Conversa
de Sábado à Noite (Alagoas, 1º andar) –
26/11/1983 – Sábado [RSN 49, VF 21 e AC VI 83/11.39] –
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Conversa de Sábado à Noite (Alagoas, 1º andar) — 26/11/1983 — Sábado [RSN 49, VF 21 e AC VI 83/11.39]
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Comodidades e incomodidades do Sr. Dr. Plinio no primeiro
andar * Considerações em torno da metáfora usada na Reunião de Recortes e a impressão que causou nos participantes * A elaboração da metáfora foi fruto de mil situações observadas durante a vida * Clareza, destreza didática, coerência e reversibilidade nas impressões reveladas na Reunião de Recortes * A impressão de perfeição que a explicitação produziu nos espíritos * Nos salões do primeiro andar, uma leçon de chose muito boa, rica, benfazeja, formativa * O convite para vivermos com o Sr. Dr. Plinio neste mundo de reversibilidades com sobrenatural * A Reunião de Recortes foi uma denúncia do demônio * Análise de uma foto de São Pio X e do ambiente que o cerca: a cúpula batida pelo sol e a palmeira * São Pio X visto sob os aspectos naturais, psicológicos e sobrenaturais * Nossa clave no Reino de Maria é ver todas as coisas reversíveis umas nas outras
* Comodidades e incomodidades do Sr. Dr. Plinio no primeiro andar
Eu fico lamentando prender vocês nessa atmosfera confinada. Mas o que posso fazer?
(Todos: Não, não.)
Meu Fiúza, senta aí. Ou sentam vocês dois aqui. Vai ficar vazio o sofá. Mas parece que meu Guerreiro gosta de sentar nessa cadeira aí, cadeira cativa.
(Sr. Guerreiro: Jogo de luz, luz atrás de mim, vejo o senhor melhor. São hábitos que a gente pega.)
E que até certo ponto só tem seu encanto na medida em que a gente não explica porquê. Às vezes explicado, passa o encanto. Mas não sabendo, não sendo explicado, tem um certo encanto. De maneira que fique tranqüilo.
(Sr. Guerreiro: Também gosto dessas poltronas do senhor.)
São muito cômodas, não? Por exemplo, eu acho mais cômodas do que as poltronas que há na minha sala na Sede do Reino de Maria. Tem algo de fresco, porque o assento é revestido, mas isso aqui… depois para o corpo… é um tipo de mobília que se usou muito antigamente, chamava-se maple. Mas usavam muito, muito, muito esse tipo de mobília.
Aquela mobília do pai do Luizinho que havia lá em Jasna Gora numa sala que ele tinha dado meu nome, era desse estilo. Era maior, mais grande, mas o estilo era o mesmo. E usou-se muito, muito por aí. E essas salvaram-se do naufrágio.
Mas, então, quais são as perguntas, quais são os temas, quais são as coisas?
(Dr. Edwaldo: Reunião de Recortes, magnífica!)
Meu Fernando, eu gostaria que você apagasse aquela luz atrás, porque aquele é um farol da marinha que veio parar aqui não sei porquê! Minha esperança é que ela vai perdendo força com o tempo. Olha lá, a saletinha fica muito mais convidativa assim do que com aquele farol aceso lá.
Mas você queria perguntar alguma coisa, meu Edwaldo?
* Considerações em torno da metáfora usada na Reunião de Recortes e a impressão que causou nos participantes
(Dr. Edwaldo: Não. Queria dizer que as imagens todas que o senhor usou, na Reunião de Recortes e no Santo do Dia, estavam magníficas. Tinha um tal realismo que estava de dar falta de ar.)
Realmente, aquilo é uma coisa de que nunca eu tinha tratado. É a guerra revolucionária exercida diretamente num país, não a benefício de uma potência estrangeira, mas no mero desígnio de apodrecer aquele país, sem mais. Depois o resto que se arranje como puder.
Naturalmente o interesse remoto é sujeitar a quem nós sabemos, mas de imediato não é uma operação de conquista, é uma operação de aniquilamento.
(Dr. Edwaldo: Me lembrei das palavras de Nossa Senhora de Fátima, “várias nações seriam aniquiladas”. Se poderia entender nesse sentido.)
A nação desaparece.
Você toma, por exemplo… eu não quis dizer porque ficava muito duro, a gente nunca sabe ali nesse caldeirão de imigração que é São Paulo que ascendências há. Agora estou me lembrando de um eremita de Nossa Senhora da Divina Providência que é grego. Mas a Grécia de hoje não é mais a Grécia de antigamente. Quer dizer, se uma pessoa vier dizer que é a mesma raça, qualquer um concorda. Se vier dizer que é a mesma língua, concorda com certas restrições, mas concorda. Mas se vier dizer que é a mesma nação, não é mais. Quer dizer, aquilo desapareceu. Como o Império Romano desapareceu na Itália.
Agora, o que é? É o espírito, a mentalidade da coisa que desapareceu completamente.
