Conversa
de Sábado a Noite – 06/06/81 – sábado .
Conversa de Sábado a Noite — 06/06/81 — sábado
Dos dons que Nossa Senhora despejou na alma de seu Profeta o primeiro a ser considerado é o senso católico, ou seja uma excelência da fé * Quando começou o relacionamento de Nossa Senhora com o Senhor Doutor Plinio? De que modo foram desabrochando em sua alma os flashs? * Em que zona da alma de nosso Pai e Fundador se trava o relacionamento mais íntimo com Maria Santíssima * A noção viva e profunda da contingência e uma maravilhosa descrição da graça “princeps” da devoção a Nossa Senhora recebida na igreja do Coração de Jesus * Com a Senhora Dona Lucilia é “um sentir junto, um ser uma coisa só a tal ponto que ela e eu somos como os dedos da mesma mão” e isto é a essência da devoção marial do Senhor Doutor Plinio * Uma promessa profética capaz de varar todos os obstáculos, transpor todos os vales, escalar todos os picos: “Numa ocasião aflitiva peça a minha presença e eu estarei junto de ti” * Ação de presença da Senhora Dona Lucilia junto a nosso Pai e Fundador e analogias com a ação de presença dele em nós: condições, circunstâncias e graças especiais
Meus caros, são mais ou menos vinte minutos. Os partícipes da reunião de sábado tem as perguntas. Façam-nas. Meu Marcos.
(Dr. Marcos: Eu tinha umas perguntinhas a fazer.)
σtimo!
(Dr. Marcos: Eu estou tendo reuniões com o Sr. João Carlos no Rio…)
Mas o João arranjou jeito de fazer reunião no Rio antes de partir, é?
(Dr. Marcos: João Carlos.)
Ah! João Carlos. Eu entendi João Clá. Mas, seria vertiginoso! Mas, era gênero.
(Dr. Marcos: Então tínhamos aqui algumas perguntinhas ao senhor. Uma delas: para chegarmos àquela idéia de “mariage mistique”, uma das considerações seria o relacionamento do senhor com Nossa Senhora. O senhor podia nos dizer alguma coisa sobre isso? Se isso corresponde a alguma previsão de São Luiz G. de Montfort?)
* Dos dons que Nossa Senhora despejou na alma de seu Profeta o primeiro a ser considerado é o senso católico, ou seja uma excelência da fé
Eu compreendo a pergunta. Tem até certa relação com o espanador… (risos)
Não estranhe minha resposta, mas a resposta é assim: diante desse assunto que, evidentemente me é sobremaneira — já não diria que me é sobremaneira caro, me é sobremaneira querido — mais do que caro, portanto, querido com afeto, querido filialmente, com veneração, evidentemente, sobre este assunto minha impostação de alma foi sempre a seguinte: essa união levá-la tão longe quanto possa, analisá-la tão pouco quanto consiga, pela preocupação evidente de não olhar em mim senão os defeitos para reprimir e mais nada. O que corresponde, tanto quanto eu entenda do caso, uma boa norma da vida espiritual.
De maneira que o senhor me pergunta isso, eu compreendo que o senhor me pergunte, acho que a pergunta está muito bem feita, o espanador não é para a pergunta, é para explicar a resposta.
A resposta é uma resposta, portanto, a uma pergunta muito dilatante, é uma resposta muito encolhida, é uma resposta muito encolhida pela preocupação de estancar no nascedouro qualquer coisa que possa representar ainda que de leve qualquer concessão a uma avaliação de mim mesmo, que é uma coisa que eu não quero fazer. E é natural, é uma coisa que é certa.
Mas, se bem que eu, portanto, nunca tenha procurado colocar em palavras claramente articuladas o tema, eu diria o seguinte: essa relação pode ser vista de dois ângulos: um é Nossa Senhora como medianeira de todas as graças e me tendo dado a graça, não só me tendo chamado à Igreja Católica pelo batismo, mas tendo dado a graça do senso católico que eu vejo que eu tenho.
Seria uma espécie de “jeca-tatuzismo” da vida espiritual, eu não querer ver de frente que Nossa Senhora me obteve esse dom.
