Conversa de Sábado à Noite – 30/12/1978 – p. 13 de 13

4[A reunião está indicada como Reunião Extra, mas pelo dia e pelos presentes, só pode ser CSN. Dá impressão de ser um daquelas cópias de fita que o Sr. João Clá fazia em forma de relato, para disfarçar.]

Conversa de Sábado à Noite (Sub grave – Não ler) — 30/12/1978 — Sábado [AC 243] (HVicente)

[No início da conversa Sr. Gonzalo Larraín perguntava o que está no fundo da alma do Sr. Dr. Plinio que o leva a pedir essa coisa...

(…)

... se é a solidão ou o que...? O Sr. Dr. Plinio respondeu:]

* Profeta Elias: o que abre na história a devoção a Nossa Senhora e representa a mais alta personificação desse espírito

O que está no fundo da alma é o seguinte:

O profeta Elias tem um papel histórico tal que uma devoção como a devoção à Nossa Senhora... — não precisa dizer mais nada quando está dito “a devoção à Nossa Senhora”; está dito todo o esplendor possível que se pode dizer de algo —, bem, [a] devoção a Nossa Senhora começa definidamente nele. Ele abre na história essa revelação de Nossa Senhora e, com ele, começa a família de Elias, que é a família de São Luís Maria Grignion de Montfort e que vai ser o último varão fiel, chefe dos últimos fiéis sobre a terra.

Isso atravessa a história a partir dele de ponta a ponta. Agora, se começa assim nele, tudo leva a crer que ele seja a mais alta personificação desse espírito. E, é mais extraordinário, mais importante que nele tenha começado a devoção a Nossa Senhora do que ele tenha sido levado num carro de fogo para o Monte dos Profetas. Mas é muito mais importante. Eu não ousaria acrescentar que até perder de vistas.

(…)

Eu fico para lá de desolado quando eu vejo — vejo e acho explicável — tantos e tantos e tantos de vocês dizerem que já não conheceram bem a Igreja e que tenham uma idéia da Igreja em mim. E noto na natureza do ato de Fé que é pedido a vocês que é um ato de Fé muito duro, muito meritório. E, em parte por isso, [fico] desejoso que vocês tivessem mais conforto na Fé. “Conforto” — no [sentido da] palavra “força” — na Fé.

* Desejo do Sr. Dr. Plinio de um, como que, milagre por onde os filhos dele o vissem melhor vendo a S. Elias

E, em parte, pela idéia de que sendo ele o ponto de partida, ninguém melhor do que ele pode acumular a ação dele com a minha... [faltam palavras]... E depois, levado ainda pela idéia de que pode haver em nós uma certa dureza... Mas que essa dureza torne necessário um, como que, milagre que não seria — vejam bem hein! — não seria aparecer de maneira a ser um milagre, mas, ele receber de vocês uma graça por onde vocês vendo-o me vissem melhor… Eu acabo tendo uma esperança de alguma coisa assim.

Bem, teria o desejo de descansar um pouco da minha fadiga nos braços fortes dele! É possível... Mas eu não preciso dizer a vocês a superveneração que eu tenho a ele. Todos nós temos. É das tais coisas: se, de repente, aparecesse um varão... Agora! Toca a campainha e [nos] dissesse o rapaz que está de plantão: “Sr. Dr. Plinio, é uma hora inteiramente maluca, mas está aí embaixo um senhor que o Lusitano não viu passar, mas que eu vi subir! Ele não desceu, mas subiu. E esse senhor me disse que é parente seu chamado Elias. E que quer conversar com o senhor, já, já, já.”

Bem, eu não ficaria tão espantado. Ficaria para lá de maravilhado e esqueceria da maffia e me punha imediatamente de joelhos.

(Sr. Mário Navarro: Nós compreenderíamos a vinda do Profeta Elias enquanto discípulo perfeito do senhor, para nos abrir os olhos. Mas, fora disso — se não fosse irreverência — acharia supérflua, um pouco.)

Olha, essas são as discussões das quais eu fujo espavorido porque... Para dizer a vocês, a veneração que eu tenho a Elias: Se Elias aparecesse e me dissesse: “Tu és discípulo perfeito meu” — vejam bem, hein! Não é “o” é “um” — eu tenho a impressão que eu desmaiava de alegria. Desmaiaria de alegria, ao pé da letra. Vocês nunca me verão desmaiar de dor, pode ser que aconteça, mas nunca me verão. Mas, ele dizer isso, eu desmaiaria de alegria. Bem, que ele pudesse por essa forma inundar vocês… Eu ficaria contentíssimo. Ficaria gaudioso além de todo o limite.

* Assim como Elias está no começo marial do mundo, o Êremo de Elias está no começo do movimento eremítico no Grupo

E eu disse no Êremo de Elias — repito aqui — não sei se vocês se lembram — eremitas de Elias eram Átila, Guerreiro Dantas, Paulo Henrique, Gonzalo Larraín — de eu dizer que havia um qualquer mistério no Êremo de Elias ao meu ver. E que esse mistério era a ... [faltam palavras] ... (comer no ar). E eu tenho a impressão que algo assim ainda virá. Dentro das provações inenarráveis pelas quais o Êremo de Elias tem passado.

