “os Anticristos” etc.)

Essa história de Anticristo tem seu papel. Eu acho que onde eles querem chegar não é de me fazer introduzir diante de uma ONU qualquer, não. É dizer que eu sou o Anticristo.

(Sr. Gonzalo Larraín: Dizem isso.)

(Dr. Edwaldo: O Grupo não devia conhecer isso?)

Vai conhecer. O Gonzalo está fazendo trabalho de Hércules para fazer o histórico disso, porque essa história tem que ser publicada. Para consumo interno, eu tenho vontade de dar ordem para todos lerem. E depois para consumo externo.

Vou dizer mais: eu tenho certeza que, apesar da senhora sua mãe ser venezuelana, se não fosse você ter obrigação de escrever para esse trabalho, você não lia esses recortes inteiros, porque são nauseabundos.

(…)

Primeiro, por causa da história. Em segundo lugar, eu quero publicar porque há gente que lê, e há gente a quem isso faz bem. Nós somos obrigados, para com esses, de fazer esse bem. Há umas Verônicas pelo caminho, nós temos responsabilidades por eles, independente de qualquer coisa. Em terceiro lugar tem o seguinte: não tem dúvida que a defesa bem feita ainda pode encontrar muralhas e pode criar abalos.

(…)

* A Bagarre Azul é festiva, alegre, superficial e pimpona — Repudiar a seriedade é repudiar nossa vocação

Esse pecado de superficialidade, no fundo é a Bagarre Azul. Não tenha conversa, é a Bagarre Azul. E a Bagarre Azul é a ilusão da vida econômica, sobretudo econômica, que dá ao indivíduo uma certa fartura do existir, um certo brilho porque foi economicamente bem sucedido. Porque está na mentalidade da Bagarre Azul que o sujeito que fez um bom negócio, faz um bonito como no tempo dos três mosqueteiros faria quem ganhasse um duelo, uma batalha.

Quer dizer, a medida da plenitude humana do sujeito está no êxito do negócio. Se fez negócios bons e ganhou dinheiro, é plenamente homem. Se não fez, não é plenamente homem. Esse é o sentido.

Com isso, uma espécie de horror à seriedade. A Bagarre Azul é festiva, alegre, superficial, pimpona. Tem-se horror à seriedade, com a idéia de que a seriedade deforma o homem e o torna incapaz de ganhar dinheiro; com a idéia de que a seriedade torna a vida infeliz e triste; com a idéia de que ela pendura nas costas do sujeito o fardo inútil de preocupações e reflexões pesadas, que não é necessário carregar na vida. Por causa disso, o repúdio dessa seriedade.

Ora, o repúdio dessa seriedade é o repúdio da vocação. Nossa vocação é séria, ela ama a seriedade. Ela só toma o econômico em consideração na medida indispensável para um mínimo. Fora disso ela não se incomoda. Ela se fia em valores — para usar a palavra valores — que não têm mais significado hoje. Em representação, em distinção, em coisas dessas que não têm mais significado hoje, ela acha que ganha a batalha com isso. E, com isso tudo, ela tem um jogo completamente diferente do jogo que está aí.

Quem segue a Bagarre Azul, segue uma escola, segue um estado de espírito e se afasta de outra escola, de outro estado de espírito. Não tem conversa. Isso foi o que nós fizemos.

Agora, eu gostaria que lembrassem muito do peso dos anos que se acumulam na superficialidade. Essa idéia de superficialidade na idade vazia, é uma coisa horrorosa, é uma coisa horrorosa.

Sobretudo quando se tem consciência de que na esquina está a vocação à nossa espera. E nisso nós devemos pensar. Mas não adianta pensar se Nossa Senhora não ajudar.

Quer dizer, é preciso rezar a Nossa Senhora para pedir que Ela ajude. Do contrário isso não conduz a nada.

Está aí o fecho.

(…)

* A necessidade de um histórico sobre o estrondo da Venezuela

O trabalho, de si, é assim: não tem uma urgência imediata, mas ele pode de um momento para outro tornar-se imediatamente urgente. Em que eventualidade? Se sair qualquer coisa de um estrondo sistemático, em outro país, contra nós, o publicar o caso do estrondo da Venezuela é altamente ilustrativo, para mostrar com que espécie de inimigos nós estamos lutando.

Porque eu gostaria de fazer no trabalho uma espécie de prefácio que era a análise dos métodos e… uma coisa ligeira, dos métodos e dos estilos deles, para mostrar o que é. De maneira que, repetindo-se em qualquer outro lugar, dizer: “Isso aqui é mesma história da Venezuela”.

Então, por exemplo, provas de imbecilidade. Não sei se você chegou a analisar o discurso daquele jesuíta, naquele debate de televisão, para dizer que não somos católicos.

(Sr. –: Não.)

Nós podemos urgir a vinda desses documentos. Mas é uma coisa… nos lábios de um jesuíta aquela ignorância, sem nome! Sem falar na violência com que ele falou.

Bem, então tudo isso, de um momento para outro, pode ficar muito necessário.

Agora, acho que nesse balanço você não deve ir a ponto de prejudicar-se, tomando em consideração que você está num período de recomposição de esgotamento. O médico mandou você exatamente fazer isso, e que você não deve, portanto, estar se esgotando nesse período de recomposição de esgotamento.

Agora, o que se poderia pensar era ver se nós conseguiríamos, feita uma divisão dos trabalhos, que umas duas outras pessoas de consciência trabalhassem com você para dar partes resumidas do material, disso, daquilo, daquilo outro, de maneira que você pudesse fazer um certo controle e trabalhar com segurança.

Isso é interesse da causa, convém a você, tudo o mais, é bom debaixo de todos os pontos de vista. Aí eu gostaria que você pensasse qual é um sistema neste sentido e me falasse.

(…)

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