Conversa
de Sábado à Noite (Alagoas, 1º andar) –
3/10/1981 – Sábado [AC IV - 81/10.03] – p.
Conversa de Sábado à Noite (Alagoas, 1º andar) — 3/10/1981 — Sábado [AC IV - 81/10.03]
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Do pecado imenso a comer capim: o ódio a Deus que isso significa * O acovardamento que o medo da guerra atômica produziu na Humanidade, a conduziu a toda forma de achincalhes * A Revolução quer levar o homem ao “ponto capim” sem guerra, de onde a Bagarre deve ter como detonação algum fato sobrenatural — A “ordem” que reina nas praias de nudistas * O contra-senso do thau negro nos ajuda a compreender um pouco o que é o thau dourado * Não é de se prever que haja, sem uma interferência nossa, nenhuma espécie de reação válida contra a galopada no plano civil * A interferência do Estado para evitar a Bagarre atômica e econômica, reduzindo os homens a escravos * Atrelada na tutela da saúde física vem forçosamente a tutela da saúde psíquica: o Estado criaria um padrão de normalidade mental freudiano que perseguiria aqueles que praticam a moral tradicional * No Reino de Maria terá que se conhecer a profundidade dos planos do thau negro, do contrário o thau dourado não se explicitará inteiramente * Não é só uma nova Humanidade que a Revolução quer fazer, mas um novo universo — A omissão da Estrutura em tudo isso * Talvez Deus ainda não tenha intervindo para que o thau dourado se explicite inteiramente — O papel dos membros do Grupo para que o Sr. Dr. Plinio o explicite * A Bagarre não será menos memorável que o Dilúvio ou a dispersão da Torre de Babel
[Obs.: O início da reuniäo é totalmente inaudível. Seria bom um código de honra para os encarregados das gravaçöes ─ todas as gravaçöes ─ para que apliquem atençäo nisso, estudem o melhor sistema de gravaçäo, etc., etc., porque os séculos futuros clamam!!!]
(Dr. Edwaldo Marques: Já se falou em tirar proteínas do capim.)
* Ratificando um ponto da Reunião de Recortes, onde se tratou do possível consumo de capim pelos homens — É a lealdade para com as reuniões
Mas quem falou?
(Dr. Edwaldo Marques: Li em jornais.)
Em jornais você viu?
(Dr. Edwaldo Marques: Vi.)
Mas é capim para o homem?
(Dr. Edwaldo Marques: É, tirar proteína do capim ou então do petróleo.)
Isso então é preciso fazer uma retificação no sábado que vem, porque eu entendi a coisa muito sumariamente e apresentei mais carregado do que é.
(Dr. Edwaldo Marques: A bem dizer é capim, porque ali é celulose. O homem não absorve isso.)
É, mas é bom fazer uma nota sobre isso porque faz parte do escarrapachado.
(Major Poli: Isso de que homem pode comer capim eu já ouvi falar várias vezes.)
Pois é, mas é bom dizer então que a fonte é que se conversa muito, tá-tá-tá, porque eu dei a entender — é o que estava no meu espírito — que o Edwaldo tinha lido numa publicação científica, e não é bem isso. Posso dizer que o Edwaldo me retificou.
(Dr. Edwaldo Marques: O que foi dito é que a alimentação de pílula supunha algo para fazer volume, capim ou um analógico.)
Bom, mas eu não apresentei como analógica. É preciso explicitar.
Eu acho que quanto mais a gente põe os pingos nos “is” nessas coisas, mais a gente cumpriu o dever, de um lado. Depois, de outro lado, mais dá robustez à reunião.
Isso, compreendem, é objetividade, lealdade com a reuniões.
* Do pecado imenso a comer capim: o ódio a Deus que isso significa
(Major Poli: Um sargento em Ponta Grossa que esteve nos Estados Unidos fazendo curso de topografia, estava manuseando uma serragem e me disse que uma serragem mais fina que aquela nos Estados Unidos se come como farinha. Serragem de madeira.)
Bem, eu acho que não vale a pena a gente entrar muito por aí, mas eu também teria dados interessantes a dar a esse respeito de recortes que não entraram hoje e que eu poria, se Deus quiser, no extra da semana que vem.
Mas vale a pena você me dar uma notinha, pôr os pingos nos “is”, e nós passamos para a frente. Porque no total acaba chegando até o capim. Isso é uma questão de cuidado na metodologia, mas acaba dando no capim, isso é uma coisa evidente.
A gente vê que eles têm um plano profundamente estruturado, muito bem feito, com uma audácia única. Pensar que eles pensaram em fazer o homem comer capim, o ódio que isso significa e, de outro lado, a carga de vontade de humilhar a obra de Deus e na ponta de fazer o inverossímil. Você considerando o pecado imenso, no momento do pecado imenso, pensar em comer capim seria uma coisa de cair das nuvens, nem sei o quê!
(Dr. Edwaldo Marques: Quando Deus castigou Nabucodonosor, ele exatamente comeu capim.)
É! Esta é uma lembrança muito boa também para pôr. Muito!
(Sr. Paulo Henrique: O Siqueira Campos que estava em Minas para aqueles trabalhos do trono de Elias, disse que entrou num restaurante e ofereceram para ele a última novidade em batida: cachaça com capim gordura.)
Seria muito interessante dizer a ele para fazer uma notinha. Muito!
