Conversa
de Sábado à Noite ─ 19/3/83 ─ Sábado
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Conversa de Sábado à Noite ─ 19/3/83 ─ Sábado
Quando algo é magnífico, a primeira atitude é de encanto, mas os outros golpes de vista se empobrecem ao entrar a banalidade * Se o desejo dos insondáveis é desviado, nasce no homem o desejo dos deleites pelos defeitos * Ou o homem orienta o apetite do insondável para Deus, ou este apetite o joga nos braços do demônio * O desejo do insondável também se manifesta na avareza e no sossego * Diante da abominação do mundo, o homem tende a recuar, e só quem recua diante do infame tem atração pelo esplendoroso
Bem meus caros, quem é o pergunteiro?
(Sr. J. Clá: O pergunteiro é o Sr. Guerreiro.)
Sr. Guerreiro Dantas, já que o senhor é pergunteiro, pergunte logo, porque eu estou começando muito tarde a reunião, hoje é sábado, não estava me lembrando.
(Sr. Guerreiro: … a Reunião de Recortes e o Santo do Dia de hoje, apresentam tais problemas novos da situação que eu precisaria de certo tempo para formular as perguntas. De maneira que fico a espera de boas perguntas que outros tenham.)
Olha que amável, que coisa florida. Então, MF, Dr. Edwaldo, Sr. Fernando, meu João.
(Sr. J. Clá: … vendo-se slides de um personagem, slides históricos, desde 1909 até 1983… nota-se nele o desejo de [caminhar] sempre mais, sempre mais, sempre mais, rumo ao bem, à perfeição. Isso deverá caracterizar o Reino de Maria, como hoje caracteriza a Revolução no sentido de ir para baixo, até o demônio. O senhor poderia tratar disso…)
* Quando algo é magnífico, a primeira atitude é de encanto, mas os outros golpes de vista se empobrecem ao entrar a banalidade
A primeira vista que a gente deita sobre uma coisa, em geral… ─ em geral, a expressão está muito carregada ─ mas, digamos assim, com muitíssima freqüência, pelo menos, a primeira vista que se deita sobre uma coisa, nos dá um aperçu, a figura dessa coisa, uma noção dessa coisa que há grave risco que valha mais que todas as vistas posteriores. De maneira que depois as vistas posteriores enriquecem de pormenores, mas esvaziam de conteúdo.
Eu vou dar um exemplo. Eu falei do panorama dos Alpes etc., e esse exemplo me serve. Os senhores imaginem uma pessoa que chega ao… o Tirol…
[Risos]
…pela primeira vez e se encanta com determinado panorama alpino. Essa pessoa depois mora nesse lugar e vai vendo esse pormenor, aquele, aquele outro. Ao cabo de 5 anos de morar no lugar, ele só vê os pormenores. E o que a encantou no primeiro momento, do panorama alpino, desapareceu aos olhos dela.
Quer dizer, ela tinha visto melhor no primeiro golpe de vista e os outros golpes de vista empobreceram a coisa, quando a coisa é magnífica.
Eu poderia exemplificar com essas janelas, por exemplo, eu várias vezes trabalhando aqui pensei nisso. Eu in illo tempore, no tempo das Congregações Marianas, eu conheci esse prédio por dentro: era meio residência de alguns beneditinos e meio observatório astronômico do então abade, Dom Miguel Cruze. E a título de retiro de congregado mariano estive por aqui. E conservei uma vaga figura dessa janela. Me chamou a atenção e é uma recordação vaga por causa daquela figura da janela. Mas era com vidro transparente, tudo mal cuidado, comum, não era mal cuidado mas era comum. Depois instalou-se aqui o São Bento, colocaram-se esses vidros e a janela tomou toda a sua fisionomia. Quando ela tomou toda sua fisionomia em si eu deitei um olhar nela, e aí ela se fixou para mim no que é que ela é.
