Santo do Dia ─ 09/11/68 ─ 4ª feira . 8 de 8

Santo do Dia ─ 09/11/68 ─ 4ª feira

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No “Magnificat”, ao par da consideração da excelência de Nossa Senhora, há o reconhecimento de Deus enquanto Autor dessa excelência * O problema da pretensão é atribuir a si aquilo que pertence a Deus * Deve haver alegria no reportar e reconhecer a Deus como autor das qualidades que Ele nos dá * “Grandes maravilhas obrou comigo o Onipotente cujo nome é santo”: Um contínuo remeter a Deus a grandeza de que é objeto * Soberbos são os homens que não amam, nem temem a Deus; para eles não há misericórdia. A soberba é causa de decadência * A capacidade de fazer bom uso de nossa inteligência vem da graça, portanto, não devemos nos embevecer na consideração dela * O Senhor Doutor Plinio aplica o “Magnificat” à Santa Igreja Católica

(Sr. –: Como se deve rezar o Magnificat em vista da pretensão?)

Nossa Senhora depois de ter recebido uma comunicação tão esplêndida como seja de que Ela seria a Mãe do Salvador, depois de Ela ter estado com Santa Isabel e de todos os episódios que os senhores conhecem, Ela cantou, no ápice de todos estes dons, Ela cantou o Magnificat.

O Magnificat é uma canção cujo texto eu me lembro em latim não me lembro em português, vou tentar fazer … alguém tem o texto em português aqui?

Minha alma engrandece ao Senhor e meu espírito exultou em Deus meu Salvador, porque Ele considerou a humildade ou a baixeza de sua escrava, eis porque todas as gerações me chamarão bem aventurada.

Porque fez em mim coisas grandes Aquele que é Poderoso e seu nome é Santo e Sua misericórdia se estende de geração em geração a todos os que O temem.

Fez coisas poderosas com seu braço e dispersou para longe de seu coração os soberbos de mente.

* No “Magnificat”, ao par da consideração da excelência de Nossa Senhora, há o reconhecimento de Deus enquanto Autor dessa excelência

O pensamento fundamental do Magnificat é o seguinte: Deus fez em mim coisas extraordinárias, diz Nossa Senhora, mas essas coisas são obra d’Ele e não são obra minha e toda a grandeza que Ele pôs em mim, não é uma grandeza na qual eu sou a autora; mas é uma grandeza que Ele ouve por bem colocar em mim e que eu aceitei.

Essa grandeza portanto enquanto habita em mim tornou-se minha, mas na sua causa ela não é minha, a causa vem de fora de mim e eu por mim não sou senão uma criatura pequena, não uma criatura pecadora, Ela não diz isto nenhuma vez no Magnificat, porque Ela não tinha pecado, Ela era concebida sem pecado e nunca pecou em sua vida, Ela durante toda a vida correspondeu a graça do modo mais perfeito possível, mas em todo o caso Ela era uma mera criatura, enquanto mera criatura aquelas grandezas não podiam ser suscitadas pela natureza d’Ela mas lhe vinham de Deus Nosso Senhor.

Bem, é a posição que, a fortiore devemos tomar em face das graças que Deus nos dá, nós que somos pecadores a dois títulos: primeiro título porque fomos concebidos no pecado original, e em segundo lugar porque os pecados que nós em nossa vida cometemos ainda pioraram muito a nossa situação e ainda que nós estejamos em estado de graça trazemos atrás conosco o fardo dos pecados que outrora cometemos.

Por outro lado as honras em que nós somos investidos são incomparavelmente menores das que teve Nossa Senhora.

Por todas estas rações nós devemos ainda ser muito mais despretensiosos.

Mas qual é o fundamento que há aqui, qual é o pensamento despretensioso por excelência, é este; não nasceu esta grandeza toda de minha natureza, ela foi dada por Deus Nosso Senhor. Isto é o pensamento fundamental.

* O problema da pretensão é atribuir a si aquilo que pertence a Deus

O que é que o pretensioso pensa?

O pretensioso pensa o contrário.

