Conversa
de Sábado à Noite (Alagoas, 1º andar) –
17/12/1983 – Sábado [Conversa de Sábado à
Noite 50, 51 e AC VI 83/12.32] – p.
Conversa de Sábado à Noite (Alagoas, 1º andar) — 17/12/1983 — Sábado [Conversa de Sábado à Noite 50, 51 e AC VI 83/12.32]
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Visita do papa a uma igreja luterana * O papa abandona a fé e
arrasta os fiéis; porém ainda mais indignante é a indiferença de tantos católicos, inclusive dos contra-revolucionários * Indiferença, impossível há dez anos, é um argumento decisivo em favor da Bagarre * Se o Sr. Dr. Plinio não nos tivesse advertido, mudaríamos junto com o mundo, sem perceber essa mudança, apesar de estarmos servindo à Contra-Revolução * O pior dos castigos: Nossa Senhora parece não estar disposta a interromper essa decadência por meio de um castigo salvador * O insuficiência do protesto de Mons. Lefebvre e D. Mayer — O “murro” bem estudado que a TFP precisa dar * Não pode haver dúvida de que o papa caiu em heresia, não de protestantismo, mas de ecumenismo * Para não ceder à sua vontade nem determinar a vontade de Nossa Senhora, o Sr. Dr. Plinio pede a Bagarre menos do que desejaria, porém mais do que imaginamos * A demora da Bagarre não se deve aos pedidos de misericórdia que manietam a Deus e O impedem de aplicar sua justiça? * O Sr. Dr. Plinio tem pedido muito que São Miguel lance de repente na terra o mesmo brado com que quebrou aquele “suspense” causado no céu pela revolta de Satanás * A imagem de Nosso Senhor flagelado, recebida de presente, causa um horror muito benfazejo e simboliza o estado em que se encontra a Igreja
… de maneira que a gente faz correr o marfim.
E o que é que contam vocês de novo, o que é que perguntam?
Eu estou com um abacaxi para você, aquele pacote de Rosée. Aquilo é muito longe de seu eixo, ou não?
(Dr. Marcos: Não tem problema nenhum.)
Mas o que é que perguntam?
* Visita do papa a uma igreja luterana
(Dr. Marcos: Gastaríamos de perguntar sobre a visita do papa à igreja luterana. É um abalo tão grande… Na Reunião de Recortes não notei tanta indignação por parte nossa. Pergunto o que senhor pensa a respeito, o que nós pensamos a respeito, qual a distância que vai de uma distância a outra, etc.)
Antes de tudo, é preciso notar bem o que é que se deu, concretamente.
Houve uma cerimônia religiosa protestante, que não era missa, porque eles não dizem missa. Se não me engano, esses luteranos nem sequer pretendem dizer a missa. Os anglicanos pretendem dizer a missa que não é missa. Aqui não, eles não pretendem. Eles pretendem fazer aquilo que fazem, aquilo que está naquele papel.
E o papa interveio naquela cerimônia para participar. Aquilo é uma verdadeira participação da cerimônia. Ele sentou-se ao lado do pastor, ele rezou orações em comum com aquela gente, aquelas orações, as que estavam no papel, o papa poderia rezar. E ele foi ao púlpito protestante — portanto, à cátedra da iniqüidade —, daquela cadeira ele falou, e falou para os protestantes.
E o texto do que ele dizia era algo que afirmava essa união fundamental, já existente em raiz, entre as duas igrejas. Foi o que nós presenciamos lá. Quer dizer, expressão daquela doutrina errada sobre as… entre a Igreja Católica e as outras igrejas, ecumenismo, expressão de uma… mais errada ainda. Aliás, todos nós ouvimos falar por aí. É o seguinte:
Em todo erro há uma semente de verdade. E daí deduzirem que todos os movimentos teológicos ou filosóficos são verdadeiros, no fundo. É o que anda por aí.
Agora, isso é uma apostasia terrível, lançada em face do mundo diretamente.
* O papa abandona a fé e arrasta os fiéis; porém ainda mais indignante é a indiferença de tantos católicos, inclusive dos contra-revolucionários
Bem, a atitude do papa é terrível. Qual é a minha posição diante desta atitude?
Primeiro, ele é papa, ele abandona a fé. É a primeira das primeiras coisas, é a mais terrível. Mas em segundo lugar, além de abandonar a fé, ele arrasta a Igreja para isso, os fiéis para isso. Portanto, é um pastor prevaricador. Pastor do mais alto grau, que colocado no vértice — ao menos aparente — de uma hierarquia que pelo menos aparentemente é uma hierarquia católica, ele faz todo o mal que ele pode, durante uma crise que é mais grave que a Igreja teve.
Quer dizer, não há uma circunstância agravante, que não seja delirantemente agravante nisso, para esse crime que ele cometeu. Porque é isso. Não se pode deixar de considerar assim. É um crime que ele cometeu.
