Santo do Dia (Rua Pará) – 20/7/67 – 5ª feira [SD 262] – p. 7 de 7

Santo do Dia (Rua Pará) — 20/7/67 — 5ª feira [SD 262]

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Uma finalidade essencial da Ordem fundada por Santo Elias era atacar o politeísmo, ser a espada e o escudo da verdadeira Fé * Como um pai espiritual que era, Elias concentrou em si todo o espírito que Deus queria dar à nação judaica * Analogia de situação com Santo Elias: a TFP é um reservatório onde se contém o espírito da Igreja, mas Igreja relutante e inconformada com a Revolução * Elias e Enoch fazem uma ponte entre as maravilhas antigas e futuras de Deus * Quantas razões há para o Profeta Elias nos amar * Graças que devemos pedir a Santo Elias: devoção a Nossa Senhora, visão do sobrenatural da Vocação, sermos os autênticos apóstolos do últimos tempos

Celebramos hoje a festa de Santo Elias, Profeta, primeiro chefe e pai da Ordem do Carmo. Grande foi seu zelo pelos direitos de Deus numa época de quase total apostasia do povo eleito. Arrebatado aos céus num carro de fogo, voltará ao mundo para derrotar o Anticristo. Século IX a. C.

Santo Elias, com Enoch, foram os dois únicos homens vivos que gozam das honras dos santos, já confirmados em graça, é certo que vão para o céu, já são venerados pela Igreja como santos, mas não morreram. Eles esperam a morte e sabem também quando vão morrer. Esperam a morte num lugar misterioso, que não se sabe qual é, e virão no fim do mundo para combater o Anticristo. Nessa ocasião, devem ser mortos.

* Uma finalidade essencial da Ordem fundada por Santo Elias era atacar o politeísmo, ser a espada e o escudo da verdadeira Fé

A ficha de hoje é tirada do comentário teológico, histórico e moral sobre o Livro dos Reis e do Apocalipse, onde estão descobertas as grandezas dos santos profetas Elias e Eliseu. É, portanto, um livro especial sobre os profetas Elias e Eliseu. É da autoria de Dorotéia de Saint Réné, Ordem do Carmo, Paris, 1659. Não nos falta, portanto, erudição. Recorremos a algo muito erudito.

Seria interessante que alguém tivesse a paciência de ler isto, porque deve ter coisas muito curiosas sobre o famoso e belíssimo tema da tradição do espírito de Elias para Eliseu.

Então, vem o comentário sobre Santo Elias:

E como ele quisesse atear por toda a terra o fogo de que estava cheio seu coração, Elias quis absolutamente que seus religiosos fossem herdeiros de seu zelo.

Os senhores sabem que ele constituiu a primeira ordem religiosa que houve na História, antes mesmo do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, nove séculos antes, e que eram religiosos que moravam nas encostas e no alto do Monte Carmelo. E esses religiosos eram os antepassados da Ordem do Carmo.

Esse digno apreciador das coisas belas não quis que eles se contentassem em se afligir e santificar noite e dia para o povo. Ele quis também que eles fossem os escudos e as espadas da fé de Deus e que se expusessem aos mais insolentes furores para publicar a verdade que tinham conhecido. Se é, portanto, certo que o generoso patriarca fundou sua ordem para opô-la à glória dos falsos deuses, que ele tinha seus teólogos e pregadores, conseqüentemente, era preciso que eles tivessem funções públicas para contra-atacar o partido do politeísmo. E se os discípulos de Elias tinham nascido para serem fortes contra o erro, a libertinagem e a impiedade, era necessário que eles tivessem luz para fazer ver o fogo de que eram portadores.