* O acovardamento que o medo da guerra atômica produziu na Humanidade, a conduziu a toda forma de achincalhes
Mas vocês pensando tudo isso, é muito pouco provável que não tenha sido planejado tudo de maneira a ser feito pacificamente.
A própria bomba atômica a gente vê que representa dentro disso um papel que no primeiro momento de Nagasaki e Hiroshima não se diria que é, mas é isto: a Humanidade se acovardou diante da idéia da guerra atômica de um modo incrível, e esse acovardamento conduziu, preparou para toda forma de achincalhes. Porque, que nessa concessão em parte há pânico de guerra atômica, isso não tem dúvida nenhuma. Depois o homem se habituou, mas começou pelo pânico da guerra atômica.
Você vê como tudo se encaixa dentro de um plano.
Daí se deduz que se a Providência deixar correr as coisas, eles chegam até lá, ao ponto capim, vamos dizer assim.
(Major Poli: A guerra atômica é uma…)
A guerra atômica é um perigo que levou o homem a ser muito mais pacifista do que seria normal.
* A Revolução quer levar o homem ao “ponto capim” sem guerra, de onde a Bagarre deve ter como detonação algum fato sobrenatural — A “ordem” que reina nas praias de nudistas
Por exemplo, o desaparecimento dos insultos, eu achei aquilo uma coisa curiosíssima, eu não tinha para mim explicitado tanto quanto está naquele comentário daquele tipo. Uma coisa muito curiosa o desaparecimento dos insultos.
Mas tudo isso caminha para um plano ultra bem travado, que tem condições naturais e, segundo a economia comum permitida pela Providência para a Revolução, condições de chegar até o ponto capim — vamos nos exprimir assim — sem guerra.
De onde vem a idéia de que a Bagarre, que de fato será uma guerra, deve ter naturalmente como detonação algum fato sobrenatural.
(Sr. Paulo Henrique: Se dependesse deles, eles não eclodiriam a guerra.)
Não eclodiriam, não querem a guerra. O próprio nêutron indica isso: mata os homens, mas não destrói as coisas.
Eles têm depois algum plano. Nós não sabemos bem como é o ponto capim, nós não sabemos bem, o homem no ponto capim… Bom, vai ser um bicho praticamente, mas não deixa de ser homem. Como vai ser esse bicho?
Você quer ver uma coisa?
Por exemplo, vocês todos que estão nesta sala, com exceção do Fernando Antúnez, que é mais moço, vocês outros são pouco mais ou menos da mesma geração, vocês julgariam a coisa mais natural do mundo se no tempo em que vocês eram enjolras aparecesse a versão de praias nudistas, a idéia que saía briga lá, que saía tapa, que … [inaudível]…, mas é uma coisa…
Se alguém levantasse a mão para dizer: “Eu não creio”, mas é um imbecil, um… nem tem comentários para qualificar um homem que pensa isto, vou mudar de assunto.
Bem, eles conseguiram, porque eu acredito que não sai crime, não sai nada, hein! Que eles nem se tocam, hein! O não se tocar, então, vocês enquanto mocinhos considerariam a doidice: “Isso é certo que não é verdade”.
(Dr. Edwaldo Marques: No ano passado o senhor deu uma notícia de fassurada em praia nudista, mas deve ser raro.)
É verdade, eu tenho uma certa idéia disso.
Não deixa de ser verdade também que se a coisa se desse em alguma coisa próxima da proporção normal, isso teria transpirado, e que na proporção normal isso não está se dando.
* O contra-senso do thau negro nos ajuda a compreender um pouco o que é o thau dourado
(Sr. Guerreiro Dantas: Um ponto metafísico deles por onde não querem chegar na fassurada, mas uma tentativa de rir‑se de Deus, por onde tentariam desmentir as regras normais para o homem, após o pecado.)
É fora de dúvida.
Isto é provavelmente, na alma deles, uma coisa, um ponto negro parecido com o thau, em que eles vão… é um ângulo de visão a partir do qual… uma coisa que eles querem combater. O que o thau quer levantar, eles querem liquidar, eles promovem o ponto oposto ao thau.
(Dr. Edwaldo Marques: Os que estão promovendo.)
Os que estão promovendo, nós sabemos quem é.
(Sr. Paulo Henrique: E os agentes se sensibilizam com os promotores, os de “thau” negro, e vão atrás.)
É, tal qual!
Entra aqui, portanto, uma primeira idéia que é preciso fixar: é a do thau negro. Porque para nós nos ajuda a compreender um pouco o que é o thau dourado, a contra‑senso ajuda a entender.
Agora, este homem assim, como é que eles imaginam, como ele será, como ele se organizará, até que ponto ele vai incorporar a si não só a transpsicologia, mas a computação e o fabrico das pastilhas que segundo parece eles querem ter para viver? Não se sabe.
Há um plano aí de um fundo sinistro que só se poderá saber bem no momento em que os discos voadores resolverem se… os demônios figurados em discos voadores resolverem se apresentar e falar, comunicar.
* A Bagarre toma ares de uma interferência de Nossa Senhora na História que muda o plano da Revolução
Mas fica a idéia de que, portanto, tem que haver uma interferência da Providência para desatar o caso todo.
Porque o plano deles está estruturado de tal maneira, que eles devem ter raciocinado assim: “Na medida da largueza de movimentos que Ela consente e com o poder do homem — mas o poder do homem com o thau negro, endemoninhado — sobre a matéria, nessa medida nós vamos chegar pacificamente à circunstância final”. Essa deve ser a intenção deles.