Agora, qual é a indignação que uma coisa dessas deve causar? Indignação proporcionada com o seguinte: cada um desses títulos, só por si, o que não merece?
(…)
Eu não sei o que dizer, porque não sei o que dizer mesmo. Não faltou nada.
Mas há um ponto que eu devo dizer que me desconserta e me indigna mais. É que uma tal quantidade de católicos seja indiferente a isso. Isto eu não hesito em dizer que me desconserta mais.
Que um homem possa levar a coisa até onde Judas levou, vá lá! A dele em certo sentido é pior do que de Judas, porque Judas não era o príncipe do Colégio Apostólico.
Bom, vamos passar. Está bem, é um homem, um homem pode levar a sua prevaricação até isso. Mas aonde chegou o mundo, para os católicos terem diante disso a indiferença que têm? E eu devo dizer a coisa até o fim: para que os bons, como cahin‑caha nós somos, assistissem aquela reunião naquela… naquela calma…
(Sr. Fiúza: A indiferença é quase mais maléfica do que o pecado dele.)
É… porque é isso. Porque um desaforo que se dissesse para qualquer…
Vamos dizer, se eu tivesse sem querer… alguém me fizesse um aparte com uma pergunta e eu tivesse uma resposta meio grosseira: “Não é hora de estar interrompendo”, etc., indignaria mais muita gente ali dentro do que o que João Paulo II fez. Eu faria mal, não deveria fazer, reconheço. Mas uma coisa… eu teria um gesto de mau humor, pode não ser um pecado mortal.
(Dr. Edwaldo: A indignação ficaria para o resto da vida.)
Para o resto da vida. Não haveria naquele dia… E não é só o atingido, hein? É vários que viram.
Agora, onde é que nós chegamos para que uma coisa feita contra mim me indigna, e uma coisa feita contra Deus, contra a Igreja, feita de tal maneira, a mim não me indigna? Quem sou eu?
E há mais. Se falasse isso lá, seria contraproducente. O bem que a reunião poderia ter feito ficaria destruído.
* Indiferença, impossível há dez anos, é um argumento decisivo em favor da Bagarre
Mas esses são os argumentos decisivos a favor da Bagarre, ouviu? Porque quando a massa da Igreja que é o escol do gênero humano, o povo eleito do Novo Testamento são os católicos, é um povo espiritual, não é um povo étnico, quando o povo eleito do Novo Testamento chega a esse ponto, o que é que se diria?
Você toma o seguinte:
Vocês todos, há dez anos atrás, julgariam impossível que se desse isso. Impossível! Vocês simplesmente não entabulariam conversa nessa base. E julgariam que uma das razões da impossibilidade é que a indignação geral seria tão grande, que só um papa louco faria isso. Os senhores imaginariam pessoas chamando os padres no confessionário, fazendo perguntas, querendo falar com o padre na sacristia, artigos no jornal, telefonemas para o padre, o clero todo em polvorosa procurando o bispo, o arcebispo: “Nós não podemos exercer nosso ministério assim, isso precisa ter uma explicação, nós estamos sem ter o que dizer…”.
É o que vocês imaginariam. E é o que aconteceria. Isso mesmo. Passam-se dez anos. O que se passou no mundo para que os católicos ficassem o que eles são hoje?
(Dr. Edwaldo: Paulo VI não pôde fazer isso.)
Não pôde. Você sabe até que ponto vontade não faltou.
* Se o Sr. Dr. Plinio não nos tivesse advertido, mudaríamos junto com o mundo, sem perceber essa mudança, apesar de estarmos servindo à Contra-Revolução
Bem, mas você me perguntou, eu vou até o fim.
Há uma coisa mais terrível! É que se não fosse eu advertir, nós não teríamos percebido que o mundo mudou. Mais: nós teríamos mudado. Também não notaríamos!
Não me queiram mal de eu estar tão franco, mas eu vou dizer até o fundo disso. Não é verdade que se eu não advertisse, vocês não perceberiam?
(Todos: Sim.)
Bem, advertidos, não tiveram medo que acontecesse. E quando aconteceu, não tiveram entusiasmo em notar que tinham sido advertidos!
Não me levem a mal, mas eu vou pôr o dedo no fundo da ferida. Nem guardam a menor gratidão. Porque eu adverti, fica um fundo de ressentimento. Até lá chega a coisa…
(…)
(Dr. Marcos: Não tinha me dado conta que era uma cerimônia protestante. Rezou uma oração de Lutero…)
É uma coisa… E que foi rezada por indicação dele! Uma coisa tremenda! Tremenda! Não falta nada! É de a gente perder a cabeça.
Agora, reflexo interno conosco: os melhores dentro da TFP, têm serviços na TFP, vocês todos têm serviço na TFP, amanhã vão estar cogitando no seu serviço, essa coisa passa a um segundo plano.
(Sr. Fiúza: De que adianta esse serviço?)
É. Para Nossa Senhora, o que é esse serviço?
