AS COISAS SE PASSAM COMO SE MEU TEMPO, MEU ESTUDO, MEU TRABALHO, MINHA PACIÊNCIA, MEU AFETO, DURANTE 50 ANOS TIVESSEM SIDO CONTINUAMENTE JOGADOS NA LATA DE LIXO!



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(IHS) 22/09/1982 p. 7 de 9



Jantar na pizzaria – 22/9/82 – Quarta-feira







UM PROBLEMA, ADIANTA AINDA FAZER ALGUMA COISA?

PROLONGAR ATÉ O FIM A VIDA DO AGONIZANTE?



OLHA AQUI, EM CERTO MOMENTO

OU ELES ORGANIZAM UMA OFENSIVA PRETERNATURAL CONTRA O GRUPO PARA ESTOURAR O GRUPO DE DENTRO PARA FORA

OU ME MATAM


EU NUNCA ESTIVE NUMA ENCRUZILHADA TÃO COMPLICADA COMO ESTA


SE NÓS FIZÉSSEMOS A JOGADA LEVÁVAMOS A COISA ATÉ UM PONTO "X"

NÓS TEMOS VÁRIAS JOGADAS A DAR, MAS EU FICO NA DÚVIDA SE VALE OU NÃO VALE A PENA DAR A JOGADA.



EU TENHO UM PLANO SOB SEGREDO OPERACIONAL, QUE SÓ UM CONHECE DENTRO DA CONGREGAÇÃO, MAIS NINGUÉM, A PROPOSITO DO JPII



O CHILE POR EXEMPLO, NÓS SALVAMOS DA RUÍNA, AGORA É ABSOLUTAMENTE TÃO RUIM COMO NO DIA EM QUE FORAM SALVOS



NO FUNDO SÓ UMA COISA NOS TIRA DESSE PUXA-ESTICA, ESTICA-PUXA UMA AÇÃO DE NOSSA SENHORA EM NOS NASCENTE COM TANTA PUJANÇA QUE O DEMÔNIO RESOLVA VIRAR A MESA.



UM ESPÍRITO DE HONESTIDADE TAL NA PENITÊNCIA QUE TODO MUNDO FIZESSE PENITÊNCIA SINCERA, PORQUE ACREDITAVA NA SINCERIDADE DA PENITÊNCIA DO OUTRO, ISSO TRARIA UMA...

EU ACHO QUE PODIA MUDAR O CURSO DO MUNDO!



PARA ISSO SERIA PRECISO NÓS CAIRMOS EM NÓS, CADA UM CAIR EM SI

E EU VEJO ISSO MAIS OU MENOS LONGE

CAIR EM SI ASSIM COMO SÃO PAULO NO CAMINHO DE DAMASCO



TERIA QUE SER QUALQUER COISA QUANTO À SUPERFICIALIDADE, TRIVIALIDADE, BRINCADEIRA E NINHARIA

E EU NÃO VEJO QUE HAJA UMA DISPOSIÇÃO DE ESPÍRITO NESSE SENTIDO

AS COISAS SE PASSAM COMO SE MEU TEMPO, MEU ESTUDO, MEU TRABALHO, MINHA PACIÊNCIA, MEU AFETO, DURANTE 50 ANOS TIVESSEM SIDO CONTINUAMENTE JOGADOS NA LATA DE LIXO!



TENDO FEITO COM MEU TEMPO, MINHA VIDA O QUE FIZ, NÃO DÁ REMORSO?



A ESSA PERGUNTA QUE É UMA PERGUNTA TERRÍVEL

AS PESSOAS SÃO INSENSÍVEIS: "ELE QUE AGÜENTE"



PENITÊNCIA CONSISTE EM FAZER O CONTRÁRIO DO QUE A BAGARRE AZUL QUIS FAZER DE NÓS

ADQUIRIR DE VERDADE UMA SERIEDADE ANIMOSAMENTE TRISTE E MONUMENTAL, QUE TRANSPIRASSE NO INDIVÍDUO INTEIRO E QUE FIZESSE DELE POR EXCELÊNCIA O PENITENTE

EU NÃO ACREDITO QUE NÓS PASSEMOS PELA BAGARRE SEM ISSO

PORQUE NÃO PODE SER QUE O MUNDO INTEIRO PASSE PELA BAGARRE E NÓS FIQUEMOS EM BRANCA NUVEM






(...)i ii iii



(A prolongação do estatu quo) Seria um prazo a mais para os maus e um dia a mais de tentação para os bons.