Em outros termos, em termos um pouco retóricos, acaba ele dizendo o seguinte: que a ordem do Carmo era feita para combater algo. A finalidade principal dela era o culto a Nossa Senhora, de que o Profeta Elias fora o primeiro a ter uma revelação; era a expectativa do Messias, era a formação das almas segundo a pureza da fé da Antiga Lei. Mas ao lado dessa finalidade principal, havia uma finalidade essencial, se bem que não principal, uma finalidade segundo a qual, ou melhor, sem a qual, a Ordem não seria ela mesma, e era o seguinte: o politeísmo tinha penetrado às torrentes na nação judaica, que era a única nação monoteísta do mundo, e eles então deveriam com sumo ardor, com suma combatividade, deveriam atacar o politeísmo. Eles eram a espada e o escudo da verdadeira fé, e para isto então eles eram organizados: eles tinham teólogos, tinham doutores, tinham pregadores capazes de sustentar a verdadeira fé contra essa invasão do espírito mau nas fileiras de Israel.

* Como um pai espiritual que era, Elias concentrou em si todo o espírito que Deus queria dar à nação judaica

Persuadido por tão fortes razões, ele que aliás não era senão zelo e clareza, Elias não pôde sofrer discípulos nas trevas. Ele lhes comunicou ciências que tinha adquirido e aquelas que o céu lhe tinha dado. Se bem que depois do estudo da consciência a da ciência fosse um motivo, eles queriam que eles habituassem ordinariamente a meditar no meio dos bosques e dos rochedos, pois com facilidade o espírito aí se recolhe, ele recolhe suas potências por falta de objetos que o distraiam. Nesta reunião, eles se tornavam mais fortes para compreender as verdades e mais destros para adquirir esses belos olhos de águia e essas asas sempre em vôo, que os santos admiram nas almas contemplativas.

Em outros termos, eles moravam no meio dos bosques e rochedos, e ali faziam seus estudos, entretendo-se uns com os outros para, por esta forma, se prepararem para essa missão.

Clemente VIII na sua Bula, que começa com as palavras In Apostolicae Dignitates, e na outra Dominici Gregis Cura, declara que a conversão das almas é uma parte do instituto de Elias e Eliseu, de que os religiosos carmelitanos são herdeiros.

Santo Atanásio, em sua Epístola aos soli de Arconte, o persuade de empregar-se à salvação do próximo à imitação de vários santos religiosos, e a exemplo de Elias e Eliseu.

No livro de Teodoreto, admirável ariano, solicita ao anacoreta Eusébio que faça o mesmo e mostra que essa foi a preocupação de Santo Elias e de São João, que ele chama o fecundo Elias.

Nas revelações de Santa Brígida, a Mãe de Deus os dá a ambos (São João e Santo Elias) como exemplo aos pregadores que devem falar constantemente.

Santo Ambrósio reconhece que Elias teve um alto talento para converter almas e Santo Efrém assegura que esse glorioso profeta empregou-se continuamente a isto e que ele repôs todo o povo de Israel na adoração do verdadeiro Deus.

Elias foi, diz São João Crisóstomo, o condutor dos povos e o intendente das coisas sagradas. Foi, segundo São Gregório o Grande, a figura de um verdadeiro doutor. São Cirilo de Alexandria confessa que na pessoa de Elias e Eliseu, Deus forneceu ao mundo fiéis protetores e curadores das almas e dos corpos. E São Gregório Nazianzeno os qualifica ambos do tipo de prelados.

Eu jamais teria espaço suficiente se quisesse aqui narrar tudo o que os outros padres e intérpretes escreveram sobre as ações públicas de Elias. E basta terminar por Cornélio a Lapide, que dele diz a seguinte coisa bonita: “Elias foi o porta-estandarte dos profetas, seja porque se considere o tempo, a dignidade e a perfeição, seja porque se admire a liberdade e a eficácia de pregar, seja porque se lhe admire a glória das grandes ações. Ele foi o guarda, o profeta, o mestre, o protetor e o apóstolo da nação eleita, ele foi o espelho animado dos pregadores da palavra de Deus; porque é verdade que seu espírito, sua língua, suas mãos, não eram senão chamas para converter os povos. De lá provem que Eliseu e os filhos dos profetas, conversando com Elias, seu fogo heróico se contaminou ao coração desses e necessariamente este fato tornou-se patente em mil encontros célebres”.