Qualquer que seja ele, um pretensioso introvertido, quer seja ele um pretensioso extrovertido, o que ele pensa é o seguinte:

Eu tenho em minha natureza tal coisa. É uma coisa boa que eu tenho em mim e que é uma coisa conatural a mim, idêntica a mim e, vamos dizer, que substancialmente idêntica a mim que de algum modo sou aquilo”.

Por exemplo, vamos dizer, um homem é esmoler. Ele, o pretensioso, olhará para si mesmo com uma espécie de encanto, e dirá: “Mas que maravilha aquele ato de desprendimento com que eu abri minha carteira e dei para tal mendigo assim um dinheiro. Como eu sou bom. Que lindo movimento de ternura percorreu a minha alma inteira diante da miséria daquele outro. Como eu devo sorrir comprazido para mim, embevecer-me comigo mesmo por causa disso”.

A Doutrina Católica o que é que diz a esse respeito?

A Doutrina Católica diz o seguinte: Que um homem pode ter, a abstração feita da Graça, o homem pode ter qualidades, um homem mesmo muito mal, pode ter uma ou outra qualidade, ou várias qualidades.

Assim, por exemplo, Nosso Senhor disse isso aos judeus; os judeus consultaram a Ele a respeito, não, Ele falou aos judeus a respeito de oração, e Ele mostrou que se deveria ter confiança em Deus e pedir todas as coisas a Deus que Deus atenderia.

Então Ele disse: “Assim, vós que sois ruins dais coisas boas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai Celeste que é bom”.

Quer dizer, Ele declarou: “vós sois bons pais”, que aliás é uma característica do péssimo povo judaico.

Vós sois bons pais”, o que não impede que no total sejais ruins. Quer dizer, a pessoa que está no estado de pecado mortal pode ter algumas qualidades. E essas qualidades são qualidades naturais ou pelo menos podem ser qualidades naturais, são qualidades naturais.

Mas o fato de ter essas qualidades não impede que a pessoa seja ruim. E que ela morra e vá para o Inferno com essas qualidades que ela tem.

É um engano pensar que o homem só vai para o inferno quando ele não tem qualidades nenhuma.

Ele vai para o inferno se morrer em estado de pecado mortal tenha ou não tenha outra qualidade.

Mas por quê? Porque essas qualidades não se chamam propriamente qualidades; elas têm uma analogia com qualidade; mas elas não são propriamente uma qualidade; porque a qualidade, propriamente, é o indivíduo manter, observar todos os mandamentos e estar em estado de graça. E isso é impossível na natureza humana.

Quer dizer, nós por nossa natureza não nos mantemos em estado de graça.

Por nossa natureza, portanto, nós somos ruins, apesar de termos algumas qualidades. E até várias.

Nós, por nossa natureza, somos ruins. A capacidade de estar fora do estado de graça, que é o que se chama vontade, é que confere valor às nossas qualidades, inclusive naturais que nós possamos ter essa qualidade de estar em estado de graça, nos vem da graça. Por isso se chama estado de graça. E a graça nos vem de Deus.

De maneira que, em última análise, a virtude de ser esmoler, na medida em que ela merece admiração, e consideração verdadeiras, na medida em que ela é uma verdadeira virtude, ela nos vem da graça.

E, portanto, todo o bem que está em nós, nos é dado pela graça, embora aceitado por nós Ele inere a nós e fica uma qualidade nossa.

Mas é uma qualidade dada, que não nasceu de nós, que foi posta por nós, aceita por nós, e que inere a nós.

Então o despretensioso sabe disso. E por causa disso ele não se embevece com aquela forma de embevecimento do pretensioso.

Porque o que caracteriza o embevecimento do pretencioso, a delícia da pretensão é a de atribuir aquilo a si mesmo.

Aqui está, porque atribuir e reconhecer que foi Deus que pôs, que nós aceitamos e que essa aceitação tem mérito verdadeiro, mas que, afinal de contas, sem que Deus lhes tivesse dado nós nunca chegaríamos até lá!