Seria mais ou menos o seguinte: Luís XVI é condenado à morte e um sujeito que costuma fazer para ele, na cadeia, um bolinho gostosinho para ele comer, está preocupado não com o fato de que ele vai ser morto, mas com o fato de que ele tem que fazer um bolinho para ele comer. De que adianta essa porcaria desse bolinho, se daqui a umas horas ele está morto?
Ele pensa um pouco nisso, reza pelo rei, pede pelo rei salvar-se da morte, pede pela salvação eterna do rei, caso a Providência não queira que ele sobreviva, isso sim! Mas per accidens o sujeito está pensando num bolinho.
Nós todos vamos dar amanhã para Nossa Senhora uns bolinhos. Devemos dar. É uma outra questão. Mas não podemos fazer disso o pivô de nosso pensamento. Não é possível, simplesmente não é possível. Mas é o que se dá.
Onde caiu o mundo? A gente fica…
* O pior dos castigos: Nossa Senhora parece não estar disposta a interromper essa decadência por meio de um castigo salvador
E o pior é o seguinte: caiu tão baixo, que a gente tem impressão, assim, pelo que se sente pelo ar, que Nossa Senhora ainda não está disposta a interromper essa queda por meio de um castigo salvador. É como se o Dilúvio tivesse vindo cem anos depois, para pegar uma Humanidade ainda mais decaída do que estava. Ou o povo de Sodoma e Gomorra.
(Sr. Poli: O senhor poderia explicar melhor?)
Quer dizer, se Deus estivesse mais irado com o mundo do tempo de Noé, ou com o povo de Sodoma e Gomorra, Ele teria protelado o castigo, etc.
(Sr. Poli: E agora o senhor acha que é algo desse gênero?)
Quer dizer, nós estamos sob a ação do grande castigo que é a protelação do castigo. Pior do que qualquer outra coisa, é essa protelação do castigo.
(Sr. Poli: Não falta mais nada para vir. Todos os motivos já estão superatingidos.)
Super, super, super! Entretanto… E o mundo vai caindo, vai caindo…
Aliás, é com tudo. Você veja, por exemplo, Pio XII com aquela mania dele de evitar a guerra, por causa do perigo atômico. O perigo atômico no tempo dele era pequeno em comparação com o de hoje. Eu me lembro que fazíamos essa reflexão: ele manda adiar a guerra e não consegue evitar que as armas atômicas estourem, quer dizer, se fabriquem. Quando vier a guerra, quanto mais ele adiar com manobras indignas de aproximação com a Rússia, coexistência pacífica, etc., tanto mais terrível será a guerra.
Ele não deveria fazer isso. Ele deveria cumprir o dever dele. O dever dele era convocar uma cruzada, reclamar uma coisa e outra, sairia umas dez bombas atômicas, estourariam, mas o caso russo estava resolvido. Esse era o dever dele.
Não será que a alma dele carrega a responsabilidade por todo o horror atômico que vai se desencadear? Quer dizer, essas demoras não são piores do que tudo?
* Uma punição tão evidente e tão sob medida como a Aids não impressiona, mas gera pena dos homossexuais e desafio a Deus
Depois, o que tem de horrível é que esses bandidos — não há outra expressão, não há outra expressão — não se impressionam com coisas diretamente feitas sob medida para impressioná-los.
Por exemplo, o negócio desse câncer dos homossexuais. Eu não conheço caso — você é médico, pode dizer — de uma doença que dê só para um certo gênero de pecado. Quer dizer, há as doenças venéreas, genericamente. Bom, venéreas elas são para pecado contra a pureza, não tem dúvida. Mas é diferente de uma doença para uma espécie de pecado, onde não se percebe nem um pouco porque esse pecado tem que produzir isso.
(Dr. Edwaldo: Só pega os homens. Ainda mais, porque distingue os sexos.)
Isso, só pega os homens. E pega do jeito que a gente vê.
Apesar disso, você viu aquela notícia — eu não tive tempo de comentá-la hoje — que estão… já conseguiram preparar uma indiferença para com o perigo do contágio. E nos Estados Unidos daqui a pouco vai ter gente que vai receber os homossexuais contagiosos, e que vai oferecer festas, reuniões, etc., numa espécie de afronta contra Deus, que os puniu dessa maneira. Porque dizendo que tem pena do coitado, equivale a dizer: “Eu protesto contra Deus que o sujeitou a esta pena”.
(Dr. Edwaldo: No começo os próprios homossexuais separavam os doentes, agora…)
Não… incorporar à sociedade. É um desafio a Deus. Vão acontecendo coisas assim. Não tem importância.
* O papa comemora o nascimento do heresiarca por excelência, mas não concederia audiência ao Sr. Dr. Plinio
(Dr. Edwaldo: Lutero não era um heresiarca qualquer. Ninguém disse coisas que ele disse.)