E a Bagarre toma ares de uma interferência de Nossa Senhora na História que muda o plano e que então dá na detonação. Então já não é uma interferência por uma grande graça apenas, mas é alguma operação sensível que estraga o plano.
Qual é a operação sensível? Não sei.
(Sr. Guerreiro Dantas: No plano temporal?)
No plano temporal, nas realidades palpáveis, vamos dizer assim. Vamos tomar temporal nesse sentido, a realidade palpável. É uma hipótese.
Então haveria algo que Nossa Senhora tomaria como ponto de partida para desencadear um ponto de desordem no plano deles, em que seja como uma malha, você corta aquele fio… pssit! sai inteiro.
E o começo da Bagarre? — é sua pergunta. Como é que eu imagino o começo da Bagarre?
Entraria aqui uma hipótese nova, que assim, tão minuciosamente assim, eu não me lembro de ter figurado. E seriam os dois elementos novos para reflexão:
O thau negro, a partir de um “tal enquanto tal” deles, donde eles deduzem as coisas, e oposto ao thau dourado ou thau vermelho ou ao thau… várias cores não ficam bem para o thau, vocês imaginem dourado, vermelho e branco, se quiserem. E de outro lado fica a idéia de uma Bagarre com guerra, etc., mas é uma interferência sobre um plano pacifista arrasador.
É um fato grande para o qual isso daria um pequeno fragmento de explicação, é a certeza eufórica de todos de que não vai haver Bagarre e de que vai haver uma solução.
Ela não será soprada pela revelação aos mais conhecedores de que há um plano fenomenal, que resolve assim, etc.? Parece.
(Sr. Guerreiro Dantas: O senhor exclui um confronto que eles façam, mas controlado, para apressar a quebra do que resta da civilização, como aquela notícia de um político chileno que o senhor comentou, falando do “êxodo” dos povos, etc.?)
É certamente isso. Eles estão acabando de pegar, de destruir o que restava e produzindo essa nova ordem.
(Sr. Guerreiro Dantas: O senhor crê que mesmo um confronto controlado ficaria suspenso, de momento?)
É, eu tenho impressão — é impressão, é uma hipótese de hipótese — de que a coisa está preparada de tal maneira, que Bagarre a fundo, destruidora de tudo, eles não farão, que é Nossa Senhora que fará.
(Dr. Edwaldo Marques: Eles estão decididos a não fazer.)
Decididos a não fazer. Não só decididos, que não seria tudo, mas é: já tem um plano que é a seqüência de uma cascata de planos que deram certo, segundo uma técnica, segundo uma previsão qualquer deu certo em tudo. Faz parte dessa previsão, como novo elo da corrente, chegar até lá em paz.
O que quer dizer o novo elo aqui? É um elo novo para nós; eles têm isso previsto há não sei quanto tempo.
Não sei se está claro. É uma hipótese.
* Não é de se prever que haja, sem uma interferência nossa, nenhuma espécie de reação válida contra a galopada no plano civil
(Dr. Edwaldo Marques: O fato de eles não estarem conseguindo levar as massas, como ficaria, eles passam por cima?)
Eu acho que entra aqui o negócio do desfile da TFP na coroação, etc. Eu acho que esse movimento que há nas massas não está apresentando, por enquanto, nenhum sintoma de caminhar para uma Contra‑Revolução total. Ele apresenta obstáculos e adia, é verdade, mas caminhar para uma Contra‑Revolução total não, não conheço sintomas.
Eu estou me exprimindo com cuidado. É possível que os sintomas apareçam, eu não conheço.
(Major Poli: O processo de ateização promovido pelo clero, a Estrutura, é um elemento que conduz ao capim, não é?)
Sim, é.
(Major Poli: Agora, esse processo está bastante “contrarrestado” pelo trabalho do senhor. O senhor não tem podido entrar no campo da imoralidade, aí a Revolução vai mesmo.)
Vai, não há nenhum sinal de que não vá.
(Major Poli: Agora, no processo psicopolítico o senhor está escorando.)
Em boa medida é verdade. Pretendo ainda fazer muito mais! Sempre dentro da legalidade, dos mandamentos, etc., mas eu penso fazer muito mais.
(Major Poli: Isso não trinca o plano deles? A intervenção da Providência não pode ser esse descompasso no aspecto uniforme do plano deles que de repente encontra uma…)
Você toma a reunião de hoje. Com os sintomas que estão ao nosso alcance, não é de se prever que haja, sem uma interferência nossa, não é de se prever que haja nenhuma espécie de reação válida contra a galopada que eles estão botando para frente no plano civil.
(Sr. Fiuza: Há indícios em sentido contrário.)
Há indícios em sentido contrário, veementes! São alguns apenas, mas veementes.
(Dr. Edwaldo Marques: O senhor passou muito rapidamente naquele recorte que falava dos comentários de um órgão do governo sobre a Comissão Pastoral da Terra, mas é inteiramente baseado no “Sou Católico”.)
Me parece que sim. Eu não quero insistir muito nisso, mas me parece que sim.
(Dr. Edwaldo Marques: É claríssimo, não estou forçando em nada a situação, entra pelos olhos.)
É, é isso!
Mas vamos com calma em todas as coisas: se bem que isso seja verdade, não se pode não tomar em linha de conta aqui que do jeito que as coisas estão, eles tomam uma população profundamente anestesiada e transpõem o Rubicon1. Isso é o fato. O que pode acontecer depois nós não sabemos, mas fica implantada a ordem deles.
