Santo
do Dia – 17/10/67 – 3ª feira [SD 142] .
Santo do Dia — 17/10/67 — 3ª feira [SD 142]
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Das mãos sagradas de Nossa Senhora partiu uma luz que marcava o próprio Sol, o que está de acordo com a descrição de que era uma Senhora mais brilhante que aquele astro * O Sol, um disco que brilhava com intensidade jamais vista mas que não cegava * Uma nota de ameaça: o Sol se tornou vermelho, e espalhou fogo pelo céu * O ziguezague do sol sobre a multidão aterrorizada: uma clara pré-figura da Bagarre, quando ocorrerão cataclismos, pânico, terror * Devemos ter em mente a parábola das virgens prudentes, tornando-nos prontos para o momento da Bagarre
* Das mãos sagradas de Nossa Senhora partiu uma luz que marcava o próprio Sol, o que está de acordo com a descrição de que era uma Senhora mais brilhante que aquele astro
Eu devo hoje continuar a comentar a ficha de Fátima. São os milagres do sol.
Então nós estávamos no momento em que Nossa Senhora tinha encerrado a conversação com Lúcia e tinha dito: “Não tenho nada mais a dizer”. Lúcia disse: “Também não tenho mais nada a dizer”. Então apareceu São José, o Menino Jesus, Nossa Senhor e depois, em certo momento, Nossa Senhora estendeu as mãos em direção ao sol. E das mãos sagradas d’Ela partiu uma luz que marcava o próprio sol. Quer dizer, justificando aquela frase da Lúcia “que Ela era uma senhora mais brilhante que o sol”.
Tinha um brilho tal, que a luz que d’Ela se projetava era capaz de ofuscar o próprio globo solar. E com essa luz que partia da mão de Nossa Senhora e que tocava no sol, que era a expressão sensível de uma influência, de um poder que Nossa Senhora exercia no sol, mostrando que isso vinha d’Ela, então Nossa Senhora operou prodígios no sol. E esses prodígios o povo todo viu. Enquanto o povo não participou das conversas de Nossa Senhora com os pastores, entretanto viu os prodígios do sol. Prodígios que tinham sido previstos.
Nossa Senhora tinha dito anteriormente que Ela ia dar uma prova de que Ela era que estava aparecendo. Então esses prodígios vão ser por nós examinados agora. Desenrolaram-se então aos olhos dos videntes três quadros sussessivos previstos.
* O Sol, um disco que brilhava com intensidade jamais vista mas que não cegava
Enquanto essa cena se desenrolava aos olhos dos videntes, a grande multidão de 50 a 70 mil expectadores, assistia ao milagre do sol.
Quantos serão os expectadores que caberão no Largo da Sé? Cem mil?
Bem, seria metade do Largo da Sé, mas que para aqueles lugares inteiramente ermos representa uma quantidade muito grande.
Então diz o seguinte:
Chovera durante toda a aparição. Ao encerrar-se o colóquio de Lúcia com Nossa Senhora, no momento em que a Santíssima Virgem se elevava e que Lúcia gritava, “olhem para o sol!”, as nuvens se entreabriram deixando ver o sol como um imenso disco de prata.
É interessante notar que choveu durante toda a aparição, porque os senhores vão ver depois uma maravilha que se relaciona com essa chuva. Quer dizer, foi tudo providencial e foi intencional nesse acontecimento.
Esse disco brilhava com intensidade jamais vista, mas não cegava.
Tudo isso tem um significado simbólico muito bonito. É uma intensidade enorme, uma intensidade maior do que a do sol, jamais o sol fora visto brilhando tanto assim, mas era uma luz que não cegava.
É que tudo quanto vem de Deus, tudo quanto recebe o toque de Nossa Senhora, por mais intenso que seja, tem algo de benfazejo na sua intensidade, que evita qualquer ação nociva ao homem. Pelo contrário, deleita o homem sem lhe tornar desagradável.