Ele é o heresiarca! Para um artigo que está pronto para ser entregue na “Folha de S. Paulo”, eu começo citando um texto de Lutero dado pelo Funck Brentano, que diz o seguinte: que Nosso Senhor teve três concubinas e que apesar de ser uma boa pessoa teve que fornicar três vezes.
A palavra fornicação está empregada lá. Vocês nunca me viram empregar essa palavra. Eu estou empregando para vocês entenderem qual é o tamanho da blasfêmia. Depois tem blasfêmias contra o papado, um mundo de coisas que eu publico no artigo.
Esse homem, João Paulo II, vai comemorar o nascimento dele, numa igreja protestante, dessa maneira!
(Dr. Edwaldo: Dizia que queria lavar a mão no sangue do papa.)
Dizia isso. Todo e qualquer papa. Não era o papa reinante no tempo dele. O texto não deixa dúvida. E também os cardeais. E outras blasfêmias horríveis. Que Deus é bom, mas é imbecilíssimo, e que por isso criou condições em que Adão e Judas teriam que pecar realmente. Pecaram por ordem de Deus. Porque Deus é autor do pecado de Judas e de Adão.
É um possesso. E ele vai comemorar esse possesso!
Agora, se eu for a Roma pedir uma audiência a ele, eu não tenho. Por quê? Porque eu sou da TFP. Antes de haver TFP, eu obtive audiência com Pio XII, mais de uma vez. Era fácil. Hoje não obtém. Porque eu sou da TFP. É uma coisa que…
Vai perguntar o que eu sinto diante disso… Ah! não tem palavras não é?
* O insuficiência do protesto de Mons. Lefebvre e D. Mayer — O “murro” bem estudado que a TFP precisa dar
Agora, o problema. O que é que vai acontecer? Tem o protesto de Mons. Lefebvre e de D. Mayer, vago, sobre esse assunto. Dizem que o caso dele com Lutero encheu verdadeiramente as medidas. Dois bispos não podem dizer isso. Têm que fazer uma análise teológica: “Foi feito isso, uma cerimônia protestante”, etc. Têm que dizer o que nós estamos dizendo. Não…
(Dr. Marcos: Os fiéis não se dão conta de todo horror…)
Não dão. Precisava dizer.
Eu pretendo escrever uns dois ou três artigos para a “Folha de S. Paulo” que se, como eu espero, a “Folha de S. Paulo” publicar, pretendo pôr num número especial de “Catolicismo”, com fotografias de Lutero, etc. Mas o raio de ação de “Catolicismo” é pequeno. Vamos dizer que a TFP dê uma certa ressonância a isto, mas ainda é pequeno!
(Dr. Edwaldo: O senhor não faria publicar no mundo inteiro?)
Não. Porque os artigos denunciam o que o Lutero fez, mas não dão a análise teológica da situação. Mas realmente nós nos dispomos ao seguinte:
O Átila teve recentemente…
(…)
…estou com coisas nesse sentido engatilhadas. Então, no momento oportuno eu direi. Uma delas é o Código de Direito Canônico. Mas então são coisas sérias e com garra! Não é um folhetozinho, uma coisa assim. É com garra!
(…)
… processo de canonização de Santa Teresinha está ultraprovado, oficialmente, que a superiora e as freiras todas depuseram errado um ponto, para não atrapalhar a canonização. Todas depuseram por escrito, todo o Carmelo, sabendo que aquilo era falso. De fato, a atitude de Santa Teresinha que elas queriam esconder absolutamente não desdourava a ela.
(Dr. Edwaldo: O depoimento é sob pena de pecado.)
Sob pena de pecado mortal. Elas depuseram. O carmelo inteiro, inclusive as irmãs de Santa Teresinha. O que é isso?
Quer dizer, uma coisa que qualquer pessoa, não sei, uma senhora judia que mora aí no terceiro andar, se dissessem para ela fazer, ela não faria, um convento inteiro de carmelitas faz, está acabado!
Agora, você há pouco dizia muito bem, quer dizer, nós precisamos preparar muito bem nosso barco. É preciso dar um murro contra isso! E aí não vale a história de dizer que a TFP é uma entidade cívica, bá-bá-bá… O que é que serve essa construção toda numa emergência dessas? Meter um pontapé no negócio e… Mas precisa estar muito estudado, muito bem demonstrado, porque cairão implacavelmente em cima de nós, apesar de leigos, se tivermos o menor pequeno equívoco. Mas os que mais vão cair são os da pretensa direita: “Ah, isso aqui é um livro herético”.
(Dr. Edwaldo: Pelo que o senhor deu hoje, tudo foi meticulosamente estudado para achincalhar com a Igreja. Até a altura do pastor foi calculado.)
Até a altura do pastor, até a atitude de João Paulo II naquela fotografia. Uma vergonha! É a de um velhinho que tomou um pito, porque está reduzido à infância, e fez uma besteira qualquer.
(Dr. Edwaldo: Nenhum padre faz isso.)