* A interferência do Estado para evitar a Bagarre atômica e econômica, reduzindo os homens a escravos
Agora, aqui vem outra coisa que eu não tive tempo de dizer e seria uma terceira coisa. Uma reflexão vai me fazendo ver cada vez com mais clareza o seguinte:
Há aí um assumir… assim uma coisa, uma Bagarre de sangue possível, que leva… e que pode arrebentar por qualquer motivo, quer dizer, a bomba atômica, Bagarre atômica. Para evitar essa Bagarre atômica, o Estado, o Poder Público, é levado a assumir a direção de um mundo de fatos internacionais, etc., que normalmente estariam na esfera privada.
A isso se soma a Bagarre econômica. Vocês estiveram vendo hoje que eles estão preparando uma Bagarre econômica, é uma coisa patente.
Soma‑se então a Bagarre econômica, e para evitar a Bagarre econômica aumenta a interferência dos Estados.
Uma coisa conexa com essa Bagarre econômica é a necessidade de manter a vida das pessoas e a saúde contra a catástrofe econômica. Então é uma Bagarre de vidas que se mantém dieteticamente, de maneira que o mundo se salva do abismo da pobreza aceitando uma dieta. Mas essa dieta é, ao mesmo tempo, muito recomendável para isso, aquilo, aquilo outro da saúde. Ou seja, o Estado assume o controle da própria alimentação do sujeito. Quando tenha assumido esse controle, ele, sob pretexto de cuidar da saúde total, reduz os homens a escravos: “Porque é preciso fazer tanto de ginástica para queimar tanto da proteína, que recebe tanto de não sei o quê, precisa tanto de trabalho, precisa não sei o quê, não sei o que”.
* Atrelada na tutela da saúde física vem forçosamente a tutela da saúde psíquica: o Estado criaria um padrão de normalidade mental freudiano que perseguiria aqueles que praticam a moral tradicional
Atrelada na tutela da saúde física vem forçosamente a tutela da saúde psíquica: “Estão ficando nervosos, estão ficando détraqués, há tais e tais índices…” A Bagarre neurológica.
Com isso, a definição de um padrão de normalidade mental, fora do qual o sujeito é contagioso e deve ser isolado, reprimido ou tratado até contra a vontade dele, porque o Estado — o “Estado Soja” — não pode manter inúteis em hospitais psiquiátricos só porque não querem receber injeções…
E essa Bagarre neurológica traz consigo a afirmação de que todos que praticam a moral tradicional são uns deprimidos, são uns nervosos, são não sei o quê, são maníacos: “Porque essa moral tradicional produz isso, é contra a doutrina de Freud, é contra tudo o que está sendo aceito de espontâneo, do viver no mato, etc. Por exemplo, o sexto e nono Mandamentos”.
Então, tudo que resta de católico é posto — para usar a expressão francesa — en coffret, posto em cofre sanitário e psíquico, e eles liquidam. Deve fazer parte do plano.
Vocês não acham que existem mil coisas a caminho mais ou menos disso?
(Dr. Edwaldo Marques: Obviamente.)
Então, veja bem, segundo nosso conceito hoje, há uma idéia de louco, esse louco a gente tranca. Fora disso, o sujeito anda por aí, se trata como ele entende porque é dono de sua alma e não há um bem comum que perece porque tal sujeito está détraqué. Mas a partir do momento que se estabelece um padrão de equilíbrio, quem estiver fora desse padrão é consumido por uma inquisição, uma inquisição psiquiátrica. E é claríssimo que na ponta da fileira está quem for fiel aos Mandamentos de Deus.
(Sr. Paulo Henrique: Já há ambiente para isso. A gente se sente completamente bloqueado.)
Isso.
* A geração unissex
(Dr. Edwaldo Marques: Do ponto de vista da genética tem saído muita coisa, em jornais mesmo, artigos de cientistas. O objetivo é fazerem homens iguais mesmo.)
Igual!
(Dr. Edwaldo Marques: Eles já conseguem interferir no genes, conseguem cortar o cromossomo, tirar uma fração dali e colocar outra. Mas isso em espécies muito inferiores, estão trabalhando praticamente com micróbios. E dizem que já conseguiram espécies de micróbios que são todos iguaizinhos, para produzir determinados feitos, inclusive em indústrias… Mas é confessado que o objetivo seria chegar até o homem, produzir então por meio de um padrão genético único uma Humanidade de homens inteiramente iguais.)
E há pior, hein! Uma geração unissex.
Quer dizer, a supressão do papel da mãe, exceto como um campo onde se coleta certo elemento como se coleta do homem, e isso vai para a proveta. E eu não seria capaz de jurar que eles não pensam em provetas enormes, onde em série são gerados segundo uma programação…
(Dr. Edwaldo Marques: É certo, seguramente.)
Olha lá!
* O processo de desenvolvimento do bebê proveta
(Dr. Edwaldo Marques: O tal bebê de proveta que dizem, que já nasceram por aí, mas eles pensam em fazer um bebê de proveta mesmo, de a criança se desenvolver fora do organismo materno. Atualmente eles apenas fecundam fora e depois se desenvolve dentro do organismo materno.)
Ah, devolvem para o organismo materno.
(Dr. Edwaldo Marques: O que eles chamam de bebê proveta é isso.)
Eu não pensei, pensei que a coisa fosse feita num ambiente químico.
(Sr. Guerreiro Dantas: O primeiro momento da vida deste ser é extrínseco ao organismo materno.)