E assim nós poderíamos… Vamos dizer, por exemplo, na Pérsia de hoje, não é a Pérsia de Dario. Eles podem fazer literatura com isso, é uma outra coisa, mas não é mais a Pérsia de Dario.
Você pode se perguntar se o Brasil de hoje é o Brasil dos bandeirantes. É uma pergunta. É pelo menos uma pergunta.
É o evanescimento de uma mentalidade, mas uma mentalidade que marcava a personalidade de um país, de maneira que o país desapareceu, desapareceu a mentalidade, desapareceu o país.
(Dr. Edwaldo: E as pessoas ficam no mesmo lugar. Não é o caso daquelas emigrações forçadas que faziam na Antiguidade. Aqui é uma coisa muito mais diabólica.)
Muito! Desaparece. O país se evola. Se Deus quiser, se tivermos reunião na terça-feira, nós vamos ver como a Espanha está sendo demolida, está se evolando, não tem mais nada, é a fase final. Se não vier a Bagarre dentro de dez anos, dentro de dez anos não há mais Espanha. Aliás, não há mais Europa.
Com apenas isso que eu não vou dizer lá, que é cruciante, mas é assim: há uns indiciozinhos fracos de que a França…
(…)
… eu tive uma certa impressão de que houve assim uma certa graça de enlevo pelo tema. O tema em certo sentido enlevou um pouco pela arquitetura do tema, pela…
(Dr. Edwaldo: Um pouquinho mais do que o tema.)
Não, não, não, sou muito cético em relação a isso. Adiante ou não adiante, ao menos com o que houve correspondência foi com o tema. Com a pessoa, sou muito cético. Eu acho que viram a construção muito bonita.
Do que você ri, meu Guerreiro?
(Sr. Guerreiro: Do aspecto surpreendentemente magnífico da construção que foi feita. […] Aquele exemplo da reunião de hoje…)
Inventado inteiramente ali na hora.
(Sr. Guerreiro: A impressão de uma perfeição natural muito exímia, na descrição daquilo… Por aquilo nos tocou?)
Eu gosto muito da pergunta, acho muito pitoresco o problema posto. Acho mais pitoresco no modo como o problema foi posto do que na descrição que eu fiz. Mas em todo o caso vamos ver os outros o que é que dizem disso.
(Sr. Poli: […] Eu pensei que todo mundo estivesse também atraidíssimo com aquilo.)
Também não digo que não estivessem. Eu estava tão preocupado em não quebrar a perna naquela corda bamba em que eu tinha entrado, que eu não prestei muita atenção, porque aquilo é corda bamba, fui entrando e inventando na hora.
(Sr. Fiúza: Depois o “pendant” que o senhor colocou, a TFP.)
É a finalidade da TFP. A TFP é o contrário disso per diametrum.
Mas eu ouço. Quero ver o meu médico o que diz.
(Dr. Edwaldo: Como preparação para o assunto que o senhor vai tratar, foi simplesmente fantástico. Foi dada a alma do tema ali.)
Mas o efeito produzido no Guerreiro é um efeito de uma natureza diferente. Ele ficou, é verdade, o tema vê-se que interessou a ele, mas vê-se que a metáfora e o fabrico da metáfora, a produção da metáfora e o efeito da metáfora como uma espécie de artefato para agir no espírito do ouvinte, chamou tanto a atenção dele, que embora ele não negue a importância do conjunto do tema, que é a arte de destruição de uma nação, é mais ou menos como a pedra preciosa e o anel. A metáfora seria a pedra preciosa e o resto seria um circuito de ouro, um círculo de ouro no qual a pedra se encaixa.
Mas para o Fiúza não tanto. Seria mais como um anel que chamavam antigamente desses filipinos, com duas pedras preciosas. E uma seria o contexto todo do tema e outro seria a metáfora.
Não sei você como põe.
(Dr. Edwaldo: Eu ponho mais na linha do Sr. Guerreiro. Tinha uma marca profética na metáfora que pareceu impressionar muitíssimo as pessoas. As pessoas estavam dentro da realidade tão viva, que de outra maneira elas dificilmente ficariam colocadas. Uma nota profética muito marcante.)
Eu ouço e depois digo.
E o meu artista?
(Sr. F. Antúnez: Eu quero ouvir o que o senhor vai dizer.)
Não, não, não, nós queremos saber um jovem chileno como é que vê isso, sem anguilagem, assim no duro.
(Sr. F. Antúnez: Para ser bem claro, eu não entendi muito o que disse o Sr. Guerreiro. Agora, o que eu acho é que me pareceu que ele queria saber a impressão que causou nele o que o senhor tinha dito. A mim o que mais impressionou foi uma outra coisa. Ou seja, tem a metáfora, e o tema… Acho a metáfora fenomenal, mas a descrição que vem em seguida parece parte constitutiva da metáfora, não se pode ficar só com ela.)