E, eu acrescento o seguinte — notem, é das coisas que se tem que saber ver — mas de fato o Êremo de Elias é o que está, como Elias está no começo marial do mundo, o Êremo de Elias está no começo do movimento eremítico dentro do Grupo! O Êremo mais antigo fundado foi o Êremo de Elias. E o primeiro camaldulense dentro do Grupo foi o meu Átila! Que dentro do Êremo de Elias vivia a vida de silêncio camaldulense que, se eu não me engano, só rompia para conversar comigo, conversar quando eu estava. E criava rosas, aliás, com êxito, é preciso dizer, dava rosas muito bonitas.



[Sr. Átila deu um retrospecto. A graça, o arco-íris, Êremo do Amparo de Nossa Senhora. Sr. Marcos Fiúza lembrou da conversa em Curitiba, do demônio que foi derrubado [estátua] no jardim, etc. O Sr. Dr. Plinio derrubou-o e puxou o brado.]



Foi isso, é.

Agora, depois teve toda... É preciso dizer, em primeiro lugar o seguinte: na Camáldula ou... [faltam palavras] ...do Átila e do LFA lá na fazenda, ainda era fazenda, não era o Êremo do Amparo de Nossa Senhora. Era uma coisa que tinha tantas graças que quem ia lá e não falava com eles sentia. Eu me lembro num desses fim de semana que o Paulo ia para lá, quando ele voltou, perguntei: “Onde é que foi?” Ele me disse: “Daquela casa saem tantas graças que ilumina um Êremo inteiro.” Lembro-me disso perfeitamente. E foi propriamente a primeira fagulha da qual depois saiu o movimento eremítico. Aí o Fábio resolveu montar um Êremo. V

Vocês dois foram direto de Amparo para esse Êremo.

(…)

[Sr. Mário Navarro comentou que nos termos que o Sr. Dr. Plinio põe a vinda de Elias, dá para nós algo de meio antiaxiológico porque dá a impressão de um supercastigo... O Sr. Dr. Plinio exclamou:]

Supercastigo!? Eu considero um prêmio de desmaiar, você considera um supercastigo!

* Hipotético encontro do Sr. Dr. Plinio com Elias e Henoc: “Eu me daria conta de que todas as elucubrações que se passa na minha alma faria parte do diálogo deles e que seria como se os três fossem uma mesma alma”

[Sr. Átila acrescentou: “Ele não viria para comandar, mas para visitar.” O Sr. Dr. Plinio concordou:]

Uma visita. Fale numa visita. Não é para tomar o comando, mas para uma visita. Se ele vier tomar o comando, eu me rejubilaria. Eu tenho a impressão que seria uma coisa diferente. Eu tenho a impressão — é naturalmente uma impressão — ... [faltam palavras] ... aqui, falando com toda franqueza, etc., eu nunca me pus o problema. Estou pondo agora. Agora, a impressão que eu tenho é que se ele aparecesse, ele e Henoc, tudo mais, se daria um fato curioso que, sem nós termos necessidade de conversa preliminar, nem nada — olha que falaríamos hein! — sem ter necessidade de conversa preliminar, nem nada, nós nos olharíamos e nos compreenderíamos como se, desde que eu fui criado, eu tivesse conversado com eles e que eu soubesse tudo o que se passou no colóquio entre eles dois até agora. É essa a impressão que eu tenho. E, eu me daria conta, de repente — mas essa impressão nasce aqui nesse momento porque nunca me passou pela cabeça e eu só estou dizendo a vocês a título de impressão, não é outra coisa — que todas as elucubrações que tem passado pela minha cabeça, eram, seriam, como que dirigidas por eles, de maneira que eles que teriam dado empuxe, teriam presidido a formação das idéias, as conclusões, as impressões, etc., mas não, como que, de longe [como se] dirige um bonequinho apertando assim, mas é como se o que se passa na minha alma fizesse parte do diálogo deles e que seria quase um outro e outro e outro serem a mesma alma, tanto conversaríamos e tanto nos entenderíamos, etc..

* Focalizações que haveria na conversa com Elias e Henoc – Como entra o profetismo nestas visualizações

E que, por causa disso, a conversa seria num primeiro, na primeira focalização, seria qualquer coisa abrangendo ao mesmo tempo os três pontos seguintes: o que está se passando no Sapiencial e Imaculado Coração de Maria, e através dEla, como as três Pessoas da Santíssima Trindade e com todos os acontecimentos do mundo e o que está se passando nos antros infernais mais abjetos, também com seus acontecimentos no mundo. E, o mais alto — eu não consigo levantar o meu braço para fazer a coisa, por isso eu ponho na horizontal — do mais alto e do mais baixo extremo de devenir do acontecer, quais as elucubrações, as intenções e as diretrizes; como é que isso se traduz no jogo dos acontecimentos terrenos e que aí eu perceberia o quanto a Congregação é impulsionada por eles.

De maneira que nós entraríamos — como se diz em francês, os meus francólogos estão aqui — de plein pieds. Se diz em francês para dizer, por exemplo, uma casa que é de tal maneira da altura da rua que nem há uns degrauzinhos como costuma haver assim: de plein pied.

