Santo
do Dia (Auditório da Santa Sabedoria) – 18/3/1969 –
3ª-feira – p.
Santo do Dia (Auditório da Santa Sabedoria) — 18/3/1969 — 3ª-feira
Nome
anterior do arquivo:
Eu devo ouvir as perguntas referentes aos problemas de apostolado mas eu nao queria me dispensar de ler uma coisa aqui para mostrar os senhores o ódio que o uso do paletó e da gravata proporciona. Os senhores têm aqui, do “O Estado de São Paulo” de domingo, na secção dos “Leitores”, um médico, Dr. Fernando Vieira da Silva, médico do INPS da Guanabara que escreve a respeito da questão do colarinho e da gravata. Então ele dá os inconvenientes que trás para a saúde o uso do colarinho e da gravata. Os senhores vão estremecer, eu não compreendo como é que os senhores ainda não morreram. Tais são os inconvenientes que é uma coisa de estarrecer qualquer um. Os senhores ouçam. Diz o seguinte: “O uso da gravata e paletó durante os meses de calor só pode contribuir para ameaçadoras desidratações, insolação, desequilíbrio ácido, ácido básico do sangue, perda pelo suor de mais minerais, vitamina C e complexo B, trazendo, além disso, des-proteção do organismo contra infecções, desequilíbrio de humor, cefaléias, além do baixo rendimento do trabalho físico e mental”. Os senhores estão vendo que não resta nada, não é? Eu não sei como é que os senhores ainda estão vivos depois de terem passado os meses de calor de colarinho e gravata. Eu perguntaria se não era interessante nossa equipe médica passar uma carta respondendo a ele... este homem pelos próprios “Leitores”, mostrando que é uma coisa ridícula, etc., etc., porque a expressão dele é sofistica, ele não diz que causa essas coisas. “Só pode contribuir para essas coisas”. Isso poder contribuir então também se pode dizer que o uso dos sorvetes, por exemplo, nas épocas de calor “só pode contribuir para”: defluxos, complicações gripais, e eventuais tuberculoses, quiçá em grau galopante. Quer dizer, é verdade. Só pode contribuir para isto, é evidente. Mas é um tal grau de improbabilidade, uma coisa tão estratosférica, tão esfumaçada, que não se deve tomar seriamente em consideração, não é? Quer dizer, se nós nos abstivéssemos de tudo, que neste grau só pode contribuir para algo, nós entraríamos num regime que só poderia contribuir para nos deixar loucos, não é? Seria interessante fazer uma polêmicasinha no “Estado” sobre isto, não é?
(Dr. Edwaldo Marques: Dr. Plínio, ele não fala do banho de sol na praia, no Rio de Janeiro.)
Ah, não, isto não... ótimo argumento.
(Dr. Edwaldo Marques: ...causa desidratação em quantidade.)
E era o caso aí de a gente se levantar contra isto, não é? Ótimo argumento.
(Dr. Azeredo: Dr. Plínio, perguntar para ele se um carioca de tanga e camisa esporte no Saara, como é que...?)
É, é exatamente. Perfeitamente. Bem, eu estou à disposição para as perguntas sobre apostolado. Eu gostaria entretanto de dizer uma coisa a respeito da qual eu não sei se já tive ocasião de falar quanto à questão de apostolado. Eu já disse aos senhores o enorme proveito que se pode tirar neste apostolado no ensino secundário e do ensino universitário com mostruários bem feitos, pondo em evidência o que é a TFP, eu falei disso não? Não falei? Então em duas palavras eu quero dizer isto, porque isto eu acho de uma importância capital. Contaram-me que em Itaquera está um mostruário muito bem feito, muito completo. Uma pessoa que é bem tarimbada no Grupo, tem cinco anos cheios de tarimba no Grupo estava me dizendo que visitando o mostruário de Itaquera ficou sabendo muitas coisas a respeito da vida do Grupo, que ignorava, por exemplo das edições de nossas obras no exterior. Pensava que fossem muito menos numerosas do que são. Os senhores estão vendo a vantagem do mostruário. Eu queria que o que eu vou dizer agora fosse incorporado pela Comissão do Movimento às instruções sobre o ensino secundário que eu tenho ditado, para formar um só todo.
