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Reunião Normal - 23/09/1969 – 3ª feira

Nome anterior do arquivo: 690923--Reuniao_Normal_3.doc

Cursilhos

Dom Mayer, não quer sentar-se aqui?

(Dom Mayer: Eu vou ver se falo uma coisa aqui com o sr. Marcos Aurélio.)

(Sr. Pedro Paulo: Dr. Plinio , nós estávamos comentando na ultima vez o terceiro livro de D. Juan [Elvas?] que fala justamente do que trata no manual dos dirigentes dos Cursinhos. É curioso Dr. Plinio acaba, acaba não. Nos relatórios que tem chegado ao Dr. Paulo Brito a propósito dos Cursilhos de “Cristandad” então “ipsis literis” repete que Dom Mayer acabou de dizer. Que um senhor de Curitiba diz o seguinte: “os Cursilhos de ‘Cristandad’ faz com que apenas que a diferença que existe entre a concepção dos Cursilhos é a nossa”. “Apenas que aquelas concepções hierárquicas de um padre superior que ocupa uma posição acima de outras pessoas eles viam a cosia de um modo pouco acima , um pouco diferente”. Achou que atualmente não pode ter mais essa noção medieval do padre e que eles não tinham os Cursilhistas. Coisa muito curiosa.)

Mas quem é esse senhor?

(Sr. Pedro Paulo: É um senhor Mário Petrelli. É um advogado, diretor da Cia. Seguros do Paraná, Boa Vista, de quarenta anos aproximadamente.)

Mas ele assina este relatório, é?

(Sr. Pedro Paulo: Não, isto é um membro, Luis Augusto que passou para o Dr. Paulo Brito.)

Sei.

(Sr. Pedro Paulo: De Curitiba.)

É curioso.

(Sr. Pedro Paulo: Foi ouvido de uma conversa. Estava explicando então, Dr. Plinio, esse manual de dirigentes. O manual se dedica a desenvolver em termos assim bastante genéricos que não são os tais rolos. O que cada um dos dirigentes deve fazer nos Cursilhos. Então, estava justamente lendo aqui os capítulos principais, os trechos mais significativos. Estávamos, parece-me que na parte dos cantos dos Cursilhos. Nós temos alguns cantos se houver oportunidade.)

[Sr. Dr. Plinio diz algo inteligível]

(Sr. Pedro Paulo: Se houver oportunidade, Dr. Plinio , se o senhor quiser ouvir os cantos, nós temos os discos aqui.)

Ah! Gostaria.

(Sr. Pedro Paulo: Dois discos deles, na próxima vez a gente poderia preparar uma eletrola.)

Estávamos num ponto em que ele escrevia sobre a alegria que deve existir nos Cursilhos de “Cristiandad”. Depois, o papel dos cânticos dos Cursilhos de “Cristiandad”, e o papel das anedotas também nos Cursilhos. E diz então que as anedotas têm um papel especial nos Cursilhos, justamente aqui que estávamos. Nos Cursilhos emprega mais anedotas vividas pelos próprios dirigentes.

São vivências - diz ele aqui - como costuma chamar os Cursilhistas, ou ao menos de nosso tempo ou da experiência [tiradas?] dos Cursilhos. Deve reunir certas condições para que sejam úteis e a propósito para o fim que se pretende, ou se, devem ser dignas, verdadeiras, interessantes, que valem relações com a doutrina e…[inteligível]…”.

Bem, depois ele fala sobre a oração litúrgica, da necessidade da oração litúrgica no Cursilhos de “Cristiandad”. E fala também sobre as orações espontâneas, sobre a necessidade de que a oração seja espontânea, ou seja: eles se reúnem em grupos pequenos em torno ao altar para se aproximar o mais possível de Nosso Senhor, e fazem orações. As primeiras orações são feitas, são orientadas pelos sacerdotes e depois, na medida em que eles vão se desinibindo, cada [um] vai fazendo a sua orientação litúrgica espontânea em torno do altar. Existe o seguinte: que às vezes sai expressões que não são convenientes para esse tipo de visita ao Santíssimo Sacramento. Mas isso com o tempo se corrige. Ele insiste muito que isso deve ser muito espontâneo. Ele diz o seguinte: “É possível, e até provável, que nessas visitas espontâneas e dirigidas por eles mesmos, se diga e se expresse alguma coisa em uma forma que não… [ilegível] … ainda perfeita. Não podemos nos esquecer que se trata de um entretenimento, ainda que se toma ao homem, tal como é, para introduzi-lo na amizade de deus, na amizade de Nosso Senhor. Qualquer imperfeição que apareça, se consigna por quem convenha muito discretamente e no momento oportuno. Eles deixam então a pessoa dizer o que quiser, segundo sua vida, diante do Santíssimo”.