(Sr. Carlos Antúnez: Mas também um prazo a mais para a causa de Nossa Senhora sair à luz e brilhar.)

Seria.

(Sr. Carlos Antúnez: Ou já não adianta mais?)

É um problema, adianta ainda?...

O último toque de trompete nós devemos dar, mas a ponto de prolongar até o fim a vida do agonizante?

Agora, acontece que todo toque de trompete nosso prolonga a vida do agonizante.

(D. Bertrand: Até o toque da batalha. Em certo momento eles desesperam.)

Olha aqui, se em certo momento (...) acontece de duas uma: ou eles organizam uma ofensiva preternatural contra o grupo para estourar o grupo de dentro para fora (...) ou me matam. Assim, chega aqui um homem e tará-tatá.

(Sr. Carlos Antúnez: Mas isso Nossa Senhora... aí é um plano de Nossa Senhora que está em jogo.)

Não vai assim, eu sou obrigado a tomar providências.

(Sr. Carlos Antúnez: O plano de Nossa Senhora para o Reino de Maria só se realiza com o senhor, senão...)

É, é uma conjectura... eu nunca estive numa encruzilhada tão complicada como esta. Temos passado encruzilhadas sem fim, mas eu sei de uma porção de jogadas que nós poderíamos fazer que se nós fizéssemos a jogada levávamos a coisa até um ponto "x", mas fico na dúvida se convém ou não convém.

(Sr. F. Antúnez: Convém.)

Convém é?...

(D. Bertrand: Minha tendência era achar que convém.)

Por exemplo (...) no jornal falado de hoje, de Washington, o seguinte: como nas rodas – já sabia dos jornais anteriores – da nova direita não gostou da nossa atitude no caso das Malvinas...

(Sr. Carlos Antúnez: Eles estavam a favor da Argentina?)

Sim, e nós a favor da Inglaterra. Eles perceberam muito bem. Agora, acontece que nos escalões mais altos, já do governo, a gente percebe que a Mensagem chamou muita atenção. Jogadas muito mais categóricas poderiam pesar muito mais ainda. E nós temos possibilidades... 1(...) nós temos várias jogadas a dar, possíveis, mas eu fico assim na dúvida se vale ou não vale a pena dar a jogada.

(D. Bertrand: Que jogada, por exemplo.)

Ai, ainda mais aqui... ao Mário e ao José Lúcio eu dei uma, eu notei que eles ficaram sem grande dúvida e que valia a pena dar a jogada.

(Sr. M. Navarro: Sem dúvida, vale a pena na perspectiva do que o senhor diz.)

É, aqui que está a história.

(Sr. Carlos Antúnez: Uma jogada antes da Bagarre deve ser contra o JPII... ou não?)

Bom, mas aí eu tenho um plano sob segredo operacional, que só um conhece dentro da Congregação, mais ninguém. (...) É o próprio. Dois, dois conhecem. Em frente de mim está alguém para quem o segredo operacional é uma tortura, tem outro também, são dois.

(Sr. M. Navarro: O senhor pode explicar porque cada toque de trombeta do senhor atrasa a hora?)

Em princípio o toque de trombeta cristaliza uns tantos e se esses toques forem numa quantidade apreciável, o adversário para até comer mais esses.

(D. Bertrand: O caso chileno agora é típico.)

O Chile por exemplo, que nós salvamos da ruína, já agora é absolutamente tão ruim como no dia em que foram salvos.