Uma das objeções que experimenta alguém que se aproxima de nós é a seguinte: isto aqui é um punhadinho de gente com idéias completamente diferentes das dominantes, essas idéias não professadas por tão pouca gente, que jamais conseguirão se impor, seguindo-os eu me amarro, ou eu me penduro, ou eu me engancho num partido a priori destinado à derrota, tanto mais que essas idéias nos dias de hoje não tem nenhuma capacidade de serem recebidas pelo público, ainda mais pela juventude; por algum velho, talvez, mas pela juventude, de nenhum modo, são idéias expatriadas do ambiente da juventude de hoje. De maneira que eu poderei, imitando mais ou menos o profeta Jó, dizer: eu disse a noite tu és a minha mãe, eu disse ao pó tu és o meu pai, eu estou aniquilado se eu entrar para esse grupo. Bem, o modo que nós temos de rebater isto não é com parlapatice, são com fatos. Nós destruímos isso mostrando a imensidade da TFP. Existe Núcleos de Militantes ou Subsecções ou Secções em cinqüenta cidades do Brasil, existe em tais e tais outros paises do exterior, existe sobretudo com moços e enquanto mais moça é a geração mais abundantes são os que entram. Alcançou a realização de grandes campanhas, tal campanha, tal outra campanha, publica tantos jornais, publicou livros que tem saída enorme, olha aqui esses livros, tiveram edições no exterior, olha essas edições. Publica quatro jornais: Primus primíssimo. “Catolicismo”, TFP Argentina. “Fidúcia”, “Credo” na Colômbia, fotografias das sedes de São Paulo para eles, das nossas várias sedes, depois razão de ser assim mais palpável, de percepção mais imediata: tem pensões para universitários, para comerciários, tem restaurantes, tem consultório médico, não é Dr. Edwaldo? Em rápida via de realização em São Paulo e no Rio de Janeiro, etc., tem tais pessoas e tais outras que estão dirigindo. Isto deixa a pessoa aturdida, porque ela nunca imagina encontrar isto, é um incentivo poderoso para essa objeção que deprime tanta gente: isto não vai para diante, isto não agarra ninguém, não segura ninguém. É o contrário, isto está numa franca e inesperada expansão. Este mostruário a Comissão do Movimento tem todas as diretrizes de como fazer este mostruário. Ainda hoje eu estive conversando com rapazes de um Grupo X aqui no Brasil e um dos rapazes me disse o seguinte: eu tenho na minha própria cidade – e eu achei muito expressiva e apropriada a comparação dele – a sensação de ser uma gota de azeite dentro de um enorme recipiente de água. O grupo é pequenininho, sozinho, isolado. O rapaz se queixava de que muita gente entra para o Grupo, mas depois… entra… freqüenta reuniões dentro do Grupo depois não persevera. Naturalmente, você está convidando os outros para serem outras gotas de azeite isoladas num enorme recipiente de água. Se você – eu por essa ou por aquelas razoes algum tempo atrás visitei essa cidade – eu disse se você tivesse aí na sede mostruário mostrando tudo isso vocês mostravam a esses rapazes possibilidades que só no contato com vocês eles não podem vislumbrar. Ah, é verdade, concordou inteiramente, concordaram os rapazes até com entusiasmo. E isso me leva a procurar reverdecer esta idéia dos senhores organizares os mostruários de acordo com sugestão que eu dei à Comissão do Movimento e ela provavelmente tem, não é Dr. Eduardo? Bem, então isto feito eu passo a pergunta – agora, cuidado uma coisa hein, nada de fazer o seguinte: Dr. Plínio recomendou o mostruário, nós vamos fazer então um lindo mostruário, que daqui a um ano e meio fica pronto, não. Que um leão, mas esse leão nós vamos mandar cortar da Paraíba, o ouro nós vamos mandar vir do Rio Grande do Sul, um mecanismo para rugir atrás do leão para impressionar… esse mecanismo a gente tem que mandar vir da Suécia. Com isto não se faz nada. Eu prefiro muito mais um mostruário concreto, palpável, realizado, bom, sem ser lido, do que um mostruário descido do céu no ano mil, depois da… no ano cinco mil, depois da “Bagarre”, do Reino de Maria, quando Elias e Enoc estiverem chegando está chegando o nosso lindo mostruário, isto não. Fazer um mostruário concreto, urgente, porque essas são coisas urgentes! Bem. Isto posto eu estou à disposição para as perguntas. Eu quero apenas ver quantos são mais ou menos os que querem fazer perguntas para eu ver… graduar um pouco o tempo para hoje eu não ir deitar muito tarde. Os que têm perguntas tenham a bondade de levantar a mão. São um, dois, três, quatro, cinco, no auditório de cá são cinco, ali no ar livre são dois, são sete, aqui oito. Está bem, nove. Bom, então eu atendo quatro perguntas hoje e cinco se Deus quiser amanhã. Eu vou atender então as perguntas do auditório de cá (Auditório Citron). Então, me pareceu ver o José Luis Ablas lá no fundo, não é isto? É o José Luís? Então José Luiz?