Eu estou fazendo os outros falarem também para ajudar o Guerreiro a…
(Sr. Guerreiro: A temática estava clara, muito interessante. Mas aí o senhor foi e colocou a metáfora.)
Foi isso.
(Sr. Guerreiro: A metáfora vem para completar o tema. Mas ao procurar a metáfora, o senhor encontrou uma tal metáfora, um tal material para completar o tema, que se pergunta: do que será feito isso? É tal a coisa que isso passa a constituir um outro problema.)
Outro tema.
* A elaboração da metáfora foi fruto de mil situações observadas durante a vida
(Sr. Guerreiro: Outro tema. O assunto está superentendido, mas isso me levanta uma outra questão.)
E é uma questão autônoma. É já o fabrico da metáfora, como uma coisa distinta… quer dizer, você até não nega que a matéria ganhou em clareza com a metáfora, mas você acha que a metáfora acabou ofuscando a matéria porque levantou outra questão mais interessante.
(Sr. Guerreiro: É um lado da alma do senhor.)
É um pouco mais, é um lado da alma humana. Como é que na cabeça do homem cabe isso. Neste homem.
(Sr. Guerreiro: Neste homem.)
Eu vou explicar a você muito singelamente com que materiais foi fabricada a metáfora. Quer dizer, eu sou, numa certa ordem, muitíssimo, muitíssimo observador. E tenho a meu modo, para certas coisas, boa memória, para certas coisas. Então aquilo são fragmentos de impressões que uma porção de aspectos do mundo moderno me dão às quais caminham para isso. E, em determinado momento, por uma associação de imagens fácil de conceber, essas coisas se reuniram neste sentido. Era fácil colher.
Eu muitas vezes tenho visto salas que têm uma espécie assim de sala de projeção, teatro, outras coisas, uma espécie de bordadura assim por onde entra o ar, e a sala não tem janela. E eu tenho um certo… não é um problema meu de respiração, mas eu tenho impressão de que é um problema meio psíquico que se liga à questão da respiração.
Qualquer idéia… eu estou falando a vocês de respiração, comecei sentir um medo de não respirar. Minha respiração, graças a Deus, é inteiramente normal, mas senti um medo de não respirar. E aquelas coisas com aquelas janelinhas — não é janelinha, são uns tubos por onde entra o ar, qualquer coisa assim — me davam sensação de lugar sem respiração.
Depois, já tenho visto muitas vezes paredes revestidas de metal, metal meio prateado em forma de zinco. Em que ocasiões, em que circunstâncias também não sei, mas tenho formado a idéia de que o cárcere ideal é o cárcere de metal. O cárcere mais nocivo ao homem, que o homem mais se sente encarcerado é o cárcere de metal, porque aquela coisa toda de metal em volta de um homem isola de tal maneira, o desterrar o homem para dentro do metal de tal maneira o isola, que eu vou lhes dizer: um homem estar preso numa gruta de pedra o isola enormemente menos do que dentro de uma caixa de metal. Talvez seja subjetivo meu, mas eu sinto assim.
A caixa de metal dentro da qual o indivíduo esteja, sobretudo o metal como descrevi, metal zinco, vocês entenderam bem que eram folhas, lâminas de cor prateada, não tinha nada que ver com a prata. Não era como estar no interior dessa caixinha, não. É esse tipo de metal liso, sem nada, sem um desenho, sem nada. É uma coisa horrorosa e constitui o cárcere ideal.
Quer dizer, aí vocês estão vendo que tem um mundo de idéias sobre a respiração e falta de respiração, sobre cárcere e não cárcere que estão acumuladas, como milhares de outras idéias, mas milhares, milhares, milhares.
Agora, as figuras fosforescentes que aparecem de repente no zinco, é também outra coisa que me causa horror. É a cor prateada que tomam certos ossos. Osso quando fica bem calcinado fica de um branco que tende ao prateado. E que me parece mais funerário do que qualquer outra coisa. E esse osso aparecer assim sobre chapas de metal, facilmente se reuniriam, porque como o osso parece prateado e a chapa de metal é prateada, acumulava o horror ao horror para efeito de construir uma…
Por outro lado, que aquelas figuras aparecessem depois de um período de escuridão, não só está de acordo com as leis da ótica, mas depois da escuridão aparecer o horror, me parece mais sinistro — são situações que eu observei — do que quando o horror salta em cima da gente de uma vez. São situações que eu observei.
O solo móvel…
(Sr. Poli: A luz fosforescente.)
Qualquer coisa que te apareça, depois de você ficar algum tempo na incógnita… Eu falei primeiro da luz fosforescente e depois falei da luz que se extinguiu. E, no escuro, de repente, sobre o metal começa a luzir ossaturas. Isto me pareceu acrescentar um horror a outro horror, tirado de mil situações que eu observei e das quais eu conservo no espírito frangalhos.