Então, no fundo só uma coisa que realmente nos tira desse puxa-estica, estica-puxa; mas se houver uma ação de Nossa Senhora, pelo menos entre nós, nascente com tanta pujança que o demônio resolva virar a mesa.

(Sr. M. Navarro: Por exemplo, o espírito de penitência pode fazer isso?)

Pode. Se esse espírito de penitência for tomado a sério, pode.

(Sr. M. Navarro: Ontem o senhor soltou o assunto, o que levou o senhor a escolher aquele momento?)

Pareceu-me que haveria uma graça, eu lancei a título de experiência, mas certa graça veio, mas ficou parada no ar. Mas propriamente, se fosse um espírito de honestidade tal na penitência que todo mundo fizesse penitência sincera, porque acreditava na sinceridade da penitência do outro, isso traria uma... eu acho que podia mudar o curso do mundo! Porque o que há muito é o medo de fazer penitência e os outros não fazerem e aquele então faz o papel de bobo...

(...)

(Sr. M. Navarro: É uma miséria essa atitude.)

É uma miséria.

Mas não sei, essa penitência, como é por exemplo que essa idéia irá para frente, eu não sei, não tenho idéia.

(D. Bertrand: Há dois tipos de penitência: o que se retira ao deserto, e a de Godofredo de Bouillon... essa penitência a que o senhor se refere seria mais na linha Godofredo de Bouillon?)

Conquista de Jerusalém.

(D. Bertrand: Ai sim.)

Agora, eu compreendo que previamente supusesse abstenções físicas espantosas, sobretudo um reconhecimento do que tem de abjeto no próprio amor à banalidade, à ninharia. Isso seria a garra mais profunda.

Mas, eu creio que para isso seria preciso nós cairmos em nós, cada um cair em si. E eu vejo isso mais ou menos longe. O pessoal tinha que cair em si assim como São Paulo no caminho de Damasco, qualquer coisa, quanto à superficialidade, trivialidade, brincadeira e ninharia. Isso teria que ser. E eu não vejo que haja uma disposição de espírito nesse sentido.

Lembra-se de uma exposição que eu fiz para os enjolras mais velhos da Venezuela, sobre aquelas horas do Duque de Sabóia?

(Sr. Carlos Antúnez: Sim.)

Eles não entraram naquilo, eles estão numa fase em que se pode dar-se, mas não se pode dizer que eles consentiram inteiramente naquilo. Mas consentido naquilo pede uma penitência única!

De algum modo as coisas se passam como se meu tempo, meu estudo, meu trabalho, minha paciência, meu afeto, durante 50 anos tivessem sido continuamente jogados na lata de lixo. As coisas se passam assim.

... materiais, se tivesse... meus bens materiais e eu tivesse ficado reduzido à miséria, eu espero que no fundo desse algum remorso. bom!

Tendo feito com meu tempo, minha vida, não dá remorso? uma pergunta que se pode fazer. Está bem, essa pergunta que é uma pergunta terrível, as pessoas são insensíveis: "Ele que agüente"...2

(Sr. M. Navarro: O senhor dizia do tempo gasto, etc.)

É, jogado na lata de lixo. (Sr. M. Navarro: E não dá remorso.)

Nesse ponto as pessoas concordam inteiramente que é, mas são insensíveis a isso, não lhes preocupa. E percebem que tem uma parte nisso, mas essa parte não olhes interessa.

Agora, aqui estaria um bom indício do que é que a gente tem que cair em si, o que é que tem que ver, porque por detrás de mim, por cima, está Nossa Senhora, Nosso Senhor. O que eu dei Eles me deram para dar e eu não fui senão transmissor. Portanto rejeitado foram eles. É uma coisa óbvia.

Poderia nos dar pesar, absolutamente não dá. As pessoas reconhecem, mas são indiferentes, não se incomoda. Às vezes as pessoas recebem graças a esse respeito (...) mas não se incomodam. Por exemplo, um que é (...)