(Dr. José Luis Ablas: Dr. Plinio, uma das maiores dificuldades pelo menos para mim me parece é que com meninos é muito difícil manter eles durante muito tempo, quer dizer, a gente dá as coisas para eles mas aquilo depois morre e tem todo o perigo desse trabalho demorar um, dois anos e não sair nada. A que se deve isto? É falta de ensino, a pessoa mesmo que não… falta de mostruário, mesmo falta de ascese… coisa do gênero?)
Eu tenho a impressão de que é muitas vezes pelo menos… a coisa decorre do fato de se procurar fazer com um menino ou com um moço um apostolado que eu qualificaria de lógico e não de psicológico, quer dizer, procurar dar uma série de idéias e eu aprovo isto, mas não proporcionar inteiramente as idéias à capacidade de compreensão deles, não nos perguntarmos se é aquilo que ele está com vontade de ouvir naquela hora. Porque muitas vezes nosso apostolado fracassa porque nós fazemos o outro ouvir aquilo que nós estamos com vontade de dizer. Às vezes há um cálculo miserando de apostolado que é o seguinte: tal ponto eu conheço bem, e como convém que eu tenha prestígio junto a ele para atraí-lo, eu vou tratar dos assuntos que eu conheço bem. O coitado então tem que engolir o que eu sei e não engolir aquilo que faz bem para a alma dele. E depois, dessa idéia de fazer prestígio junto a ele para a idéia da pretensão há um milionésimo de milímetro de distância e não é assim que se faz apostolado. Eu tenho que me perguntar o quê que faz bem aos outros ouvir e eu tenho que saber dizer o que convém aos outros ouvir. Quer dizer, as nossas doutrinas tem que ser apresentadas no momento psicológico oportuno da forma oportuna. Bem. Acresce outra coisa que nós não nos lembramos que à medida que nós vamos expondo as nossas doutrinas nós vamos pedindo implícitos sacrifícios à pessoa e que as dificuldades temperamentais vão se levantando. Dificuldades assim: papai não pensa assim, titio vai rir de mim, o padre não sei o que, que minha família diz que é um santo já disse uma coisa diferente dessa, meus colegas vão debochar de mim, - parece que hoje se diz gozar, não é? Vão fazer gozação, segundo a “linda” palavra que eu tenho ouvido, - vão fazer gozação a meu propósito se eu dizer tal coisa assim, se eu… então, eu apostolando, não seu apóstolo, junto a quem se está fazendo apostolado, eu estou sendo solicitado para uma série de sacrifícios, se eu apóstolo, vou deitando a catarata da minha sabedoria sobre esse indivíduo sem tratar de lhe dar as razões para o moverem a esse sacrifício, que são exatamente essas razões: muitos pensam assim, você não estará só, você terá muita oportunidade de apostolado, Nossa Senhora vai abençoá-lo, recorra aos Sacramentos, recorra à oração, às vezes nós fazemos uma doutrinação quase exclusivamente científica. Ninguém é mais entusiasta do que eu de um apostolado feito com bases e com bases doutrinárias, sem isto o apostolado é vácuo, mas daí a dizer que basta isto é muito diferente. Eu tenho a impressão de que muitas vezes nosso apostolado não toma essas finuras em consideração. Mais alguma coisa? Quem é que tinha levantado o braço? Paulo Martos.
(Sr. Paulo Martos: …afirmado na reunião sobre o igualitarismo que o igualitarismo é que mais irrita as pessoas e as divide. Agora, no cabo do ensino secundário a gente nota que juntamente com esta questão a problemática da evolução cria verdadeiras brigas e…)
Da Revolução?
(Sr. Paulo Martos: Evolução, de evolucionismo.)
Ah sei.
(Sr. Paulo Martos: Só se falar em evolucionismo cria-se partidos e… uma coisa tremenda. Agora, o senhor acha que a gente deveria tocar nesse ponto e aproveitar isto para se fazer lutas ou…)
(Sr. Umberto Braccesi: Eu gostaria de acrescentar aa isto apenas que estas celeumas sobem até à sala dos professores, hein.)