De nenhum lugar! Eles sabem que não faz. Não tem o que dizer. O que dizer? É o último fundo de borra, não é? Onde a borra toca nas chamas do Inferno já. É isto!
* Tudo leva o Sr. Dr. Plinio a crer que a heresia faz o papa perder o papado, mas seus conhecimentos não são suficientes e sua cabeça está sempre inclinada diante da Igreja
(Dr. Marcos: Depois dessa atitude, o senhor ainda o considera um papa?)
Quer dizer, há um ponto de doutrina, há teólogos muito respeitáveis, santos, que sustentam que o papa não perde o papado com a heresia. Como há outros santos que sustentam que perde. Não há nada em mim que não seja levado a achar que perde. Mas por causa disso, eu preciso tomar cuidado. Eu julgo manter sempre a minha cabeça inclinada diante da Igreja.
Vamos dizer que de repente os outros tenham razão. Eu não tenho conhecimento tão completo do caso, que me possa…
(Dr. Marcos: Os que dizem que não perdem, não perdem até ser denunciado. Ou não perdem nunca?)
Não, não perde nunca.
(Dr. Marcos: Pode defender os maiores absurdos?)
É. É verdade que um deles, o maior deles se não me engano, que é São Roberto Belarmino — anos atrás é que eu li isso —, é que não diz propriamente isso. Diz que o papa nunca terá heresia, porque a misericórdia de Deus nunca permitirá uma tal aflição para a sua Igreja.
(Dr. Marcos: Aí é outra expressão.)
Aí não tem dúvida. Deus permitiu! Eu não posso ter dúvida de que caiu em heresia.
* Não pode haver dúvida de que o papa caiu em heresia, não de protestantismo, mas de ecumenismo
Quer dizer, nenhum de nós tem dúvida de que ele esteve numa igreja protestante, participando de um ofício de uma igreja protestante. Que dúvida tem? A menor das coisas — ridiculamente pequena e insuficiente — que se poderia dizer a respeito desse ato dele, é que é um ato que favorece a heresia. Ora, favorecer a heresia, no Código de Direito Canônico, já é crime: favens heresis.
O sujeito favens heresis está incurso em crime. Num crime que, para quem é obrigado a manter a heresia, favorecer a heresia desta forma, incompatibiliza com o mando.
(Dr. Edwaldo: O senhor acha que se poderia dizer tão pouco?)
Não, não acho que se poderia dizer tão pouco.
(Dr. Marcos: Ele admitiu a heresia, neste ponto ele é herético.)
Não se tem dúvida. Porque não se explica essa atitude. Ele e as palavras que ele pronunciou não se explicam a não ser em função dessa heresia, que já não é bem o protestantismo, é o ecumenismo. E por causa disso, na reunião, talvez você tenha notado que eu não falei muito a respeito do pendor dele para o protestantismo. Falei do pendor dele por este erro do ecumenismo, que é um pendor para todas as heresias! É um pendor para achar com a ortodoxia por inteiro. Pendor?… É uma profissão de fé.
* Próximo ao Vaticano, em presença de centenas de sacerdotes, padre jesuíta imoralmente vestido celebra missa e executa danças bramânicas próprias a homossexuais debandados
Qual é o pendor? Eu tenho relatórios a esse respeito estarrecedores! Eu tenho uma fotografia, que me mandaram em Roma, aquela padre celebrando missa em hindu.
Você tem aqui, Fernando?
(Sr. F. Antúnez: Não.)
Valeria a pena, uma vez que… É tal a abjeção, que eu mostro para vocês aqui, mas para gente mais moça eu não mostraria. É um padre hindu celebrando missa — um jesuíta —, uma missa em que levou mais ou menos umas cinco horas, em traje hindu. Mas o traje hindu comporta um tecido muito bonito, cingindo aqui esta região do corpo, e o resto nu completamente. É ele fazendo danças hindus durante a missa — hindus da religião bramânica, não é folclore hindu, é dança de religião bramânica — e numa posição tão imoral, que você tem impressão que é um homossexual daqueles debandados. É um homossexual debandado.
Bem, ele realizou isso na presença de centenas de padres que acompanhavam a dança hindu, ritmando com palmas. E isso se realizou a uns vinte ou trinta metros do próprio Vaticano. Não foi na Índia. É um prédio religioso qualquer, a vinte ou trinta metros do Vaticano.
E depois são panteístas diretos. Os bramanistas são panteístas diretos. Eles é que adotam aquela doutrina inteiramente herética da encarnação sucessiva da alma. Se incarna primeiro na mais alta classe dos sacerdotes, depois na classe dos nobres, depois na classe dos burgueses, depois na classe dos plebeus. Se em nenhuma dessas coisas, ele de tal maneira — não é praticar a virtude, os exercícios de nirvana, de aniquilação da alma — não conseguiu aniquilar a alma, ele se reencarna de novo no alto, como brâmane, como sacerdote portanto, e vai descendo, descendo e sofrendo, até conseguir escapar da vida pela aniquilação da própria alma.