Depois, ele insiste na necessidade da oração comunitária. Depois ele fala que pode ser se joelhos, sentados ou em pé. Não importa. O que importa é que a oração seja feita.

Depois, aqui fala, enfim, umas considerações aqui, que dá a impressão de fluído. De algo na linha, enfim, dessas coisas espíritas. Outro aspecto da oração é fazê-la em grupo, ao redor do sacrário diante ou… [inteligível] …do comungatório, na mesa da comunhão. Este acatamento de material, de distância, se traduz psicologicamente em um maior [acercamento?] espiritual de Cristo Eucaristia para o qual foi previamente preparado… [inteligível] …lições. De outra parte o fato de que se pratique a oração em comum na maior parte do tempo, à parte de individualmente possa fazer cada um proporcionaria uma maior força psicológica no… [faltam palavras] …os que rezam mutuamente e sentir-se mais forte como integrantes da comunidade ou se queremos de uma.

Depois ele volta a falar dos elementos que constituem os Cursilhos. Fala da reunião previa indispensável, fala do retiro da primeira fase dos Cursilhos, da segunda fase dos Cursilhos e da terceira fase dos Cursilhos, em duas palavras, nós já vimos aqui como se desenvolve as conferências. Depois o ato de encerramento volta a falar novamente da necessidade desse ato de encerramento como elemento que facilita a vida comunitária e diz o seguinte: Infunde o espírito comunitário esta reunião de encerramento. Essa reunião de encerramento é curiosa Dr. Plinio , porque é uma reunião que se faz da seguinte maneira: é uma reunião especial para as pessoas que fizeram os Cursilhos para qual eles convidam todos aqueles que fizeram os Cursilhos em outros tempos. E então as pessoas que fizeram os Cursilhos faz-se a confissão pública diante de todos ali, de como foi a transformação deles durante os Cursilhos. Eles como que amarram a pessoa diante de um auditório enorme. Algo muito esquisito.

Do lado moral.

(Sr. Pedro Paulo: Infunde o espírito comunitário. Na vida do homem é costume apresentar dois graves defeitos, …[faltam palavras]…na natureza decaída que impedem muitos…[faltam palavras]…da natureza decaída…[faltam palavras]…)

[SDP] …[faltam palavras]…

(Sr. Pedro Paulo:…[faltam palavras]…que impedem muitos bons e são causas de muitos males. O respeito humano e o individualismo. Como se quebra isto? Através do espírito comunitário. Então depois ele dá as normas gerais para o funcionamento dos Cursilhos. Da preparação material, uma coisa muito técnica. A preparação material dos Cursilhos, duração dos Cursilhos, eles dão, Dr. Plinio , absolutamente todos os detalhes inclusive as palavras que devem ser ditas. As reações eles já prevêem, as reações e quando um elemento se levanta e pergunta: o que vai acontecer, o que nós vamos ouvir na próxima reunião, o que que será? Não se preocupe que está tudo previsto. O senhor poderia me responder tal coisa assim? Não se preocupe que no desenvolver da reunião o senhor será esclarecido. Olhe eu tenho uma dúvida. Agora não posso responder. Durante o Cursilho as suas dúvidas se resolverão concretamente.)

(E ele prevê absolutamente tudo e não deixa ninguém se levantar para objetar, mas absolutamente tudo é previsto. E um dos pontos essências é o seguinte, isto faz parte da técnica do professor: ele deve frizar que todas as dúvidas que todas as dúvidas que o auditório possa ter, vão ser resolvidas durante os Cursilhos. De modo que ele não [responde] perguntas.)

