Santo
do Dia (Auditório da Rua Pará) – 10/10/1968 –
5ª feira – p.
Santo do Dia (Auditório da Rua Pará) — 10/10/1968 — 5ª feira
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Quando aparece “[1 palavra rasurada]”, significa que não se distingue a palavra rasurada.]
São José de Cupertino: naturalmente inútil, mas fazendo a vontade de Deus, realizou maravilhas. Joga errado aquele que não segue sua vocação. Para se conhecer e fazer a vontade de Deus, é preciso ter amor, e não inteligência, e não se amar a si próprio. O homem eficiente é o que cumpre a vontade de Deus.
São José de Cupertino –– I
Naturalmente inútil, é desprezado e repudiado * Admitido no convento de Grotela, passa no exame de diaconato e é ordenado sacerdote * O Senhor Doutor Plinio mostra encanto pela vida deste santo * Aquele que faz o que está fora de sua vocação, joga errado * Para fazer a vontade de Deus, é preciso amá-Lo sobre todas as coisas, conhecer Sua vontade e não se amar a si próprio * Para se conhecer a vontade de Deus, não é necessário ter inteligência; é preciso ter amor * A graça permite a realização de maravilhas superiores às capacidades naturais * Amando e praticando a vontade de Deus, o homem mais cretino pode vir a ser sumamente venerável * O homem eficiente e bem sucedido é aquele que cumpre a vontade de Deus * O exemplo da Santíssima Virgem: “Eis a escrava do Senhor...”
Por não terem vindo as fichas, sugeriram-me que fizesse um comentário a respeito da vida de São José de Cupertino, cuja festa foi no dia 18 de setembro, mas não houve ocasião para fazer esse comentário a respeito dele. Então, me pediram que hoje eu fizesse um comentário a respeito desta festa.
* Naturalmente inútil, é desprezado e repudiado
São José de Cupertino nasceu em 1603 e morreu em 1668. Ele era um místico italiano cuja vida é uma maravilhosa combinação entre a completa incapacidade natural e a extraordinária capacidade de dons sobrenaturais.
Então, agora vêm umas referências:
Se algum homem foi pobremente dotado, esse foi José de Cupertino. Todos os dons naturais lhe faltavam. Chamava-se a si próprio Frei Burro. E foi instintivamente entre os homens o que o burro era entre os animais. Incapaz de passar num exame, talvez mesmo de manter uma conversa, ao mesmo tempo incapaz de cuidar de uma casa e de tocar num prato sem quebrá-lo.
Nesse ponto eu sou como ele.
Desprovido de aptidões [naturais?] [materiais] e espirituais, era inepto para ser bom criado ou um sábio. Tinha aspecto de escravo inútil e de um animal de carga que presta poucos serviços.
Nasceu Cupertino aos 17 de junho de 1603. Filho de artesãos, enfezado, doentio, desprezado por todos, escarnecido dos camaradas que o chamavam de ‘Boca Aberta’. Repudiado pela mãe.
É o último do desprezo. Quando o homem chega a ser repudiado pela mãe porque ele não tem valor natural nenhum, é que nem ele nem a mãe valem mesmo nada, não é?
Bem:
Com uma úlcera gangrenosa, passou a infância entre a vida e a morte numa espécie de podridão, até ser curado por um religioso. No momento do seu nascimento, apreendiam, por causa das dívidas de seu pai, o mobiliário da sua família e ele nasceu num estábulo.
Realmente não falta mais nada. Não sei se os senhores estão conseguindo acompanhar tudo, mas não falta nada para ele não ser nada. Tudo o que é preciso ter para ele não ter nada, ele tinha.
Quando, mais tarde, quis abraçar a vida religiosa, enfrentou as maiores dificuldades.
É compreensível.
Entrou para os capuchinhos como converso, mas sua incapacidade natural e sua preocupação sobrenatural como que se uniam para torná-lo inepto para com tudo. Pois, enquanto seu desajeitamento patenteava-se, sua santidade não era percebida por ninguém.
Quer dizer, coitado até nisso… mas é uma maravilha.
Para a conferência sobre a despretensão é… não podia [ter?] [haver] um atraso mais oportuno do que da ficha de São José de Cupertino.