Depois, de outro lado, aquela coisa que se movia era uma reminiscência que eu já contei para vocês, mais provavelmente esqueceram porque não tem importância nenhuma, um parque de diversões que eu fui quando era mocinho. E que tinha uma casa feita de pano… era assim uma balança enorme com dois bancos, um olhando para outro assim em frente. E o chão daquilo balançava assim. E em torno girava uma casinha de tela que dentro dava a impressão de uma casa.
Então, o sujeito dizia: “Entre na casa que gira”, não sei mais o quê, etc. Meu primo e eu entramos, sentamo-nos, e a casa começou a girar. Eu, enjolras de 15 anos, a casa começou a girar, mas eu perdi — julgo que foi isso — o controle de mim mesmo. Porque se a casa girasse, eu teria noção clara de que estava girando a casa, mas como o chão também se movia, eu perdi o controle de mim e me pus aos urros. Eu toda vida tive uma voz muito possante. Eu julguei que aquilo ia virar, me agarrei no espaldar do banco — um banco ordinário — com tanta força, que durante uns vinte dias meus braços aqui ficaram todos machucados, contundidos, etc. Ocultei a mamãe que iria querer besuntar matérias ali para remediar, e eu achava que aquilo se liquidava por si mesmo, mas eu fiquei com os braços escangalhados, não sabia o que era aquilo. Eu dava urros e urros.
Eu não percebia que estava fazendo propaganda para o homem do lado de fora, porque aumentava o sensacionalismo e eu fazia propaganda para ele. Então, quanto mais eu dizia “pare, pare!”, mais o homem não parava, porque ele fazia propaganda da biboca dele. E para meu modo de sentir, aquilo durou uma eternidade.
Quando eu quis apresentar aquela coisa, eu ia apresentar como a casinha do parque de diversões, mas encontrei uma dificuldade qualquer de explicar isso, então pus o chão movediço. Mas eu não poderia pôr o chão movediço com uma coisa assim, que não era verossímil. Então pus o chão girando em torno de si mesmo, que era a solução que eu tinha. Saiu dessa recordação muito trivial do parque de diversões.
Bem, o gás neon, porque o gás neon é metálico. Eu tenho a impressão de que o metal transformado em luz é o gás neon. E o mal‑estar que eu tenho com ambientes todos metálicos, esse mal‑estar o gás neon multiplica. Por isso falei do gás neon.
Então, o que é?
É um número enorme, enorme, enorme de observações que ficam assim aos pedacinhos, e dentro das quais eu passei arrecadando os elementos para constituir um todo.
Você até está desapontado.
Quer dizer, no fundo é o que faz todo mundo.
Você não vê que isso está descrito com a maior autenticidade possível?
* Clareza, destreza didática, coerência e reversibilidade nas impressões reveladas na Reunião de Recortes
(Sr. Guerreiro: Mas a impressão maior que ficou no espírito, isto não está descrito.)
Mas aí foi você que não descreveu, porque eu não chego… ahahah!
Qual foi a impressão maior?
(Sr. Guerreiro: […] Não exprimem uma pessoa?)
Eu preciso pensar um pouco.
Você sentiu mais a fortaleza do meu espírito, e na mesma operação eu senti mais a fragilidade do meu espírito. Porque como eu tive que fazer um grande esforço de improvisação para encontrar aquilo, eu estive nos bordos de pedir a Nossa Senhora para me ajudar. Não pedi porque não tive tempo, porque uma coisa exigia que eu encontrasse outra. Mas meu estado de espírito era de pedir a Ela que me ajudasse, porque eu notei que pelas necessidades da reunião, e confiando em que eu me sairia para qualquer lado, eu me meti numa enrascada. E que eu não podia, pela glória d’Ela facilitar, aquela enrascada. De maneira que, vamos dizer, eu não pedi a Ela formalmente, mas eu estava voltado a pedir a Ela isso. Eu estava subconscientemente pedinte a Ela isso. [Vira a fita]
E é agora que eu estou começando a prestar atenção no lado que você disse. Tanto é que quando o Átila me falou de ureguelerização, eu até fiquei meio surpreso.
Eu não perguntei a ele assim porque tinha gente em volta, mas ele queria achar que eu tinha ureguelerizado… ahahah! Mas eu vi que não era intenção dele. A intenção dele era muito filial, muito como quem queria falar, perguntar. Eu falei de uma graça, ele disse que não, que era uma outra coisa que depois falaria comigo. Eu disse: “Pois não. Com muito gosto”.
Ele é inteligente e pega coisas curiosas, fiquei com desejo de saber o que ele diria. Mas não me passou pela cabeça que fosse desse lado.
Agora você está dizendo, eu começo examinar a coisa desse lado.
Vamos decompor. Do lado didático.
Eu concordo com você em que a coisa como ficou revela uma clareza e uma destreza didática muito grande, uma força didática muito grande. Isso eu estou vendo bem. Eu não tinha minha atenção voltada para isso, mas estou vendo bem.
