Santo
do Dia (Sede da Rua Pará) – 15/5/1968 – 4ª-feira
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Santo do Dia (Sede da Rua Pará) — 15/5/1968 — 4ª-feira
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O fim último de nossas atividades: derrubar a Revolução e implantar o Reino de Maria.
O fim último de nossas atividades: derrubar a Revolução
e implantar o Reino de Maria
Com que espírito se deve fazer apostolado dentro do Grupo? * O fim último do trabalho no Grupo: derrubar a Revolução e implantar o Reino de Maria * Nossas ações, por menores que sejam, contribuem para que Nossa Senhora derrube a Revolução * Viver como contra-revolucionários, desinteressadamente, por puro ódio à Revolução e por puro amor à Contra-Revolução
Hoje tem início a novena de Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos. A festa de São João Nepomuceno, Mártir, [será] amanhã, dia 16.
Santo Ubaldo, Bispo e Confessor. Bispo de [Bughio?] [Gubbio], recebeu do Senhor um poder especial contra Satanás. É apresentado pela Igreja como protetor contra as malhas e as insídias desse inimigo.
É um bonito padroeiro para algum dos senhores tomarem.
São Simão Stock, Confessor, da mais alta nobreza da Inglaterra, foi Prior Geral da Ordem do Carmo. Recebeu o Escapulário das mãos de Nossa Senhora, como sinal de predileção pela Ordem. Deu grande impulso à vida contemplativa carmelitana. Século XIII.
São João Nepomuceno, Mártir do sigilo sacramental, Padroeiro de Praga, século XIV.
E amanhã é festa de Nossa Senhora, Auxiliadora dos Cristãos.
Eu não vou comentar a vida de São João Nepomuceno, porque eu queria comentar, dar, assim, um conselho e tratar de um assunto — eu creio que em dez ou quinze minutos se pode tratar. Se quiserem, os senhores me fazem um bilhete e me peçam que eu estenda mais o assunto, que com todo gosto eu farei. Mas eu tenho razões para tratar disso ainda hoje à noite, além do assunto que eu já tratei. É o seguinte:
* Com que espírito se deve fazer apostolado dentro do Grupo?
Um conselho a respeito do modo pelo qual nós devemos fazer nosso apostolado, aqui, no Grupo. Quer dizer, o que [é] que se entende por apostolado. Não só a atuação junto à pessoa fora do Grupo, mas a ação para a santificação dos membros do Grupo… [¼ de linha em branco] …, e também os mil trabalhos de que nós somos incumbidos dentro do Grupo.
Por exemplo, amanhã alguém encontra esta campainha colocada junto ao abat-jour, ele pega esta campainha e coloca no lugar. Um outro, por exemplo, passa e nota que esta porta está aberta, e que se devia fechar; fecha a porta. Um outro atende um telefone, um outro carimba, por exemplo, uma correspondência, e um outro prega as folhas de uma circular que deve seguir.
Com que espírito as pessoas devem fazer esses serviços, mesmo quando são serviços muito pequenos?
* O fim último do trabalho no Grupo: derrubar a Revolução e implantar o Reino de Maria
Eu tenho impressão de que não haverá ânimo para fazer esses serviços inteiros, não haverá bênção de Nossa Senhora, para que esse serviço dê verdadeiro resultado, se nós não construirmos a seguinte coisa dentro de nossas almas. E é isso. Está na natureza do Grupo que ele é de tal maneira que tudo quanto nele se faz, é útil para derrubar a Revolução e para implantar o Reino de Maria, e nada do que nele se faz é indiferente, desde que se veja o objetivo. De maneira que o fim último com o qual eu devo fazer qualquer coisa boa dentro do Grupo é esta finalidade, de implantar o Reino de Maria e de derrubar a Revolução.
E eu devo compreender a relação que há entre o menor gesto que eu tenho e a implantação do Reino de Maria e a derrubada da Revolução, como sendo meu móvel último, de maneira tal que eu nada faça que não tenha isto em vista, que não tenha isto em vista de modo definido no meu espírito. Por exemplo, pegar esta campainha, esta sineta, e trazer da sala do hall para cá. Convém, evidentemente, para a causa de Nossa Senhora, que a sede d’Ela esteja em ordem. Porque uma sede em ordem é mais habitável, ela atrai mais as pessoas, e a ordem da sede se compõe da ordenação de todos os elementos que tem na sede. Ora, quanto mais as almas se sentirem bem dentro da sede, e quanto mais elas se derem à sede, mais elas se afervoram; quanto mais elas se afervorarem, mais elas lutam contra a Revolução. E como eu quero acabar com a Revolução, eu faço uma obra contra-revolucionária de valor positivo, pegando aquela sineta e transferindo daquela sala para cá. Se eu fecho a porta porque, por exemplo, está ameaçando uma tempestade e vai cair chuva, eu faço um ato contra-revolucionário, se eu souber ver até o fim o que eu estou fazendo.
E há o seguinte. Convém ao Reinado de Maria que o auditório, onde nós nos reunimos, seja um auditório decoroso. Convém, portanto, que os móveis tenham uma conservação adequada, porque, com isto, as pessoas se encontram melhor no auditório; com isto, as pessoas têm mais apetência de estar no auditório, aproveitam melhor o auditório e o lucro das conferências aqui feitas é maior. Resultado: eu, como quero que as nossas conferências tenham lucro para derrubar a Revolução e implantar o Reino de Maria, eu faço este serviço tão pequeno e indispensável com este objetivo.