Entraríamos nesta conversa, mas que seria uma conversa tal que um diria tal coisa, outra diria tal, eu comentaria tal outra coisa e que nisto se daria uma interlocução entre criaturas — que Nossa Senhora quer que haja para os planos dela se realizarem na terra —, mas de criaturas vivas, da Igreja Militante. Seria a conversa em virtude da Igreja Militante.

Eles têm, pela impressão que eu tenho, um conhecimento contínuo do que é Nossa Senhora e também do que deseja o demônio. O que eu apenas vislumbro, eles conhecem. Agora, o que eles conhecem — eu sei... o que estou dizendo aqui. Eu teria a impressão, nunca tive visão, nem revelação em minha vida. Eu estou dizendo assim... — filtraria à maneira de vislumbre que a reflexão me faria conscientizar e utilizar aqui na terra e daí, viria o profetismo.

Seria um vidro translúcido e não-transparente, através das quais aparecem silhuetas, o que eles vêem na realidade. Eles são da Igreja Militante. São vivos! Não morreram. Com certeza foram batizados, pelo menos pelo ardentíssimo Batismo de desejo, mas acho que comungaram.

[Um poderia batizar o outro, uma vez que viram tudo, disse Sr. Mário Navarro]

É, por aí mesmo porque um pagão pode batizar. Eles nem eram pagão, eram judeus, mas é certo que um pagão pode batizar o outro sem ser batizado.

Agora, eu que fiz a conversa, vou impor, em nome da obediência que não conversem isso com ninguém. Porque é uma conjectura. Não é nem um pouco dizer que — eu nunca pensei isso em minha vida, me veio ao espírito agora, para eu explicar como é ... [faltam palavras] ... que iria nessa conversa... [faltam palavras] ...

* Superioridades e inferioridades entre Elias e Henoc

Para vocês terem idéia do que é que é a noção que os filhos das trevas têm de certas coisas, como entrou um castigo para a Igreja onde, os filhos da luz, muito raramente tem certas noções dos filhos das trevas.

Eu estou lendo agora um livro sobre Clemenceau, ele dizia...lhe contaram que o Clemenceau dizia o seguinte: ele prezava muito as qualidades da inteligência e depois as qualidades da vontade que o homem pode ter. Mas havia uma qualidade superior a essas que ele prezava mais — ele se colocava no plano meramente natural — era a densidade e a intensidade. Intensidade é o reverso da densidade... [faltam palavras] ...

[Henoc] vamos dizer o seguinte: conheceu um contemporâneo de Adão. Vamos formular, eventualmente, isso assim. Ou teve contemporâneos que foram contemporâneos de Adão, pegou a Tradição viva de Adão, pelo menos o aroma dos dons preternaturais, relações do Paraíso, etc..

Henoc teria uma grandeza meio parecida com as mais altas grandezas da natureza, mas, Elias tinha as grandezas da Graça. Maior fragilidade da natureza e mais esplendor da graça. Eu faria a comparação seguinte: você compare o mar e a Sainte Chapelle. O mar é… Bem, é o mar. Não tem o que dizer. Mas, a Sainte Chapelle é a Sainte Chapelle…

[Sr. Átila sugeriu: “A Sainte Chapelle não serviria mais para S. João?]

Eu não quero dizer isso. Eu quero dizer apenas em que linha Elias seria superior e inferior a Henoc. O que é que está na consonância com o que você diz. São João é inteiramente Sainte Chapelle... [faltam palavras] ...

* “É na vitória da Contra-Revolução na minha alma e depois, em cadeia, na alma de vocês que contém o corolário da vitória da Contra-Revolução no mundo” – “Vocês não teriam sido fiéis, se eu não tivesse sido fiel.”

...as lutas dos bons e dos maus, as tentações e rejeições. Não dos bons e dos maus: dos bons. De maneira tal que se Nossa Senhora não tivesse ajudado a ser fiel a Ela, uma série incontável de homens teria entrado na catástrofe e que, portanto, a minha alma, e por participação as almas de vocês, são como que laboratórios para ele — na visão dele — laboratórios de experiência de como é a Revolução e a Contra-Revolução a qual de fato foi vencida, quando ela foi vencida, primeiro, em minha alma, depois vai ser vencida na alma de vocês. E que é essa vitória da Contra-Revolução em minha alma e depois em cadeia nas almas de vocês que contém um resumo, o corolário da vitória da Contra-Revolução no mundo.

Resumo, repetindo. A questão é a seguinte: o Átila perguntava o que é que é... Então minha resposta é a seguinte, é uma impressão que me nasce na cabeça agora. Nunca em minha vida pensei nisso e eu não digo que as coisas sejam assim. Eu atendo o pedido do Guerreiro de me dar a impressão que me veio na cabeça no momento. Pode ser que com a reflexão, etc., isso mude.