As palavras de Cornélio se aliam excelentemente à de Metafraste, que disse que o profeta Elias, tendo desde seus primeiros anos a sua alma cheia de um fogo sagrado, tinha tanto que bastava para ele e para outros.

Qualquer pessoa que queira saber o verdadeiro espírito de uma ordem, deve plenamente informar-se do espírito do patriarca que a fundou, porque é necessário, na geração espiritual, que os pais não produzam seus filhos senão pela comunicação das virtudes que estão neles, especialmente das virtudes que mais eles amaram e que mais eles querem perpetuar na terra.

Tudo o que eu disse faz ver que o zelo único de Elias o tinha feito pai. Uma tão bela e tão alta paixão foi a causa eficiente de sua ordem, aquela que a fez nascer.

É um comentário muito cheio de considerações de caráter profundo, e que mostra Elias como uma espécie de príncipe dos profetas. Príncipe dos profetas porque ele teve um papel maior do que todos os outros: ele converteu mais gente, ele atuou mais profundamente na nação israelita, ele foi um verdadeiro condutor do povo de Deus, salvou a nação israelita da ruína, e ele lutou contra os erros do seu tempo. Ele lutou contra um momento em que a nação eleita estava completamente deteriorada, e que a Providência escolheu a ele para então, a partir dele, comunicar o seu espírito a uma ordem de religiosos. E partindo da comunicação desse espírito a uma ordem religiosa, comunicar esse espírito novamente a todas as nações de Israel.

Os senhores vêem aí uma lei fecunda da graça, que está enunciada de modo excelente por esta autora.

Com efeito, assim como na geração material, na geração carnal, os pais comunicam aos filhos as suas qualidades, e por essa comunicação de qualidades os filhos acabam saindo parecidos com os pais, assim também na geração espiritual dá-se algo de análogo.

A geração espiritual é apontada aqui como uma verdadeira geração. E chama-se geração espiritual o ato pelo qual alguém traz a outrem para a vida da graça, ou converte a outrem, ou introduz na Igreja Católica, ou tira de uma extrema tibieza para um estado de fervor, onde essa alma pode de fato aproximar-se de Deus e ter uma vida espiritual digna desse nome. Esta é uma geração espiritual.

Nessa geração espiritual, diz ele, o pai comunica ao filho as suas virtudes, e assim aquele que salva outro, comunica ao outro as virtudes que ele tem. E nessa comunicação de virtudes, ele comunica sobretudo as virtudes que ele prefere. E ele de algum modo prefere as virtudes que ele deve fazer vigorar na terra, mesmo depois de ele ter desaparecido. Então, é por isso que ele tem filhos.

Ele funda uma família espiritual que perpetua na terra a ação dele. E há uma ação que é uma verdadeira comunicação de espírito, quer dizer, é a presença da graça numa pessoa, e essa presença se transmitindo às outras pessoas para isso chamadas; há uma ação de caráter sobrenatural, que é da graça, mas que toma como ocasião uma pessoa. E o que a graça operou numa pessoa, ela desdobra depois nas outras.

Então, vem a idéia aqui enunciada que Elias, escolhido para dirigir o povo de Deus nesse momento de hecatombe, Elias concentrou em si todo o espírito que Deus queria dar à nação judaica a ser ressurgida. Esse espírito constituiu uma rede de eleitos a quem ele comunicou. E o mais famoso desses eleitos foi precisamente Eliseu, que pediu sete vezes o espírito de Elias, para ser o substituto de Elias, e que o alcançou.