(Dr. Edwaldo Marques: É, no momento em que se une começa um novo ser.)
E é extrínseco ao organismo materno.
(…)
Isso não é senão um castelo de hipóteses. Mas quando se levanta isso, a gente sente de mil lados coisas que relampagueiam nesse sentido. Isso é o plano A.
* Criar um ser que tem algo de comum do homem, do animal e do vegetal
(Sr. Guerreiro Dantas: Em 1978-1979 os quatro prêmios Nobeis foram para bioquímicos que defendem a tese que conseguiram acabar com a diferenciação entre os seres, atuando nas “enzimas restritivas”. Já conseguiram em seres inferiores isto e dizem que chegarão ao homem, onde poderão formar um ser que, por exemplo, não se diferencie mais homem do macaco. Portanto, chegaria ao que o senhor conjecturou.)
Isso é um elemento de muito alcance para a gente imaginar como é o homem futuro. Porque começa a perguntar: é homem, ou é um ser vivo unitário homem e não homem?
(Sr. –: Um minotauro.)
E menos que o minotauro. Alguma coisa até do vegetal, algo que tem de comum do homem, do animal, do vegetal.
Quer dizer, vocês estão percebendo que tudo isso de tal maneira faz sentido, que faz pensar num plano.
* O tema da presente reunião nos tempos da Pará seria devaneio de loucos
(Sr. Paulo Henrique: O senhor chamou muita atenção para a Revolução da Sorbonne em 1968, onde se juntaram fulanos e fulanas na maior promiscuidade e não houve agressões e crimes.)
É a tal Humanidade nova que vem nascendo.
Por exemplo, quando vocês eram mocinhos, imaginar uma Sorbonne — você sabe que na Sorbonne houve atos sexuais de toda ordem e o que encontraram depois de anticoncepcionais, etc., foi incalculável — e não sair briga! A tal morte dos ciúmes… é uma coisa incalculável!
Como conseqüência na rotação do homem, morte do egoísmo dito individual. Conduz a isso, furar a barreira que existe entre um homem e outro. No fundo acabar com a pessoa, não tem mais pessoa, tem o indivíduo.
Agora, tudo isso que nós estamos conversando como plano possível, nós nos recusaríamos a conversar no tempo da Rua Pará, porque seria devaneio de louco. Eu não levei minhas elucubrações até lá, é devaneio de louco.
Agora, vocês entendem que para ter sido feito todos esses devaneios, há pelo meio um plano para dar continuidade a isso, de maneira que uma coisa saia da outra, saia da outra, sem a Bagarre.
* No Reino de Maria terá que se conhecer a profundidade dos planos do thau negro, do contrário o thau dourado não se explicitará inteiramente
A Bagarre tem que — mais provavelmente — ser uma interferência de Nossa Senhora a partir de provavelmente, não se sabe bem, ações ou uma ação humana que faça explodir essa espécie de membrana sobre a qual eles evoluem para chegar até lá, uma ponte de membrana sobre a qual eles evoluem para chegar até lá. É um pan! tan!
Então, o começo da Bagarre eu não imaginaria tanto um milagre, os céus que se abrem… Como seria bonito descer a cavalaria celeste, São Miguel com todos os anjos, etc., quanto algum fato no decurso do qual, em certo momento, desceria a cavalaria celeste.
(Sr. Paulo Henrique: Um choque do “thau” dourado contra o “thau” negro.)
Um choque, mas de peito, pan!
(Dr. Edwaldo Marques: Eliseu com o servo dele, o servo ficou com muito medo dos judeus que vinham buscá‑lo, então Eliseu pediu a Deus que abrisse os olhos do servo. Então ele viu em torno deles, no alto, toda uma cavalaria de anjos, todos armados, pronto para defendê‑los.)
Que beleza, hein? Que beleza, hein?
(Dr. Edwaldo Marques: Eles estão esperando o senhor.)
Não, não, isso é outra ordem de idéias, eu não fui até lá.
(Major Poli: Que necessidade há na Terra para que intervenha Nossa Senhora? Porque da parte do senhor está tudo feito, tudo acabado, está pronto…)
Não sei.
(Major Poli: Um elemento é o senhor que está pronto, outro elemento está faltando. O senhor não o deslumbra? Ou há outro plano da Providência?)
Olha, por exemplo, você toma — aí você vê a dificuldade de responder — o que o Guerreiro Dantas disse a respeito do prêmio Nobel da paz.
Aliás, até seria interessante a gente ver se obtinha — talvez você como médico possa obter isso — essa tese.
(Sr. Guerreiro Dantas: Saiu no “O Estado de S. Paulo”.)
Quem sabe se o Edwaldo podia movimentar‑se de maneira a ver que um enjolras vá lá pegar o suplemento do “O Estado de S. Paulo” de tal data e está acabado. Você dá uma leitura e fala alguma coisa.
Mas até o momento de o Guerreiro dizer isto, eu não tinha tido a audácia de incluir isso no plano geral, porque é um tal abismo, que sem uma notícia que torna isso pelo menos provável não se pode fazer plano. Eu não posso fazer um plano, por exemplo, imaginando que dessa trave de cimento que está atrás do Guerreiro pode sair de repente uma girafa! Eu sei que impossível é só Deus pecar, mas há um limite para o planejamento.
Ora, isso é no fundo mais grave do que sair uma girafa dessa trave de cimento.