No momento me vem na cabeça da seguinte maneira: quando eu tive as minhas lutas para rejeitar a Revolução e manterem fiel a Contra-Revolução, a Revolução fez vários botes dentro de minha alma. Nossa Senhora me ajudou [a] resistir a todos esse botes. Quando eu tive essas lutas, essa luta por assim dizer continha em germe as lutas que vocês travam em si mesmos para a própria fidelidade. De maneira que vocês não teriam sido fiéis se eu não tivesse sido fiel e que, as lutas minhas e as de você, somadas, contém a alternativa dos que devem adendos desde que a Congregação existe. Ou desde que eu existo.

* “Até o fim do mundo haverá lutas internas de alma contra a Revolução” – “As lutas que vocês travam e eu travo em vocês, essas lutas se repetem na humanidade já agora e enquanto a nossa família de almas existir.”

Até a Bagarre ou até o Reino de Maria — não a Bagarre — deve haver umas lutas internas de alma de Revolução e Contra-Revolução e que, as lutas que nós temos capitulam essas lutas fora. Até onde nossa família de almas existir, portanto, até o fim do mundo e que, portanto, as nossas lutas internas que nós travamos contra a Revolução... Por exemplo, que vocês... Eu vou falar com uma franqueza paterna, afetuosa, etc.

Eu não creio que eu tenha dado entrada à Revolução em mim. Mil portas e mil janelas: isso é verdade. Não creio que ela tenha entrado. Em vocês entrou! Mas ela não tomou o donjon central. A torre de menagem, ela não tomou. Ela não tomou e em alguns, nem entrou. Em outros entrou e Nossa Senhora teve que expulsar, mas em alguns, na torre de menagem, nem entrou e que essa luta de cada um contra a Revolução... E nem é a luta de cada um.

As lutas de vocês todos contra a Revolução foi, por assim dizer, capitulada. Quer dizer, vivida em primeiro lugar em minha alma e depois livremente repetida nas almas de vocês. De maneira que desdobrada — é melhor a expressão “desdobrada” do que “repetida”, talvez; não estou encontrando a palavra adequada para isso — e que as lutas que vocês travam e eu travo em vocês, que essas lutas se repetem na humanidade já agora e enquanto a nossa família de almas existir.

* Observando a luta travada pelo Sr. Dr. Plinio, Elias e Henoc conhecem melhor o fenômeno revolucionário: “Essas são as notícias, as interpretações, as coisas que eu teria a dar para eles”

E que esta luta que eu travei tinha alguma coisa já — muitas — tidas por Elias e Henoc e que eles observando em minha alma conheciam melhor o fenômeno do que observando de fora para dentro [nas] pessoas desengajadas da luta. Porque eu estou engajado na luta! Eu estou inclusive engajado no processo revolucionário que se desenrola. Quer dizer, eu sou um batalhador dessa batalha. Eles não. Eles estão fora. De maneira que essas são as notícias, as interpretações, as coisas que eu teria a dar para eles. Aqui eu... [faltam palavras] ...mais, as graças específicas... Nós teríamos que dar para eles.

E, de algum modo... Eu não sei, mas, por exemplo, se eu dissesse o seguinte: É possível que vocês sintam como eu, que aqui no ambiente em nós conversamos no momento há uma grande interpretação entre nós. Mas, que eu tenho a impressão que há qualquer coisa mais do que nós. Tenho a impressão de algo que é luminoso, assim imponderável, que só o espírito vê, os olhos não vêem, mas que é como que um certo contato com eles dois, aqui nesse momento. Eu não estou perguntando a ninguém para não obrigar ninguém a depor, mas que realiza um pouco a tal — um pouco — a tal vinda de que falei. É capaz de ser uma ambientação.

* Uma teoria, não vista, de Grand Retour

O fato concreto é o seguinte: que eu percebo, também nesse momento há intercirculação entre nossas almas mais viva — talvez vocês sintam também —, mais intensa, qualquer coisa que nos aproxima e que derruba paredes, lajes, entre nós. E onde cada um de nós, como que, vê diáfanamente o outro, além de ver com os olhos do corpo. E é um modo pelo qual nós julgamos discernir essas duas outras presenças aqui também. Quer dizer, nós nos discernirmos aqui no momento de um modo parecido com o modo pelo qual discernimos a eles.

Para concluir, então se poderia conjecturar que no momento em que a presença dele fosse sensível, mais sensível, barreiras e escamas que há de vocês para mim cairiam. E depois não se reconstituiriam. Quem sabe se seria esse o Grand Retour... Dá uma linha de Grand Retour. Uma teoria, como até aqui, não vista.



[Fiéis do mundo não. Aí somos somente nós. Da Igreja Militante sim, eles participam.]

O que me ocorre agora é o seguinte: O profetismo oficial foi encerrado, mas, eles ainda voltarão, oficialmente como profetas para dizer algumas coisas para o antiCristo. Eles não teriam a missão de em certo momento dizer para um Papa alguma coisa…? Eu estou vendo o Y de pézinho com os olhinhos... [faltam palavras] ... . A título conjectural fica uma lindíssima meditação sobre o sentido mais recôndito da Congregação.