Eu não posso deixar de ver de frente também tudo a que essa graça conduz. Primeiro, em si mesma e depois pelos efeitos que tem produzido. Em si mesma porque, se a seiva de toda a vida espiritual nos vem da fé, isto que é uma excelência na fé não pode deixar de ser uma excelência dentro do dom excelente, por excelência, que é a fé.
Como é que eu posso deixar de dizer, como é que eu posso negar que isto é, portanto, um dom, uma dádiva — emprego a palavra dom no sentido de dádiva — uma dádiva magnífica que Nossa Senhora quis me dar? Foi Ela, porque, sem o pedido d’Ela não se obtém nada.
* Quando começou o relacionamento de Nossa Senhora com o Senhor Doutor Plinio? De que modo foram desabrochando em sua alma os flashs?
Ela me obteve isso quando? Quando eu nasci. Quando eu fui levado à pia batismal e depois todos os dias, todos os dias em que eu vejo que Ela foi dispondo a minha vida de um modo, de outro, de outro, de maneira a ir decantando esse senso católico.
Toda a exposição que fiz há pouco no Auditório São Miguel e que não posso repetir agora aqui, mas está gravada, está ao alcance dos senhores, toda essa exposição é, por um lado, como foram nascendo os flashs, isso, aquilo, mas é, por outro lado, a história de como o senso católico foi sendo decantado.
Os senhores tomem um aspecto, outro aspecto, outro aspecto, os senhores percebem as circunstâncias acontecendo e a graça, a pedido da Rainha de Todas as Graças, ir modelando a minha alma para tirar dali as conseqüências de senso católico.
Não posso também ter os olhos fechados para o fato de que, daí resultou o eu ser chamado a fundar a Congregação. Quer dizer, se eu não fosse essa graça, todo assunto Congregação ia embora, evidente.
Bem, então não posso deixar de reconhecer que, qual é o papel que a Congregação representa como gota branca sobre um papel tão preto como é o negrume do ano de 1981 em que vos falo nessa sala! Eu não posso deixar de ver todo o bem que Nossa Senhora fez através da Congregação. Não posso deixar de esperar muito outro bem.
Como é que eu posso não ver nisso um relacionamento especial com aquEla de quem vem toda forma de bem? Quando eu vejo esse paradoxo desta sala cheia de homens, tantos deles muito jovens, às duas e quinze da manhã de um sábado, quando a cidade inteira se entrega ao sono, à viagem ou à luxúria, aqui numa espécie de vigília, ainda ouvindo e falando, os senhores compreendem que não posso deixar de ver nisso uma graça especial. Fito a atenção, vejo tantas partes do Brasil, vejo tantas partes, não só da América Latina, quer dizer, do mundo ibérico, da América Latina, dos Estados Unidos, do Canadá, eu não posso deixar de dizer “ohhhhh!”
(ohhhh!)
E não posso deixar de ver que Nossa Senhora fez algo de muito grande dispondo que as coisas sejam assim. Ou nós estamos completamente transviados e errados, coisa que eu não posso admitir nem de longe porque eu pecaria contra a fé, ou isto é verdade, eu compreendo sua pergunta, uma pergunta ultra compreensível.
E aí eu reafirmo o que eu dizia embaixo, por certo angulo, na baia do — nem é baia aquilo — na enseada do José Menino, a qual eu acho bonita, quando vou lá gosto de olhar, e a qual eu quero tanto bem, que na enseada do José Menino se pode ver o oceano. É bem verdade. É bem verdade.
* Em que zona da alma de nosso Pai e Fundador se trava o relacionamento mais íntimo com Maria Santíssima
Agora, há um outro lado. Na minha devoção a Nossa Senhora — portanto, entrando no interno de minha alma, sua pergunta abrangia isto ou se voltava especialmente para isto — no interno de minha alma, como é que se dá meu relacionamento com Nossa Senhora?
De dois modos: um, mais uma vez é pela fé. Quer dizer, eu tenho lido várias coisas sobre Nossa Senhora, li com super atenção e estudei com toda atenção com que posso estudar alguma coisa, li mais de uma vez, etc., o Tratado da Verdadeira Devoção à Nossa Senhora, de São Luiz Grignion de Montfort, tenho-o todo em mente, com todas as aplicações e derivações que dele eu consegui fazer, largamente, largamente.