Isso tem um fundo comum, porque todas as religiões são instrumentos de Deus, etc.
* João Paulo II condena implicitamente as excomunhões feitas pela Igreja, mas quem não aderir ao ecumenismo será excomungado e trancado em hospital psiquiátrico
Depois, o que João Paulo II afirma é uma condenação da Igreja. Porque se a posição dele é verdadeira, nunca deveria ter havido excomunhão. Porque se todos têm um fundo comum e só se diferenciam entre si por uma maior ou menor densidade de uma certa substância boa, para quê excomungar? Não pode excomungar! Excomunhão é um erro!
Agora, você folheia o Concílio Vaticano II. O Concílio Vaticano II é isso. Será que os nossos amigos não perceberam?
(Dr. Marcos: Mas eles vão excomungar quem não aderir a isso.)
Quem não aderir a isso eles vão excomungar. São dois pontos: eles vão excomungar, e a perseguição religiosa vai consistir em dizer que não aderir a isso é sinal de desequilíbrio mental. Portanto, que quem pensar como nós deve ser trancado em casa de regeneração mental, onde tem injeções para pôr o sujeito delirando, tormentos, etc.
Propriamente o que nos espera não é mais a grelha de São Lourenço, etc. Não, não. É um hospital psiquiátrico, onde você leva uma surra, para começo de conversa, e bem humilhante, te quebram os dentes, te cai um olho, etc., para amaciar. Depois começam as injeções, você tem delírios, você tem espasmos, você tem… fica louco. O sujeito percebe que ele está assim, porque ele está recebendo injeção. Então, não sabe se pecou ou não pecou, não tem padre para confessar, não sabe se vai ou não para o Inferno. Daí para fora!
Nós temos que nos preparar para isso.
(Dr. Marcos: O senhor tem que cortar esta serpente ao meio quando ela está começando a se esgueirar.)
É claro. Leva algum tempo — naturalmente não convém repetir —, mas é o que tem que fazer, não pode fazer outra coisa.
É por isso que eu fico desolado, vendo às vezes problemas de ninharias. E para essas coisas há desinteresse. Há gente que se ouvir essa conversa, não sai com a cabeça cheia disso, não. Sai fora, pensa em outra coisa. A Igreja? Oh…
Agora, quando é que virá a Providência para cortar isso?
* Uma concepcionista coloca nossa capa na imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso de Quito e outra diz sermos os homens profetizados por Sóror Mariana de Jesus Torres
Eu recebi do Equador um grafonema animador, hoje.
Há lá uma história que eu não entendi bem como é, com a imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso, que a imagem é transferida do convento regularmente para o coro. Mas até agora não atinei bem o jogo da palavra coro, em castelhano.
O coro é o presbitério?
(Sr. F. Antúnez: É onde ficam as freiras.)
Ode ficam as freiras na Luz, aquilo é coro?
(Sr. F. Antúnez: É.)
Aquilo se chama o coro?
(Sr. F. Antúnez: Pelo que entendi, tem dois coros: um ao lado do presbitério, e outro atrás, no alto.)
Mas o público como é que pode ver, se fica no coro?
(Sr. F. Antúnez: Durante o ano não vê.)
Mas qual é o papel que fazem nossos rapazes transportando a imagem? É quando ela desce para o presbitério?
(Sr. F. Antúnez: É.)
Aí há licença para transpor a clausura?
(Sr. F. Antúnez: Sim, por duas vezes no ano.)
Bem, há um rapaz que conseguiu de uma freira que pusesse a capa aos pés da imagem de Nossa Senhora. Qual foi a surpresa dele quando foi atuar na transferência da imagem, e notou a capa nos ombros de Nossa Senhora.
Na última campanha, uma freira diz para um dos nossos rapazes: “Vocês são os homens de que fala a profecia de Soror Mariana de Jesus Torres”. É muito alentador! [Vira a fita]
* Para não ceder à sua vontade nem determinar a vontade de Nossa Senhora, o Sr. Dr. Plinio pede a Bagarre menos do que desejaria, porém mais do que imaginamos
(Sr. Guerreiro: … a que fundo da alma do senhor isso corresponde?)
Obedece ao seguinte: eu peço mais a Bagarre do que vocês imaginam, mas você tem razão, como linha geral, como observação genérica, você tem razão.
Quer dizer, estaria na coerência do que eu tenho feito que pedisse mais do que eu peço. Mas eu não tenho certeza do que é mais perfeito: se é pedir, ou se é aceitar o que Nossa Senhora mande, para não perturbar, não determinar a vontade d’Ela numa coisa de tão suprema importância para a Igreja.
Como é que é propriamente aqui o fiat? Também não tenho certeza. E como eu não tenho certeza, me inclino a tomar uma posição plutot contra o que eu desejaria. Para pelo menos ter certeza de que não estou cedendo à minha própria vontade. Isto, para pôr nitidamente, é assim.