Bem.
Acabaram os religiosos por considerá-lo absolutamente insuportável. Arrebatado em êxtase em meio aos cuidados do refeitório, deixava cair os pratos e as travessas, cujos fragmentos lhe eram colados no hábito em sinal de penitência.
Os senhores entenderam ou não? Ele andava com o hábito cheio de cacos, como penitência pelo o que [ele] quebrava.
Servia pão preto em lugar de pão branco.
“Zupposo” [?]. Bem.
Chamavam-[lhe] a atenção [e] ele declarava não saber distinguir o pão preto do pão branco.
Para transportar um pouco de água de um lugar para outro, foi-lhe preciso um mês inteiro. Finalmente, considerando que ele não servia nem para os serviços materiais nem para a vida espiritual, despediram-no do convento.
Isso foi algum frei “inteligente”, “eficiente”, “capaz”, que despediu.
* Admitido no convento de Grotela, passa no exame de diaconato e é ordenado sacerdote
Expulso ainda de outras casas religiosas, José acaba sendo admitido no convento de Grotela.
Se ele ficou lá é porque tinha um superior que tinha a sublime aptidão de conhecer esta coisa única: os imponderáveis.
O ponderável qualquer “bestia a la fài”. A questão é o imponderável.
No convento de Grotela foi incumbido do tratamento de uma jumenta. Ele mal sabia ler e escrever e queria ser sacerdote. Nunca pôde explicar nenhum dos textos evangélicos, exceto o que continha as palavras “bem aventurado o ventre que te trouxe”.
Nossa Senhora, não é?
Ao fazer o exame de diaconato, o Bispo abre o livro dos Evangelhos ao acaso, e manda o candidato comentar a frase “bem aventurado o ventre que te trouxe”.
Que era a única [coisa] que ele sabia comentar.
José explicou superiormente. Restava o exame para o sacerdócio. Ora, todos os postulantes, exceto José, sabiam a matéria com perfeição. Os primeiros que fizeram o exame, fizeram-no de maneira tão brilhante que o Bispo parou antes de ter examinado a todos.
Mas é bonito. Não é melhor ser burro assim do que ser inteligente? [Ih!] Que coisa esplêndida ser assim.
E julgando a prova inútil, admitiu em conjunto os que restavam, entre eles, José.
É uma maravilha!
A 4 de março de 1628, José era sacerdote, a despeito dos homens e das coisas, apesar de todas as suas incapacidades reconhecidas, mas esquecidas.
* O Senhor Doutor Plinio mostra encanto pela vida deste santo
[A pessoa que fez] a ficha teve a crueldade de parar essa maravilha a esta altura. Eu quereria passar a noite lendo este livro; me interessava muito mais do que a história de Richelieu, mas sem nenhuma comparação, mas nenhuma comparação. Eu já não digo as figuras nacionais… Afonso Pena, Prudente de Morais, baixa de nível horrorosa!
Bem, os senhores… Eu mal sei o que dizer a respeito de uma coisa tão estupenda e tão extraordinária. Os senhores [vêem?] [viram] que Nossa Senhora acumulou neste homem tudo quanto pode ser negativo, [tanto?] [tudo] quanto pode [não] ser nada.
Eu garanto aos senhores, nós não sabemos o resto da vida dele, que deve ter sido [uma vida] repleta, eficientíssima e admirável, e por que [isso?] [isto]? Porque Santa Teresinha do Menino Jesus disse uma palavra que para mim domina todo este assunto, e é a seguinte: “Para o amor, nada é impossível”.
* Aquele que faz o que está fora de sua vocação, joga errado
Quando um homem ama verdadeiramente a Deus, ama verdadeiramente a Nossa Senhora, mas verdadeiramente, seriamente, com todo o empenho de sua alma, ele faz tudo quanto é de sua vocação fazer. E o homem eficiente não é o que faz o que está fora de sua vocação, porque é o cúmulo da ineficiência fazer o que está fora de sua vocação. É jogar errado.
