Santo
do Dia – 23/11/1968 – p.
Santo do Dia — 23/11/1968 — sábado
Nome
anterior do arquivo:
* Reforma do Carmo, Santa Teresa e São João da Cruz * Máximas de São João da Cruz * Oposição ao espírito otimista liberal * Surpresa imbecil diante da morte * O antiliberal desconfia e se defende das más inclinações * Preguiça diante do bem leva ao endurecimento da alma * Quando se é indiferente ao bem, está-se pensando em si * A vigilância espiritual também se aplica ao governo * Principiis obstat * Apagar incêndio no princípio é fácil * Tem-se asco do imprevidente * Época de fidalgos e grandes oradores sacros * Vieira, sermões maravilhosos mas não santificam * Também os fidalgos, heroísmo por amor a si * Apostolado por amor de Deus ou por amor a si * Teste: salvar o Vietnam, mas no anonimato. Aceita? * Amor próprio, apostolado estéril * Ladainha do Imaculado Coração de Maria
[Obs: A página 5 foi microfilmada pela metade, perdendo o final das frases. As palavras que aparecem entre colchete e interrogação foram deduzidas pelo datilógrafo.]
* Reforma do Carmo, Santa Teresa e São João da Cruz
Dia 23 de novembro, não há festa em nosso calendário. Amanhã é festa de São João de Capistrano, confessor. Também é festa de São João da Cruz, confessor. Os senhores sabem que São João da Cruz foi o grande reformador da Ordem do Carmo junto com Santa Teresa. Santa Teresa de Jesus reformou o ramo feminino do Carmo e foi a mentora de São João da Cruz para a reforma do ramo masculino do Carmo. Ele é Doutor da Igreja, Doutor Místico da Igreja, porque em todos os assuntos da vida mística da Igreja ele se aprofundou nesses assuntos de modo maravilhoso.
* Máximas de São João da Cruz
Há algumas máximas de São João da Cruz que eu desejo comentar aqui.
E como a festa de São João da Cruz nos introduz num ambiente caracteristicamente espanhol. Há um ou dois fatos da Guerra Civil espanhola, que foram fatos de heroísmo dessa guerra civil, que estão mencionados aqui na ficha, e que eu desejo também ler e comentar.
São João da Cruz — entre as máximas que me apresentaram — diz primeiro o seguinte:
Das pequenas coisas, chega-se às grandes e o mal, que a princípio parecia pouco considerável, torna-se depois muito grande e sem remédio.
* Oposição ao espírito otimista liberal
Esse é um princípio eminentemente contra-revolucionário, antiliberal e “ultramontano” e aplicações desse princípio nos fazem compreender bem no que consiste. O espírito liberal: é um espírito levado a considerar otimisticamente, que tudo vai correr bem, sempre, e que nós devemos ser, portanto, despreocupados, otimistas e que devemos deixar todas as coisas correrem, não há razão para interferir nos acontecimentos, a não ser muito raramente, porque raramente as coisas dão mau resultado.
O otimismo é um traço de espírito inerente ao liberalismo, é inerente ao naturalismo. O indivíduo naturalista é aquele que não crê na Revelação e no sobrenatural. Porque não crê na Revelação e no sobrenatural, ele não acredita no pecado original, não acredita no castigo de Deus. Quem não crê no pecado original é um otimista. Acha que os homens todos são bons, que tudo vai correr sempre bem, que as coisas normalmente dão bom resultado, e quando acontece qualquer coisa de ruim fica espantado: “Como é que aconteceu isso? Como é que fulano foi fazer tal coisa? Ora não diga… Então, fulano [como] haveria de acontecer tal coisa com ele? Ele iria praticar tal ação má!?”
Também quando eles vêem acontecer alguma coisa má a alguém, como eles não querem saber de castigo, não [têm] noção de pecado, eles se espantam com o mal.