Isto, por exemplo, indica uma profundidade do plano do adversário que no Reino de Maria se terá que conhecer. Porque do contrário, no Reino de Maria os dois thaus não se conhecendo inteiramente e si mesmos um ao outro, o negro e o dourado não se conhecendo inteiramente… eu creio que o thau dourado não se explicita inteiramente a não ser se ele conhecer inteiramente o negro. É a RCR.
E que talvez seja preciso — a pergunta seria essa — o que é que temos que saber do thau negro para levar para além da Bagarre.
Bom, é inútil imaginar que os conhecimentos científicos bastam para isso. Porque ou os conhecimentos científicos são vistos na perspectiva do thau dourado, ou não adiantam de nada, não se tira nada de dentro deles.
Por exemplo, há milhares de pessoas que conhecem esse plano de que o Guerreiro acaba de falar, mas eles não vão fazer a montagem de que estamos conversando aqui, nem de longe!
* Diante desta perspectiva, tudo o que se fez que não esteja nas vias da vocação foi vida de criançola infiel
Então, seria uma hipótese, mas tudo hipótese: você poderia admitir que a Bagarre sairia a partir do momento que a matalotagem de denúncias contra o thau negro esteja pronta, mas também que haja gente com bastante thau dourado para transpor o Rubicon.
Ou esses thaus dourados acabam de se dourar no Grand‑Retour? Eu também não sei, fico na dúvida.
(Dr. Edwaldo Marques: É um elemento novo.)
Esta reunião tem uma série de elementos novos. Mas é uma coisa legítima, porque vão aparecendo fatos e a gente vai descortinando horizontes por detrás de fatos já vistos.
(Dr. Edwaldo Marques: O que o senhor disse de completar a matalotagem do “thau” negro.)
Eu aludi às vezes a isso. Ainda hoje à tarde fiz uma alusão a isso, mas não com essa precisão e não como integrando… esse plano assim não me consta que se tenha conversado entre nós sobre, esse plano assim.
Aliás, Fernando, valeria a pena mandar escrever esta reunião por alguém que guarda reserva, porque eu poderia fazer disso a segunda parte da reunião de sábado que vem, ou até toda a reunião de sábado que vem, desenvolver!
Ajuda muito a vocês todos o seguinte:
Eu não sei se vocês percebem, mas fica numa perspectiva diante da qual tudo que se fez até hoje que não esteja nas vias da vocação, foi vida de criançola. Criançola infiel, má!… [Vira a fita]
* Não é só uma nova Humanidade que a Revolução quer fazer, mas um novo universo — A omissão da Estrutura em tudo isso
… depois parece fantasia, de repente vem uma coisa dessas que disse o Guerreiro, que é uma tentativa de impor um modo de ser panteísta ao mundo.
O que é que isto tem de verdade, o que é que tem de erro?
Por exemplo, a tentativa de fazer a procriação sem os sexos, o que está feito, que você contou, não suprime a diferença entre os sexos, mas fá‑la recuar muito! Não se pode negar! Eu uso a expressão com cuidado, de propósito: os limites disso recuam muito.
Até que pontos os limites entre uma pessoa e outra podem ser recuados? Mas no que é que fica a Revelação?
São as velhas revelações erradas, gnósticas, das religiões primitivas, persas, por exemplo, que o mundo começou num vegetal que se diferenciou entre masculino e feminino, que saiu uma geração, que saiu o gênero humano, etc… É uma tentativa de dar base científica a isso, nulo modo combatida pela Estrutura, que está empenhada apenas em revolução social, nulo combatido e que faz vencer, na aparência, uma espécie de ateísmo primário, panteísta, assim! De cara!
(Sr. Paulo Henrique: O João Paulo II tem feito pregações sobre teologia do corpo, uma coisa estranhíssima.)
Esquisitíssima e que provavelmente afina com isso.
O AB está estudando isso. Ele é um homem, um rapaz bem inteligente, está estudando isso exatamente.
(Dr. Edwaldo Marques: Já o tal bebê de proveta como falam hoje é um passo enorme nessa direção. Porque o objetivo seria pegar um homem superdesenvolvido, inteligente, perfeito fisicamente, etc., e esse e outros semelhantes seriam doadores. Daí já se constituiria uma Humanidade muito parecida, mas a coisa vai mais longe.)
É, só isto.
(Sr. Guerreiro Dantas: Essa história do homem ideal, na realidade eles estão à procura do homem que tenha todos os desregramentos superativos, para a partir disto estabelecer uma nova Humanidade.)
De fato, não tenhamos ilusão: é um novo universo. Não é só uma nova Humanidade, é um novo universo. Um universo onde eles provavelmente quererão também furar a barreira entre a matéria viva e a matéria inerte. E eles devem ter porcarias armadas nesse sentido, deve haver fraude científica nisso, mas fraude muito bem escondida. E entra depois todo o resto: entra pelo meio espiritismo, entram as deformações blasfemas a respeito do Santo Sudário… homem! não sei o que é que entra por aí!
Apenas vale a pena nós pegarmos com a mão: a vida de bobinho que muitos de nós levaram até aqui em torno de tudo isso.
(Dr. Edwaldo Marques: Deus fez o homem de tal forma, que cada célula do corpo é do indivíduo e não é de mais ninguém, tem como que a sua marca. O que eles visam é fazer tudo uma mesma massa, no mais fundo da obra de Deus eles querem introduzir uma revolução.)
É, é isso.