Imaginem um homem que está numa orquestra e que toca o aparelho dos outros e que, por exemplo, tem um violão grande e toca como se fosse violino normal. Ele escangalha a orquestra inteira, porque ele tem sua função naquele conjunto, e se ele executa uma outra função para a qual ele não foi destinado, aquela eficiência dele se chama atrapalhação. Porque é contra os planos da Providência, e a ordem das coisas consiste em estar nos planos da Providência. Quem toca fora do plano da Providência, quanto mais eficiente, mais erra, mais está fora do jogo, menos serve, porque o próprio da eficiência é realizar a ordem, e a ordem é a vontade de Deus. Não há outra eficiência. De maneira que um homem deve se perguntar a si mesmo, para ele saber se é eficiente, saber se ele está sendo capaz de conhecer, de admirar e de amar e de executar a vontade de Deus a respeito dele.
* Para fazer a vontade de Deus, é preciso amá-Lo sobre todas as coisas, conhecer Sua vontade e não se amar a si próprio
E para fazer a vontade de Deus, é preciso o seguinte: amar a Deus sobre todas as coisas e não se amar a si próprio, não ligar para si mesmo, não ter apego para com suas próprias coisas, porque este é assistido pela graça. [Com] Este a Providência dispõe tudo para que ele realize os planos que a Providência teve a respeito dele, e fará milagres, se necessário for, para que ele chegue ao fim para o qual ele foi destinado pela Providência nesta Terra e na outra vida. De maneira que, de um homem, o que a gente deve procurar acima de todas as coisas, quando a gente pergunta se ele é eficiente, é perguntar se ele ama a Deus, se ele conhece os planos de Deus a respeito dele.
* Para se conhecer a vontade de Deus, não é necessário ter inteligência; é preciso ter amor
Há muitos modos de conhecer os planos de Deus. Às vezes, é de andar passo a passo sem saber qual é o passo seguinte, porque Deus quer que nós andemos passo a passo. Às vezes, [ele] vê longas alamedas e [resolve] segui-las de longe, por mais que preveja que há obstáculos no caminho. Mas é fazer a vontade de Deus, como se apresenta para ele.
Então, conhecer é [ser] capaz de conhecer a vontade de Deus, e, para isso, não precisa ter [1 palavra rasurada] inteligência, precisa ter amor. Se ele é capaz de admirar os planos de Deus, para isto precisa ter amor. Se ele é capaz de amar os planos de Deus, isto é o próprio amor. Se ele é capaz disso, Deus fará as maiores maravilhas para que ele realize seus planos. E nós notamos o seguinte: isto é tão verdade que Deus se tem feito servir por santos de todos os níveis e de todas as espécies de capacidade. Mesmo os maiores santos, mesmo São Tomás de Aquino, realizaram uma obra muito superior à sua própria capacidade. Porque [a] constante dos santos é que eles fazem sempre muito mais do que naturalmente poderiam fazer.
A gente lê na Suma Teológica, São Tomás põe aquelas questões com uma crueza tremenda. A gente diz: agora ele se espatifa, porque ele pôs um problema tão difícil que ele não resolve. A gente vai [ver?] [ler], aquilo tudo se resolve. Mas é por quê?
* A graça permite a realização de maravilhas superiores às capacidades naturais
Os senhores sabem bem que ele, às vezes, passava noites inteiras rezando para conhecer a resolução de um determinado problema. E, às vezes, ele abria a porta do sacrário e punha a cabeça dele dentro do sacrário e ficava rezando com a cabeça dentro do sacrário até, pelo jogo da inteligência — não é revelação, pelo jogo da inteligência, ajudado pela graça — ele chegar a conhecer o que é que ele deveria saber para dar a resposta filosófica ou teológica adequada para o problema.
Quer dizer, desde São José de Cupertino até S. Tomás de Aquino, nos dois extremos da capacidade, os santos sempre fizeram mais do que sua capacidade natural permitia.
Os senhores tomam, por exemplo, o Beato Angélico. Um grandíssimo pintor. Todo o mundo sabe que era tradição no tempo dele que Nossa Senhora pousava em aparições para ele pintá-La. Quer dizer, ele não era capaz de pintar aquelas “Madonas” se ele não tirasse algo das aparições de Nossa Senhora, o que equivale a dizer que ele pintou muito melhor do que a sua capacidade natural de pintar [permitia?].