* Elias, Henoc, São João e a escravidão a Nossa Senhora

Eu acho que eles são escravos de Nossa Senhora. No seguinte sentido de que o primeiro escravo foi Elias. Mas, que quando Elias foi escravo... — Bom! Escravo! Ele é anterior à Nossa Senhora… —, ele foi escravo da Virgem Vindoura, mas na vida terrena dele, ele não exerceu a função de escravo de Nossa Senhora. Então, Henoc não soube e não exerceu o papel, não desempenhou o papel. Elias soube, mas não desempenhou. Provavelmente, São João soube e desempenhou porque é provável que aquilo que Ele disse a São João, a Nossa Senhora: “Eis aí tua Mãe, eis aí o teu filho...” constitui o vínculo da Sagrada Escravidão. Tudo leva a crer. “Accepit eam discipulus in [domum?] suae”: é inteiramente, constitui o direito da Sagrada Escravidão.

Mas, eu creio que pela ligação que Nosso Senhor tinha com Elias e Henoc, o que Ele ia fazendo, Elias e Henoc iam sabendo com um consenso prodigiosamente unido e com um conhecimento como seria o nosso com Ele, sem necessidade de falar.

Eu sou, por vocação, por natureza, muitíssimo voltado a admirar e, portanto, a admiração por Elias e Henoc, você vê bem, é debandada. E sou levado a achar que Elias e Henoc... A missão que nós temos é prefigurativa da deles — até curioso hein!. A deles foi prefigurativa da nossa e a nossa prefigurativa da deles. E se a missão que eles vão desempenhar é no fim do mundo, é uma missão sem igual: increpar o antiCristo e tudo mais... Isso é uma coisa única. E talvez — conversamos esse dias — seja até Elias ressurecto que mate o antiCristo. O tal sopro da boca de Nosso Senhor — é preciso ver os teólogos o que dizem —, mas talvez seja isso. De maneira que Elias e Henoc devem ser vividos não só em função do que eles fizeram até agora, mas do que eles estão chamados a fazer.

* “Assim como Elias e Henoc irão resistir ao antiCristo, nós vamos resistir aos discos voadores”

Eu acho que, portanto, essa espécie de confrontação... é melhor não fazer. Ela afunda no mistério, pelo menos!

Aproveito para dizer: eu acredito que a resistência aos discos voadores se fará com uma coisa dessas. Esta ligação com eles nos dará o poder de resistir aos discos voadores. Assim como eles vão resistir ao antiCristo, nós vamos resistir ao discos voadores. Bom, esta vinculação — o Átila usou uma expressão muito boa: “entra em visita” — há visita. É em hora de visitação em que eles nos visitarem é que nós vamos poder increpar os discos voadores.

[A presença] aqui, por exemplo, é isso: dir-se-ia que são os dois. Não se sabe quem é quem dentro dessa “visita”.

Eu creio que a idéia — da psicologia, época, etc., de Henoc e Elias — sobreveio para que nós... [faltam palavras] ... no momento fala... [faltam palavras] ... eu intuo a mesma canção; mas cada um cantando por ver... De maneira que, sem que o outro fale, mas falando mais alto, cantando mais alto... [faltam palavras] ... e Elias cantando em palavras articuladas, Henoc no silêncio… É bem possível.

* “Eu não imagino Elias derrotando toda a Revolução” –

Tudo isso para mim tem mais alcance do que a mensagem dos vietnamitas. Aí entrem minhas supervenerações, minhas superadmirações de um tamanho que eu não sei. O que se sente é um lumen à maneira de vulto.

Eu tenho certeza que se tudo isso se confirma, porque nós estamos na hipótese. Se tudo isso se confirma, a ação de São Miguel seria fácil de discernir, por um lado. É que não veria em Elias e Henoc, pessoas capazes de por si derrotarem mil ou dez mil. Elias, por exemplo, você falou aí, mandou decapitar 400 sacerdotes de Baal. É verdade. Mas aí era uma... Ele pessoalmente degolou! Ele teve forças para degolar! Foi. Está bem, mas eu digo, francamente, eu não imagino Elias derrotando toda a Revolução.

Agora, São Miguel eu posso imaginar. Ele tem uma ação pessoal de um homem egrégio, não é a ação de um anjo. A ação de um anjo é qualquer coisa de mais alto e mais fulminante, e mais universal e mais irresistível do que do mais alto dos homens. E é a presença de uma natureza intrinsecamente superior. O puro espírito e depois já na glória de Deus. Elias não está. Ele está confirmado em graça, Henoc [também] está confirmado em graça , só que ainda não morreram. Portanto, não passaram por algo da prova que resta, embora confirmados em graça, tem provas a passar.

E, isso tudo cria uma situação que é diverso da presença de Elias e Henoc. De onde se diria que nós não... A Bagarre não se vende pela mera ação…ação de Elias e Henoc, mas que é necessária a vinda dos Anjos. Mesmo porque, por mais extraordinários exorcistas que eles sejam, Elias e Henoc — e serão — eu acredito que eles... que não esteja na natureza dos ofícios, eles empurrarem para o Inferno as toneladas de demônios que estão por aí. E isto, é São Miguel e não... [faltam palavras] ...[tem outro jeito]. Sem falar que a massa geral da Revolução, quem tem que fazer recuar, são eles. Está na natureza deles e, em conseqüência, na natureza do ofício deles.