* Surpresa imbecil diante da morte
Às vezes morre um velho de oitenta anos, vai se comunicar para uma pessoa, e essa pessoa toma um susto: “Fulano morreu? Não diga!” Como não diga, não era mortal? Que grande surpresa que um mortal morra!… Ainda mais quando está na idade em que habitualmente se morre. Às vezes até precisa preparar o espírito porque morreu aquele. Surpresa, vai correndo para câmara funerária: “Imagine, morreu aquele octogenário”.
Não tinha nada que imaginar, é o natural. Seria surpresa se vivesse. Essa é a pura realidade.
O liberal, diante da morte não se porta assim. Ele fica surpreso com a morte, inclusive com a própria morte ele fica surpreso, não imagina que ele vai morrer; ele fica surpreso com as epidemias, ele fica surpreso com toda espécie de desgraças, porque para o liberal todas as coisas correm bem, tudo vai muito bem etc., etc..
* O antiliberal desconfia e se defende das más inclinações
Acontece que o espírito antiliberal sabe que o contrário é que é verdade. Que o homem tem de si uma grande propensão para o mal, e que facilmente o mal cresce na alma do homem. De maneira que quando ele consente em coisas más que apenas estão começando nele, basta ele consentir nisso, que rapidamente aquilo pode chegar ao extremo do mal. E portanto, um mau olhar consentido, um mau pensamento consentido, um movimento de revolta em que se consente dentro do Grupo, um movimento de mau humor, um movimento de preguiça durante uma conferência por mais cacete que seja o conferencista, pode facilmente levar a conseqüências extremas.
* Preguiça diante do bem leva ao endurecimento da alma
Ao que leva o movimento de preguiça? O movimento de preguiça leva a que a gente ouça uma coisa que merece atenção sem prestar atenção. E os senhores sabem no que isso dá? Dá numa espécie de endurecimento da alma. A alma fica habituada a ouvir coisas importantes e não dar importância. E nada faz mais mal para a alma do que, diante de coisas importantes e coisas — não na medida em que são expressas por esse ou por aquele —, mas na medida em que pertencem à doutrina católica que é tão bela, ficar indiferente. isso torna a alma uma assedia. São Tomás de Aquino chama isso uma inapetência para o bem. E essa inapetência para o bem é a morte do amor de Deus.
O amor de Deus morre à força de nós [nos] mantermos indiferentes a essas coisas que vêm de Deus. Quando nós ouvimos a doutrina de Deus, quando ouvimos a doutrina da Igreja Católica, quando temos oportunidade de examinar sapiencialmente os fatos à luz da doutrina dado por Deus e pela Igreja, e diante desse exame nós nos conservamos assim, e a razão é porque, porque estamos pensando em nós. A conferência está se desenrolando e a gente está pensando: “Que bom se nesse momento eu estivesse num avião, num lugar e todo o mundo estivesse aplaudindo e eu fizesse assim etc. etc.” A doutrina católica está se desenrolando. O resultado é embevecimento cada vez maior consigo, dureza para com Deus.
* Quando se é indiferente ao bem, está-se pensando em si
Ora, Santo Agostinho disse que no mundo há duas cidades, há dois tipos de homens. Aqueles que levam o amor de Deus até o esquecimento de si, e os que levam o amor de si até o esquecimento de Deus. Quem pertence ao primeiro tipo é da cidade de Deus; quem pertence ao segundo tipo é da cidade do demônio. Quem está habituado a ouvir coisas elevadas, nobres, que fazem bem, com indiferença, esteja certo de que no fundo está pensando em si e está caminhando para que a forma de endurecimento de alma, pela qual a gente pertence à cidade do demônio. E o mal cresce rapidamente. Tudo aquilo que no homem leva para o mal, encontra aí imediatamente grandes ressonâncias, grandes consonâncias, grandes afinidades, razão pela qual por pouco que a gente consinta, já é uma labareda, já é um incêndio que pega. Então diz muito bem São João da Cruz: logo no começo a gente deve prever, porque aquilo que no começo é pouco e que a gente esmaga sem dificuldade, pode tornar-se depois um incêndio enorme.