Se eu fosse pôr a minha vontade, eu proporia a vocês o seguinte. “Meus caros, não há nenhum lugar em São Paulo onde nós possamos rezar diante do Santíssimo Sacramento, a não ser em nossas sedes. Vamos agora para a Sede do Reino de Maria, e vamos ficar rezando diante do Santíssimo Sacramento. Tem ali uma imagem de Nossa Senhora, vamos ficar rezando até as seis da manhã, em vez de ficarmos conversando. Vamos pedir que venha logo a Bagarre. E vamos mobilizar o Grupo inteiro para pedir que venha logo a Bagarre. Melhor que livro, melhor que qualquer coisa, venha logo a Bagarre e venha logo o Grand‑Retour”.
* A demora da Bagarre não se deve aos pedidos de misericórdia que manietam a Deus e O impedem de aplicar sua justiça?
(Sr. Guerreiro: Em todo o caso Lutero, a gente vê que o senhor está à espera de algum sinal de Deus, para dar o golpe final.)
É… quer dizer, se eu tivesse certeza. Ele quer que eu reze para Ele nesse sentido…
Você veja aquela sóror, Sóror Maria — se não me engano — do Olvido, Misericórdia e Triunfo, que teve uma vida muito impressionante, muito bonita. Eu consegui apenas um folhetinho dela, coisas extraordinárias. Uma das revelações que Nosso Senhor faz a ela é o seguinte: “Peça-me o exercício de minha justiça! Porque me pedem tanto misericórdia, que eu fico como que amarrado, e impedido de aplicar a minha justiça”.
É a unilateralidade da piedade da era pré-conciliar. Fazer as pessoas pedirem a justiça, não se vê em nenhum livro de piedade da época pré-conciliar. Eu ao menos não vi. Misericórdia, misericórdia, misericórdia.
Essa demora em a Bagarre não vir, não será até certo ponto um manietamento de Deus, pelas orações pedindo misericórdia? Quer dizer, a gente deve pedir a Deus o que vier na cabeça?
Eu vejo que vocês ficam quietos, porque… estou perplexo também.
(Sr. Fiúza: Pedir misericórdia é quase que fazer a política de Pio XII.)
É a política de Pio XII. O que é que se diria de um sujeito que dissesse: “Eu saí daquela reunião de hoje à tarde, preocupado com a salvação pessoal de João Paulo II. Rezei pela salvação dele o tempo inteiro”?
Compreendo que se possa rezar, eu não desejo a perdição, desejo a salvação dele. Mas não é a preocupação principal. Tenha paciência! Dessa reunião deduzir só isso! Deduziu muito pouca coisa! Porque o horizonte que tinha diante de sua alma era muito maior do que mera misericórdia para João Paulo II.
Pergunto outra coisa: não está em um estado de alma que só o temor o salvará, e pedindo que o temor não se apresente a ele, eu não estou retardando a salvação dele? É preciso ter cuidado. Ter cuidado! São coisas muito delicadas.
* O Sr. Dr. Plinio tem pedido muito que São Miguel lance de repente na terra o mesmo brado com que quebrou aquele “suspense” causado no céu pela revolta de Satanás
Eu até tenho pedido ultimamente, muito especialmente, que São Miguel intervenha de repente! Vummm! É ele que está aí, e leva uma série de coisas espandongadas pelos ares! E de uma vez. Como no Céu!
Eu não sou um exegeta e não tenho certeza da objetividade do que eu vou dizer, mas a impressão que eu tive quando li a narração da revolução dos anjos é que houve um como que, um certo suspense diante da revolta de Satanás. Não é propriamente um suspense, isso não vai na natureza angélica, mas uma coisa, em anjos, a la suspense. E o grande mérito de São Miguel foi de quebrar o suspense com o brado dele. Mas para a maior parte dos anjos, se ele não tivesse se pronunciado, aquele brado ecoaria no silêncio… Ele bradou e dois terços dos anjos o acompanharam.
Não era o caso de sair outro brado? Não é esse suspense que a gente deve desejar que caia? Não é o papel dele? Ele não será o chefe dos tais anjos ferreiros de que fala o Cornélio a Lápide? É capaz de ser.
(Dr. Edwaldo: Pode ser um brado dado pelo senhor aqui na terra que atraia a ele.)
Por exemplo, isso. Se fosse assim que devesse ser, eu deveria ter um movimento especial de piedade para com ele, especial devoção. Algum impulso da graça, como eu tenho, por exemplo, para com a Sagrada Eucaristia, com Nossa Senhora, com o papa. É preciso nessas coisas agir com muito cuidado.
(Dr. Edwaldo: O que o senhor já fez e o que o senhor está preparando vai nesta linha?)
Vai nesta linha. Vai nesta linha. Vamos ver.
Meus caros, a gente não deve consultar a hora quando está recebendo amigos, mas…
* Eliminar o exorcismo breve no final da missa é um ato de conivência com o demônio — O ecumenismo de Paulo VI se estende até o Inferno
(Dr. Edwaldo: Outro lado da impiedade foi o de cortar as orações após a missa, instituídas por Leão XIII.)