Os senhores [vêem?] aqueles grandes reis guerreiros da Idade Média, aqueles grandes cruzados, etc.: eles todos, quando batalhavam, eram auxiliados pela graça e ganhavam batalhas que nenhum herói podia ganhar. Por quê? Porque eles eram ajudados por Deus.
Quer dizer, a eficiência, meus caros, consiste em estar nas vias de Deus e obter o auxílio de Deus para fazer a obra de Deus. Essa é a eficiência e, por causa disso, a primeira coisa que o homem deve procurar, quando ele quer ser eficiente, é perguntar isto: é isto que Deus quer de mim? Porque se não é isto que Deus quer de mim, segundo os decretos da eterna Sabedoria, o que eu estou fazendo é asneira. É revolta e asneira porque eu vou fazer uma coisa má e inútil, para a causa d’Ele não vai adiantar nada, para a ordem do Universo não adianta nada, para mim é ruim porque eu comprometo a salvação de minha alma e porque eu estrago a minha vida, porque minha vida consiste em fazer a obra d’Ele. O arquitetônico de minha vida é fazer aquilo que ele quiser. Se eu vou fazer uma outra coisa, eu [1 palavra rasurada] [faço] um vida [gâché? gâté?], arruinada, arrasada.
Eu tenho que fazer a vontade de Deus. Então, Deus faz brilhar os seus santos todos por esta forma, fazendo com que eles realizem maravilhas superiores às suas próprias energias e possibilidades, aos seus talentos e capacidades, porque estão na via d’Ele e realizam a obra d’Ele.
Então, os senhores estão vendo que Ele ora suscita um Santo Tomás de Aquino, suscita um Fra Angélico, homens de capacidade natural evidentemente muito grande, suscita um São Pio V, que tinha uma capacidade de governo extraordinária, suscita um Carlos Magno, que era um homem que tinha uma visão política formidável e uma capacidade de guerreiro enorme. Suscita quantos outros; suscita, no Antigo Testamento, um Judas Macabeu, que era um guerreiro exímio, mas sempre se superando a si próprio[s?]. Suscita também um pobre tonto, um pobre cretino como São José de Cupertino, incapaz de tudo; mas porque ele tinha êxtases, porque ele era um verdadeiro santo, ele fez a obra de Deus.
Nós não sabemos qual foi a obra da vida dele. Eu lhes garanto: eu vou mandar pedir a vida de São José de Cupertino, e eu me comprometo, se houver matéria, a fazer para os senhores num sábado à noite — os senhores podem levantar mais tarde domingo — fazer um Santo do Dia um pouco mais longo sobre a vida dele.
* Amando e praticando a vontade de Deus, o homem mais cretino pode vir a ser sumamente venerável
Mas, o essencial da vida dele está feito. Os senhores sabem o que é? É de provar a todos os séculos como um homem pode ser sumamente venerável sendo o mais cretino dos homens, sendo um rebotalho, tão idiota que vive com a batina cheia de cacos que colam das coisas que ele quebrou, como castigo. Mas ele tem o “unum necessarium”…a única coisa necessária ele tem. Ele conheceu a vontade de Deus e ele a amou, ele a praticou, ele andou nas vias de Deus e, como ele andou nas vias de Deus, a sua vida acertou e tudo deu como devia dar.
Então, esta prova de que Deus é tudo e de que os homens não são nada, e de que o último dos homens que fizer a vontade de Deus, este homem é tudo, os senhores têm na vida dele. Não se pode ser menos. Dele, entretanto, se pode dizer, como de Nossa Senhora, e de todos os santos: “Todas as gerações [o] chamam de bem-aventurado”.
Quer dizer, de século em século, até o fim do mundo, se venerará a memória de São José de Cupertino. Nós nunca ouvimos falar [nele?] [dele]. [Eu] Vagamente tinha o nome [dele?] no ouvido. Não é verdade que nunca mais [de] nossa memória se apagará esse exemplo maravilhoso?
Não é verdade que faz mais bem aos senhores comentar a vida dele do que a vida de Santo Tomás de Aquino?