Agora, deve haver pelo meio, Edwaldo, alguma fraude monumentalmente bem feita, mas que seria obrigação da Estrutura estimular a pesquisa em sentido oposto. Vocês estão vendo que ela nem se incomoda!
(Dr. Edwaldo Marques: Ela faz o contrário.)
É, nem comentemos!
Não sei se vocês percebem, numa simples conversa, estamos aqui mais ou menos há uma hora e meia conversando…
(Sr. Guerreiro Dantas: Quarenta minutos apenas…)
Oh! meu Guerreiro, quarenta minutos? São duas e quinze…
Afinal, seja como for, não sei se vocês percebem que os precipícios vão se abrindo um depois do outro, depois do outro.
Vocês considerem o seguinte: essa conversa começou, praticamente, na reunião de hoje à tarde, quando foi demonstrada uma coisa que essa eu não acredito que alguém possa negar, a não ser com pecado contra o Espírito Santo, mas desses nem sei o quê! É que a Estrutura está fazendo a revolução comunista no Brasil. Quer dizer, não se pode negar, é ela. Não só ela está fazendo, mas é ela que… e mais ninguém que está fazendo.
Isso deu origem a um desenvolvimento da Reunião de Recortes, que deu origem a essa conversa. São, portanto, duas conversas.
Vocês já mediram tudo quanto se abre de precipício? Um depois do outro, depois do outro, depois do outro? Já mediram bem qual é o tamanho da Bagarre? Porque se a Bagarre é algo que tem que resolver a situação criada por esse precipício, como é que fica? Que tamanho, como é que tem que ser o porte dessa solução? Uma coisa fenomenal!
* Talvez Deus ainda não tenha intervindo para que o thau dourado se explicite inteiramente — O papel dos membros do Grupo para que o Sr. Dr. Plinio o explicite
(Dr. Edwaldo Marques: Não se entende como Deus não interveio ainda.)
Mas não será para que o thau dourado se explicite inteiramente? É um problema.
(Sr. Paulo Henrique: Para esse “thau” dourado explicitar inteiramente, entra uma colaboração daqueles que participam desse “thau” dourado necessariamente?)
Tem, claro!
(Sr. Paulo Henrique: Necessariamente?)
Necessariamente.
(Sr. Paulo Henrique: A responsabilidade nossa aumenta muito, caso seja necessariamente.)
É certo que um homem pode terminar um pensamento sem conversar com ninguém. Não é certo que o homem consiga explicitar todos seus pensamentos sem ter tido interlocutores. Resultado: para explicitação de todo pensamento de um homem, os interlocutores têm um papel decisivo.
(Sr. Paulo Henrique: Interlocutores válidos à medida que correspondamos às graças de sensibilidade a esse “thau” dourado.)
É, tal qual!
(Sr. Paulo Henrique: E a responsabilidade enorme na situação atual.)
Não, e de vocês especialmente diante dessa conversa.
Por exemplo, o meu querido Guerreiro sabe bem quanto nossa doutrina da Opinião Pública poderia estar mais desenvolvida se houvesse interlocução. Por exemplo, interlocução no MNF. Toda interlocução tem uma importância enorme para nós.
(Major Poli: O senhor mostrou a importância do “thau” negro ser inteiramente mostrado para [que] o “thau” dourado aparecesse.)
É, é uma hipótese, é uma hipótese. O Credo se definiu a partir de heresias.
(Major Poli: Agora, se da nossa parte houvesse uma fidelidade ao senhor, em outra clave, isso não obrigaria o “thau” negro a estertorar e num segundo, digamos, mostrar tudo que ele é e daí vir a “Bagarre”?)
Portanto, você quer dizer, precisando mais o que você diz: se não se poderia acelerar a manifestação dele obrigando‑o a estertores.
(Major Poli: O que está faltando é nessa relação com o senhor uma fidelidade nossa…)
Bom, aí eu me tiro do assunto, mas de um modo geral é fato que nós deveríamos poder fazer estertorar…
(…)
* A Providência tecendo o curso das reuniões para os que queiram ser fiéis — Um convite para um mea culpa
De outro lado também, é fora de dúvida que essa reunião tem uma certa graça especial, mas que fora da graça dessa reunião, se o Edwaldo quisesse entrar, por exemplo, ou você, no tema que você falou do prêmio Nobel, simplesmente não lhe prestariam atenção!
(Sr. Guerreiro Dantas: Ninguém se interessa por isso!)
Isso não se tornava um tema da TFP.
(Sr. Guerreiro Dantas: Nunca!)
Olhe aqui… pssit! N‑A‑N‑E.
De maneira que depende de uma interferência da Providência que a gente não sabe como é. Aqui é uma interferência da Providência largamente.
Eu vejo que essa reunião da tarde preparou para a reunião da noite, vejo que ela preparou terreno — sem eu planejar — para a reunião de sábado que vem, se Deus quiser. Eu vejo, vejo bem. Mas está vendo que há mais do que desígnios da Providência tecendo o curso das reuniões para as pessoas que queiram ser fiéis.
Agora, para vocês in concreto existe um abrir de horizontes e existe um convite para o mea culpa. Existe, portanto, convite para o mea culpa categórico. E existe toda uma maturação acelerada, porque se vocês tomarem essa reunião a sério — que, aliás, vocês poderiam ouvir depois, mais uma vez, se quisessem, não teria o mínimo obstáculo a isso — de fato teriam vivido ou progredido cinco anos numa noite.
Esse é o porte de tudo que nós conversamos.