... os capítulos. Mas não há clima para fazer capítulos com quem não é camaldulense. Não há clima.(Sr. M. Navarro: Podemos rezar nessa intenção.) Devem até. Porque exatamente acontece que os camaldulenses é que naquele silêncio eles acabam criando um clima de seriedade por onde essas coisas repercutem profundamente.Eu achava melhor mandar apressar essa sobremesa e sairmos logo, aliás está muito tarde.

Agora, o que é que poderia fazer com que nós ouvíssemos isso e caíssemos em nós? Porque para os camaldulenses o próprio silêncio serve de penitência, mas eu não acho que nós devamos ficar camaldulenses, então qual é a penitência?(Sr. M. Navarro: As penitências dadas pelo Sr. João Clá.)Eu acho que desde que a pessoa... [vira a fita] ... a questão é que ouvir as verdades todas. 3 (Sr. Carlos Antúnez: Senhor, como vai ser isso?) Também não sei, nós temos que ficar esperando um movimento de Nossa Senhora.(Sr. Carlos Antúnez: Por exemplo para quem mora no exterior.)

Quem será, hein? ... Você ou Mário. (Sr. M. Navarro: Um dos modos para mim é ir agüentando as cruzes normais que Nossa Senhora dá, por exemplo agüentar o colega... Não é um modo?) É, é um modo.(Sr. M. Navarro: Aceitando essas coisas como eu não aceitava antes.) Mas há mais, mais fundo.(Sr. Carlos Antúnez: Eu na Venezuela achar que não agüento mais, então agüentar por penitência.) É um modo, é um modo. Mas há mais, há mais!

Quer dizer, nós nos deveríamos tornar célebres pela penitência. Até lá deve ir. Agora, penitência consiste em fazer o contrário do que a Bagarre azul quis fazer de nós. Agora como se faz isso também nem sei. Como esperar a graça, nesse jantar por exemplo, eu não tinha intenção definida de tratar disso, como não tinha de não tratar, mas a graça deu mais um passo, não um passo com muita consolação, um passo numa certa aridez, mas deu. Vem outros passos. (Sr. Carlos Antúnez: Como seria a penitência de um discípulo perfeito?)

Era adquirir de verdade – não ter o (...) – mas adquirir de verdade uma seriedade animosamente triste e monumental, que transpirasse no indivíduo inteiro e que fizesse dele por excelência o penitente. Isso devia ser. E eu não acredito que nós passemos pela Bagarre sem isso, porque não pode ser que o mundo inteiro passe pela Bagarre e nós fiquemos em branca nuvem. Se o mundo vai passar por horrores, ou nós passamos pelos mesmos horrores ou fazermos penitência.

O caso mais tremendo de impenitência que eu conheço no Grupo (...)(Sr. M. Navarro: Muito obrigado, Senhor Doutor Plinio.) Ora meu filho. (Sr. Carlos Antúnez: Muito obrigado pelo jantar...) Ora essa.

(Sr. -: Fenomenal vê-lo jantar.)

Ohh, uma coisa tão comezinha.

* * * * *



1 [Obs.: a conversa é quase impossível de ouvir, tem uma criança que grita com estridências irritantes]. Essa criança está uma coisa insuportável, é a voz de um tenor, porque é uma criança de peito e enche o restaurante.


2 Escutem, não querem sobremesa? querem mais uma pizza, quem sabe? Meu D. Bertrand, mais um pouco de pizza? (D. Bertrand: Não, obrigado.) Você não quer mais pizza meu filho? (...) (Sr. Carlos Antúnez: Pêssego com creme de chantilly.) Pêssegos com creme de Chantilly, pêssego nacional, de conserva, você come é? (...) (Sr. F. Antúnez: Pudim com creme.) Creme faz bem para o fígado, não?

