Santo do Dia (Auditorio Anta Sabedoria R. Pará) – 28/5/1968 – 3ª-feira – p. 2 de 2

Santo do Dia (Auditorio Anta Sabedoria R. Pará) — 28/5/1968 — 3ª-feira

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Santo do Dia Comentários a Perguntas feitas Comunistas e Ultramontanos.

[Comentários sobre uma pergunta feita por Sr. Fernando Telles: comunistas e Ultramontanos]

... [faltam palavras] ...eles não têm outra preocupação, não tem outro objetivo senão fazer vencer o comunismo e não encontram alegria não encontram prazer em nada, a não ser no trabalho pelo comunismo. A sua alma esta completamente dominada pelo demônio. Será muito difícil... [ilegível] ...os senhores ouvirem os comunistas, por exemplo dizerem que eles estiveram numa festa, que estava muito gostoso, que eles estiveram num baile, que eles estiveram num cinema que não sei mais o que. Em ultima analise, se eles vão a algum lugar desses, eles vão para fazer propaganda comunista. Aquilo esteve bom se serviu a causa do comunismo. Se não serviu a causa do comunismo esteve ruim e está acabado. Não há outra saída. Bem e a razão disso, em ultima analise, esta em que eles já são formados numa concepção em que vem implícito por mil modos, um ódio total ao ideal católico. Quer dizer eles têm um ideal , eles têm, pelo menos de modo confuso no espírito, a noção como deveria ser a civilização cristã, a noção de como é verdadeiramente a Igreja Católica. E isto que eles tem implícito quer dizer eles não sabem exprimir às vezes – entretanto, um a coisa tão viva que, em contacto com o menor fragmento ou a menor centelha disso, eles vibram de ódio.

Bem, acontece que, por causa disso, eles desejam o extremo oposto e eles desejam, portanto , a ordem comunista [Apesar?] conosco acontece que, entre outras razões, há o habito da “Heresia Branca” que não nos faz ver na Igreja Católica aquilo que ela verdadeiramente é, mas nos faz ver na civilização [vire?] cristã, aquilo que a civilização cristã é verdadeiramente. Nós temos uma idéia adocicada da Igreja Católica e uma idéia falseada da civilização cristã, por onde, em contato com o verdadeiro ideal católico, nós não sentimos que a aquele o ideal de nossa alma. Nos fomos falsidade por aquilo. E como diz bem a resposta do Fernando Telles, o nosso egoísmo concorre para isto. Porque toda a forma religiosa que nos pede adoração a Deus, que nos pede verdadeira abnegação, contraria nosso egoísmo. E nós nos acomodamos muito mais facilmente com uma formulação religiosa que se contente com alguma coisa de vago, com alguma coisa de superficial, alguma coisa, enfim, que não pede de nós esforço sério nenhum: uma religião que, em vez de pedir para nós dedicação, é apenas um ungüento agradável para nós carregamos a vida. De maneira que ela em vez dela pedir, dá. E esta aí a religião “Heresia Branca”. É a religião do egoísmo. E claro que quem esta com o subconsciente habituado a “Heresia Branca” não afinal o passo conosco. É claro que quem é egoísta habitua o sub-consciente as posições “Heresia Branca” e não as nossas posições. E o resultado é um tédio, uma indiferença, um bocejar que é a inerente posição “Heresia Branca” porque é a posição do egoísmo, que não se incomoda com nada, e que acha tédio em tudo aquilo que não for a satisfação d seu próprio egoísmo , egoísmo.

Então, os senhores têm, a meu ver principal razão concreta e próxima, dessa nossa posição de indiferença: é a penetração… [ilegível] …a penetração velhaca, astúcia, indireta, sub-consciente, da “Heresia Branca” em nossa alma, e de reflexos da “Heresia Branca” no modo de considerarmos a religião.

Eu tenho a impressão de que se expurgássemos essa “Heresia Branca” não apenas com tiradas [milecanescas?], mas se nós a expurgássemos com verdadeiro exame de consciência, procurando ver em nós quais são as formulações “Heresia Branca” e qual é a atitude de alma “Heresia Branca” nós teríamos muito mais o ódio a revolução que nós queremos sem adquirir.

Qual é algo por onde a alma não tem nenhum apetite de sublime, não tem nenhum apetite de grande, não tem nenhuma apetência de extraordinário e, no fundo, de sobrenatural. O próprio do “heresia Branca” é uma indiferença para tido quanto se passa em torno dele e que não seja ele próprio. Uma preocupação exclusiva com a santificação de sua alma, mas uma santificação entendida como a pratica de uma religião que lhe fala ai sentimento, que é agradável porque entre o seu sentimento e ele se reputa fervoroso na medida em que ele sente a religião. Quando ele não sente a religião e sentir a religião é sentir a religião sob a forma de ternura – porque o único sentimento religioso é ternura quando – ele não sente a religião ele não se sente bem. E por esta forma, ele acha que está decaindo no fervor. Pelo contrario, quando ele experimenta a ternura religiosa, ele acha que está subindo no fervor. E portanto, ter uma atitude de alma que favoreça a ternura este… [ilegível] …esta tudo bem etc., etc., é o modo de gozar a religião. E isto impede toda a posição combativa, impede todo o vôo para um ideal ao qual a gente se sacrifique. :A gente quer um ideal que nos resolva os problemas afetivos internos. Um ideal ao qual a gente se sacrifique, a gente não quer imolar-se.

Bem, daí resulta uma espécie de cegueira dos católicos nós fazemos incompletamente a separação do joio e do trigo em nossa alma. Nós não combatemos esse estado de espírito “Heresia Branca” E o resultado vem o nosso adormecimento. Vem exatamente a nossa indiferença. Eu acho que isso é um fator mais perigoso do que todos os outros e que não pode ser negligencia do nossa série de reuniões feitas para o nosso afervoramento na luta cada vez mais a iminente contra o adversário.



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