Santo do Dia 15/08/68 -- 5 Feira -- [SD 148]

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Sede da rua Pará

São Joaquim

A ficha é tirada de tirada de D. Gueranger [ilegível]“Os pormenores que temos sobre os pais de Maria nos chegou de um livro [ilegível]É ele que nos legou os seus nomes: Joaquim que significa preparação do Senhor e Ana que significa Graça.” É uma coisa muito bonita a gente ver em todos os antigos, em todo o espirito do Oriente como este sentido simboliza ora mais desenvolvido do que o Ocidente e isto penetrou os livros sacros desde a mitologia muito desenvolvida. Os senhores estão vendo aí os pais de Nossa Senhora que tem o nome feito de maneira que a conjugação do nome dele com o nome dela dá a definição do que é Ela. Porque os senhores vêem, ele se chamava Joaquim que quer dizer preparação para o Senhor e ela significa a Graça. Exatamente a preparação para o Senhor e cheia de graça é Ela. Ela é quem trouxe o Senhor. Ela que era cheia de graça. Quer dizer o nome d’ Ela , o nome dos pais d’ Ela era uma definição do que seria essa filha super excelsa que eles foram destinados a ter. Assim nós temos um mundo de símbolos no mundo antigo. “Uma tradição constante fê-los muito ricos principalmente em rebanhos como os primeiros patriarcas. Mas a maior riqueza que desejavam era um filho. O Senhor não lhes concedera. Ana era estéril. No templo, um dia em que Joaquim apresentava suas vítimas, elas foram rejeitadas com desprezo. Era uma outra oferenda que o Senhor dele esperava, quando apresentarem tempos depois a Mãe do Cordeiro de Deus, ela não será repelida.” Havia um desprezo entre os antigos para os casais estéreis, entre os judeus. Porque a glória do judeu era de dar a possibilidade de vir a ser antepassados dos casais, do esperado de todas as nações. E então aquele que era estéril certamente não seria antepassado do Messias, então era muito desprezados por causa disso. Já tinham chegado às porta da velhice e ainda não tinham tido filhos. E então ele até reza pedindo a Deus que tivesse pena do desprezo em que eles encontravam, e então depois desta oração lhe veio uma filha, mas que filha! Isto explica então provavelmente, que a oferenda dele teria sido respeitada no templo. “Mas naquele dia sem conhecer ainda o futuro, fugiu o patriarca cheio de dor para um monte, sem nem mesmo despedir da esposa.” Quer dizer, como a oferenda dele foi recusada e ele sentiu todo o opróbrio que havia nisto. [ilegível] desejava ardente ser antepassado do Messias, e que não seria, ele então fugiu para um monte [ilegível]. Se não fosse irreverência nós diríamos em nossa linguagem que ele tomou uma baixa enorme. “Começou a jejuar sem interrupções dizendo: não mais tomarei alimento até o Senhor meu Deus me olhe em sua misericórdia, minha prece será meu alimento.” É muito bonita a oração. Quer dizer, é uma espécie de certeza de ser atendido e de arrancar do céu pela sua violência, arrancar do céu a graça que ele queria. Diz o Evangelho que o reino dos céus é dos violentos. Qual é a violência? É esta violência, é por exemplo não arredar pé, e não saio enquanto Deus não me conceder esta coisa. Se não me engano foi Santa [ilegível] que disse uma vez diante do Santíssimo Sacramento o seguinte: eu não saio de junto do sacrário enquanto Vós não me estender a mão. E Nosso Senhor teve a misericórdia de abrir o tabernáculo, estender a mão e apertar a mão dela. Esta é a confiança dos santos, isto é que é um santo, e estes santos obtém tudo de Nossa Senhora. “ Por seu lado que [ilegível]duplo luto de sua viuvez e de sua esterilidade.” Ela pensou que ele tivesse morrido. “ Mas enquanto ela orava no jardim e seu esposo no monte, a suas instâncias foram ouvidas. Um anjo do Senhor apareceu-lhe e consolou-os e Ana então o disse: sei agora que o Senhor me abençoou largamente porque eu que era viuva já o não sou mais, e eu que era estéril concebi.” Nessa hora vejo que beleza de coisa. Quer dizer Nosso Senhor quis que, [ilegível]que o sofrimento deles chegasse até o tramo. Na aquela longa provação culminou num sofrimento enorme. [ilegível] ela ficou no jardim e ela ainda chorando porque pensava que estava viuva. Então não só ela era estéril mas tinha perdido o esposo exemplaríssimo do qual ela não podia deixar de [ilegível] muita amizade, muita estima. Quando a dor tinha chegado a este auge, veio o auge da graça, veio então a libertação. E a libertação qual era? Ele não tinha morrido, ele estava vivo, o marido, ela não era viuva, ela tinha esposo, ela não era mãe estéril, ela tinha concebido. A [ilegível] para o Senhor e a graça conceberam que ele que foi o caminho daquele que é a própria graça. Aí os senhores tem uma idéia de toda a simbologia contida nesses acontecimentos. Nós devemos tirar uma lição disso? A eterna lição da confiança.

[trecho final ilegível]