* A vigilância espiritual também se aplica ao governo
Isso que é um princípio de vida espiritual, é um princípio de governo. Assim a gente deve fazer também com aqueles sobre os quais a gente tem autoridade. Se a gente tem um criado, por exemplo, e a gente começa a dar liberdade para o criado, uma simples brincadeirinha que o criado faça, hoje é uma brincadeirinha, amanhã é uma insolência, depois de amanhã é uma revolta. Por que? Porque o orgulho cresce de um modo galopante. Todos os defeitos galopam e se a gente quer conservar aquele criado, o verdadeiro não é ir tolerando as coisinhas para reprimir nas coisonas, mas é reprimir nas coisinhas.
* Principiis obstat
Por que? Porque a sabedoria manda isso. Principiis obstat: cria obstáculo ao mal nos seus princípios. Não se deixe arrastar pela idéia de que o mal no princípio é pouco perigoso, porque já no princípio ele tem toda a sua força de ataque, tem toda sua força… [faltam palavras] …. No governo de um país.
Os senhores têm ali, naquela parede, um homem que ignorou isso. Os senhores que estão perto dele, olhem para a cara dele. O traje é lindo, a cara é de um perfeito beócio. O que é? A cara otimista de um bobo alegre. Ele não reprimiu a Revolução Francesa no começo. O resultado foi que e Revolução Francesa lhe cortou a cabeça. O Papa Leão X não reprimiu o protestantismo no começo: “Oh, é uma briga de frades!”
O resultado foi que a briga de frades dilacerou a Europa. Assim nós poderíamos fazer um triste rosário com a narração de fatos que tomaram proporções catastróficas, se bem que quando eram pequenos poderiam ter sido atalhados.
* Apagar incêndio no princípio é fácil
Isso os senhores notam também, por uma espécie de simbologia maravilhosa, na própria natureza. A natureza é assim: os incêndios, em geral, começam numa coisa pequena e são fáceis de apagar. Mas eles se expandem enormemente. O que é difícil, não é pegar fogo em algo, é apagar. Destruir o mal é difícil, propagar o mal, mesmo na ordem física, não é difícil. Inocular uma doença em alguém é fácil; a questão é curar alguém com a doença que ele tomou. Meter um vício em alguém é fácil. Uma pessoa pode viciar-se em bebedeira em uma noite. A questão é sarar da bebedeira depois.
Quer dizer, esse estado de espírito desconfiado, esse estado de espírito vigilante, esse estado de espírito que vê por tudo e em tudo o começo do mal que pode tomar grandes proporções, esse é o estado de espírito católico enunciado aqui por São João da Cruz. É o estado de espírito antiliberal, o estado de espírito “ultramontano”.
* Tem-se asco do imprevidente
Pelo contrário, o estado de espírito ruim é o da pessoa que não olha para isso, bonachona, alegre, confiante, por isso atraiçoada por todo mundo, todo mundo se ri dela; todo mundo ludibria e a joga no chão. E merece ser calcada aos pés, porque um homem que tem o espírito feito assim dá nojo, com todas as letras da palavra “nojo”. Tem-se asco do imprevidente, porque se tem asco do cretino, sobretudo quando é uma cretinice voluntária, quando, por preguiça o homem disse: “Cretinice, tu és a minha mãe” e a abraça. Isso dá nojo. Essa falta de sabedoria dá nojo.
E então aqui nós temos a máxima de um santo ensinando-nos o contrário. Eu releio aqui a máxima:
Das pequenas coisas chega-se às grandes e o mal, que a princípio parecia pouco considerável, torna-se depois muito grande e sem remédio.
Outra máxima:
Há muitos que fazem grandes coisas, mas elas de nada lhes servem porque procuram a si mesmos e não a glória de Deus.
* Época de fidalgos e grandes oradores sacros
São João da Cruz vivia em tempos em que os fidalgos… Era um tempo de fidalgos e de grandes oradores. Ai de nós que não temos mais fidalgos e grandes oradores! Nós temos padres progressistas e demagogos. Ele vivia no tempo de fidalgos e grandes oradores, sobretudo grandes oradores sacros. Mas eram fidalgos que faziam atos de coragem extraordinários.
