Santo do Dia (Auditorio da Sabedoria R. Pará) – 25/7/1968 – 5ª-feira – p. 2 de 2

Santo do Dia (Auditorio da Sabedoria R. Pará) — 25/7/1968 — 5ª-feira

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Santo do Dia Comentários Sobre a Agressão Sofrida pelos Nossos Militantes do Chile, Por Ocasião da “Filial Mensagem.”

Dr. Luizinho me pediu que fizesse um comentário a respeito do episodio do Chile. Eu já o fiz, mas acrescento alguma coisa.

Os senhores viram o que que nós falamos por ocasião da instituição da “GERCAL”. Eu disse que bem podia ser que fosse o começo de uma Cruzada. Os senhores vêem esta noticia que vem do Chile. É ou não é verdade que é o começo de uma Cruzada? Que deferência há entre um punhado de rapazes que sustenta o Estandarte de Nossa Senhora numa Nação já bem tragada pelo Comunismo e que valentemente expõem seu sangue, e chegada receber ferimentos.[um desses rapazes com uma saúde até precária como o Gonçalo, apesar das aparências chega a expor-se para receber ferimento de certa gravidade, valentemente.]

Para que esta nação não caia nas [falces?] do comunismo, e de outro lado, os heróis da reconquista espanhola. Em ultima analise não há diferença. Se diferença houver, a diferença é mais para a gloria nossa. E por que? Porque é mais glorioso combater os comunistas do que contra os mouros, porque quanto mais abjeto o adversário que a gente esmaga, tanto mais gloriosa é a luta. E é por isso que a mais gloriosa de todas as lutas foi de São Miguel Arcanjo, que esmagou Satanás que é mais abjeto até do que o Frei, o que não é dizer tão pouco.

Bem, os senhores estão vendo que portanto salvar Chile do comunismo é uma cosia mais gloriosa do que reconquistar a Espanha o para a Igreja. Alguém dirá: mas Dr. Plinio, é diferente. A luta da Reconquista Espanhola se [nimbava?] numa atmosfera de glória. Eram grandes Cruzados, eram grandes heróis, que lutavam em golpes lindos, contra mouros que também batalhavam de um modo garboso, aquilo tinha até na poeira dos campos de batalha tinha uma beleza inimaginável. Agora uma coisa pé guerra vai com guerreiro mouro, vindo dos arenais ardentes da África, cavalgando um corcel veloz, que vai de encontra ao seu adversário som espadanadas furiosas. Outra coisa é enfrentar um punhado de míseros e nojentos comunistas, mal lavadas, mal arranjados, porcos de alma e de corpo, dos quais a gente tem nojo de se aproximar. Eu digo, é verdade. Por isso mesmo é mais meritória a nossa luta, porque lutar sem sentir a poesia da luta que a gente faz, lutar sem sentir a beleza épica. Sem ter a vivencia do gloria que a gente esta conquistando é mais belo do que lutar em plena gloria.

São Francisco de Salles tem uma comparação linda a respeito de dois cantores. Diz ele imaginem um cantor que canta para o Rei ouvir: Enquanto ele canta, ele ouve a sua própria voz e se encanta com sua voz. Para ele, o cantar é um prazer. Imagine um cantor que canta para o Rei ouvir, mas que é surdo, de maneira que ele não ouve a sua própria voz., é só o Rei se deleito com a voz dele. Pergunta ele: qual dos dois cantores dá maior prova de amor ao Rei? É evidentemente o segundo cantor.

Nós somos esse segundo cantor. Nós não temos a vivencia de nossa gloria,e por isso temos até a gloria de conquistar a glória sem vivencia. Que Nossa Senhora nos ensine isto e nos dê força no meio da hediondez do tempo presente para acreditar que nós somos aquilo sobre o que tratou “catolicismos” no seu primeiro numero: nós somos pela escolha dEla pelo Favor dEla, sem mérito de nossa parte e com muitas ações de nossa parte em sentido oposto, infelizmente nós somos, por bondade dEla, os Cruzados do Século XX.



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