* Elias e Henoc vencendo por meio do Sr. Dr. Plinio

[“Agora, os anjos atuam sobre os homens”, dizia Sr. Átila.]

Sim, e nisto só pode estar um ponto de partida na ação dos dois.

[Sr. Átila continuou: “Eles vencem por meio do senhor.”]

Sim, por que realmente, eles, Elias e Henoc não são lutadores da Contra-Revolução no sentido em que nós estamos habitualmente. Serão no fim do mundo. Eles aqui são orantes, contemplativos e interventores. Eles intervêm, mas não são... não toca diretamente a eles, com a presença deles, o grosso da luta para frente.



Paulo Henrique comentou que quem vence a Revolução atualmente, na luta corpo a corpo, tem uma experiência que os expectadores não têm, pela ordem natural das coisas. Por isso, no fim do mundo, o auge da virulência revolucionária, o Sr. Dr. Plinio teria um papel primordial entre Elias e Henoc. O Sr. Dr. Plinio disse:



Aí, de vem em quando, eu compreendo que vocês façam, mas vocês devem compreender que eu não faça. E a própria admiração não permite fazer. ... [faltam palavras] ... Aliás são os momentos em que acho que vocês notam flaté.

* O que está na índole admirativa é colocar o que se admira no mais alto possível

O Sr. Átila apresentou um texto de 1400 e pouco, de um monge carmelita que diz: “Elias, olha qual de seis filhos terá como companhia na luta contra o antiCristo.” O Sr. Dr. Plinio observou:

Aqui já envolve problemas que a gente não sabe o que dizer. Eu nunca me pus por causa de meu foro interno [ e não o establishment]. Tenho a alma ultra feita e posta dentro da idéia de um fiel comum, venerando essas figuras excelsas. E tendo uma espécie de — não de minha ilusão na minha vitória — mas de uma inibição, sem ilusão, a respeito de transpor esse limiares sagrados. Sendo que de outro lado, eu sou obrigado a ver qual é meu próprio papel. Não vou negar, sou obrigado a ver. Mas, acho que para eu tomar posição diante disso é preciso uma espécie de graça especial que virá a seu tempo, a seu modo, sem violentar as minhas admirações. Porque o que está na índole admirativa minha é colocar o que eu admiro no mais alto possível. E para ter o recuo para poder admirar bem, colocar-me o mais baixo possível, que é realmente a ótica da admiração. É essa. E, assim, eu não posso de repente mudar num ponto ou outro sem mais, nem menos. Isso não é uma liquidação de clichês efêmeros, mas é uma mudança muito delicada de um ponto de vista.

* “Com o olho direito, vocês se colocam na minha ótica, com o esquerdo, são inteiramente terrenos” – “Era normal que houvesse muito mais dor, já que há tanta veneração”

(Sr. Átila Sinke Guimarães: Pois é, nós estamos imitando o senhor... Nós temos que olhar o senhor assim.)

É, é verdade. Um dos problemas para vocês é que, a meu respeito, vocês em parte fazem isso, em parte não fazem. É como se com o olho direito, vocês me colocassem nessa ótica, e com o olho esquerdo, vocês se colocassem na ótica comum. De onde uma visão assim, para começar por mim. Eu... para ser bem franco, paternalmente franco há ocasiões em que eu não compreendo como é que podem coexistir tanta indiferença e tanto respeito e tanta dedicação — porque não dizer!? —, tanta dedicação.

Mas, por exemplo, quando eu estive no desastre, estive “morre–não morre”. Era normal que houvesse — já que há tanta veneração — houvesse muito mais dor, o que revela que um olho aberto [e] outro fechado! Porque eu sondei, de cama mesmo, sem perguntar. Pelas caras das pessoas que apareciam, eu sondei o ambiente todo. Eu percebia que inclusive nos Êremos, era um ambiente de atenção muito voltadas para qualquer um ... [faltam palavras]. Mas era, um ambiente totalmente cotidiano que não se coadunaria com a própria condição eremítica. Faça idéia de uma pessoa que resolveu deixar tudo — em grande parte — por fidelidade a mim. Ou, no total por fidelidade a... E que entretanto, vacilando a minha vida... De tal maneira que o problema pessoal dele lhe tocaria muito mais do que o que estava se sucedendo a mim.

Por exemplo, um problema de amor-próprio. Para não ir mais longe: problema de amor-próprio. Poderia acontecer que sucedesse isso. Era a tal história de um olho que faz como eu faço e de outro olho que é inteiramente terreno. E os dois olhos desiguais como visão, com capacidade ótica, incidindo sobre um mesmo objeto. Depois, repetiu-se ante os vários perigos do fechamento da Congregação.

Diga, meu Guerreiro, mas diga logo porque estou começando a sentir que o ambiente está começando a ... [faltam palavras] ...