Agora, tantas e tantas vezes trabalhando aqui, horas em seguida, sobretudo nas horas em que eu não escrevia e nem lia, mas que eu ditava, meu olhar maquinalmente se volta para a janela e, naturalmente, a impressão sobre a janela vai ficando. Eu pensava com meus botões: “Eu aqui tenho dois caminhos, ou tenho o caminho estúpido de contar quantos fundos de garrafa existe em cada vidro, depois fazer a multiplicação, depois contar em cima; depois me perguntar de que madeira são feito aqueles caixilhos etc., ou eu tomo aquela impressão que eu tive e eu vou aprofundando em função da janela. Esse é um trabalho lucrativo, o primeiro me faria perder completamente a visão da janela.
Essa janela é portanto algo que se presta a apresentar uma primeira visão muito mais magnífica do que olhando depois com ares rotineiros e tontos para ela.
Assim se dá também com o tal “sempre mais”. Se a gente olha qualquer coisa que procura considerar nos seus aspectos mais esplêndidos ─ porque todas as coisas que apresentam alguma qualidade ─ quer mais. Porque todas as coisas que apresentam alguma qualidade ─ são precisa ser uma qualidade maravilhosa ─ que apresenta alguma qualidade, todas essas coisas são insondáveis, inefáveis. E quanto mais a gente analisa mais quer. E há uma apetência em nossa alma por essas profundidades. E há uma apetência insaciável. Quem pega, pega mais, pega mais, pega mais.
Se a gente vai para a linha das banalidades dá-se o contrário, a gente sacia em pouco tempo e daqui há algum tempo a gente pergunta: “Homem, não seria melhor ter vidro transparente para eu poder ver a cidade através da janela?” Porque a coisa vai até lá.
Então o que fica posto aqui é que toda qualidade posta em qualquer coisa, convida o espírito humano, que de si é sedento do perfeitíssimo ─ o espírito reto é assim, é sedento do perfeitíssimo ─ o perfeitíssimo exerce sobre ele uma atração e ele fica peregrinando a vida inteira dentro daquela atração, como se pode peregrinar dentro de um olhar.
(Ooohhh… Fenomenal!!)
Os senhores se lembram de um artigo que a “Folha” publicou sobre “Peregrinando num olhar”, no olhar de Nossa Senhora de Fátima.
Assim também se pode peregrinar dentro da coisa, levado pela atração do perfeitíssimo que existe no homem. Mas o homem pode tomar essa atração do perfeitíssimo e pô-la de lado como eu ponho de lado essa bengala. É dado isso ao homem. E a partir desse momento ele não quer sempre mais, ele quer uma outra coisa.
* Se o desejo dos insondáveis é desviado, nasce no homem o desejo dos deleites pelos defeitos
Agora, ele pode fazer, no sentido de que se ele quiser consegue fazer, mas ele não tem o direito de fazer. O resultado é que se ele fizer ele não fará impunemente. O que é que acontece?
É que esse desejo do insondável permanece nele, mas desviado, e nasce nele o desejo dos deleites dos defeitos dele em ponto insondável.
Não sei se eu devo me exprimir melhor ou se está claro.
(Todos: Está claro!)
De tal maneira que se o indivíduo tem, por exemplo, orgulho, ele forma planos insondáveis de orgulho, não tem limite para ele. Se ele forma planos de concupiscência, ele tem apetências insondáveis de concupiscência. Por que isso?
Porque o homem, quer queira quer não queira se volta para um insondável. E se não é o insondável do esplêndido é o insondável do gostoso. Mas acontece que o insondável do gostoso facilmente conduz para o deteriorado. Conduzindo para o deteriorado conduz para o insondável do vício.
* Ou o homem orienta o apetite do insondável para Deus, ou este apetite o joga nos braços do demônio
Eu me lembro que eu ouvi contar o caso ─ mas inteiramente certo, positivo ─ de um senhor que há em São Paulo ─ não sei se esse senhor ainda está vivo ─ é muito dado a jogos de bridge, é campeão, parece que é uma espécie de campeão nacional ou campeão paulista de bridge. Esse homem, ao que parece, é um homem muito guloso e come debandadamente.