* A semifidelidade do Grupo em não querer ver que a Estrutura está fazendo a revolução no Brasil — As bagatelas que substituem as cogitações mais altas
Mas de tal maneira isso depende da graça, sobretudo em vista das semifidelidades e coisa do gênero, que basta vocês considerarem o seguinte:
O Grupo hoje não saiu — para usar a expressão horrenda — com a vivência de que a Estrutura está fazendo a revolução no Brasil. Com dados os mais claros! Dúvida intelectual não tem a menor, não ligam: “É! Está bom, então acaba sendo, eu não mudo! Porque eu não quero mudar!”.
(Sr. Paulo Henrique: Sentia bem isso, que era uma reunião séria, grave, mas não apalpava bem. Nas vivências sentia muito.)
Mas por quê? Porque você é um rapaz inteligente, é um rapaz que se deu conta inteiramente de que é aquilo mesmo, eu tenho certeza que você se deu conta…
(Sr. Paulo Henrique: Mas tinha uma barreira por onde…)
Você recusa que isto produza em você os efeitos que deveriam produzir. De maneira que se agora, por exemplo, entre homens e mulheres perdidas da Praça Buenos Aires, aqui, que é um antro, houver um tiroteio e você ouvir os berros, na hora de você dormir você vai pensar no tiroteio, você não vai pensar na reunião. Quando isso aqui é um episódio policial, passa uma radiopatrulha, recolhe todo mundo, leva presa gente que com certeza já foi presa uma porção de vezes e acabou‑se.
(Sr. Paulo Henrique: Ultimamente quantas vezes me dei conta assim: ouço uma reunião do senhor, depois vou descansar e me vem sempre idéia secundária, uma fita que passa na cabeça que nada tem a ver com a reunião. Me pego no pulo, mas “n” vezes.)
Olha lá! É uma coisa incrível, isso é uma coisa terrível, mas vocês sabem bem quão ampla no Grupo, quão ampla no Grupo! Bagatela, ninharia, coisas que não são ninharias, mas que não têm proporção com isso, e daí para fora, daí para fora, daí para fora.
(Dr. Edwaldo Marques: Atua como droga.)
Atua como droga.
(Dr. Edwaldo Marques: Aquilo que o senhor disse na Reunião de Recortes de hoje da posição do senhor com relação à Estrutura, aquilo é pungente!)
Pungente!
(Dr. Edwaldo Marques: De deixar marcado profundamente.)
Sabe qual é a impressão que eu tive? Que se eu quisesse acelerar uma ruptura ou retardar uma ruptura além do limite, não doeria na carne de ninguém, absolutamente.
(Sr. Fiuza: No ambiente comum, ando muito lá pelo Sagres, Alcácer, nas refeições, o assunto D. Mayer, conseqüências para a vida nossa, mas ninguém comenta, nem se interessa.)
Nada, não interessa nada.
(Sr. Fiuza: Outro dia alguém estava falando que a comida nossa lá é bem fraca, mas se for tirando aos poucos o pessoal morre sem reclamar, se tirar de uma vez talvez alguém reclamasse.)
Mas é isso, é isso.
E quando eu digo que isso resume a ação do demônio, o efeito é: “Homem, talvez, mas, olhe, eu estou passando aqui a mão nesse forro e estou sentindo isso meio áspero, preciso recomendar [que] me abriu tal coisa, tá-tá.tá…”. Pronto, acabou!
Não tem sem uma graça.
Por exemplo, nesta reunião houve importantes elementos para essa graça. Sem uma graça isso não funciona, nós estamos atolados.
Meus filhos, eu preciso… diga!
(Sr. Guerreiro Dantas: Essa graça se aproxima mais ou menos.)
Para não ir mais longe, eu não sei qual é o tema…
(…)
* A Bagarre não será menos memorável que o Dilúvio ou a dispersão da Torre de Babel
Agora, isso tudo vai ser contado no Reino de Maria.
(Sr. Paulo Henrique: Guardar, como o senhor sugeriu de guardar, os saquinhos de soja distribuídos em avião para se comer.)
Guardar todos os elementos para ajudar o thau dourado a se explicitar, explicitar o Reino de Maria diante do que tinha que ser feito.
Quer dizer, eu não vejo razão para os homens colocarem a Bagarre que vem como coisa muito menos memorável do que o Dilúvio ou a dispersão da Torre de Babel. Não vejo! Aquilo só é mais memorável porque foi objeto de Revelação. Fato por fato, abstraindo da Revelação, está nessa linha.
(Sr. Paulo Henrique: É o “post scriptum” da História.)
É o post scriptum da História! Com que drama e com que sangue.
Meus caros, eu estou gostando tanto de conversar, mas eu tenho que…
Há momentos Minha Mãe…
(Sr. Guerreiro Dantas: Sinto que não tenho um roteiro de todas essas cogitações do senhor, uma hierarquia dos pontos mais centrais dos quais promanariam toda a arquitetura da visão que o senhor tem do universo, da Igreja, etc. Esse é um assunto…)
Você ponha no próximo sábado. Se Deus quiser, com muito gosto eu me empenharei em responder. Não sei se responderei e se conseguirei explicitar, mas me empenharei.
Meus caros, que Nossa Senhora os ajude!
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1 ) Pequeno rio do Apenino, antiga fronteira entre a Itália propriamente dita e a Gália cisalpina, com cujo cruzar desencadeou César a guerra civil em 49 a.C. Daí a frase “passar o Rubicon”: tomar uma decisão irrevogável.