3 Agora você (garçons) trás logo a conta.Je crois qu'il est le cousin germain de Segatto.(Sr. M. Navarro: Le vrai.)Oui, c'est le vrai, c'est lui même.


i O que é que querem? (D. Bertrand: Vou pedir água, hoje tem reunião, dia de reunião tomo água.)Ha! ha! ha! do contrário dá sono, é?(D. Bertrand: Ah, dá.)Mas eu estou sentindo, com esse instrumento, um barulho da rua medonho.(D. Bertrand: Esse restaurante tem muita ressonância.)É uma peça aqui que faz a filtragem dos sons e eu acho que, acho que agora melhorou, vamos ver. Vamos tratar de assuntos mais interessantes do que esse, não é verdade?Teve uma reunião sobre os Estados Unidos, eu vou mandar dar um resumo no domingo à noite, tem coisas cintilantes, de interessantes, de tudo.(D. Bertrand: Perspectivas ou contatos?)Contatos. Outra coisa são as perspectivas.Mas o fato é que nós ficamos nisso tudo, ficamos numa situação mais ou menos como de montanha russa que a todo momento vai mudando o panorama, por exemplo com esse discurso (...)

Nós com a carta que escrevemos sobre o José Carlos Dias, nós tomamos uma atitude muito afoita que poderia deixar enregelado os mais afoitos, mas o resultado disso é que em vez de nós cairmos no isolamento procuram nos roubar a bandeira, porque nós colocamos o adversário numa alternativa: ou ele muda de política e procura fazer uma resistência fictícia para empalmar e perder, nós perdermos, a causa perder; ou não tem nada. Mas de momento nós ficamos muito apoiados, muito respaldados.Não sei se me exprimo bem.(Sr. M. Navarro: O senhor poderia repetir?)O seguinte: um mundo de gente que estava com medo de nos apoiar (...) se revela bastante lúcido para compreender que certas atitudes nossas mais valem a pena nos tentar roubar a bandeira. Mas, dá-nos o poder de seduzi-lo a mudar a política dele inteira.(D. Bertrand: Em que sentido?)Agora ele mudou a política.

(D. Bertrand: O episcopado?) Não, a falsa direita mudou a política. Mas mudando a dela, muda a do episcopado nalgum sentido, o jogo muda.Nasce o problema: nós mudamos, portanto, o panorama brasileiro, de momento. Agora, podemos fazer isso em terreno internacional também?(D. Bertrand: Em algo está fazendo, a Mensagem.)

Não, jogadas haveria, mas o fruto dessas jogadas qual é? Por exemplo, pesando bem o que houve hoje, que os jornais deram hoje cedo, o mantenedor ganhou.(D. Bertrand: O discurso dos generais?)(...) mas, de fato, a gente analisando bem nós não caminhamos, não demos um passo a mais...


ii (Pizzaiolo: ... pedir para me trazerem o "livro de ouro", alguém da Congregação levou.)

Você quer fazer o favor de ver isso, dizer para me trazerem esse "livro de ouro" amanhã. É algum disparate.

(Pizzaiolo: Minha preocupação é mostrar aos que vem.)Eles acharam que o trecho que alguém escreveu lá era muito interessante, resolveram copiar e depois por relaxamento... Amanhã esse "livro de ouro" está aqui. O senhor não desconfia quem seja, não? O senhor não sabe o nome não é?(Pizzaiolo: Não sei, são tantos da Congregação...)Olha aqui, nós vamos ter uma reunião plenária agora, me lembre de falar na reunião plenária.

(Pizzaiolo: Chegam 5, 6, 8 da Congregação e pedem: "o livro de ouro que o Doutor Plinio assinou"... depois devolvem, mas nesse dia não...)É, levaram para fotografar, disparate desse gênero; é um disparate, eu falo, pode ficar tranqüilo, hoje à noite mesmo. Você me lembra de falar.(Pizzaiolo: É, esse livrinho é procurado...)

