Santo do Dia – 20/7/1968 – Sábado [IIA-D 027] . 2 de 2

Santo do Dia — 20/7/1968 — Sábado [IIA-D 027]

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Os senhores estão participando dos exercícios da GERCAL e os senhores imaginem o que seria aquele exercício se na hora do capitão dizer “meia volta, volver”, se volvesse atrasado… Não havia exército, não é verdade? Agora, o mesmo efeito psicológico que dá aquela unanimidade e aquela exatidão no cumprir aquelas ordens, dá, e com muito mais profundidade de resultados, a exatidão e a unanimidade no cumprir as ordens de apostolado e as ordens administrativas. Quando eu estou visando essa militarização do Grupo, eu não viso apenas que os senhores marchem bem, mas é todo um espírito que é preciso incutir; é toda uma mentalidade; assim como um militar está disposto a fazer qualquer coisa a qualquer hora, sem moleza nem preguiça, porque seu chefe lhe mandou, assim nós devemos ser nas coisas do apostolado. Mas, a fortiori: foi marcada uma hora para se levantar e para estar no lugar; a gente deve executar com uma pontualidade religiosa, com uma preocupação religiosa, religioso naquela hora estão todos presentes, e a banca começa a

[A partir desse ponto uma parte do microfilme está cortada]

corre de manhã. Bem, depois, ao se vestir, segue uma rotina também. Primeiro tal peça de roupa, depois tal outra, depois tal outra, e vestir‑se é uma coisa que a gente não interrompe para fazer uma coisa ou outra. Por exemplo, o que sentar‑se; eu ponho o sapato, depois digo: “Homem é verdade, eu quero cortar as unhas”. Corta as unhas e depois vai por o outro sapato; é uma coisa sem eira nem beira, não tem propósito. O que a gente começou a gente termina. Ou então a gente põe o sapato e chega a hora de por a gravata, vamos dizer que é a ordem que a pessoa siga seja esta, diz: “Homem, deixa eu dar uma sapecada no Estado”. Senta, olha um pouquinho, depois vai por a gravata.

Isto é desordem. Quando a gente começou a se vestir, a gente acaba de se vestir. E não faz nada pelo meio. Ou parar: “O que é que está passando na rua?”. Não tem nada, eu não sou guarda civil. Não tenho a ver com o que está passando na rua. Eu vou me vestir e está acabado. Banho também. Me permitem dizer, que ninguém deve se lavar por centímetro, não é? Uma coisa razoável é um banho conscencioso mas não eterno, não é verdade? Lava‑se e está acabado, não é? Por isto é que Deus fez o nosso corpo com muitos centimetros. Se nós fossemos pigmeus, tinhamos tempo para lavar centímetro por centímetro. A gente ve mosca esfregando a pata, é claro, para a vida de uma mosca está bom. Mas para nós não. A gente se lava meia hora, digamos, quarenta minutos, para se vestir e se lavar, teve tempo para se vestir muito bem e para lavar‑se perfeitamente bem. Assim que as coisas devem correr. Bom, agora…

Bom, agora consideradas as coisas pelo lado sobrenatural, quando alguém bate para nos acordar e que é a hora de cumprir o dever, e que nós sabemos que nós vamos chegar atrasados, quem é que bate para nos acordar? Materialmente falando é uma pessoa, ou então é menos do que uma pessoa, é um despertador que toca, não tem dúvida, mas é só isto, Quando a pessoa bate para cumprir o dever, a graça sem a qual o homem é incapaz de qualquer pensamento piedoso, a graça bate em nossa alma também, ainda que não percebamos que é a voz da graça, e nos lembra: é hora de fazer apostolado, meu filho, que eu lhe pedi. Eu, estou à sua espera na praça tal e na banca tal foi minha Providencia que o chamou para esse Grupo, foi Minha Providencia que suscitou esta campanha, foi Minha Providência que determinou que voce fosse chamado para ocupar tal lugar em tal banca assim. Agora, portanto, meu filho, levanta‑te porque minha Providência está a tua espera ali: é a voz da graça. E há uma benção especial em a gente não fazer esperar a Nossa Senhora.

Em não fazer esperar a Deus Nosso Senhor, mas dizer imediatamente: Minha Senhora e Minha Mãe, Meu Senhor e Meu Pai, Praesto Sum, eu estou presente, Vossa graça me chama, ajudai‑me que eu me levanto. E levantar‑se imediatamente. Há inúmeros fatos de vida dos Santos premiando esta exatidão. É famoso o caso de Santo Antonio. Santo Antonio estava numa ocasião escrevendo algo, quando tocou o sino chamando para o almoço; mas a voz do sino é a voz da obediencia, porque é o superior que está chamando. Ele desceu sem completar a palavra. Os senhores sabem o que aconteceu? Quando ele voltou a palavra estava completada em dourado. Eu encerro com isso meu santo do dia. Se os senhores quiserem que Nossa Senhora termine o dia dos senhores em caracteres de ouro, levantem‑se.

Bem, agora uma palavra em sentido oposto. Eu compreendo que um ou outro, por razão de doença, por uma ou outra razão justa não possa comparecer à coleta de assinaturas, ou não posso estar o tempo inteiro lá. É o caso de oferecer a Nossa Senhora o sofrimento que tem de não poder estar lá, porque uma vez que Ela determina, permitindo certo impedimento, Ela indetermina que aquele não vá, para aquele é bom oferecer o sofrimento de não ir. Alguns Nossa Senhora pede a dedicação fazendo apostolado; outros Ela pede a resignação de não poder fazer aquele apostolado. E o demonio sempre tenta: aqueles que são chamados para fazer apostolado, o demonio diz: ora, para que tanto assim, vai indo tão bem a Campanha, durma mais um pouco… Para aqueles que não podem ir, o demonio diz: está vendo, inútil, não presta para nada, etc., etc. Ou se por razão muito explicável, as vezes, não podem ir tanto quanto quiseram. A uns a pontualidade, a outros a conformidade, a todos pela pontualidade e pela conformidade, a fidelidade à vontade de Nossa Senhora.

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