[faltam palavras]…está dentro de um molock

(Sr. Carlos Alberto:É sim. Faz a preparação material da duração , explica o que é um rolho. Aqui ele mostra um pouco mais a… [faltam palavras] …em relação ao espírito igualitário. Explica o rolho e diz o seguinte. Aqui uma nota um pouco maior, diz o seguinte: Se deu nos Cursilhos tradicionalmente o nome de rolho, às intervenções.. .[inteligível]… dos professores com fim de impregnar o ambiente de um tom de confiança, naturalidade, de esportim, camaraderia, adaptação aos assistentes. Com isso, ademais outros detalhes pedagógicos, se intenta despertar…[falta palavra]…a não, a cortar distâncias entre docentes e discentes. Se evita…[faltam palavras]…De seculares às vezes de igual ou de inferior categoria social dos ouvintes. Por isso se deu o nome de rolhos.

Depois ele vai desenvolvendo, há um ponto aqui que ele recorda que não se deve..).

O que quer dizer rolho? É rolo.

(Sr. Pedro Paulo:É uma conferência [horrorosa], ou seja, que eu dou uma conferência péssima que o auditório fica totalmente desagradável, se diz um rolho, isto é um rolho.)

Ah! Sei, sei.

(Sr. Pedro Paulo: Uma conferência mal dada, sem preparação nenhuma, “cacete”.)

Sei.

(Sr. –: Monótona.)

(Sr. Pedro Paulo: Bem, e depois ele aqui repete o programa agora mais minuciosamente do que aqui está. Trata de um manual de dirigentes. E fala outra vez da necessidade do Chiste. Como método pedagógico para quebrar o gelo. Ele nisto insiste muito. Fala na guia do Reitor é importante porque justamente o sacerdote. Ele diz o seguinte: o diretor da reunião preliminar, Dr. Plinio , tem umas expressões, são frases que o diretor deve fazer todo o possível para que o elemento ao sair da reunião, tenha essas frases na cabeça. As frases principais que ele deve invocar durante toda a conferência preliminar dele [são as] seguintes: “Chassi luminoso de idéia, no Cursilho deve aí aflorar todo o que há em nós para deixar só o melhor, “o Cursilho” aburre ao princípio, pero luego [cobra per principio interesse?]” e aqui frases assim: Durante a leitura das estações via crucis cada, um pode estar na postura que queira, com liberdade. De pé, de rodilla, sentado como queira, tem plena liberdade.

Depois ele fala das leituras recomendáveis, e a leitura que eles fazem durante o Cursilho é de um M. B. Kolbe. O titulo da obra é: “Sem Cristo e com Cristo”, deve ser lida das páginas tais às páginas tais. Quer dizer, uma obra preparada. Inteiramente preparada já.

Leitura dos Cursilhos, depois exame de consciência, a Missa comunitária, depois volta outra vez a falar da necessidade dos chistes. É incrível como ele insiste na necessidade dos chistes. No almoço, café da manhã, confronte com as normais gerais, pagina tal, cuidar dos chistes e a animação da sobremesa. Ele insiste muito porque isto é um ponto capital para eles. Depois festa… [faltam palavras] …. Aqui ele mostra um pouquinho mais a sua manga e diz o seguinte, que “depois do jantar, às vezes o ambiente e torna muito gelado, enfim, entre os Cursilhistas. Ele recomenda o seguinte: se isto o aconselha [que] ao final pode organizar-se alguns minutos de “fiesta en el aire”, para dar um clima de espontaneidade e de confiança aos Cursilhistas. Convém que…[inteligível]…principalmente eles, os Cursilhistas. Esta festa ao ar livre. Em Montes Claros foi o tal momento em que houve uma seção de despidos assim. Também para quebrar o gelo entre eles.)

Seção do quê?

(Sr. Pedro Paulo: De despidos, de nudismo. No guia do diretor espiritual, no guia dos professores, esta recomendação é uma recomendação constante. Que eles iniciam os chistes. Para quebrar o gelo, eles que devem iniciar o próprio chiste. Ele recomenda se… [inteligível] …, enfim, houver uma coisa, um inconveniente, eles não devem se afastar, mas considerar o tom do chiste.)

Depois fala da direção espiritual, dos princípios de técnicas das reuniões características de uma reunião bem montada, tudo isto aqui, muito técnica que não tem maior, enfim, ele não deixa transparecer nada que mereça menção especial aqui.

Depois fala das mulheres nos Cursilhos. Os Cursilhos a princípio, não foram feitos para mulheres. Mas depois de algum tempo, [uma?] certa experiência, eles notaram que as mulheres, os maridos encontravam dificuldade em casa. Porque os maridos que tinham feito os Cursilhos, traziam para casa mentalidade distinta. Em razão disto, eles foram obrigados a… [faltam palavras] …essas Cursilhos para mulheres. Fala então da adaptação dos Cursilhos para mulheres. Não tem nada de especial, senão que as mesmas normas do Cursilho para homens, se adaptam para as mulheres. Ou seja, chistes, é o mesmo programa para homens e mulheres.

