Santo do Dia (Auditório da Santa Sabedoria) – 19/3/1969 – 4ª-feira – p. 2 de 2

Santo do Dia (Auditório da Santa Sabedoria) — 19/3/1969 — 4ª-feira

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São José, Protetor da Igreja.

Na festa de São José há varias invocações de São José que nós poderíamos considerar, eu creio que dessas invocações nenhuma depois das que dizem diretamente respeito a Nosso senhor Jesus Cristo nenhuma é mais bonita do que Protetor da Santa Igreja Católica.

Protetor de algo é de algum modo um símbolo daquilo que ele protege. Os senhores para conceberem isto precisam imaginar da seguinte maneira: os senhores considerem, por exemplo, alguém que é guarda da Rainha, alguém que é guarda da Rainha de algum modo toma em si algo da realeza da Rainha, é uma honra ser guarda da rainha, escolhem-se para serem os guardas da Rainha os indivíduos mais capazes, os que tiveram maior coragem, os que nas guerras provaram maior dedicação à Coroa inglesa, este são convidados para serem os guardas da Rainha. Bem. Se é uma honra ser guarda da Rainha, se é uma honra ser guarda do Papa a ponto que o Papa tem uma guarda nobre especialmente constituída de fidalgos romanos para guardarem a pessoa dele, então que honra é ser guarda da santa Igreja Católica! O anjo da guarda da Igreja Católica por certo é o maior anjo que existe no Céu. Porque das criaturas de Deus nenhuma criatura tem a dignidade da Igreja Católica. Exceção de Nossa Senhora que é a rainha da igreja Católica ninguém pode se comparar à Igreja Católica. Nem todos os anjos e santos juntos têm a dignidade que tem a Igreja Católica porque a Igreja Católica é o Corpo Místico de Cristo e... Eu me exprimi mal, nem qualquer anjo ou todos os santos considerados cada um separadamente tem a dignidade da igreja Católica porque a Igreja envolve todos os santos e Ela é a fonte da santidade desse santos e portanto um santo nunca pode ter a dignidade igual a da Igreja Católica.

Agora, os senhores imaginem portanto o que é o santo que é o padroeiro da Igreja Católica. Ele tem que ser algo de tão alto, de tão excelso que ele por assim dizer ele tem que ser o reflexo da igreja que ele guarda. Para estar proporcionado a Ela ele tem que ter o reflexo da igreja que ele guarda. E nós podemos então considerar que o “thau” de são José enquanto co-idêntico com o espírito da igreja Católica, enquanto sendo exemplar prototípico e magnífico da mentalidade, das doutrinas, do espírito da Igreja Católica é uma “thau” que só se pode medir por esse outro critério do “thau” dele, que é o fato de São José ser Esposo de Nossa Senhora e proporcionado portanto a Nossa Senhora. Ser o Pai Adotivo do Menino Jesus e portanto proporcionado ao Menino Jesus.

Se nós quisermos ter uma idéia da alma de São José, do espírito de São José eu acho que nós não encontraremos, eu ao menos não encontrei na minha vida inteira uma pintura ou uma escultura que representasse São José adequadamente. Por exemplo os senhores têm, aqui mo nosso oratório tão a propósito colocado junto ao estandarte os senhores têm uma imagem muito boa de São José, é uma imagem que quando foi comprada aqui por membros do Grupo até foi catalogada, é ma imagem catalogada, conhecida, é como escultura uma escultura muito boa de São José, mas não dá a meu ver aquilo que é a alma de São José., Seria preciso imaginar tudo quanto a gente pensa da Igreja Católica, toda a dignidade da Igreja, toda a afabilidade da Igreja, toda a sabedoria da Igreja, toda a imensidade da Igreja, tudo quanto se pudesse dizer da Igreja Católica e imaginar isto realizado num homem e então nós teríamos a fisionomia moral de São José. E então eu quisera ver quem era o artista que fosse capaz de compor a face de São José.

Nós devemos imaginar pelo menos o perfil moral desse santo, a castidade de São José, a pureza ilibadíssima dele, e nós devemos nos aproximar dele com respeito, com veneração e pedir ele que nos conceda aquilo que nós tanto desejamos receber. Cada um se pergunte a si próprio num exame de consciência de um minuto qual é a graça que quer pedir a São José por ocasião da festa de hoje. A primeira das graças a pedir seria a graça da devoção a Nossa senhora, outra graça a pedir é a graça de refletir tão bem o espírito da Igreja Católica quanto esteja nos desígnios da Providência a nos ter criado e a cós ter conferido o Santo Batismo. Outra graça que nós poderíamos pedir era porque nós somos filhos da Igreja Católica por essa forma nós termos inteiramente o espírito do Grupo que é o espírito da Igreja enquanto vivendo numa unidade viva da Igreja aonde esse espírito se refrata de um modo particular. Nós podemos pedir a pureza, nós podemos pedir a despretensão, nós podemos pedir tudo, nós podemos escolher cada uma dessas coisas, nós podemos pedir todas essas coisas no seu conjunto.

Às vezes é bom a gente pedir uma coisa só, e a graça nos leva a pedirmos uma coisa só, às vezes é bom nós pedirmos tudo, porque há momento em que a graça nos leva a sermos audaciosos e a pedir muita coisa ao mesmo tempo. E então, hoje na festa de São José conforme o movimento da graça interior em cada um de nós a gente deve pedir alguma coisa a ele. E se a gente não souber bem ao que pedir dizer a São José: Meu bom São José. Vede que eu sou meio palerma, dai-me vós aquilo de que eu preciso uma vez que eu nem sequer sei o que me convém! Eu acredito que o mais alto dos Céus ele sorri e dará com bondade alguma graça muito bem escolhida. E com isso fica a nossa invocação a São José.

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Auditório da Santa Sabedoria