Os professores também disputam entre si a questão?
(Sr. Umberto Braccesi: Os alunos procuram por a limpo isto com cada professor que entra na classe.)
Sei.
(Sr. Umberto Braccesi: Isso depois repercute no professor de… desses rapazes.)
Basta dizer que é uma questão tão viva para a gente entender que vale a pena suscitá-la, mas suscitá-la documentadamente, fundamentadamente, porque exatamente o contrário da evolução é a tradição. E é muito interessante a gente saber apresentar uma coisa em confronto com a outra. O evolucionismo é uma concepção pela qual o presente é devorado pelo futuro, como o passado é devorado pelo presente, e a tradição não tem razão de ser, nada é estável, nada é fixo, nada é imutável. Bem, no fixismo a tradição decorre quase como uma conseqüência necessária. Isso eu poderia em determinado momento explanar bem, e daí passar para a TFP até muito facilmente. Agora, a questão é saber quando é que convém levantar uma questão candente num determinado público em matéria de apostolado. Essa é uma questão muito delicada porque se entrelaça com as possíveis covardias do apóstolo, porque o apóstolo tem sempre a tentação de achar que não é o momento de levantar a questão candente. Ora, muitas vezes é, mas daí dizer que é sempre, também é caminhar um pouco depressa demais. Há determinados ambientes muito intoxicados por gente que tem uma atitude revolucionária declarada, e nesses ambientes mais ou menos todo o mundo tomou já em face dessa propaganda revolucionária uma atitude pró, contra, ou neutra. Mas, o pendão da revolução está erguido. Então, quase sempre é interessante levantar com igual força o pendão da Contra-Revolução. Bem. Há determinados ambientes aonde o pendão da Revolução ainda não foi erguido. E onde é mais interessante a gente começar por combater algo que o ambiente também combate, o comunismo por exemplo, e não algo que o ambiente rejeitará. Para depois, aqueles que se revelarem mais ardorosamente do nosso lado em matéria, por exemplo, de anticomunismo, nós atrairmos com jeito para as nossas doutrinas. Bem, em sentido oposto há, entretanto algumas pessoas, agora eu estou olhando o apostolado, que tem um fogo e um jeito, por onde criando uma questão sabem dividir e arrastar alguns. Estes poderão confiar mais e ser mais arrojados e criar maior número de vezes a divisão. Há outros que são muito marombadores e muito malandros e que pelo contrário sabem fazer bem uma certa política, estes devem agir de outro modo, mesmo, com exceção feita das situações típicas, as possibilidades do apóstolo tem muita importância para determinar a conduta no apostolado. Bem, na questão da evolução, se a questão é tão candente, eu creio que em quase todos os lugares seria interessante levantá-la. Agora, levantá-la como? Levantá-la, ou por meio de um berro, e entrando em luta contra os expoentes da evolução, ou primeiro fazendo um partidinho, vendo os que são muito entusiasmados e começar a cochichar, um está dizendo tal coisa da evolução, olha tal coisa assim, eu não sei, veja lá, quatro, cinco, sopra um pouco, quando tiver uma certa frondazinha preparada, aborda o sujeito: você está me… com essa história de evolução,. Isto não vai, depois de ter armado uma pequena reação. Aí, muito esquematicamente, ultra simplificadamente, alguns panoramas e algumas situações.
(Sr.Paulo Martos: Quando se fala de Adão e Eva e o pecado original, surge o problema do macaco.)
Do pecado original?
(Sr. Paulo Martos: Enfim, há uma coisa tremenda sobre isso constantemente. É uma problemática que é dificílimo de escapar.)
Acho que não há razão para escapar, vamos entrar dentro dela.
A questão é exatamente os senhores me informarem os problemas candentes. O difícil aqui, não é dar a teoria sobre o pecado original, isto é o mais fácil. O difícil é ver, aplicando a Revolução-Contra-Revolução, quais são os lados psicológicos por onde eles são levados a simpatizar com a doutrina contrária ao pecado original. E na nossa refutação, ao mesmo tempo dar a refutação doutrinária, séria e a argumentação psicológica, esta é a questão. Não sei se estou me explicando bem, isto é, vendo qual é o lado tendências da questão. Se me trouxerem o problema aqui nós podemos analisar, acharia interessante.
(Dr. Paulo Brito: Parece que não é propriamente o pecado original, é sobre o macaco.)