Então, o caráter sobrenatural já se atesta aí. É algo que tem um toque divino. É tão brilhante e, entretanto, contra as regras da física, da fisiologia, não cega.
* Uma nota de ameaça: o Sol se tornou vermelho, e espalhou fogo pelo céu
Isso durou apenas um instante. A imensa bola começou a “bailar” qual gigantesca roda de fogo.
A palavra bailar está entre aspas e é tirada do próprio depoimento das crianças e depois das pessoas todas que viram.
O sol girava rapidamente.
Os senhores vêem como isso é inusual: o sol girar rapidamente.
Parou por certo tempo para recomeçar…
Para mostrar exatamente que ele estava sujeito ao império de uma vontade, que o fazia andar, que o fazia parar e que dispunha dele como entendia.
Parou por certo tempo para recomeçar em seguida a girar sobre si mesmo vertiginosamente. Depois, seus bordos tornaram-se escarlates e deslizou no céu como um redemoinho, espargindo chamas vermelhas de fogo.
Começa então uma nota de ameaça. A partir de um certo momento, o globo se torna escarlate e ele começa então a espalhar fogo pelo céu. É uma coisa que, naturalmente, causa terror.
* O ziguezague do sol sobre a multidão aterrorizada: uma clara pré-figura da Bagarre, quando ocorrerão cataclismos, pânico, terror
E depois continua:
Essa luz refletia-se no solo, nas árvores, nos arbustos, nas próprias faces das pessoas, e nas roupas, tomando tonalidades brilhantes e de diferentes cores.
Mas que deveria ser provavelmente uma atmosfera de incêndio.
Animado três vezes de um movimento louco, o globo de fogo pareceu tremer, sacudir-se e precipitar-se em ziguezague sobre a multidão aterrorizada.
Os senhores estão vendo aí a ameaça clara e a ameaça do dia da Bagarre. Exatamente a ameaça de uma catástrofe, uma ameaça de uma convulsão completa do sistema dentro do qual estamos, a partir de uma convulsão no próprio sol. O sol começa a espalhar fogo por todos os lados, e ele que é o centro de gravitação de todo o sistema, começa a dançar malucamente. E em certo momento, ameaça projetar-se contra os homens. É uma ameaça de um cataclismo, é uma ameaça de um pânico, de um terror, de um perigo iminente que fez com que toda multidão corresse em direções diversas.
Os senhores estão vendo que esse terror que Nossa Senhora quis incutir por meio do sol diz respeito ao que Ela falou dos castigos que vêm sobre o mundo. E fica aí claramente insinuado que, entre outros castigos, haverá castigos de ordem universal e uma perturbação de todas os elementos, para castigar o mundo.
Os senhores estão vendo, portanto, como Fátima dá um bom alicerce para a concepção da Bagarre, a teoria da Bagarre.
Depois ela continua:
Durou tudo uns dez minutos. Finalmente o sol voltou em ziguezague para o ponto de onde se tinha precipitado, ficando novamente tranqüilo e brilhante, com o mesmo fulgor de todos os dias.
O ciclo das aparições havia terminado.
Quer dizer, foi com uma ameaça que esse círculo terminou.
Nossa Senhora declarou: “Aqui está, consagrem-se, emendem-se, ajudem … [inaudível]. Se não fizerem isso, olha aqui o resultado”. É claríssimo. E foi com uma ameaça que terminou, quer dizer, o ponto final é uma ameaça.
Para os que nos chamam de pessimistas, para os que dizem que nós só vemos perigos e catástrofes de todo lado, para os que não crêem em Bagarre, a resposta é muito simples: se isto tudo é um mito, o que significa toda essa simbologia de Fátima? Porque, evidentemente, isso é uma simbologia, não se pode negar.
Muitas pessoas notaram que suas roupas, ensopadas pela chuva, tinham secado subitamente.
É uma outra manifestação de poder de Nossa Senhora.
O milagre do sol também foi observado por numerosas testemunhas situadas fora do local das aparições, até 40 km de distância.