A coisa chegou a tal ponto que ele, além do mais, muito diabético, portanto não podendo comer tanto assim, tem a saúde comprometida a ponto de poder morrer com um ataque de super-hiperglicemia a qualquer momento. E ficou tão obeso que no avião ─ quando ele vai para esses campeonatos internacionais de bridge ─ ele tem que ir sentado em duas poltronas ao mesmo tempo, e não pode mover-se a não ser apoiado pelos campeões da equipe que viajam com ele. De tal maneira ele está deteriorado.
No hotel viram-no comer ─ parece que ele come de um modo desagradável, então a equipe janta noutra mesa, ele janta sozinho para comer à vontade.
Mas é o que? É um deleite que foi a um ponto, foi a um ponto, que foi a um ponto, que foi a um ponto: que chega a uma coisa dessa. O sujeito apesar disso faz. Por quê?
Porque há alguma apetência do prazer da gula que não satisfaz nunca. E isso ainda é muito mais freqüente dos excessos da gula, é a bebedeira. Há pessoas que bebem de estarem mortos bêbados, quer dizer, bêbados de tal maneira que se diriam que estão mortos. E faz isso várias vezes, sabem que se degradam, conhecem tudo. Fazem mesmo!
Por que fazem?
É um certo gostoso que eles, em cada bebedeira, procuram tirar mais, tirar mais, tirar mais. Mas é o que?
Na raiz está um apetite do insondável que o homem ou orienta para Deus ou joga o homem no braço do demônio. Não tem conversa.
Alguém dirá: “Mas essas pessoas que o senhor mesmo critica, pessoas nhonhôs que ficam sem fazer nada e numa vidinha etc., etc.”
Isto tem seu insondável. Isso tem seu insondável.
(Sr. J. Clá: O insondável da correção.)
* O desejo do insondável também se manifesta na avareza e no sossego
É, o insondável da correção, é outra coisa.
E é uma coisa assim ─ os senhores sentem isso perfeitamente na avareza ─ eu vi uma vez uma pessoa muito rica que perdeu uma fazenda, mas era uma pessoa para quem uma fazenda não era nada. Perdeu num processo, numa história. Uma pessoa que tem um grande patrimônio mais ou menos sempre está em processo com alguém, porque todo mundo quer avançar no patrimônio ou ela quer avançar no patrimônio de alguém. De maneira que mais ou menos está em processo, é uma situação permanente, a do processo.
A pessoa fez esse comentário: “você está vendo, se eu perder todo o resto do que eu tenho já esse apoio eu não tenho para me garantir”.
Era uma pessoa riquíssima, ela precisaria perder não sei quanta coisas para chegar a depender de uma fazenda.
Mas a avareza é assim: é um gosto de uma segurança que está guardada no cofre, de maneira que está protegida, protegida, protegida… É uma espécie de gula de proteção, de gula de estabilidade, gula de estar defendida contra os pânico de uma eventual carência, que leva a pessoa a ver pobre em cima dos maiores tesouros, com medo de ficar paupérrima. É um modo de ser.
Também é o mesmo com o sossego. Uma pessoa diz: “Eu vou me entregar a uma vida inteiramente sossegada”. Qualquer coisinha que prejudique o sossego é considerada uma agressão. E na superfície da água ou das águas de sua modorra se alguma coisinha prejudica em algo aquilo provoca um protesto.
* O Sr. Dr. Plinio narra fatos para ilustrar como a tendência que o homem tem para o absoluto é desviada infamemente para outras coisas
Eu conheço um caso mais ou menos assim, de um casal ultra, ultra, ultra favorável à vidinha, e da vidinha com sossego. Eles diziam mesmo: “Nós não temos nada de grande, nada de magnífico, mas nunca passamos apuros em nossa vida, nunca passamos aflição e tivemos a vida inteira um vida regalada”.