Dr? Imoralidade e tudo, não é?

(Sr. Pedro Paulo: É a mesma coisa programa de homens e de mulheres, é uma coisa só.)

Não há Cursilhos mistos?

(Sr. Pedro Paulo: não, aqui ele não admite. A outréia é mista e a reunião semanal é mista. Ele aconselha marido e mulher para essas reuniões. Marido e mulher para facilitar o ambiente dos matrimônios, os casais. Mas misto ele não aconselha. Aliás, aqui ele faz separadamente [o] programa de homens e de mulheres.)

Bem, depois há um quarto livro, Dr. Plinio, do secretario dos Cursilhos na Espanha, em que ele mostra que os Cursilhos, a relação entre o Cursilho de Cristiandad e o Concílio do Vaticano II. Que o Vaticano II não viu, não trouxe nada de novo para os Cursilhos, porque os Cursilhos já estavam inteiramente na linha do Vaticano II. Não tem nenhuma expressão assim mais forte. O curioso dessa aqui é o seguinte: com base em Pio XI e Pio XII é que eles argumentam, citações de Pio XI e Pio XII, eles argumentam seguindo a linha de Pio XI e Pio XII, recomendada pela Ação Católica e no movimento para um Mundo Melhor, os Cursilhos já estavam…[faltam palavras]…)

Eles dizem isto, é?

(Sr. Pedro Paulo: Sim. É com base nestas, eles citam…[faltam palavras]…)

Historicamente é muito curioso.

(Sr. Pedro Paulo: os trechos de Pio XI e Pio XII em que isto se põe desta maneira.)

Exatamente a nossa luta no tempo da Ação Católica era contra esses erros todos. A… [inteligível] …está cheio disso.

(Sr. Pedro Paulo: Os textos que ele cita aqui são trechos de Pio XI e Pio XII, sobretudo de Pio XI com referência a Ação Católica e Pio XII a respeito do mundo melhor.)

É isso. O mundo melhor foi o substituto da Ação Católica.

(Sr. Pedro Paulo: Os Cursilhos de Cristiandad nascem “rompiendo el cascaron de viejas metodologias”. São uma escola nova feita à medida do homem de hoje e adaptadas às exigências do mundo moderno, tal como esperavam os supremos hierarcas da Igreja: “Saudamos com fraterna solicitude - havia dito o Papa Pio XI - ao industrioso zelo pastoral de tantos bispos e sacerdotes e com as devidas e prudentes cautelas inventam novos métodos de apostolado adaptados às exigências modernas”. Então, com base nisto, foi feito os Cursilhos com base nestas chamadas dos Papas Pio XI e Pio XII.)

[faltam palavras]…são muito características. E depois, para a gente argumentar contras as direitas, isto é muito interessante. Ao menos no Brasil. Eu pediria a você para deixar isto separado, porque isto é base da argumentação.

(Sr. Pedro Paulo: Eu não dei importância a isto, esse ponto poderia sublinhar.)

Tudo, exatamente aquilo que possa provar que nossa luta no “Em defesa” e depois na “P l” foi uma luta conduzida contra uma forma ancestral dos Cursilhos.

(Sr. Pedro Paulo: Uma coisa curiosa estava sublinhando - aqui, os trechos aqui um pouco duvidosos linha do Cursilho. Depois às vezes eu via e estava entre aspas. Aqui dá também uma relação muito interessante de todos os Cursilhos no mundo inteiro. Inclusive no Brasil, dá vinte cidades onde eles estão estabelecidos com os nomes dos respectivos encarregados do Brasil inteiro. Dá do Chile, da Argentina, da Espanha, dá no mundo inteiro.)

Então também vale a pena…[faltam palavras]…o pessoal que está fazendo o levantamento estatutivo das Campanhas, se também na Comissão do exterior quiserem, nós podemos fornecer.

(Sr. Pedro Paulo: Aqui tem completo)

É interessante.

(Sr. Pedro Paulo: Depois…[faltam palavras]…)

[SDP:…[faltam palavras]…]

(Sr. Pedro Paulo: Depois então no lado mais prático da questão, Dr Plinio, há um professor lá, que já citei alguns trechos dele, professor Valentini Galindo. Ele escreveu este livro aqui “Cristiano en Rodagem”. E o tal…[faltam palavras]…)

Cristiano o quê?