Assim a pretensão não se encanta! A pretensão se encanta, em se extasiar consigo mesmo, como se fosse uma coisa inerente, intrínseca, à nossa natureza, independente de qualquer auxílio vindo de fora. Aqui está o problema da pretensão. E aqui então agora está o Magnificat.

* Deve haver alegria no reportar e reconhecer a Deus como autor das qualidades que Ele nos dá

O que é que diz Nossa Senhora? É um comentário das grandezas d’Ela reportando a Deus.

Diz:

Minha alma engrandece o Senhor”.

O que quer dizer “Engrandece o Senhor? Canta a grandeza do Senhor. Vê, admira, ama e proclama com amor, a grandeza do Senhor.

Já a palavra Senhor tem muito disso, não é? Aquele que domina, Aquele que pode, Aquele que é tudo, não é verdade?

Então, a minha alma engrandece ao Senhor.

Bem.

E meu espírito se transporta em santa alegria em Deus meu Salvador.

Quer dizer, meu espírito se alegra em Deus. Agora, por quê? E dá a razão. Porque…

Deus pôs os olhos em sua humilde escrava. Por isto todas as gerações me chamarão bem aventurada.

Quer dizer, porque eu estou alegre com Deus? Por que é que eu proclamo a grandeza de Deus? Porque Ele pôs os olhos em mim! E diz, Nossa Senhora, Ele me deu uma grandeza tal que todas as nações me chamarão bem aventurada.

Mas se alegra em reconhecer que isto vem d’Ele. Eu reconheço e eu exulto que isto tenha vindo d’Ele.

E ao declarar que isto vem d’Ele e não de mim, meu espírito atinge o ápice da alegria.

Os senhores estão vendo que é a perfeição da despretensão.

Não é reconhecer neste estado de espírito: “Oh, meu Deus, que pena, como eu gostaria de dizer que tudo vem de mim” — ato de dolorosa probidade — “eu declaro que não veio”! não é isto, não. Meu espírito exulta em declarar que veio d’Ele e não de mim.

Bem, ao mesmo tempo Ela afirma a glória que Deus deu a Ela.

Todas as gerações me chamarão bem aventurada.

Quer dizer ─ a palavra bem aventurada ─ tem um matiz que não quer dizer só a pessoa muito feliz, mas é uma coisa que está por detrás disso, é a pessoa que deu certo, a pessoa que fez como devia fazer, e que deu certo em tudo quanto fez, não é?

E que portanto, dar certo, dar certo, dar certo é ficar santo e servir a Deus.

Quer dizer, foi acertada, aquela que acertou. Bem, e que por isso, é também feliz.

Bem.

Grandes maravilhas obrou comigo o Onipotente, cujo o nome é Santo”.

* “Grandes maravilhas obrou comigo o Onipotente cujo nome é santo”: Um contínuo remeter a Deus a grandeza de que é objeto

Vejam a palavra Onipotente como está presente aí são maravilhas tais que só um Ente onipotente poderia fazer. Ora, Maria se sabia não-onipotente, logo Ela proclamava que era só Deus que podia ter feito.

É um modo indireto de dizer “o que foi feito comigo foi tanto que eu jamais eu, uma simples escrava, poderia fazer, mas foi Ele que fez, essas maravilhas, são grandezas que só um Ser onipotente poderia fazer.

Quer dizer, é um contínuo remeter a Ele a grandeza d’Ela. Bem,

Onipotente cujo nome é Santo

Quer dizer, Ele aquele que é tão Santo cujo nome que é Ele é Santo.

[Cinco linhas do microfilme estão péssimas.]

[ilegível] … idéia, quer dizer, esta misericórdia de que eu fui objeto é o lance supremo de uma série imensa de misericórdias que desde o início do mundo até o fim se estende àqueles que têm o temor de Deus.

Quer dizer, então, que aqui apenas, se eu ousasse dizer isto, o Himalaia de misericórdia, o ponto muitíssimo mais alto da misericórdia, e um mundo de outros montículos, montes, coles e colinas de misericórdia que ao longo da história têm existido. Não é? Como quem diz: “Esta misericórdia ainda é mais bela porque ela é o vulto, é o ponto central de um número imenso de excelsas misericórdias. Ele é o Rei, o Deus, o Pai de todas as misericórdias.