É um ato de conivência com o demônio. Que provas, que elementos tinham esses sujeitos para achar que aquela oração não era mais necessária? Pelo contrário! Todos os fatos bradam a necessidade desta coisa.
Acho que foi Paulo VI que suprimiu. Estava no papel dele completamente. Depois, não tenhamos dúvida, o ecumenismo dele se estende até ao Inferno. Você vai ver que eles vão acabar sustentando que no demônio há qualquer coisa de bom, e que vai acabar sendo perdoado, o Inferno não é eterno, depois acaba não existindo o Inferno.
(…)
… nós é que estamos num impasse. Eles estão andando. Andando… correndo! Nós é que estamos num impasse.
* A imagem de Nosso Senhor flagelado, recebida de presente, causa um horror muito benfazejo e simboliza o estado em que se encontra a Igreja
Eu queria aproveitar esses minutinhos para tratar com vocês uma coisa um pouco diferente. Ainda mais com vocês que não moram em São Paulo. Antes de tratar do caso — é um caso diferente — eu exponho uma tese.
Imagine que um de vocês se tenha, por dedicação por alguém, por exemplo, por dedicação ao Grupo, tenha aceito um tormento tal que tenha ficado desfigurado. E o resultado é que os membros do Grupo têm horror em vê-lo, de tal maneira ficou desfigurado. E por causa disso, recusam-se a olhá-lo.
Esse tem direito à queixa, não tem?
Bom, eu nunca vi uma imagem de Nosso Senhor que despertasse uma sensação de horror, como a imagem que eu vou mandar trazer aqui. Está no quarto. Eu queria que o Poli e Fernando pegassem. É uma imagem esculpida no Estados Unidos, de Nosso Senhor, amarrado nas mãos, depois de sofrida a flagelação, e com o manto nas costas. É da TFP norte-americana, e ela mandou-me de presente pelo meu aniversário. Eu queria que vocês vissem um pouquinho, porque eu acho que é uma imagem que produz um trauma muito grande, e que é muito benfazeja. Embora nem todas as imagens católicas devam ser assim.
Causa horror, mas é uma pálida imagem do que foi… E vítima pelos nossos pecados.
Para concluir nossa meditação de hoje sobre o estado da Igreja, essa imagem é adequada! É o termo final da meditação. É essa… Hoje lamentei não ter essa imagem lá. Não sei o que eu fiz que não me lembrei de levar. Mas seria para levar encoberta, e no fim da reunião desvendar.
Esse é o estado da Igreja. E assim Ele se põe por amor à Igreja e por amor nosso.
Agora, cada uma dessas feridas é uma torrente de salvação, mas também de punição! Dispersão de Jerusalém, aqueles horrores que o Flávio Josefo conta, depois a dispersão do povo por mil anos, etc. Tudo está aí!
(Sr. Guerreiro: A fisionomia de Nosso Senhor está digníssima.)
Digníssima! Está muito bem esculpida, muito! Não sei até se não ganha mais ainda de perfil. Aí vê-se o olhar perdido no vago, assim… qualquer coisa que exproba, que censura, ao mesmo tempo que recebe com a mansidão. Porque cólera não há, mas o senso da justiça ofendida está presente.
A boa jaculatória para isto é, por exemplo: “Coração de Jesus, vítima de nossos pecados, tende pena de nós”. Porque nossos pecados fizeram isso.
É profundamente impressionante! Mas profundamente. Eu penso em fazer essa imagem percorrer os vários êremos, depois os vários grupos.
Poderia virar ela para cá, e rezarmos as orações finais.
(Sr. Guerreiro: A fisionomia de Nosso Senhor é impressionante!)
Muito, muito! Depois, o todo do porte d’Ele.
Por exemplo, essas coisas são muito pessoais, mas eu acho essa coroa de espinhos impressionantíssima. Depois você nota, naturalmente, a dignidade do porte d’Ele. Muito digno.
(Dr. Edwaldo: Tenho aqui aquele salmo “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes”, que tem todas as profecias da Paixão se realizando nEle.)
Leia um pouco.
Eu sou um verme e não um homem, opróbrio dos homens e rebotalho da plebe.
Esse versículo, costuma-se aplicar a Nosso Senhor na Paixão. “Sou um verme e não um homem! Sou o desprezo dos homens…”.
Dissolvi-me como a água, desconjuntaram todos os meus ossos.
Isso tudo é aplicado a Ele: “Dissolvi-me como a água, desconjuntaram todos os meus ossos”, etc.
Está seco como barro o meu paladar, e minha língua presa às minhas fauces.
Ele disse que tinha sede, então é aí.
Bem, vamos rezar.
Ó Bom Jesus, vítima pelos nossos pecados, tende piedade de nós…
Mater Dolorosa…
Salve Regina…
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