(Sr. Pedro Paulo: Em Rodagem”.)

O que vem a ser este “Rodagem”?

(Sr. Pedro Paulo: Eu entendo que é rodagem, caminho.)

Estrada de rodagem.

(Sr. –:…[inaudível]…)

Ah! Sei. Amaciando.

(Sr. Pedro Paulo: Bem, justamente o dito do livro está bem característica essa interpretação de… [faltam palavras] …Mas enfim, esse aqui caracteriza pela linguagem dele. Vamos ver uns trechos de mais significado, significativos aqui.)

Ele diz o seguinte: quando se sai dos Cursilhos, se vê tudo de uma outra maneira, e também se vê de uma outra maneira a gente mesmo. Aquelas idéias que formavam nosso “eu” deram um passo a uma ideologia nova. Essa é a concepção de como [se] sai dos Cursilhos. A linguagem dele…[faltam palavras]…)

Então não há revelação eterna, milenar, etc. então faz-se uma ideologia nova.

(Sr. Pedro Paulo: A linguagem dele é porca. Tem trechos aqui que não se recomenda ler.)

Mas isto, Pedro Paulo, é o que? Coisas obscenas, etc. anedotas, é um anedotário?

(Sr. Pedro Paulo: é uma maneira de falar dele. Por exemplo: ele fala da Outréia, a outréia, essa reunião mensal deles. Então por exemplo: para descrever a Outréia, ele diz: comparamos a outréia com uma jovem belíssima. Então descreve a jovem belíssima. Então isto é supra-sumo. Depois ele conta a vida passada dele, ele diz que assim como Santo Agostinho, também eu tenho o direito de contar o que eu fui. Então conta as porcarias dele. Eu sou mestre disso e posso dizer com conhecimento de causa. E conta como se dá a tentação na cabeça do homem e como ele deve fugir a essa tentação. Mas descreve a coisa de maneira pornográfica.)

Como Santo Agostinho não descreve.

(Sr. Pedro Paulo: Como ele não descreve absolutamente. O livro chega a ser porco.)

Agora, esse homem, que graduação ele tem dentro dos Cursilhos?

(Sr. Pedro Paulo: Ele…[faltam palavras]…)

Ele pode se considerar como interpretando autorizadamente um corrente dentro dos Cursilhos? O que que é?

(Sr. Pedro Paulo: O D. Elvas cita esse homem, ou seja, ele cita a propósito, falando desse guia espiritual. Ele cita esse autor num trecho tirado desse livro.)

Bom, isto tudo, eu pediria a você para pôr uma nota no próprio livro no próprio dentro do livro um nota esclarecendo tudo.

(Sr. Pedro Paulo: Ele tem uns trechos característicos do livro.)

Inclusive a responsabilidade de D. Elvas, isto…[inteligível]…Porque isto para dar na cabeça, eu acho muito bom.

(Sr. Pedro Paulo:Os pontos mais importantes do livro eu vejo rapidamente aqui. São os seguintes: ele cita, por exemplo. Ao mesmo tempo em que ele aconselha São Tomás, ele aconselha Jean Ditton. Jean Ditton, ele escreveu na Espanha um livro contra Nossa Senhora. O cardeal Segura se lançou contra ele. Hoje, é um dos autores mais lidos nos meios católicos da Espanha.)

Depois ele dá fontes de… [faltam palavras] …isto aqui é curioso. Onde os Cursilhistas devem alimentar-se. Então diz o seguinte: Onde eles devem beber, a formação deles. Diz ele: não há necessidade da Suma Teológica nem do Código de Direito Canônico com a Bíblia, com as estrelas, com as flores, com o pão e o televisor. Depois diz em todas as partes…[faltam palavras]…)

SDP …..

(Sr. Pedro Paulo: É sim. Depois “em todas as partes e hoje mais do que nunca, nos livros, nas conversas, nos retiros, na televisão, na rádio, nos periódicos, entre os companheiros de grupo, em que confidente particular, em teu confessor, em teu diretor espiritual, no Evangelho e no…[faltam palavras]… Aí são fontes em que ele deve alimentar a sua vida espiritual. Quer dizer que ele faz uma mescla horrorosa.)