Mas, o Paulo Martos me falou que é o pecado original.
[Auditório: Não, macaco.]
(Dr. Paulo Martos: Quando se fala em pecado original diz-se que Adão e Eva que o cometeram.)
Ora, mas Adão e Eva foram macacos?
(Dr. Paulo Martos: Eles dizem que Adão e Eva não existiram, mas que o homem vem do macaco. É um problema, entra discussões cientificas, depois vem o professor de história, de filosofia, etc.)
Mas, essa questão científica nós devemos ladiar, ouviu, porque esta é ultra ingrata. Nos leva a uma tremendal, será que o ptecantropos erectus foi então, tem o dente, dente autêntico, tem o fêmur, aquele fêmur pertence àquele dento, foi encontrado a tal distância, o que é prova. Aí é uma casuística onde a gente se perde. Eu acho que o mais interessante, tanto quanto possível, levar para o lado filosófico, dá para resolver a questão, bem tratado. Não é aqui o momento de levantar a questão, mas bem tratado dá para resolver a questão. Porque o que eles querem no fundo é afirmar um princípio filosófico, através dos dados científicos, e a gente pode destruir o princípio filosófico. Está claro, ou não.
(Dr. Paulo Martos: Nesta questão da origem monogâmica do homem, não se deve entrar nunca?)
Eu não entraria. A gente diria, olha meu caro, pode dois ou três argumentos. O que no fundo está é tal questão assim. Agora, o que você quer com isso afirmar é tal questão assim. Tanto mais é que tem o seguinte, tomando a revelação estritamente falando, não há uma prova na revelação que condene a hipótese de Adão ter sido um macaco no qual Deus tenha incutido uma alma, parece-me até que há um pronunciamento de Pio XII nesse sentido, uma coisa a respeito do que chamam de evolucionismo relativo. De maneira que nós temos de ter cuidado com isso, saber o que é que nós devemos enfrentar na questão. Mas, não é o momento de tratar isso aqui, porque se nós formos tratar aqui no evolucionismo, os senhores amanhã cedo ainda estarão aqui, tratando disso. E estou com os olhos postos no relógio, e o relógio apontado para o programa Cluny. De maneira que eu abrevio um pouquinho.
O Umberto queria dizer alguma coisa.
(Sr. Umberto Braccesi: Esse problema que se passa entre os alunos, depois é posto a limpo com os professores que também desempenham um papel a la…, um sujeito esportivo, há professores lideres e que são amador pelo lado ruim deles. E é na aula desses professores, que é esperada com ansiedade que a então ala esquerdista levanta o assunto e procura o apoio do prestígio do professor, etc., para arrancar com os colegas anti-revolucionários.)
Então, vamos entrar na casuística. Se os senhores tenham outros temas que tenham essa vitalidade, me apontem, porque eu quero os temas vivos.
(Prof. Orlando Fedeli: No colégio São João Clímaco eu soube que uma professora defendera o evolucionismo. Eu não tenho nenhum contato com esses alunos, apenas que tenho um parente lá. A classe inteira se levantou contra a professora, mas não há uma ação nossa, é uma segunda, ou terceira série. Quer dizer que a meninada tem uma certa prevenção natural contra o evolucionismo. De modo que, a gente dando a argumentação, não se vai encontrar muitas vezes muita resistência, pelo contrário há uma certa avidez em aceitar aquilo que defende a doutrina que recebeu em criança.)
Eu creio até que a sua afirmação leva a uma ponderação. Se uma nação antievolucionista não era interessante começar um pouco antes do segundo ciclo.
(Prof. Orlando Fedeli: O segundo caso é o seguinte: um fulano ultra revolucionário, play-boy no sentido revolucionário, que discutiu muito comigo no ano passado, mudou esse ano de colégio. No outro colégio, por fronda, mas enfim discutia com o professor dando toda nossa argumentação a respeito.)
Curioso.
(Sr. Roberto Kasuo: Aquela norma que o senhor deu de que caso tenha um “fassur” atrapalhando o apostolado, o senhor disse, o senhor falou em que se podia inclusive bater. Agora, isso se aplicaria num colégio em que os professores são da TFP e que os outros professores sabem disso e inclusive os alunos já são bem marcados, não comprometeria as aulas?)
Aí comprometeria o professor, eu dou em tese um colégio onde não se sabe que os professores são da TFP. Porque do contrário pode comprometer o professor.
Auditório da Santa Sabedoria