Os senhores viram ontem o Chevalier d`Alsace de que lhes falei. Eram oradores sacros que faziam sermões, antes de tudo longuíssimos, porque a pessoa ia ouvir sermões que duravam três horas, quatro horas; em que o orador ficava colocado num púlpito muito alto, para a voz pode se propagar por toda a igreja, porque, ai de nós, naquele tempo não havia os alto-falantes que há nas igrejas de hoje, em que levavam, inclusive, numa mesinha, água e vinho para o orador e toalha; e o orador inclusive, se enxugava, parava, etc. para continuar, e todo mundo sentado.
* Vieira, sermões maravilhosos mas não santificam
Os senhores leiam os sermões do Vieira e vejam a duração que aquilo tinha. Mas era Vieira que falava. Que grandes sermões! Maravilhosos! A gente se delicia, mas a gente não se santifica. Olhem que é doutrina católica e da verdadeira. Mas a gente não se santifica. Ele fazia grandes coisas, mas não fazia pelo amor de Deus. Os senhores sabem que ele era um mau padre, que andava de mãos dadas como os judeus e uma vez até foi à Holanda vestir uma espécie de roupa vermelha — aquele tempo o vermelho era corrente — para ver se vendia Pernambuco para os holandeses e protestantes, para dar dinheiro para o tesouro de Portugal, para atender Portugal não sei de que jeito. Ele era um homem muito ruim. Vieira fazia grandes coisas, mas não lhe serviam de nada, porque não eram feitas pelo amor de Deus. Resultado: Vieira passou. Os eruditos ainda falam de Vieira; alguns são bastante felizes para se regalarem com a leitura das obras dele. São maravilhosas realmente, para quem tem o gosto bastante anacrônico para poder apreciar Vieira. Os senhores ouviram falar alguma vez que alguém se santificou lendo Vieira? E olhem que é curioso: ele tem pensamentos edificantes e que dariam para fazer bem para a alma. Mas não adiantam de nada.
* Também os fidalgos, heroísmo por amor a si
Esses cavaleiros faziam atos de heroísmo extraordinários, mas não adiantavam de nada, porque faziam por si e não faziam pelos outros. Faziam para aparecer e não faziam para os outros. Eles não faziam por Deus, quero dizer.
Nós, dessa máxima, podemos tirar algum fruto para nossa vida espiritual?
Acontecerá que às vezes fazemos coisas boas para os outros verem e não por amor a Nossa Senhora?
* Apostolado por amor de Deus ou por amor a si
Nós nos devemos sondar da seguinte maneira. Aqueles que exercem aqui apostolado que os outros vêem, se de repente fossem destinados a um apostolado que os outros não vêem, fariam esse apostolado com o mesmo entusiasmo? Sim ou não? Se sim, eles fazem o apostolado atual pelo amor de Deus. Ao menos é provável. Se não, é porque eles não fazem o apostolado por amor de Deus. Ou, pelo menos, entra o amor próprio junto. Mas quando o amor próprio entra junto com o amor de Deus, o amor próprio de tal maneira abafa o amor de Deus… [faltam palavras] …
* Teste: salvar o Vietnam, mas no anonimato. Aceita?
Os senhores imaginem, por exemplo, que amanhã eu chegasse para um dos senhores e dissesse: olhe, o Vietnã depende de sua ação para ser salvo, mas nunca ninguém saberá. Vão pensar que você vai descansar seis meses em Campos do Jordão. Você vai para o Vietnã, você faz uma coisa secreta que nunca ninguém saberá e você volta e ao cabo de seis meses, você aparece dizendo que esteve em Campos do Jordão, e não é mentira porque primeiro você vai para Campos do Jordão e depois volta e vem de Campos do Jordão. E nunca ninguém saberá. Só eu saberei. Mas eu ficarei impedido de manifestar a você qualquer consideração diante dos outros, por causa disso, porque os outros perceberão que você fez tal coisa assim. De maneira que só aos olhos de Deus isso valerá e de mais ninguém.