O Sr. Guerreiro Dantas comentou que essas comparações, ele sentia que quebrava uma série de padrões velhos para nos mostrar o que é o trânsito da vida cotidiana com o homem. O Sr. Dr. Plinio disse:

Aí está muito bem. Eu vou dizer mais. O que você disse a respeito desta necessidade da fusão dos clichês envelhecidos, eu acho que exprime bem o fenômeno — o começo do fenômeno — que eu queria acentuar ou agravar, quando eu falei a respeito da Bagarre azul, e do fim da Bagarre azul e do resto da influência da Bagarre azul sobre a forma... [faltam palavras] ... etc. Porque, liquidar esse clichês que vocês tem superados dentro da alma, são clichês da Bagarre azul. E esse é que estão ficando. Eles... [faltam palavras] ... à la Pedro Álvares Cabral. Pelo menos, para datar um pouco, para evitar qualquer exagero.

Agora, vamos ver o comentário com afeto.

* Sr. Dr. Plinio descreve o olhar de um enjolras com algo dos clichês de homem de negócio

Mas, hoje houve uma cerimônia muito bonita no São Bento. Quando terminou a cerimônia, eu saí da cerimônia pelo claustro e, no meio daquela massa de gente ali — enjolrada, só tinha enjolras — encontro de repente na penumbra, dois olhos reluzentes, assim como que piscam, pequenos e com um estilo diferente dos olhos da enjolrada que são olhos que fixam muito menos. Não sei se você notou, os enjolras não fixam as coisas. Por exemplo, eles pegarem essa caixinha — como eu já vi mais de um de vocês fazerem — e olhar os vários relevos que tem aqui, e o que é que isso quer dizer, não sai. Isso para eles é uma brumosa e está acabado, uma visão assim.

E esses olhos muito analiticamente. E eu detive a minha atenção para ver quem era o dono desses olhos. ... [faltam palavras] ... cujo olhar, certamente, não era de um anjo. E pelo contrário, muito fixador hein! O que ele quer fixar, ele fixa muito e com muito discernimento. ... [faltam palavras] ... em se diferenciando dos enjolras. Está bem! Vocês querem que eu diga uma coisa? O olhar vago, mortiço, dos enjolras, pareceu-me no... [faltam palavras] ... um olhar muito mais atualizado do que o olhar... [faltam palavras] ... Por que? Porque tem algo dos clichês do homem de negócio. E esse modo de olhar do homem de negócio está velho como tudo. Ele não percebe, está velho como tudo. E eu, 70 anos, se não tivesse medo de fazer mal a ele, pararia diante dele e dizia: “Ó velho! Porque me olhas?” Porque os clichês estão velhos.

Por exemplo, ... [faltam palavras] ... da qual eles não participaram e onde talvez eles tivessem os dois dificuldades e se... [faltam palavras] ... essa nossa conversa é muito mais no vento, sem nenhuma comparação, do que um... [o MHSim?]...

Eu não estou dizendo para criticá-los. A propósito, eu daqui a pouco vou fazer um comentário a respeito disso. Mas, o fato é concreto que isso aqui é uma conversa imensamente no vento. E aí as preocupações... Nunca sai do vento. Isso é vento. Nunca sairá do vento. (o vento leva) é verdade.

Mas, por exemplo, vamos dizer, negócio em... [faltam palavras] ... é muito menos no vento do que isso. Nem tem comparação.

Agora, para terminar a conversa da noite — não sei se os outros, Paulo Henrique e Pedro Paulo concordam com o que vou dizer — eu acho que é das melhores conversas que tivemos até hoje, nos sábados à noite. Até creio que completamente hors serie, em relação às outras conversas.

O Sr. Átila disse: “Duas presenças novas sensíveis: Srs. Paulo Henrique e Pedro Paulo e duas...” O Sr. Dr. Plinio riu:



Quatro novos, hein!

Eu acho que, por mais que se dê ao que acaba de ser dito aqui o caráter de hipótese, a gente vê que dentro dessa hipótese um... [faltam palavras] ...de verdade há. E que chocaria a piedade de vocês se eu dizendo: “Isso é hipótese, mas não choca.” Eu dizendo isto não se reduz senão a hipótese, choraria. E que alguns resíduos da realidade que nós não podemos definir bem, existem, ou pelo menos um resíduo. E que na vida do Grupo ter havido esse resíduo, resíduo ter estado presente, é uma coisa de uma importância muito maior do que a queda do Xá da Pérsia! Muito maior.

* Descrição de objeções inconscientes em relação à Reunião de Recortes

Aliás, até — preciso fazer justiça às gerações que vieram depois da minha — é uma objeção que vocês todos têm de fundo de quadro com a Reunião de Recortes e que é a seguinte: a Reunião de Recortes apresenta a questão do Xá da Pérsia como um dos acontecimentos mais graves que pode haver. E vocês tem aqui atrás na nuna a idéia de que deve haver também fatos do gênero desses muito mais importantes do que a queda do Xá da Pérsia e que ficam sempre na Reunião de Recortes à espera ou à procura que eu diga alguma coisa dessa ordem. Vocês todos ficam meio à procura disso enquanto o pessoal da minha geração, o pessoal da rua Pará, não procura isso. Eu procuro e eles não procuram...

Isso é para nós nos entendermos inteiramente a respeito da Reunião de Recortes. Eu sinto que quando eu começo a tratar disso…há em vocês sistematicamente o alardo prepara... [faltam palavras] ...e a reunião mete os trilhos numa outra coisa. Mas, eu me sinto muito bem nesses temas, mas compreendo que vocês procurem mais do que isso e que pela primeira vez é dado com essa quintessência nessa reunião.

