Santo
do Dia ─ 16/5/69 ─ 6ª feira .
Santo do Dia ─ 16/5/69 ─ 6ª feira
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Narração do martírio de um Cristero
Hoje, 16 de maio é festa de Santo Ubaldo, bispo e confessor. Bispo de Gubio, recebeu do Senhor o poder especial contra Satanás. É apresentado pela Igreja como protetor contra os males e insídias do demônio.
São Simão Stock: Confessor da mais alta nobreza da Inglaterra, foi prior geral da Ordem do Carmo, recebeu o escapulário das mãos de Nossa Senhora como sinal de predileção pela Ordem. Deu grande impulso à vida contemplativa carmelitana.
São João Nepomunceno, mártir: Mártir do sigilo-sacramental.
Padroeira de Praga. Século XIV.
Hoje tem início à novena ao Divino Espírito Santo e é a novena à Nossa Senhora Auxiliadora. E é aniversário do Dr. Arruda.
* Narração do martírio de um Cristero
São tais esses santos que se teria vontade de fazer um Santo do Dia sobre cada um deles. Há, entretanto, de acordo com o nosso programa de instrução nossa a respeito do ódio que nos tem os nossos adversários, há uma ficha do “Méjico Cristero”, de Antônio Ríus Fácius, e que é o martírio de José Sanchez del Rio.
Em conseqüência das contínuas derrotas sofridas pelos callitas…
Partidários de José Calles, um dos líderes revolucionários.
… e que lhe eram infligidas pelos cristeros, aqueles vingavam-se desapiedadamente de todos os que lhe caíram nas mãos. Tal foi o caso do menino José Sanchez del Rio, que pertencia à vanguarda do grupo local de Cristeros de Sauyaio, de Michuacán. José, somente com treze anos de idade, uniu-se às forças cristeras que o aceitaram como ajudante e não como soldado dado à sua pouca idade. Num combate que se efetuou perto de … [inaudível] … no dia 5 de fevereiro de 1928, quando mataram o cavalo em que seu chefe montava, José prontamente cedeu-lhe o seu, dizendo: “Meu general, aqui está meu cavalo. Salvai-vos, mesmo que matem a mim. Eu não faço falta e o senhor sim”.
E unindo a palavra à ação, pegou um fuzil e começou a disparar contra o inimigo que tinha em sua frente, até que suas balas terminaram. Foi então preso e conduzido ao chefe de seus adversários, a quem enfrentou dizendo: “Prenderam-me porque se me acabou a munição, mas não porque me rendi”.
Tanta audácia num menino…
Esplêndido, não é?
… surpreendeu o militar, que quis atraí-lo para que se unisse à revolução, incluindo-o na lista dos soldados. Mas José protestou com veemência: “Eu não sou callista. Sou um prisioneiro”.
Do local mesmo da prisão, escreveu à sua mãe uma carta muito simples: “Mamãe, já me prenderam e vão me matar. Estou contente. O único que sinto é que tu te aflijas. Não vás chorar, no Céu nos veremos. José, morto por Cristo Rei”.
É a assinatura. Para que comentar? É melhor não comentar.
Esse recado foi entregue à mãe da criança por intermédio do Pe. Antônio Rojas, pois o oficial negou-se a fazê-lo. José foi levado para a sua cidade natal e seu pai ao saber de sua situação, voltou do desterro onde se encontrava e ofereceu quanto dinheiro pôde conseguir em troca da liberdade do filho. Nada obteve. Neste tempo, José estava preso na igreja paroquial, que os soldados faziam de quartel. Aí não se cansava de increpar seus carcereiros pela profanação do templo e em certa ocasião enforcou dois raros galos de briga, propriedade de um deputado local, que usava a sacristia como curral.
Sim senhor, é de encher as medidas!
No dia 10 de fevereiro, às 11 da noite, cinco dias após sua prisão, sem nenhum julgamento, conduziram-no ao cemitério da povoação e o colocaram à beira de uma sepultura aberta.
José mais uma vez negou-se a apoiar a revolução, e gritando “Viva Cristo Rei”, foi ali mesmo apunhalado e fuzilado com um tiro na cabeça.
Não há o que dizer. Hoje não há Santo do Dia. Está feito o comentário. Há certas coisas que não se tem o direito de comentar. Está acabado. É só rezar.
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