(Dr. Arnaldo: nada do magistério da Igreja.)

Nada de magistério e nenhuma censura moral. Televisão imoral não tem…[faltam palavras]…Televisão, não é?

(Sr. Pedro Paulo: Depois o autor diz que foi um técnico e um fiel devoto destas questões e por isso ele fala das questões sexuais. Ele fala com autoridade. Os diretores de alma, ele tem um capítulo em que ele fala da necessidade de não padronizar as almas. Insinuando que o diretor de almas de hoje deve procurar o tratamento à alma completamente fora dos modos tradicionais.)

Depois ele fala das mulheres. Mostrando como são as mulheres e para que o homem precavenha contra ela. Então sai uma linguagem bastante ultrabaixa. Depois a solidão. Diz que a solidão é um perigo extraordinário. Que os homens necessitam de amigo e de um confiante. Então, se não tem, cai. Inclusive os sacerdotes, é preciso buscar sempre alguém a quem tem, faça as suas confidências.

Depois, outra vez linguagem porca. Depois, enfim, ele é o homem dos chistes. Ele tem uma linguagem muito atraente, ele escreve bem. Ele é ligeiro, as expressões vêm na hora certa, e depois o livro dele, para um tipo obsceno, deve ser cativante. Depois, características dos curas, dos sacerdotes Cursilhistas; foi o que nós já vimos aqui, com aquelas características especiais dos sacerdotes Cursilhistas. Depois aquilo que nós já vimos também, o sacerdote detergente e o sacerdote chofer. A diferença do sacerdote que deve dirigir almas e os sacerdotes que devem simplesmente apagar os pecados. O sacerdote para apagar [o] pecado não necessita saber que cor tem, se é cor de rosa, se é vermelho, se é isso, se é aquilo. Apagando, a função dele é de detergente.

Agora, quando se trata de orientação de almas e então tem que escolher bem o diretor. Depois outra vez ele manifesta aqui muitas coisas sobre o igualitarismo e a vida comunitária, diz o seguinte: Uma das coisas que mais “gusta nos [nossos] ambientes” é que não manda ninguém e mandamos todos. Que não obedece ninguém e obedecemos todos. Esta “camaradaria”, nesta fraternidade que cria o amor, a convivência é agradável e suave. O mal vem quando se infiltra o mandão. Quando se mete o [desolvidente?], quando nas engrenagens perfeitamente sincronizadas há um dente que [range?] porque lhe falta o lubrificante da caridade.)

Isto é bem interessante…[faltam palavras]…

(Sr. Pedro Paulo: E depois, Dr. Plinio , os Cursilhos e o mundo. Aqui Dr. Plinio, ele comenta três, aqui concretamente,…[faltam palavras]…)

Já são onze e meia. Vinte para meia noite. Tem tempo ainda.

(Sr. Pedro Paulo: Ele comenta um discurso de Paulo VI a respeito do mundo. E qual deve ser a atitude do homem diante do mundo. O cine, por exemplo.)

O que?

(Sr. Pedro Paulo: O cine, por exemplo, o baile, etc. as diversões, as praias, os…[faltam palavras]…ou seja, o tipo de boate, enfim, bailes caseiros, as salas de festas, etc. que deve ter muito cuidado com isto.)

(Dr. Arnaldo: Isto que diz é Paulo VI.)

(Sr. Pedro Paulo: Não, não, ele comentando um discurso a respeito do mundo, etc, ele fala então que deve ter muito cuidado com isto. Em geral, não se trata de coisa intrinsecamente má, não são mortais, tomadas em doses prudentes. E a prudência dessas doses deve estar em ti. Então, ele aqui faz uma linguagem tal, ele acomoda inteiramente a doutrina da Igreja, mas a todas porcarias que há no mundo. Mas de maneira velada e às vezes até insinuantes. De todas essas coisas, diversões, leituras, etc. que o mundo oferece se…[faltam palavras]…e se fala muito. Tu sabes perfeitamente o que hás de fazer e até onde pode chegar, não te deixes dominar jamais. Seja você mesmo. Seja tu…[faltam palavras]…e não o mundo. Sem ser um hermitânico, um ermitão sendo um homem de hoje que vai do futebol jogas los tinos. Joga los tinos que és?)

(Sr. –:…[faltam palavras]…)

(Sr. Pedro Paulo: Enfim, fazendo isto ou aquilo, não importa. Em qualquer desses ambientes pode ser um estupendo cristão. E assim ele vai vendo.)