Mais anda: para você depois não chamar a atenção sobre si para se descobrir o que houve, vai ser preciso que você ocupe no grupo um papel humílimo. Você vai fazer um papel de lo último dentro do grupo. E isso vai ser sua vida inteira. Mas aos olhos de Deus você vai ter esta consolação: você salvou o Vietnã.
Qual é a reação de nossa alma: “Oh! Maravilha! Deus como foi bondoso comigo! Só Nossa Senhora poderia fazer isso! Me cair uma graça dessas, que depois ninguém sabe. Eu tenho duas vantagens: eu A sirvo e depois tenho a alegria do anonimato, onde só Ela e eu sabemos o que eu fiz e eu receberei minha paga no Céu. Por enquanto, será segredo d’Ela comigo. Eu terei um segredo com minha rainha. Oxalá Ela implante na minha alma o segredo de Maria. Viverei na penumbra, nunca ninguém saberá. Só Ela saberá. E eu estou com minha consciência em paz”.
Todos nós teríamos imediatamente essa reação? Talvez não.
Reação oposta: “Meu caro, eu vou te dar um apostolado que vai ser uma provação tremenda: você aparecer muito. Mortifique-se”.
— Ah, não, Dr. Plinio… isso sai logo. O senhor pode dizer. Pode contar comigo”.
Havia um novato no Grupo que, naquele tempo, quando era… que só ele. De vez em quando ele dizia para a gente: “o senhor pode ficar inteiramente sossegado”. Era o desassossego. “O senhor pode ficar completamente sossegado”. Eu olhava para ele e pensava: Ah, meu filho se você soubesse o sossego que eu tenho, você ficaria surpreso! Assim me diria esse: “O senhor pode me dar inteiramente. É uma honra. Naturalmente eu sei que não mereço. Afinal, eu vou fazer o possível e acredito que desempenharei bem minhas funções. Quanto a reprimir meu amor próprio, depois se verá. Agora trata-se de fazer a bonita tarefa”.
* Amor próprio, apostolado estéril
Examinemo-nos um pouco a nós mesmos. Isso poderia acontecer conosco? Se puder acontecer, estejamos certos do seguinte: somos estéreis como a figueira estéril do evangelho, que não dá fruto, porque gente assim não produz nenhum fruto para o apostolado. Desista porque não produz. Não tem a bênção de Deus e não nasce fruto desse tipo de figueira estéril. Pelo menos bata no peito e reconheça: eu sou um inútil que obstruo um cargo onde eu faço mal, porque esse cargo devia produzir frutos e não produz por minha culpa. Pelo menos diga isso, mas não fique imaginando que faz bem, porque não faz. Aqui está o princípio enunciado por São João da Cruz.
Eu fui um pouco longe demais cronologicamente falando, no ponto de vista cronos, tempo, fui longe demais nesse comentário e os senhores vão ter que levantar cedo amanhã por causa da campanha. Infelizmente, por isso vão ficar privados da alegria de rezar o terço. Mas eu queria dizer ainda uma palavrinha a respeito da ladainha que vamos rezar hoje.
* Ladainha do Imaculado Coração de Maria
Com o consentimento de D. Mayer, vai se rezar, um Sábado por mês, aqui, uma muito bonita ladainha, que é a ladainha do Imaculado Coração de Maria, que é, pelo menos em muitas de suas invocações, uma transposição mariológica, da linda ladainha do Sagrado Coração de Jesus, que eu creio os senhores todos conhecem. Essa ladainha termina com uma jaculatória, que é a seguinte: Maria Imaculada, doce e humilde de coração, e se responde; Fazei meu coração semelhante ao Coração de Jesus, ao Sacratíssimo Coração de Jesus. Então, no fim da ladainha é o que nós devemos rezar: Fac cor meum secundum cor Jesu. Se me lembrarem e se Nossa Senhora consentir nisso, na próxima semana farei o comentário das principais invocações da ladainha do Imaculado Coração de Maria, mostrando de que maneira isso se diz do Sacratíssimo Coração de Jesus, depois, como se diz do Imaculado Coração de Maria.
*_*_*_*_*