Agora, vejo também muito bem como tudo quanto eu disse é coerente e reconheço que, pelo favor de Nossa Senhora, essa coerência está habitualmente em meu espírito, juntamente com um aspecto da coerência que não é a coerência do raciocínio, mas é a reversibilidade nas impressões. Tal coisa é reversível na outra, tal outra na outra, tal coisa é análoga à outra, tal coisa é análoga à outra, mas feita com muita precisão e com muita intransigência, muita exatidão.
De maneira que concordo com você, que as peças — tenha eu lá tido os apuros que tive — saíram muitíssimo bem ajambradas. Concordo com você.
Concordo com você em que a situação de apuro em que eu pus o homem imaginário era uma situação muitíssimo exata, era o apuro por excelência.
(Sr. Guerreiro: Contingência é aquilo.)
É, contingência é aquilo. Aquilo é um homem que está reduzido à sua expressão mais simples.
Se interessar, posso dizer depois de onde saiu, remotamente, confusamente, essa impressão de contingência.
De maneira que você tem razão, a coisa estava muito bem feita.
* A impressão de perfeição que a explicitação produziu nos espíritos
Por exemplo, quando eu saí, sentei-me no automóvel… não, primeiro o Rodrigo conversou comigo, depois o Gugelmin entrou no automóvel para conduzir o automóvel até a camáldula. Naquele trechinho assim, ele fez um comentário que aquela parte da reunião tinha estado genial. Eu tive duas reações internas, instantâneas.
A primeira foi: “Como ele coloca a segunda parte acima da primeira? A primeira entretanto estava bem boa, por que ele coloca tão abaixo?”. E pensei: “Essa enjolrada a quem eu quero bem, não me cessará de me dar surpresa”. Mas fiquei quieto, não disse nada.
Outra coisa que eu pensei foi o seguinte — aí isso entra em consonância com você, quando ele disse que era genial: “É, realmente, dizer que é simplesmente inteligente seria um pouco abaixo do que foi”. Mas como podia entrar questão de amor-próprio aí, eu desviei a atenção. Eu talvez tivesse chegado à conclusão que estava genial mesmo. Mas genial no quê? É o total da reunião. É descrever a evanescença de um povo por esta forma. Isto sim.
(Sr. Guerreiro: Mas na hora de explicar a forma, a coisa foi tão fundo, tão longe, de modo tão imprevisto, tão inexcedível, que é…)
É que aí eu compreendo que possa ter produzido no espírito essa impressão de perfeição, sendo que a perfeição produz esta sensação. Isso é verdade.
(Sr. Guerreiro: E o senhor enquanto fala da evanescença, um espírito chegar àquela perfeição… isso toca gonzos da alma que a gente não sabe bem onde é que estão, que dá naquilo que o Sr. Átila comentou, a pessoa faz a decolagem.)
Eu compreendo. Eu compreendo, como quem diz o seguinte: “Se seu espírito possui uma clave que me coloca aí, vamos, vamos adiante, porque eu quero conhecer esse mundo”.
(Sr. Guerreiro: Isso é uma galáxia que eu não sabia que existia.)
E se você passeia nela, por favor, me dê a mão, que eu quero passear junto. Que é o que estava no fundo do que disse o meu caro Átila.
(Sr. Guerreiro: E é um mundo muito mais rico, denso, real do que aquilo que a gente tem certeza imediata.)
Aqui está a pergunta: se tudo isso era uma ficção, que realidade há dentro dessa ficção? Essa é a pergunta. E esta realidade eu quero conhecer. Quer dizer, essa perfeição conduz o espírito a uma ordem de realidade que eu quero conhecer. Ou seja, uma clave de realidades que eu quero conhecer. Eu acho que é isso.
(…)
* Nos salões do primeiro andar, uma leçon de chose muito boa, rica, benfazeja, formativa
Em atenção ao João e ao Luizinho vou pôr isso. Eu acabo de dizer o seguinte:
Esses salões aqui, eu sei que não são salões de um alto luxo. São salões de muito boa qualidade, de muito bom gosto, mas não são salões riquíssimos. Na melhor das hipóteses eles serão salões ricos. Mas eu acho que eles têm o valor de uma leçon de chose de como essas três faixas coexistem.
Essas três faixas coexistem assim:
Aqui tem uma certa aprazibilidade natural muito distinta. Material.
Ao lado disso há uma coisa que é a psicologia do paulista de 400 anos com aquilo que tinha de próprio na ordem natural, como é que um determinado gérmen de aristocracia — não chegou a ser uma aristocracia — existiu, como é que ele foi, e que espírito ele trouxe consigo.
Ao mesmo tempo há umas graças que pairam aqui no ar, na linha da mística comum, e que indica um sobrenatural como é que pousa sobre isso e como é que se alia a tudo isso.
É uma leçon de chose muito boa, muito rica, muito benfazeja, muito formativa de como essas coisas existem e como elas são.
