Santo do Dia -- 31/01/69 -- 6 Feira -- [SD 269]
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Hoje, dia 31, é festa de um santo que, por várias razões, nos diz muito à alma. É São João Bosco.
Confessor, padroeiro secundário dos jornalistas católicos.
A esse título, por uma tradição que data do “Legionário”, nós o invocamos todos os dias. Primeiro, São Francisco de Sales, padroeiro primário da imprensa católica e depois São João Bosco, padroeiro secundário.
Apóstolo da devoção a Nossa Senhora Auxiliadora.
É um outro título de relação dele conosco.
Ele previu o colapso da ordem atual de coisas e o advento do Reino de Maria.
Está nas revelações dele, que estão em mãos dos salesianos, e são esplêndidas revelações.
Sua relíquia se venera em nossa capela. Século XIX.
Uma palavra rápida a respeito de São João Bosco, debaixo de outro ponto de vista. Os senhores sabem que São João Bosco foi o fundador dos salesianos. Congregação a que ele deu esse nome em honra a São Francisco de Sales, do qual ele era grande devoto e de cujo espírito ele foi o herdeiro e o continuador no século XIX. São João Bosco era uma pessoa que tinha esse dom de suscitar muita confiança e suscitar muita paz nas almas. Ele tinha um sorriso, ele tinha uma bondade impregnada de fortaleza, mas de tal maneira comunicativa, de tal maneira generosa, de tal maneira apaziguante, que basta a gente ir à Igreja do Coração de Jesus, diante daquela imagem dele, que é uma imagem bem próxima da realidade, é uma imagem um pouco pop arte, se pode dizer, um pouco demais cópia - tem muito pouco do artista e muito da cópia, mas onde ele está vivo - mas basta ir lá rezar para se perceber algo de indefinivelmente suave, da douceur de vivre antiga, que se perpetuou no modo dele, no estilo dele, e, durante algum tempo, nas obras dele. Assim, portanto, é essa suavidade espiritual que nós devemos pedir a D. Bosco nessa época de árduos combates. Todas as virtudes são irmãs. Nunca é uma virtude o contrário da outra. A maior combatividade, a mais irredutível, a mais implacável, é irmã afetuosíssima dessa bondade, dessa delicadeza, dessa suavidade própria do espírito de São Francisco de Sales e de São João Bosco. Assim, deixo aqui consignadas essas indicações para pedirmos, no que resta ainda hoje da festa de São João Bosco, pedirmos a ele que nos proteja.