Era gente que chegava a considerar agressão saberem de morte inopinada de um parente não próximo. Quer dizer, se avisassem inopinadamente, sem preparar o espírito, era agressão, porque podia esse susto trazer uma contração cardíaca, e ninguém sabe o que numa eventualidade dessa pode acontecer.
Aquela vidinha aquele arranjinho, aquela coisinha, não acontecia nada, não saía nada, tá-tá-tá, é uma outra forma do absoluto dentro da mediocridade. A correção é isso: está tudo arranjadinho, perfeitamente arranjadinho, a pessoa se deleita com aquele arranjadinho. É como uma espécie de maquininha que a pessoa conseguiu montar e que funciona bem, e aquilo não vai estragar. A pessoa fica com uma espécie de gula de ver aquilo não estragar, estragou é uma tragédia.
É no fundo uma expressão da tendência que o homem tem para o absoluto, desviada infamemente para outras coisas. Isso não pára, não pára.
Eu conheci um caso assim. De um homem muito conhecido em São Paulo ─ eu creio que eu contei esse caso aqui ─ muito conhecido em São Paulo, ele já morreu, que tinha uma vaidade uma coisa tremenda, ele queria ser elogiado e admirado por todo mundo, não havia o que lhe bastasse. Um dia uma pessoa da família dele mandou uma menina de 10, 12, 15 anos, sei lá o que, à casa dele para dar um recado e levar uma carta, qualquer coisa. A menina devia passar, entregar e ir embora.
De fato a criada faz entrar a menina e chamou a ele para entregar o que ela tinha que entregar. Ele atendeu a menina, conversou um pouquinho, disse à menina para esperar um pouco. Daqui há pouco chega com uma fotografia grande, dele próprio, fardado de embaixador, porque ele era embaixador, com uma dedicatória: “Á querida fulaninha, ofereço, etc., etc., etc.” Ele de embaixador. Quer dizer, obsessão. Qualquer coisa que não fosse um ato de admiração em relação a ele, ele se contorcia.
Mas é o que? Aquele absoluto da vaidade já bajulada e inebriada.
Eu ouvi contar do conto de um literato inglês, não me lembro mais qual é, de um inglês que foi fazer explorações na África e conheceu uma tribo de negros. E essa tribo de negros vendo-o muito branco e bem arranjado julgou que ele era Deus, que ele era um deus. E começou a adorá-lo como deus. E ele achou tão bom ser adorado que renunciou à civilização e passou a viver no meio dos negros para ser adorado. E os negros prestaram culto à ele.
E no fim da vida chegaram lá uns brancos ─ nessa exploração progressiva da África entraram lá os brancos, eram brancos de língua inglesa, ou ingleses ─ e perceberem logo qual era a situação. Ele viu que os brancos iam perceber também. Os brancos não disseram nada para os negros. Pouco depois ele morreu resmungando essas palavras: “Horror, horror, horror”. O horror do rumo que ele tinha dado à vida. Era o absoluto do fazer-se adorar, fazer-se adorar, fazer-se adorar. Não querer viver sem isso.
São situações que se podem apresentar.
Bem, com isso está terminada a coisa. Fugit…
Temos tempo para mais uma pergunta.
(Sr. J. Clá: Foi uma introdução magnífica…)
Mas qual é o tema?
* O Senhor Doutor Plinio explica como deve ser o desejo de perfeição no Reino de Maria
(Sr. J. Clá: Como no Reino de Maria esse desejo de perfeição se dará)
Era natural ─ eu tenho dito várias vezes isso ─ que a Idade Média existia no latente das almas dos homens do Ocidente. E essa situação latente se tornou de algum modo mais robusta no século passado, séc. XIX, como uma espécie de contravapor, uma cristalização por causa da Revolução Francesa. E nesse sentido é que veio a restauração do gótico, Viollet le duc etc., veio disso.