Assim estende o poder de seu braço, transtorna os desígnios dos soberbos…

* Soberbos são os homens que não amam, nem temem a Deus; para eles não há misericórdia. A soberba é causa de decadência

Deus, fazendo sua misericórdia aos que O temem, Ele, mostra o poder do braço d’Ele, porque transtorna os desígnios dos soberbos.



Quais são os soberbos? São os que não temem a Deus. Qual é propriamente o homem soberbo?

É o homem que é soberbo em relação a Deus. Que não considera a grandeza de Deus, nem teme a Deus, portanto também não ama a Deus.

Para esses não há misericórdia. Então Deus humilha, e com isso, Ele prova o poder do braço d’Ele. Os homens desta terra, quando são poderosos e julgam que a sua grandeza vem de si mesmos, esses Deus quebra, enquanto Ele é misericordioso com os que o temem.

E, em elevar os que O temem e, quebrar os que se afirmam independentes d’Ele, não querendo atribuir a Ele toda a grandeza nisto Ele mostra o poder do braço d’Ele, isto é um convite belíssimo para nós fazermos uma filosofia, ou uma teologia da história.

E a filosofia ou a teologia da história consiste em acompanhar os acontecimentos históricos, mas consiste em acompanhar nossa vida cotidiana, que direi, consiste em acompanhar a vida do Grupo, e ver a confirmação desta regra.

Aqueles que realmente, e profundamente, compreendem que não são nada, não se regalem com aquilo que são, atribuindo tudo a si mesmos, mas se alegram com ambas virtudes atribuindo-as a Deus Nosso Senhor e à intercessão de Nossa Senhora, estes são os que temem a Deus. Estes progridem na vida espiritual.

Aqueles que pelo contrário são voltados a adorar-se a si próprios, a considerar que tudo quanto eles têm vem de si mesmos, estes são os soberbos que não temem a Deus, estes Deus quebra.

Quantas vezes nós vemos no Grupo decadências, a gente vai procurar a causa desta decadência, a gente não encontra, olha a pretensão. Olha a pretensão e verifica o que que houve. Em determinado momento, aquela pessoa começou a se embevecer consigo mesmo. E começou a dizer:

Que maravilhoso sou eu, que grande sou eu, que estupenda é a minha pessoa, considerada nos predicados morais de sua natureza, que são próprios de sua natureza. Aí começa. Aí está a pretensão.

* A capacidade de fazer bom uso de nossa inteligência vem da graça, portanto, não devemos nos embevecer na consideração dela

Bem, então Nossa Senhora lança o princípio, estes não vão para frente. Sobem os que são humildes. Os que sabem atribuir tudo a Ela. O mesmo de nossos dons não morais. Nossa inteligência, outras aptidões.

Nossa inteligência e outras aptidões, para considerar apenas um lado da questão, são coisas que são boas em nós na medida em que sirvam para o bem.

Porque se se servirem para o mal, vai ainda mais fundo para o inferno.

Agora como é que estas [coisas] podem nos servir para o bem a não ser por meio da graça?

É, então nós não podemos nos embevecer com nossa inteligência, a não ser se dela fazemos bom uso. Mas de onde é que vem a capacidade de fazer dela bom uso a não ser da graça de Deus?

Os senhores estão vendo como tudo nos coloca em relação a Deus Nosso Senhor numa postura humilde, numa postura de despretensão.

Bem, agora vem então, o que se segue:

Derruba os poderosos de seu assento e exalta os humildes.

Os senhores estão vendo aqui o que que é, quais são os poderosos, quais são os humildes. Por toda a seqüência do pensamento anterior, a gente percebe bem que o poderoso é aquele que julga que tem o poder, que atribui a si todo o poder. Que precede a Deus e não teme a Deus, e que acha que faz tudo sem Deus.

Por exemplo, o apostolado. Aquele que é naturalista no apostolado, é um dos tais poderosos que imaginam que tem esse poder.