Eu acho que o quadrinho encontra aqui a sua plena realização. E a razão pela qual nessas conversas nós trazemos o quadrinho aqui é porque nos parece que as salas ficariam vazias sem o quadrinho. Eu não vi ninguém reclamar de trazer o quadrinho aqui, nem de longe, é o natural.
Aliás, é a razão pela qual eu tenho aqui aquele objeto controvertido. É que eu acho que aquela estatueta dá um certo quê de doçura, de aprazibilidade, de suavidade, sem o qual essa sala não seria essa sala. Não sei se concordam comigo, mas eu acho isso. De distinção também, sem a qual essa sala não seria essa sala. Essa é a razão pela qual isso está aqui.
Então o meu Fernando está filmando a estatueta nesse momento, se eu não me engano. É bem isso, meu Fernando?
(Sr. F. Antúnez: Sim.)
* O convite para vivermos com o Sr. Dr. Plinio neste mundo de reversibilidades com sobrenatural
Enfim, isto completaria… Ah! eu estava dizendo, não sei se foi gravado, o seguinte: que à medida que eu exponho, eu me dou conta que eu tive a intenção — mas muito subconsciente — de representar aquele indivíduo numa espécie de détresse, de um homem atormentado a la moderna e, portanto, atormentado com o bafo do demônio, e havia uma certa representação desse bafo do demônio lá, que indica, por contradição, o que pode caber nessa representação puramente natural, de coisas que não são naturais. Isso que indica.
Eu acho que aí a gente tem a coisa bem expressa.
(Sr. Guerreiro: […] Uma perfeição natural que o senhor tem.)
De descrever. Isso sim, é uma excelência natural.
(Sr. Guerreiro: […] Um desejar viver na realidade em que o senhor vive.)
É isso. E que o “tal enquanto tal” simboliza no seu ápice. E se as pessoas quisessem ter verdadeira união de alma comigo teriam assim, porque essa é a união para a qual eu convido. Porque, evidentemente, onde entra a descrição do preternatural, muito a fortiori entra a descrição do sobrenatural. Não cabia naquela cena, mas eu poderia pôr numa outra cena que se visse.
Mas é o quê? Esse mundo das reversibilidades com o sobrenatural na ponta, esse sobrenatural da mística comum. Eu muito intencionalmente digo: não se trata de visão nem de revelação.
(Sr. Guerreiro: Por que não vemos essas janelas do sobrenatural comum com mais freqüência?)
Pois é.
Você disse rapidamente, mas um pouco de tudo isso, quando você descreveu o Êremo do Praesto Sum aquela noite que você esteve lá, você viu uma faixa disso, que é a faixa sobrenatural. Algumas coisas naturais — aliás, ali você tem a coisa por inteiro — o êremo, o Praesto Sum todo como ele é, inclusive a sala em que estávamos. E depois uma faixa sobrenatural correlata com aquela e que lhe causava um comprazimento enorme, digamos mesmo superlativo, não exagerado, mas superlativo, que era, na linha da mística natural, algo que você discernia, que tinha relação com as coisas naturais que você via, e que pôs você — e creio que também o Júlio, eu acho que o Júlio em algum sentido se beneficiou daquilo tudo — numa clave própria, que era a clave que nos é dada desde esta terra como cêntuplo desta vida. Mas nós vamos à procura de outras coisas. Quer dizer, o demônio oferece outra coisa, a gente vai à procura.
* A Reunião de Recortes foi uma denúncia do demônio
Aliás, aí a reunião de hoje adquire uma riqueza que é muito grande, mas que não me tinha ocorrido quando eu compus a matéria da reunião. É a diferença entre as duas claves: a da formação comunista — se lembram bem — e depois essa.
Poder-se-ia chamar, vista assim, a reunião das duas claves.
Aí é o ponto final da nossa conversa de hoje à noite, porque aqui está dado um ponto que é inteiro. Para onde vai um mundo e para onde vai o… ou por outra, para onde vai o mundo, porque vocês sentem que o mundo está caminhando para isso, vocês não têm a mínima ilusão, e para onde vai a TFP. Fica muito claro.
Bem, e acho que estamos no momento…
(Sr. Fiúza: O senhor deixou a entender um preternatural sem mencionar o demônio…)
Ele foi denunciado. Aquilo foi mais do que uma descrição, foi uma denúncia. Aquilo foi dito o seguinte: o ambiente próprio para o demônio entrar é este. E eu vou descrever um homem sujeito aos tormentos de nossos dias, que é o tormento onde o demônio está presente.
(Sr. Fiúza: Foi algo de cirúrgico nas almas sem que as pessoas percebessem propriamente. Mas o lado revolucionário de cada um se sentiu incomodado.)
É bem possível.