Agora, vejam quais são os desígnios singulares de Nossa Senhora. Uma pessoa — entre muitas outras — como poderia automaticamente mencionar o VP para não falar o CN. Bom, uma pessoa que mais fácil, que compreende e se estivesse aqui era o Luizinho. Não veio, não viria, não veio e não virá. Bem, vocês dois foram a Europa, normalmente, pela distribuição das convivências vocês não viriam a essa reunião e não estranhariam. Vamos supor, Paulo Henrique, eremita de Elias.

Você [Sr. Pedro Paulo] não era eremita, saiu antes dos Êremos. Bem, como fautor do Grupo da Espanha você acharia a coisa mais natural do mundo não vir a esta conversa. Bem, estão aqui porque foram para tão longe e que passaram tanto tempo fora, que foi necessário que viessem. Então porque foram para longe, entraram. E o que o Luizinho não presenciou, vocês presenciaram. Veja como os desígnios de Nossa Senhora são singulares, se realizam por rios caudalosos e se fazem de maneiras extraordinárias.

* Como ser recrutou a Conversa de Sábado à Noite

Vamos dizer, por exemplo, alguns outros dos Êremos, de vocês, como é que se recruta essa reunião? O que é que é? É gente que me assistiu durante o desastre e tomou o hábito de vir toda noite aqui em casa dar uma prosa como continuação das prosas no tempo do desastre. É o João — que não freqüentava a minha casa antes disso —, Átila, não freqüentava a minha casa; Fernando não freqüentava, EM não freqüentava, Fiúza não freqüentava.

[Sr. Gonzalo Larraín disse: E um que não assiste nunca [Sr. João Clá] está.]

É verdade. Sendo que no elevador, eu fiz insistência para que fosse descansar. Já no São Bento ao sair, eu fiz insistência para ele não vir. E ele veio de novo... [faltam palavras] ...e... [faltam palavras] ...acabou aparecendo aqui.

Está bem, depois que se recrutou isso aqui, pensamos como seria bom que viesse o Guerreiro, como seria bom que viesse o Fernando, assim… o Gonzalo! Foi assim colhendo flores a esmo. E o Mário Navarro. Se fosse eremita. Você já vinha as reuniões aqui antes de ir para a Europa? Bem, de repente vem dois que os ventos tocarem para longe. E aparecem para essa reunião...

É muito bonito, é até comovedor, pensando nisso.

Mas, hoje é isso: Bendito o dia que os viu nascer e bendito as estrelas que os viram pequeninos. É bem isso.

E, mais ainda, um de vocês hoje, por causa dessas demoras, dessas e outras coisas assim, etc., estava extraordinariamente provado. Dentro da tempestade, das provações, ele não imaginava que iria acontecer isso hoje. E depois da frustração da mensagem do Vietnã que chega e que sela o dia, era mais um non sense. De repente, passa essa conversa que excede a qualquer coisa que não podíamos nem imaginar. É incrível!

Meus caros, depois do Guerreiro ter falado a conversa tinha chegado ao fim... [faltam palavras] ..., mas diga, meu filho.

* “Na medida em que se possa dizer, hoje uma luz sorriu” – Um primeiro passou para a restauração e superação da graça de 67

[Trecho inaudível]

Eu só não. Nós temos sentido algo de extraordinário juntos embora talvez em graus diversos. Algo de extraordinário que nos inter-relacionou, nos iluminava e nos inter-relacionava de um modo mais íntimo e mais sem barreiras e que era extrínseco a nós e que isso vem se poderia atribuir a Elias e a Henoc, uma vez que era deles que falávamos e a propósito de um relacionamento de alma deles comigo, deu-se esse relacionamento com nossas almas. Aqui está a coisa.

Na medida em que uma luz sorri... Pode-se dizer, porque isso foi uma luz que sorriu. É propriamente isto para reter. E como um apêndice, já mais baixa de nível, mas para ser dito, o que lhes poderá ser muito útil nas perplexidades futuras, é que algo disso se passará para enfrentarmos os discos voadores. De resto foram ditas coisas muito preciosas, a distinção entre a ação dos dois profetas e São Miguel Arcanjo, e dos Anjos, uma porção de outras coisas muito preciosas. Mas, o essencial foi este ponto. E este ponto o que tem de essencial? Eu concluo.

É que nunca uma coisa se dá em proporções — coisas deste gênero — tão tímidos e ao mesmo tempo tão sensíveis, sem que sejam um começo de outras coisas. E, portanto, foi o primeiro passo. Isso não é um fato extraordinário, isso é o primeiro passo. É um fato extraordinário e é um primeiro passo. É um caminho. Agora, esse caminho nunca se tinha aberto.

Bem, e a seu modo isso é mais precioso que as próprias graças de 67. Eu reputo assim. Mais ainda, vocês vêem bem, de modo a restaurar e superar as graças de 67. Com isso eu acho que o baixinho... [faltam palavras] ... .

Portanto... [faltam palavras] ....



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