E esse espírito continuou na ordem do Carmo, dando origem aos essênios, que parece que tiveram, mais tarde, deteriorações. Se bem que há importantes sinais de que Nosso Senhor e São João Batista tenham estudado entre os essênios. Nosso Senhor, evidentemente, estudava por humildade, porque ele sabia tudo. São João Batista estudava, até certo ponto, por conveniência, embora fosse cheio do Espírito Santo e nascido no pecado original, mas libertado desse pecado logo após ser concebido, pelas palavras de Nossa Senhora.

Seja como for, os senhores têm aqui uma idéia grandiosa de como se faz a distribuição de um espírito, qual o papel das pessoas na graça.

* Analogia de situação com Santo Elias: a TFP é um reservatório onde se contém o espírito da Igreja, mas Igreja relutante e inconformada com a Revolução

E os senhores podem fazer um paralelo com aquilo que deve ser o espírito da TFP na América Latina.

A TFP tem exatamente o tesouro de uma adesão comovida, empolgada, entusiástica, sem mácula, à doutrina da Igreja, tão obnubilada e tão esquecida em nossos dias. Ela é como que um reservatório, uma porção da Igreja que é um reservatório onde se contém o espírito da Igreja de um modo excelente. Não o espírito da Igreja genericamente falando, mas o espírito da Igreja florescendo numa de suas facetas, florescendo num de seus aspectos, que é o espírito da Igreja enquanto proporcionado e adaptado às circunstâncias de nossos dias. Quer dizer, a Igreja enquanto padecente, mas a Igreja enquanto relutante, a Igreja enquanto inconformada com o domínio da impiedade, e inconformada com a Revolução. E que posta diante de Deus e diante de Nossa Senhora na adoração das verdades que a Revolução nega, do fato dessa adoração ela tira de si, de sua generosidade, um feitio de alma, que é o feitio de alma do contra-revolucionário, do apóstolo dos últimos tempos. Ela tira um feitio de ação, que é a ação militante, e a ação militante à maneira por onde somos militantes, com nossos estilos, com nosso espírito, com nosso modo de ser, etc. E se formos fiéis a essa graça que recebemos, devemos comunicar esse espírito aos povos dentro dos quais fomos suscitados como fermento dentro da massa.

Quer dizer, devemos imaginar uma multiplicação da TFP na América Latina, devemos imaginar essa parte do continente toda fermentada por esse espírito, de maneira que quando chegue o Reino de Maria, nós somos um fermento já depurado. Nós temos um espírito, temos instituição, temos modos de ser, temos mentalidade já inteiramente definidos, temos um passado, e tem uma história, e tem um passado: obras dessa natureza nunca se definem inteiramente. Temos um passado e temos tudo, portanto, para sermos a pedra angular para a construção do Reino de Maria.

O fato do Profeta Elias nos lembra, portanto, enormemente, essa analogia de situação. A sinagoga era a prefigura da Igreja; o povo eleito era indiscutivelmente a prefigura dos católicos. São Paulo fala a esse respeito repetidas vezes: os judeus eram os que os católicos se tornaram depois. Os senhores imaginem a sinagoga deteriorada e depravada; os senhores imaginem o povo eleito trabalhado por todos os erros dos vizinhos. Os senhores imaginem, portanto, a nação eleita como um navio que faz água por todos os lados, e os senhores imaginem então o Profeta Elias, e depois Eliseu e todos os seus continuadores e sucessores, lutando, expulsando a heresia, restaurando o reino de Deus no povo de Deus e preparando por essa forma, remotamente, a vinda do Messias. Os senhores têm aí a ação grandiosa de Elias.

* Elias e Enoch fazem uma ponte entre as maravilhas antigas e futuras de Deus

É bonito ver como Deus é tradicionalista, como Deus gosta da continuidade de suas próprias obras. Deus toma do fundo dos séculos esses dois homens — Elias e Enoch — e para fazer uma ponte entre suas maravilhas antigas e suas maravilhas futuras coloca esses homens à margem, e esses homens vivem. Enoch se não me engano ainda é mais antigo que Elias, e Elias viveu nove séculos antes de vir o Messias, foi redimido pelo Messias.