E, da convicção que ele faz jorrar de minha fé, vem a certeza de que Nossa Senhora, isso, aquilo, aquilo outro e que, portanto, quero estar voltado para Ela neste sentido, assim, assim…
(vira a fita)
… se a expressão não fosse inadequada porque se trata de uma coisa de Pascal e eu vou falar de assuntos de fé, seria uma fé raisonant, a fé raciocinante, que eu amo enormemente, enormemente! E que se desdobra numa série de concepções, etc.,etc., que são as que os senhores conhecem e que contém em si toda minha vida espiritual, porque toda minha vida espiritual é vivida em função disso.
Os senhores sabem, porque eu já tive ocasião de dizer, que eu, por exemplo, comungo. No momento em que a SAgrada Hóstia está na minha boca, minha primeira oração é pedir a Nossa Senhora a graça de uma perfeita devoção a Ela, que Ela me obtenha isso de Nosso Senhor: uma devoção a Ela com toda plenitude e com todo o píncaro em que, segundo a doutrina católica, se possa alcançar.
Isso é um lado.
Agora, qual é o outro lado?
* A noção viva e profunda da contingência e uma maravilhosa descrição da graça “princeps” da devoção a Nossa Senhora recebida na igreja do Coração de Jesus
É, pelo favor d’Ela, uma noção bem viva do que é a criatura humana, portanto, do que eu seria se não fosse Ela, se não fosse a Igreja Católica, e dos direitos plenos e irrestritos d’Ela a meu respeito. De fazer tudo quanto entenda. E, portanto, qualquer bondade, misericórdia, qualquer graça, bondade. E aí Ela se afigura a mim e relacionam a mim fundamentalmente como uma inefabilíssima e inigualável Mãe!
Mãe em todo sentido da palavra. Eu tenho, não por visão, nem por revelação, nem por nada disso, mas a partir daquela graça do Coração de Jesus, me tenho por gratuitamente benquisto por Ela, mas uma coisa que, vamos dizer, que eu não só raciocino mas sinto. Benquisto por Ela desde o meu primeiro instante. Perdoado por Ela desde o primeiro instante, daquilo que eu iria fazer, já Ela disposta a perdoar, a atenuar, a afagar, a remediar, a acertar.
E, sobretudo eu não oculto isto à ninguém, porque a gente deve por isso assim, eu vejo a Ela como me considerando com o olhar compassivo, a mim, na seguinte emergência: uma pessoa com dificuldades enormes a transpor e com um temperamento nativamente mole para vencer as dificuldades.
E Ela então, com pena ajudando, dando força e aplainando um pouco as dificuldades, como quem me diz: “Meu filho, aqui está a força, suba, galgue! Além disso, note, eu diminui um pouco a montanha”.
Isto com um tal carinho, uma tal bondade, uma tal maternalidade que eu não tenho o que dizer senão confiar. Então, numa vida feita de lutas — porque é, usando a antífona do salmo de Maria, a solis orto, usque ad ocasum, do nascer do sol até o ocaso, do nascer do sol às dez da manhã ao ocaso às três da noite, quando não é quatro, é luta, o tempo inteiro é luta. Não é outra coisa senão luta sob todos os aspectos.
A confiança nessa luta, a insistência e a força para conduzir essa luta, eu percebo bem que me vem do olhar materno, envolvente, misericordioso, compassivo d’Ela sem eu ter direito, é porque Ela quis. Bondade que sobe, vai além dos limites da justiça e que nisso me envolve e me cativa completamente.
É bem verdade, porque eu já disse aos senhores, que isso eu tive muita facilidade em compreender nas suas dimensões para lá de celestes — falo aqui do céu material — tive possibilidades de compreender isto pelo fato d’Ela me ter dado a graça, me ter destinado, ter pedido que um homem de quem Ela quisesse este serviço nascesse filho de Dona Lucilia.
(ohhhhhh!)