Para aprofundar tudo — está tarde demais, mas, enfim, para ir até lá — tem o seguinte:
Eu tinha assistido na antevéspera aquela filme. E aquele filme tem qualquer coisa de difusamente preternatural que é o pior dele. E eu disse a vocês que, aliás, durante o filme eu disse aqui que eu ia fazer uma alusão à origem de algumas daquelas coisas, etc. O filme tem qualquer coisa de difusamente preternatural, mas achei horrível. E como eu quis representar o maior horror, eu meio subconscientemente caminhei para reproduzir impressões que o filme tinha me dado. Mas isso já muito subconscientemente. Eu quis reproduzir os homens sujeitos a uma qualquer coisa que aquele filme me deu e que está na luz e no colorido do filme, que me dava exatamente essa impressão dessas chapas de metal que eu imaginei dentro da sala. Isso eu não desenvolvi com ninguém porque não tive tempo.
Daí uma certa garra preternatural no ambiente que eu montei. Na descrição que eu fiz, eu descrevi o que eu tinha visto.
(Sr. Fiúza: O senhor denunciou…)
Denunciei. Minha intenção era denunciar.
Agora, como eu estava muito atento ao que eu dizia, eu não pude prestar atenção nas caras das pessoas. Quando eu terminei a reunião, eu terminei preocupado em cortar a reunião logo, porque tinha gente que estava com pressa de terminar a reunião e eu não queria esticar a paciência deles. De maneira que cortei a reunião logo, e com isso tudo não pude prestar atenção ao fim da reunião, como é que estavam as caras, etc. Eu não pude prestar atenção.
Eu só tive o comentário do Gugelmin, depois do Átila e do Guerreiro.
O João e os outros falaram um pouco no automóvel, mas falaram… eu também cortei porque tinha orações para fazer e ficou nisso.
* Análise de uma foto de São Pio X e do ambiente que o cerca: a cúpula batida pelo sol e a palmeira
Bem, vamos a São Pio X e assim teremos tudo.
(Sr. F. Antúnez: Sr. Fiúza foi buscar o outro, porque ao pintar tiraram o daqui, não sei onde foi parar.)
Onde é que está? Por que tiraram? Mas devia estar aqui dentro, é tão correto! Não. Devia estar aqui dentro. Essas coisas!… Eu gosto de ver aquilo aberto com São Pio X dentro.
(Sr. Guerreiro: É uma pena não estar mais.)
Pois é. Eu vou mandar pôr.
Então, meu Guerreiro, adiantou muito sua pergunta. Quem sabe se teria sido um primeiro estalidozinho do Grand‑Retour.
(Dr. Edwaldo: Nossa Senhora das Graças.)
Nossa Senhora das Graças, é verdade.
(Sr. F. Antúnez: Neste ano Nossa Senhora das Graças é dia 26, porque amanhã é o primeiro domingo do Advento.)
Ah sei! É, não se festeja Nossa Senhora nem nenhum santo no domingo. Domingo é dia de Deus.
Bem, nós íamos mostrar os aspectos naturais, depois psicológicos, depois sobrenaturais do quadro de São Pio X. Quer dizer, tentar ver as três faixas ali. Então vocês notem como a coisa a mim se apresenta.
Não sei porque, eu creio que é por causa da atitude da palmeira e da vegetação toda que está muito parada, eu tenho a impressão de um dia de calor tórrido em Roma. O ambiente todo cheio de sol, o copolone está inundado de sol, a palmeira parece que está meio cansada de tanto tomar sol, e São Pio X parece estar — não sei se é impressão minha — com uns olhos ligeiramente retraídos por causa do excesso de luz. Notem que é um tempo onde não se usava óculos escuros.
Agora, há um certo modo de ser das coisas inundadas pelo sol. Aliás, o copolone está todo batido de sol. Não me espantaria muito que fosse meio-dia, uma hora, duas horas, assim, hora dessa fotografia. Não me espantaria muito.
Não sei se interpreto bem ou não.
Agora, há uma certa coisa que quando o sol bate muito numa coisa, nesses dias de calorão, e essa coisa tem uma certa… todas as coisas que ele bate adquirem uma certa estabilidade, imagem da própria estabilidade dele e do domínio dele. Porque quando o sol chega a um certo ponto, ele dá ilusão de que ele é eterno ali, que ele não vai mais sair, e aquele meio-dia vai durar para sempre. Ele parece dizer: “Daqui ninguém me tira”. De fato ninguém o tira a não ser a vontade onipotente de Deus.
Mas assim dá uma impressão, o meio-dia ou o auge do sol, quer dizer, o período do meio-dia às três, de eternidade nos dias em que está muito quente.
A cúpula dá uma impressão de estável, segura, bem construída, bem alicerçada sobre si mesma e dizendo: “Ninguém mais me tira daqui, eu sou uma cúpula eterna. É o triunfo eterno da Igreja, ou ao menos do papado, que está colocado aqui de um modo evidente, ostensivo, claríssimo. Eu domino!”.
E a palmeira está para o resto da vegetação como a cúpula está para o quadro. Notem que ela está distintíssima. Não sei se concordam comigo, pode-se gostar de outro gênero de palmeira, mas esta é uma palmeira distintíssima.