Eu tenho um amigo que eu quero trazer para afervorar dentro do Grupo. Está bem, eu vou e dou um bom conselho a ele. É muito legítimo eu pensar apenas naquela alma, porque aquela alma tem, por si, um destino de santificação que justifica todo esse meu zelo. Mas quando eu sei que aquela alma vai lutar contra o demônio e colaborar para implantar o Reino de Maria, eu não posso me contentar com essa consideração individual. Eu tenho que seguir um outro plano, e de dizer a mim mesmo o seguinte: “Aqui, Nossa Senhora quis servir-se de mim como um instrumento para trazer uma alma para a luta d’Ela contra a Revolução”. E, portanto, eu fico alegre e fico satisfeito, porque hoje, eu consegui dar um golpe na Revolução.
Bom, assim os senhores não encontram uma coisa dentro do Grupo que não conduza a abalar a Revolução. A nossa vida dentro do Grupo deve ser um ódio contínuo à Revolução. E todas as nossas ações, nós devemos entender e desejar, compreender que elas baqueiam a Revolução, e desejar que elas detenham a Revolução, de fato. E fazê-las com esta finalidade última. Se elas tiverem uma porção de aspectos bons, nós devemos amar também esses aspectos, mas nós devemos colocar nos píncaros dos píncaros este ponto. Por quê? Porque é da maior glória de Deus que o mundo Lhe dê glória agora e sempre, e que isto seja o conjunto das almas que se salvem, e não apenas uma alma. Eu salvar uma alma é bom; eu salvar uma alma com a intenção de que ela salve muitas outras, ainda é muito melhor. E eu devo querer a maior glória de Deus, e querer a maior glória de Deus é querer mobilizar todas as almas, assim, contra a Revolução.
Por outro lado, eu devo amar o Reino de Maria, quer dizer, eu devo estar alegre de que as almas sejam dirigidas por Maria, dominadas por Maria, governadas por Maria. Cada alma é uma praça forte do Reino de Maria, e quando eu conquisto uma alma para Nossa Senhora, eu aumento o domínio de Nossa Senhora numa alma; eu estou aumentando o Reino de Maria e preparando o dia em que Ela venha a reinar na Terra. Eu estou colocando condições que atraiam a misericórdia d’Ela para a Terra. De maneira que em tudo, absolutamente tudo que eu faço, eu devo ter presente esta finalidade de derrubar a Revolução e de implantar o Reino de Maria.
Eu não posso me contentar com a finalidade secundária, e eu estaria disposto a dar vários Santos do Dia consecutivos, se quiserem; [estou disposto] a receber bilhetes, em que me perguntem, tal coisa, como relacionar com a minha missão, tal outra coisa, como relacionar com a implantação do Reino de Maria, de maneira que eu pudesse ajudar a cada um dos senhores a compreender porque é que o seu serviço vale para este ponto, e vale de um modo ponderável, vale de modo eficiente.
Alguém poderia me dizer: “Mas, Doutor Plinio, em comparação com a Revolução, o Movimento é tão pequeno, que a gente não compreende que possa ter tanto alcance transferir uma campainha de lá para cá”. Eu diria: meu caro, basta ter um pouco de alcance contra a Revolução, que a gente faz. Um moribundo que um minuto antes de morrer, pudesse simplesmente ter esta campainha num lugar melhor da mesa, contribuindo com isso de um modo ínfimo de mal [?], apenas para a Revolução ser derrotada, ele deveria fazê-lo. E qualquer pequeno prejuízo para a Revolução é inestimável. E qualquer pequeno lucro para o Reino de Maria é inestimável.
* Nossas ações, por menores que sejam, contribuem para que Nossa Senhora derrube a Revolução
Mas eu dou um outro argumento: nós somos a pequena arma que Nossa Senhora forjou para derrubar este monstro. Se nós temos esta pequena arma, qualquer parcela desta pequena arma tem muita importância para este resultado. Essa importância vem, é de que Ela é que impunha o machado, vem da força com que Ela impunha o machado. Nós não somos senão um machado inexpressivo, que Ela utiliza. Mas que Ela quer ter um machado com cabo assim e com uma parte de metal assim, para derrubar o adversário, é preciso que cada porção do cabo e cada porção do metal ainda esteja mais empenhada em integrar o machado de Nossa Senhora, do que se fosse grande. Porque se são poucos que se esquivam, tanto mais o plano não se realiza.
Isto indica como somos preciosos, como Ela tem um desígnio especial sobre cada um de nós, ainda nos nossos pequenos serviços. E é assim que nossas ações têm um mérito sobrenatural extraordinário. Porque as nossas ações valem na proporção das intenções que tivemos ao fazê-las, e as nossas pequenas ações se tornam ótimas, se forem feitas com uma ótima intenção. E intenção mais esplêndida do que abalar a Revolução e implantar o Reino de Maria não existe. De maneira que eu quisera que cada membro do Grupo não fizesse uma ação por dia, que não tivesse esta coisa em vista.
* Viver como contra-revolucionários, desinteressadamente, por puro ódio à Revolução e por puro amor à Contra-Revolução
Bom. Os senhores estão vendo que é um Santo do Dia rápido, que precisaria, entretanto, um mundo de aplicações concretas. Eu não posso entrar na vida de cada um dos senhores para dar as aplicações. Os que me fizerem perguntas por escrito, eu, com gosto indizível, responderei as perguntas. Eu, portanto, peço que entreguem ao Solimeo as perguntas que quiserem — se quiserem, num envelope fechado — e eu arranjarei um jeito de ler as perguntas, de maneira que ninguém perceba quem está perguntando. E nós vamos analisar, se tiverem apetência disso, como é que nós devemos viver a nossa vida de contra-revolucionários. Num ato contínuo de amor desinteressado — não por “megalice” — mas por puro ódio à Revolução e por puro amor à Contra-Revolução.
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Sede da Rua Pará