* Com a Senhora Dona Lucilia é “um sentir junto, um ser uma coisa só a tal ponto que ela e eu somos como os dedos da mesma mão” e isto é a essência da devoção marial do Senhor Doutor Plinio
Não estabeleço proporção entre ambas, mas não julgo que haja desrespeito nesta analogia, uma vez que Nosso Senhor, Ele mesmo, falando de si mesmo, e, para exprimir a maternalidade d’Ele, fez alusão ao amor da galinha para os seus pintainhos. Como é que eu não posso fazer alusão ao amor de minha mãe para comigo? Falando da Mãe d’Ele, que Ele mesmo me deu por minha Mãe? Não é possível. Está inteiramente razoável, na linha, na bitola que deve ter.
Como é isso no fundo de alma?
É, em grau muito maior, etc., mais ou menos o que era com Da. Lucilia quando ela estava viva e depois de morta. Um sentir junto, um ser uma coisa só, a tal ponto que, quando pela primeira vez me perguntaram que grau de união eu tinha com ela, eu fiquei surpreso, porque era a mesma coisa do que me perguntar — eu tive isso quando comecei estudar anatomia — perguntar como é a ligação desses dedos com a mão.
Assim também mamãe e eu éramos como dedo na mão.
Assim, observadas as proporções, é como eu vejo o meu sentir Nossa Senhora. De onde acontece que, uma ocasião, falando a respeito de bênçãos e maldições, de repente eu fiquei colocado, pela minha exposição, nesta perspectiva: imaginar uma pessoa amaldiçoada por Deus como Caim, que coisa terrível! Enfim, Caim viveu.
Agora, de repente continuei a falar, pensei numa pessoa amaldiçoada por Nossa Senhora, eu não compreendo como essa pessoa não morreria na mesma hora, porque é uma tal inanição, uma tal incapacidade de viver e de agüentar sequer o esforço dos pulmões para respirar e do coração para bater, que a gente… daí me lembra aquela frase da Escritura que me é tão grato recordar: “A bênção de um pai constrói uma casa e a maldição de uma mãe arrasa até os alicerces”. Façam uma idéia da maldição dessa Mãe.
Os senhores podem fazer idéia a bênção dessa Mãe. Tanto mais que Nossa Senhora é uma Mãe a quem Nosso Senhor Jesus Cristo deu o privilégio de que todas as bênçãos d’Ele passe por Ela. E, por assim dizer — a expressão não é inteiramente correta — Ele só abençoa com as mãos imaculadas d’Ela.
Isso é o que me ocorre, meu caro Marcos, de dizer, um pouco caudalosamente, porque sou caudaloso e vejo que você tem outra pergunta.
(Dr. Marcos: A outra pergunta: exercício da presença do senhor. Me lembro muito bem numa ocasião, eu estava um pouco receoso da Bagarre, etc., e o senhor me consolou muito dizendo o seguinte: “Meu filho, se estiver numa ocasião assim aflitiva, peça a minha presença que eu estarei junto de ti”.)
(Noooosssaaaa!)
(Dr. Marcos: E o senhor falou aquilo com tal convicção que me apaziguou inteiramente.)
(risos)
(Dr. Marcos: Não podíamos tornar a fazer esse pedido para que seja permanente, à partir de agora? Para já ir alimentando os nossos anseios.)
* Uma promessa profética capaz de varar todos os obstáculos, transpor todos os vales, escalar todos os picos: “Numa ocasião aflitiva peça a minha presença e eu estarei junto de ti”
Em que sentido eu dei essa resposta? Eu a mantenho!
(ohhhh!!!!)
Eu a mantenho! Mas em que sentido eu disse?
Eu disse no seguinte sentido: há uma ação de presença de qualquer pessoa sobre qualquer pessoa. Esta ação de presença pode ser, segundo a ordem da vocação, maior — em virtude do vínculo de vocação — maior entre nós. E essa ação de presença é uma ação que, como conduz toda ela para o serviço da Igreja e de Nossa Senhora, é uma ação que é fruto da graça. Sem a graça não se teria.
Portanto, é a graça, tomando um veículo humano e manifestando-se através desse veículo humano para alguém. Esta é a ação de presença na medida em que ela é santificante e que ela faz bem a uma pessoa.
Isso é genérico, e é óbvio.
Que há uma ação de presença que resulta de estarmos juntos, é uma coisa indiscutível. É uma graça. Pode-se obter essa mesma graça ainda que nós não estejamos juntos?