O humilde é o que compreende que o apostolado [Como diz] D. Chautard, [em seu livro:] a Alma de todo apostolado ─ é uma situação da graça que vem da vida interior, da oração etc., etc.

Então, o poderoso é deposto de seu trono. O que quer dizer isso?

Daquilo que ele se ensoberbece. O humilde é glorificado, tem resultado no apostolado, na vida interior, nas suas ações etc.





Enche de bens os necessitados e os ricos deixa vazio.

É o mesmo pensamento, os que pedem são os necessitados. Ele enche de bens, e os que se aproximam de Deus dizendo que não precisam de nada, esses são os ricos, que Ele manda vazios.

Decretou exaltar Israel, seu povo, lembrando de sua misericórdia.

Agora vem uma outra referência, o povo de Israel é exaltado pela encarnação do Messias.

Deus tinha misericordiosamente prometido que o Verbo se encarnaria e que nasceria o Messias do povo de Israel. Deus lembrou e exaltou pela encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Para cumprir a promessa que fez a nossos pais …

É a promessa do Messias não é?

a Abraão e a todos os seus descendentes.

A Igreja muito belamente, completa isso como o “Glória ao Padre, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio agora e sempre pelos séculos dos séculos. Amém”.

Quer dizer, acaba cantando a glória do Padre Eterno.

Aí está então uma interpretação do Magnificat como sendo o cântico da despretensão jubilosa de Nossa Senhora.

Aquele menino diante da rainha da Inglaterra tinha exatamente muito do Magnificat, ele poderia dizer: “Minha alma engrandece a rainha e meu espírito jubila naquela que me tira da minha banalidade”. Nós poderíamos fazer uma paráfrase, não é verdade?

[Uma linha inteira do microfilme está… [ilegível] …]

para tudo quanto, de algum modo nos leva a Deus.

* O Senhor Doutor Plinio aplica o “Magnificat” à Santa Igreja Católica

Como eu gostaria de, com toda a alma, nós pudéssemos cantar o Magnificat em relação à Igreja Católica.

Como é verdade dizer: Magnificat anima meam Eclesiam, et exaltavit spiritus meum, in matre salutari meae.

A minha alma engrandece na Igreja Católica e o meu espírito exulta na Igreja minha mãe. E daí para frente, que lindíssima paráfrase nós podíamos fazer para a Igreja que é a Arca da Aliança e que é Deus visível na Terra. É a imagem de Nossa Senhora na Terra.

Então, que estas palavras sirvam para nós reportarmos todo o nosso tempo a Deus, a Deus e a Jesus Cristo, a Jesus Cristo em Nossa Senhora e à Nossa Senhora na Santa Igreja Católica, Apostólica Romana, da qual vem ao Grupo tudo quanto o Grupo tem de bom.

A única coisa que o Grupo tem de bom é ser um grão de areia dentro da Igreja católica. Uma célula viva dentro da Igreja Católica. Porque só são boas as coisas que pertencem à Igreja Católica, e o que se destaca da Igreja Católica é totalmente mau.

O enlevo, o encanto, o entusiasmo, a fidelidade, a dedicação de nossa vida, nossa alma, nosso sangue, deve ser dado à Santa Igreja Católica Apostólica Romana.

E cada vez que nós vemos que Ela é mais negada, mais conspurcada, mais traída, nós A devemos amar mais.

[O parágrafo que segue é uma tentativa de reconstituição]

[Como?] eu gostaria que se pudesse dizer isso: que é bem verdade que a Igreja nunca foi humilhada tanto quanto agora. Mas que é bem verdade que no extremo de sua humilhação a Igreja foi amada com um amor proporcional. E que o amor de seus filhos [a tomou?] no zenite, exatamente no momento em que chegava ao auge a humilhação em que Ela rolou.

É uma paráfrase e uma adaptação do Magnificat.

E é o nosso ato de humildade, com fé, em relação à Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana, da qual eu seria tentado a dizer quase: “é nossa divina Mãe”. Porque a Igreja é de Deus e tem qualquer coisa de divino.

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