Não é verdade que é mais uma lição de humildade para nós [compreendermos] que colosso [é] esse homem do que nos olharmos para os nossos míseros talentinhos?
Se um de nós qualquer, desta sala — eu não excetuo nenhum dos senhores, como evidentemente não excetuo a mim mesmo — se encontrasse com este santo, como se sentiria pequeno, como se sentiria nulo, como teria vontade de se ajoelhar, com que respeito pediria e agradeceria um conselho dele! É o Fra Asino… Nós nos ajoelharíamos diante dele, e cada palavra saída dos lábios dele nós tomaríamos como uma gota do próprio manancial da sabedoria: Fra Asino falou. É a lei para nós; é decreto para nós. Assim é a glória daqueles que fazem a vontade de Deus, mesmo quando humanamente não são nada.
* O homem eficiente e bem sucedido é aquele que cumpre a vontade de Deus
Por que isso? Porque só Deus é grande. Mais ninguém nem nada é grande. Qualquer forma de grandeza consiste apenas em fazer a vontade de Deus. Essa é a grande lição que se deve tirar daí.
Meus caros, nós estamos planejando reflexões sobre a pretensão. Eu gostaria de colocar na base precisamente isto. E um Santo do Dia não poderia vir mais a propósito do que isto. Se nós queremos fazer de nossa vida uma grande coisa, [se] nós queremos ter uma vida arquitetônica, que atinja seu fim, na qual todas as nossas aptidões e toda a nossa luz primordial se realize, na qual depois nós possamos olhar para trás e possamos dizer como Jó: “Bendito o dia que me viu nascer, bendita as estrelas que me viram pequenino, bem aventurado o momento em que minha mãe disse: nasceu um homem”… Isto nós podemos dizer quando, no momento de nossa morte, nós olharmos para trás e virmos todo um plano que Deus executou por nosso intermédio e percebermos que o desígnio de Deus em nós se realizou.
Esse homem que vê isto, no retrospecto de sua vida, esse homem morre feliz. E esta é propriamente a felicidade. Ele olha para trás e sua vida se executou direito. Foi o que devia ser, ele obedeceu à vontade de Deus.
Então, quem é que é o grande homem? Quem faz isso.
E [o] que [é] que é um homem eficiente? É o homem que conseguiu isto. Não há outra noção de homem eficiente. Então, que é um homem eficiente? É o que cumpriu a vontade de Deus a seu próprio respeito. Que fez, porque eficiente quer dizer “fazedor”, em latim. Facere, deu eficiente, quer dizer, é um prefixo latino que quer dizer “tirando de dentro de si”. Efficiens é uma eficácia que sai de dentro de si mesmo.
O homem eficiente é o homem que faz. Mas faz o quê? Faz a vontade de Deus ou faz besteira e crime. Aqui está a coisa e, por causa disto, nossa única preocupação em matéria de eficiência deve ser esta: qual é a vontade de Deus? Essa eu vou fazer. O que não for isto é besteira, é [crime].
* O exemplo da Santíssima Virgem: “Eis a escrava do Senhor…”
Eu não quereria jamais fazer um Santo do Dia em que eu não pronunciasse o nome de Nossa Senhora.
Assim, eu digo: como é que Nossa Senhora se definiu a Si mesma para o Anjo? No momento em que o Anjo declarou a Ela que Ela ia ser mãe, qual foi a fórmula que Ela usou para dizer que Ela aceitava esta honra inimaginável, ser Mãe de Deus? Ela disse o seguinte: “Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa vontade”. Quer dizer, Ela se definiu a Si própria como Aquela que faz a vontade de Deus. Não tem outra definição.
Os senhores estão vendo que maravilha! Nós falamos outro dia no conceito de escravidão. Que beleza isto: é a vontade de Deus que se realiza em nós. É o homem bem sucedido por excelência. O homem eficiente por excelência é aquele que foi escravo de Nossa Senhora e fez a vontade de Nossa Senhora. Não tem outra coisa.
Que Nossa Senhora, pelos rogos de São José de Cupertino, nos conceda esta graça que é a graça, porque todo o resto não vale nada.
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Auditório da Rua Pará