(Agora, depois ele vai mais adiante comentando ou… [faltam palavras] …a não aqui, comentando, enfim, nesta mesma linguagem, como o cristão deve viver no mundo. Mas inteiramente acomodatício. E mais na frente, ele faz a distinção muito característica que o senhor comenta no livro “Em defesa da Ação Católica” a respeito do Cristo histórico e do Cristo Pneumático. Em outras palavras é isso. Diz o seguinte: Outro aspecto importante do mundo. Hoje o Cristo de Nazaré, de Carfanaum, de Jerusalém, esse Cristo histórico deixa a gente fria.)

Que horror!

(Sr. Pedro Paulo: Não é como o periódico de hoje que interessa a todos porque é um latido da humanidade de hoje. Latido da humanidade de hoje. É necessário falar a cada homem de Cristo vivo de agora, um Cristo vivo em cada homem, em ti, no homem com quem fala.)

Que horrível. É mentalidade dos grupos proféticos inteiramente.

(Sr. Pedro Paulo: Depois ele fala que o homem de hoje quer muito mais que a verdade, a sinceridade. É pela sinceridade que se deve fazer com que ele salve a sua alma. Aqui ele tem também coisas muito chocantes. Esta parte inteiramente sua…[faltam palavras]…)

(Dr. Arnaldo: A sinceridade mais do que a verdade é…[faltam palavras]…)

É a mãe da natureza, mais do que qualquer coisa.

(Sr. Pedro Paulo: Pôs Cristo em todas as partes, mentalidade da Ação Católica. A outréia em que ele fala da comparação da mulher formosa. Depois vem o igualitarismo. Há um outro trecho aqui que ele manifesta bastante, onde o igualitarismo se manifesta bastante de maneira muito radical. Na outréia somos colegas todos em uma coisa, no fundamental cristão. Este fundamental cristão, Dr. Plinio , é, segundo ele aqui, é o que não distingue o bispo do sacerdote. E o que não distingue o cristão, o cristão comum no sentido genérico da palavra o que chama o fundamental cristão. Nisto todos eles tem algo de comum, comunicar um com outro. E não há diferença nenhuma e diz o seguinte: e poderíamos fazer uma outréia com Paulo VI e este…[faltam palavras]…coroinha. este coroinha esperto, digamos assim, e terem vivências comuns e interessantes. O fundamental cristão é o mesmo para um bispo que para mim. Com um bispo eu fiz Outréia , ele me disse como vivia o seu fundamental cristão e ardi de fogo com isto. Ele diz que na Outréia, o Paulo VI ficaria perfeitamente bem numa Outréia. Depois a outréia e o mundo de hoje. Ele fala o seguinte: a Outréia tem que ser uma ressonância do mundo de hoje. Assim saberão nela e vibrarão nela as pessoas do mundo de hoje. As vivências devem ter os dois sulcos, o sulco de Cristo e o século XX. Se a vivência falha o sulco do século XX estamos pecando desse “angelismo” de que nos atacam. … [inteligível] …em uma vivência falta o sulco de Cristo, estamos pecando de tem oralismo. Então é imprescindível o Cristianismo de sempre. O cristianismo de eternidade e de perenidade. Mas não basta. É necessário Cristianismo de hoje, com vivência de hoje e com os problemas de hoje. Depois conclui: mescla das duas coisas, teu mundo e Teu Cristo. Aqui a dificuldade maior que muitos nos… [inteligível] …por parte do mundo. É curioso que… [inteligível] …que no periódico. Então vai dizendo aqui da necessidade de que a Outréia seja uma coisa vivida. Nem Nosso Senhor, nem o mundo se separe da Outréia.)

(Prof. Fedeli: nesse vocabulário aí, há muito no padre Nohana.)

Não me lembro… [faltam palavras] …

(Prof. Fedeli:… [faltam palavras] …fala da Outréia.)

É interessante lembrar…[faltam palavras]…

(Sr. Pedro Paulo: Dr. Plinio , terminando esses livros aqui, são muitos esses livros.)

Agora vem, o Dr. Paulo brito tem uma série de material muito interessante a respeito disso. Onde a linguagem deles, enfim, aparece de maneira prática n ávida cotidiana.)

Eu pediria licença para ir me preparando para a comunhão…[faltam palavras]…mas podem continuar…[faltam palavras]…

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