Vejam, por exemplo, a boa proporção entre as folhas que caem, as folhas intermediárias e as que vão para o alto. É um esguicho vegetal magnífico, mas calmo, ela não se move, nem nada. Dá também a impressão de que ela atingiu a plenitude da vitalidade dela enquanto planta, que ela está no meio-dia dela.
Aqui há uma coisa que eu custo para interpretar, porque parece que é uma história para colocar plantas, muro de pedra com uns intervalos dentro para colocar planta. Eu custo um pouco para interpretar o que é isso. Já prestei várias vezes atenção. De repente é isso mesmo, uma espécie de jardineiras antigas, é capaz de ser.
É uma espécie de mureta que serve ao mesmo tempo de jardineira, porque parece que a palmeira sai de dentro dela. Aliás, não se compreende muito como é que uma planta grande pode se deixar encaixar por uma jardineira dessas.
(Sr. Guerreiro: Mas aqui tem uma distância de uns 15 metros mais ou menos.)
Talvez eu interprete mal a perspectiva. Mas você tem razão, porque essa primeira caixa aqui é do tamanho das outras. E veja esta caixa, portanto, onde está a palmeira, como parece já menor aqui. É uma questão de perspectiva da máquina fotográfica, é capaz de ser.
Não se percebe também o que tem aqui atrás. Parece plantas. Esse escuro parece o quê?
(Sr. –: Cerca viva.)
Mas que vem debaixo. Eu tenho a impressão de que aqui é mais alto e aqui é um plano baixo. Realmente o Vaticano é uma montanha e há essas diferenças de nível, etc. Se compreende tudo isso.
* São Pio X visto sob os aspectos naturais, psicológicos e sobrenaturais
Aqui está São Pio X, e ele parece ter toda estabilidade, toda firmeza e toda força do copolone e da palmeira.
Não sei se notam como ele está firmemente implantado sobre os pés dele. Como o tronco é ereto, a cabeça está firme sobre o tronco e o olhar olha com serenidade, mas força para frente! E a gente poderia pôr o dito que os romanos punham sob certas colunas: “Sua mole stat — Está em pé por si mesma”. Quer dizer, ele tem em si uma força — esse é o fundo do negócio — que não é a força dele, é uma força sobrenatural, mas por onde ele parece reduzir o copolone, palmeira, sol, tudo a nada diante da segurança dele. É o firme propósito de um santo que possui as virtudes teologais e cardeais e pratica, ele tem e pratica em grau heróico, e que está ali de pé!
O papa na plena expressão da palavra, de pé, ordenando tudo!
Não sei se notam que o modo pelo qual ele segura o capote dele é muito bonito, forma uma espécie de losango. Abre aqui e fecha aqui, forma uma espécie de losango dentro do qual ele é uma espécie de nota de alvura dentro do vermelho da capa. É muito bonito.
E esse branco vai com o cabelo branco dele, sobrancelhas brancas. Ele está todo nas cãs, no esplendor prateado das suas cãs de santo, ele está nessa posição.
E ele segura os dois lados para formar losango, assim como um homem que segura os acontecimentos. A mão com que ele segura isso é um pouco a mão com que ele segurou o modernismo. Ele domina: “Capa, afasta-te. Brancura apareça”, que tem qualquer coisa de sobrenatural que dá uma interpretação a todo resto. É a irradiação de um santo!
Concordam comigo?
Aqui os três elementos estão reversíveis.
Como percebemos o santo aí?
Por um fenômeno que eu imagino que se deva chamar de mística comum dos fiéis. Não é uma aparição de São Pio X agora a nós aqui, é um fenômeno comum dos fiéis.
Está bem isso?
(Todos: Magnífico.)
* Nossa clave no Reino de Maria é ver todas as coisas reversíveis umas nas outras
Bem, isso em outra maneira… com elementos tão mais pobres em todos os sentidos da palavra, inclusive sobrenatural, se dá nesse salão, nesses três salões. Habitualmente, a nossa clave no Reino de Maria é ver todas as coisas reversíveis umas nas outras e dando no “tal enquanto tal”.
Isso conduziria à resposta a você sobre a clave e sobre o todo que aparece no fundo.
Está certo, meu filho?
(Sr. –: Muito obrigado.)
Vamos dormir.
Meu bom Fiuza, isso vai ser restituído a você.
(Sr. Fiuza: É do senhor.)
A daqui onde é que está?
(Sr. –: Com a pintura foi tirada, não vi para onde foi.)
Posta onde?
(Sr. Fiúza: Precisaria ver.)
Você amanhã pergunte um pouquinho e me dê uma resposta.
Eu quero a que estava aqui.
Bom, meus caros, vamos andando.
(Sr. Fiúza: Essa pode ficar aí.)
Não, não, estava com você. Absolutamente não.
Há momentos minha Mãe…
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