Agora, tanto quanto eu pude constatar em torno de mim, nos homens de minha geração, eles tinham essa presença da Idade Média dentro da alma, mas ao mesmo tempo que tinham isso, eles tinham um receio de se deixar seduzir pela atração da Idade Média. Eles sentiam que eles deixando se seduzir, eles fazendo o que está escrito naquelas linhas abaixo de minha fotografia no livro Um, se eles se deixassem seduzir, eles fariam aquilo. E se eles fizessem aquilo, era uma vida de combate, de luta que começava que eles não queriam travar. De maneira que eles então tentavam achatar isto, mas em todos eles a Idade Média vivia inclusive com o dinamismo que ela tinha para cima.
E daí decorre que nós recebendo em nós esse impulso, naturalmente deveríamos ter o impulso orientado na linha para onde a Idade Média ia, porque nós recebemos o legado mais a vida que havia no legado. Nós não recebemos o legado morto, nós recebemos um impulso do legado com o legado. E portanto aquele legado, que ia tão para o alto em nós, pede essa altura.
* Diante da abominação do mundo, o homem tende a recuar, e só quem recua diante do infame tem atração pelo esplendoroso
Acontece que além disso há o fato de que a Revolução baixou muito mais, quer dizer, o que ela tem de abominável tornou-se muito mais aparente. Se os senhores tomassem por exemplo, a Revolução como aparecia no tempo de Dona Lucilia, os senhores comparem com a Revolução como apareceu para os senhores hoje à tarde no êremo de Jasna Gora, é uma coisa impensável. Não se pode pensar.
Bem, ela se tornando mais abominável, o homem sempre que tira o corpo do abismo, ele tende a dar um forte passo para trás.
Os senhores vejam por exemplo um homem que estivessem num terraço muito alto de um prédio de apartamento de 100 andares, ele estivesse no terraço do andar 100, centésimo andar, mas não tivesse corrimão. Esse homem ficaria colado na porta que dá do terraço para a sala. Se tivesse corrimão ele daria vários passos. Os passos que ele dá rumo ao abismo são tão mais números quanto o andar está próximo do chão.
No primeiro andar, ele pode chegar relativamente perto do vazio, se ele está no centésimo andar ele literalmente se cola na parede. Porque como o abismo atrai muito, ele para resistir a essa atração ele tem que tomar a marcha oposta com toda força. Não há por onde escapar.
E, daí o fato de que esse abismo enorme nos convida para essa marcha oposta. Quer dizer… uma confidência que vale como fatinho… é fatinho? Sim. Eu me distraio e digo casinho, é o fatinho.
A pergunta que eu tenho esperança que meu olhar não tenha traduzido, mas que estava no fundo de meu espírito, durante a Reunião de Recortes, ao percorrer todas as pessoas que estavam ali, a fisionomia de todas as pessoas, era o seguinte: “Até que ponto isto está provocando a marcha para trás”.
Não foi contado para outra coisa senão para provocar a marcha para trás. Para que, diante de uma imagem venerável como essa, num auditório que a sucessão das Reuniões de Recortes tornam também muito respeitável, evocar aquelas abominações ─ mas aquelas abominações ─ a não ser para aproximar mais da imagem e distanciar do abismo.
[Vira a fita]
… todos que estavam lá, se aproximassem dela pelo recuo, pelo horror da coisa.
Os senhores dirão: “Mas não seria muito melhor o senhor então comentar um trecho de São Luís Maria Grignion de Montfort?”
Não, só pega bem São Luís Maria Grignion de Montfort, uma pessoa que tenha a elasticidade necessária para recuar. É só quem recua diante da infâmia é que tem atração pelo esplendoroso. É assim.
Então os senhores compreenderão que eu tenha, com atenção, percorrido os olhares, os olhares, os olhares…
É o fatinho da tarde que termina a nossa reunião. Os senhores se lembrem que eu tinha formado o propósito de terminar as nossas reuniões às duas e quinze para os senhores poderem levantar cedo para o “Praesto Sum”. E o meu relógio marca duas e vinte.
(…)
Então vamos tratar como se fosse um aniversário, de todos os Josés que estão aqui. Vamos rezar um Memorare e mais alguma coisa.
Memorare ó piissima Virgo Maria…
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