Vou dar uma diretriz, amanhã esse "livro de ouro" está aqui. É criancice. O pessoal falava espanhol ou português?(Pizzaiolo: Falava castelhano...)Depois tem uns que falam português, outros castelhano.(Pizzaiolo: Falam vários idiomas, até italiano, espanhol...)Vamos ver se damos um jeito no caso.(Pizzaiolo: Eu sei que o livro está em boas mãos, mas outros que vem da Congregação querem também ver o livro...)Disparate, hoje à noite eu providencio, se Deus quiser.(Pizzaiolo: A turma da Congregação que vem aqui faz questão de ver a sua dedicatória, não é Doutor Plinio? ah, é uma glória quando eles vêm aquela dedicatória do senhor, quer dizer, é glória minha também mostrar.)Claro.(Pizzaiolo: Eu como dono verifico se o livro volta ou não das mesas...)Sobretudo estando em mãos da Congregação o senhor deve estar despreocupado, mas dessa vez... a regra falhou.(Pizzaiolo: Outros da Congregação que vem querem ver o livrinho, eu faço questão de mostrar.)É claro, é claro.(Pizzaiolo: Era isso, Doutor Plinio.)Pois não, não tem nadaÉ preciso ter... lui aussi pour coser, tout entant et finir pour reppetir la même chose.Vamos passar para a frente.




iii Quer dizer o seguinte: no fundo, com esse passo, nós não nos aproximamos tanto da guerra civil quando do statu quo. Tudo bem destilado, para a guerra civil a brasileirada não (...), fica o statu quo. Porque tem o seguinte: o statu quo no Brasil estava sendo calculado como espoleta da América do Sul ao statu quo que pode enguiçar toda a máquina. E aí não se sabe qual é o fundo da história.

[Uma gritaria de criança torna quase impossível a audição... e a conversa também.]Não é possível.Mas, o problema é esse: o Brasil estava sendo utilizado como espoleta para fazer saltar a América do Sul inteira, se não salta o Brasil é capaz de ficar difícil de saltar a América do Sul. Se fica difícil saltar a América do Sul, enguiça toda a máquina. Isso não dará um passo para a guerra mundial? Também não sei.Quer dizer, nós não sabemos bastante bem todo o plano deles para medir em toda extensão a coisa como é.(Sr. M. Navarro: De outro lado o senhor não poderia ter deixado de fazer o que fez, logo...)Não, a esse respeito eu não me recrimino, mas eu sou obrigado a medir os efeitos e analisar.(Sr. F. Antúnez: ... statu quo de superfície, por baixo o pessoal fica apodrecendo, quando cair...)E há mais, é que está visto que eles não podem, eles... manter o statu quo muito tempo.

(Sr. Carlos Antúnez: ... o senhor dizia há uma semana atrás que se eles mantinham a situação a situação sozinha estouraria.)E por causa disso eles estão interessados de eles a estourarem antes. Portanto, mantendo o statu quo eu não levo a eles a estourarem a situação?(D. Bertrand: Assim o senhor vai levando ao impasse, já com a Mensagem, por exemplo na Alemanha, eles no congresso lá disseram que na Mensagem perceberam que o Partido Socialista não é um partido como outro qualquer, conforme eles pensavam. E até convidaram o senhor para organizar o próximo congresso.) Sabe que no congresso eles quiseram dar para o próximo congresso a presidência para a Congregação, foi preciso nós recusarmos.(Sr. Carlos Antúnez: Que congresso?)O José Lúcio foi a um congresso agora em Berlim, os dirigentes do congresso tinham plano de nos dar a presidência.(Sr. M. Navarro: Mas o José Lúcio não recusou não.)Devia ter recusado, porque não recusou... o José Lúcio no fundo tem vontade que faça o congresso dirigido por nós, o José Lúcio é eminentemente congressivo, não acha não?(Sr. F. Antúnez: O senhor mandou a ele grafonema matizado, que se eles ficassem com a organização talvez o senhor então ficasse com a presidência.)Eu queria é que eles oferecessem tudo e nós polidamente recusássemos. Porque o oferecimento já significa muito.(D. Bertrand: Super-prestigioso.)Super.(D. Bertrand: A revolução gesta (?) algo monstruoso mas está num impasse...)Note por exemplo o seguinte: o assunto "ufo" parou de repente, não se fala mais.(Sr. Carlos Antúnez: Como o senhor pensa atuar, nisso, seria um prazo a mais.)