A resposta é: desde que esta ausência seja involuntária — porque, quando é ausência voluntária, quer dizer, por relaxamento, por displicência, é claro que não — desde que seja uma ausência involuntária, portanto, lamentada. Que seja, de outro lado, uma ausência experimentada, sofrida por uma pessoa que tem o hábito de, normalmente, desejar estarmos juntos, então eu acredito bem que essa graça, à força de visitar uma alma, possa permanecer numa alma por mais longas que sejam as distâncias.
Mais ou menos, como já me aconteceu, no tempo antes do desastre, em que eu me movia livremente, estando no cemitério da Consolação, rezando junto à sepultura de mamãe, para apoiar-me, para qualquer coisa, pus a mão sobre aquele granito. Já o sol estava se pondo mas eu sentia o granito tão quente que eu tirei a mão de lá e pensei: assim é o sol, penetra tanto na pedra que, mesmo depois dele estar começando a se pôr, estar coberto por nuvens, ainda a pedra está quente.
* Ação de presença da Senhora Dona Lucilia junto a nosso Pai e Fundador e analogias com a ação de presença dele em nós: condições, circunstâncias e graças especiais
E pensei: assim estou eu com a presença de mamãe.
(Ohhhh!!!!)
Ela se pôs, mas a presença dela para mim, eu estou quente da presença dela. E peço à Nossa Senhora que torne isso continuo até que eu me encontre com Ela no Céu.
Agora, entre nós também, uma pessoa que não tenha o hábito de procurar a minha presença, tanto quanto seja proporcionada e as circunstâncias caibam e que relaxe, é preciso uma graça excepcional para, à distância, a pessoa ser visitada por esse desejo de uma presença.
Se a pessoa tem esse hábito, a graça o acompanha e ela faz como o sol. Quer dizer, a pedra pode viajar muito longe, e ainda conservar o calor do sol. O sol pode mover-se muito mas a pedra ficar quente durante muito tempo.
Então, eu digo isso para explicar o razoável do seu pedido. Ter essa presença continuamente para tê-la na hora “H” é ultra razoável. No que ela consiste, eu acabo de dizer. Que esse pedido é bom, eu acabo de dizer. Que ele depende de uma concessão de Nossa Senhora, está implícito, que é a dispensadora de todas as graças é Ela.
Que as nossas orações podem incliná-La a conceder isto com uma particular abundância, é naturalmente cabível também. Porque, se Ela se serve de alguém para ser o mármore ou o granito que recolhe o calor para ainda tocar aqueles que ainda passem mais tarde, se esse granito pudesse falar, é claro que o sol o dardejaria ainda mais, para que ele pudesse aquecer ainda mais os outros.
É claro, portanto, que o meu pedido de que Nossa Senhora torne a presença d’Ela, a ação d’Ela em mim e em cada um dos senhores cada vez mais efetiva, e sobretudo efetiva quando estivermos juntos, de maneira a me dar cada vez mais saudades de qualquer um dos senhores quando não estamos juntos e lhes dar saudades desta ação de presença quando estamos juntos e lhes dar saudades desta ação de presença quando estamos separados, é um ótimo pedido.
Quando a ser desde agora, podemos pedir no encerrar, podemos pedir na capela daqui a pouco. Mas, é preciso rezar sempre e pedir sempre. Para ter sempre, não é mais ou menos como um computador elétrico, plam! e acabou. A gente tem que pedir sempre. E incluamos nas nossas orações habituais, e eu estou certo de que teremos feitos uma coisa muito condizente com nossa oração, com nossa vocação.
Agora, como as boas coisas não se devem diferir, eu sugiro que nós desçamos agora à capela e rezemos todos juntos. E depois façamos o contrário da oração, nos despeçamos em paz, porque está ficando tarde.
Meus caros, vamos andando. Meu Marcos, gostei muito das duas perguntas. Fica, para algum outro sábado, ficam as outras.
(Sr. –: Pugnemos pro Domina!)
Quis ut Virgo!
(Sr. –: Pelo menos hoje sendo o dia que é — já domingo, dia 7 — não sei se o senhor podia condescender em cumprimentar a cada um?
Sim, com muito gosto.
Razão pela qual devemos começar logo, e pelos donos da reunião que são os da reunião de sábado.
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