Portanto, não podia ser telepatia, não podia ser sugestão. Porque em áreas tão grandes isso ser notado do mesmo modo, sugestão não podia ser.
Os senhores têm aí terminada a série de aparições. A série de aparições acaba, de um lado, com a promessa: “Se vos consagrardes, tereis a conversão da Rússia e tereis a conversão do mundo. Se vós não vos consagrardes, a Rússia espalhará seus erros por toda parte e vós tereis castigos de ordem universal”.
Os senhores tomem em consideração o que foi dito pelo Pe. Aparício, jesuíta, um homem muito idôneo, diretor espiritual de Lúcia durante muitos anos. Ele me disse isso a mim em Pernambuco: que a consagração feita por Pio XII não reuniu as condições necessárias para se considerar atendida a promessa de Nossa Senhora, e os senhores compreenderão tudo que se situa depois. Os senhores poderão pensar em todos os outros castigos que nos ameaçam. Eles formam um todo só. Cinqüenta anos depois, a manifestação da revelação de Fátima está tendo sua confirmação.
Eu estava fazendo agora a reunião de sexta-feira, e mostrava como as notícias da última semana indicam uma corrida armamentista violenta entre Estados Unidos e Rússia, e mencionam a entrada no Mediterrâneo de uma poderosa esquadra russa que parte passou pelos Dardanelos e pelo Bósforo, parte passou pelo Estreito de Gibraltar e que é capaz de contrastar, em alguma medida pelo menos, com a Sexta Esquadra Norte-Americana, e constitui, portanto, um perigo para os países europeus que têm litoral mediterrâneo. Os senhores estão vendo a Bagarre da guerra que infelizmente vai se acumulando no horizonte, e o castigo de Nossa Senhora que se aproxima.
* Devemos ter em mente a parábola das virgens prudentes, tornando-nos prontos para o momento da Bagarre
O que é que nós devemos fazer?
Nós devemos nos lembrar da parábola das virgens prudentes e das virgens loucas, e devemos tratar de ser a virgem prudente, quer dizer, a alma que está pronta para o momento da Bagarre.
E como é o modo de estar pronto para o momento da Bagarre?
Eu me espantei, uma ocasião, assistindo cenas do bombardeio de Berlim, no cinema, e depois vendo também umas fotografias da população de Berlim durante o bombardeio. Aquilo foi uma bagarre. A cidade de Berlim ficou quebrada. Havia gente andando pelas ruas, gente em pé, na calçada, conversando, levando a vida de todos os dias e rindo, de tal maneira a inconsciência daquela gente, que daqui a pouco estaria morta, ou por russos, ou por americanos e ingleses, esmagado debaixo de canhoneio, morrendo de fome, de qualquer coisa , levando a vida de todos os dias, sem querer assumir a tristeza da situação que estavam, o trágico da situação que estavam.
Eu tenho a impressão que muita gente durante a Bagarre vai morrer assim. Nem quando o sol ameaçar despencar em cima deles, eles vão correr. Vão ainda continuar a falar de negócios, tratar de assuntos sinárquicos e vão para o Inferno assim queimados.
Nós não devemos ser como esses, não devemos ser como aqueles que não têm fé. Nós desde já devemos nos compenetrar disso, devemos viver na espera disso, dessa visita de Deus que é a Bagarre, desse extermínio que vai ser um dos fatos mais majestosos e mais trágicos da história do mundo, desse extermínio que vai ser a Bagarre, para que, por meio dessa compenetração, nossa alma aproveite espiritualmente, se desapegue de tantas coisas que a apegam no mundo contemporâneo, e que compreenda que deve andar dentro do mundo contemporâneo como o mundo que já foi marcado com o sinal da morte e que vai ser liquidado e arrasado. Ele não tem substância, ele não vai para frente, seus dias estão contados … [inaudível].
Isso é que devemos pedir a Nossa Senhora, como sendo o espírito de Fátima. Daí a nossa compunção, daí o nosso desapego, daí o nosso arrependimento.
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