Os senhores podem imaginar a emoção de Elias quando ele soube que o Verbo de Deus encarnado havia falecido, que todos os homens estavam resgatados e que sobre ele descia a redenção infinitamente preciosa de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Eu não posso conceber que Nosso Senhor, que desceu ao Limbo para visitar as almas que lá estavam, que Nosso Senhor não tenha ido também onde estão Elias e Enoch e não os tenha consolado. Eu não posso conceber que Nossa Senhora não tenha estado lá.

Os senhores podem imaginar, depois de 900 anos de espera piedosa, majestosa, contemplativa, solitária, o que era a chegada de Nosso Senhor e Nossa Senhora num cortejo de anjos fabuloso, para ser adorado por esses dois profetas. Depois o vazio se faz de novo em torno deles. Eles estão distantes e estão mais ou menos como uns contemplativos grandiosos, ao mesmo tempo contemplando as coisas do Céu e assistindo ao desenrolar das coisas da terra, à espera em que os ponteiros do relógio da História indicassem as horas em que eles deveriam vir.

Os senhores podem imaginar a hora em que eles virão. Anjos vão pegá-los lá e os trazem para cá, em que vão lutar contra o Anticristo. Que beleza! Do fundo dos tempos, como que segurando a História por suas duas pontas e afivelando-a numa unidade, esses dois homens aparecem e travam a última batalha.

Elias, que foi o primeiro a ver a devoção a Nossa Senhora, naquela nuvenzinha que apareceu no alto do Monte Carmelo, que se transformou numa nuvem enorme e que deu origem a uma chuva que salvou o povo de Deus da miséria, Nossa Senhora era a nuvem e o Messias era a chuva, esse devoto de Nossa Senhora cantar o último louvor de Nossa Senhora no fim.

Os senhores compreendem que santo fabuloso é este, em presença do qual estamos.

* Quantas razões há para o Profeta Elias nos amar

Santo Elias eu acho que se compraz em nós na data de hoje. Não é temerário supor isto, porque se nos empolga ver a analogia da situação dele e da nossa, com certeza há de causar ternura nele ver a analogia entre a situação nossa e a dele.

Com certeza ele sabe que, neste mundo em que tão poucas pessoas estão se lembrando dele com verdadeira piedade, há gente reunida, à meia-noite e meia, depois de um dia inteiro de trabalho, para ouvir algumas palavras sobre a grandeza dele. Gente que se empolga com o que ele fez, que está fazendo e que ele fará. Irmãos e filhos dele na ordem do Carmo, a qual pertencemos, ainda que filhos desnaturados tenham querido o contrário.

Os senhores compreendem quantas razões há para o profeta Elias nos amar. Mas mais do que todas, esta: ele, o profeta da Virgem, ver aqui uma série de escravos de Nossa Senhora, consagrados a Ela pelo método, pela forma de São Luís Maria Grignion de Montfort e realizando, portanto, a plenitude daquela devoção que ele previu.

Quer dizer, o profeta não pode deixar de se enternecer vendo a profecia que chega à sua realização plena. Ele não poderia deixar de ter uma ternura especial vendo, não mais almas isoladas, mas uma falange de almas consagradas segundo o método de São Luís Grignion de Montfort, no momento em que tantas pessoas abandonam a devoção a Nossa Senhora.

* Graças que devemos pedir a Santo Elias: devoção a Nossa Senhora, visão do sobrenatural da Vocação, sermos os autênticos apóstolos do últimos tempos

O que devemos pedir a Santo Elias? Devemos pedir a Santo Elias três graças.

A primeira é a graça que a todo propósito devemos pedir, de todo jeito, em todo momento, em toda ocasião, a propósito de tudo: devemos pedir um aumento de nossa devoção a Nossa Senhora e mais especialmente nesses dias ao Imaculado Coração de Maria. Devemos pedir a ele que nos consiga isto.

Devemos pedir a ele, em segundo lugar, que nos faça ver os aspectos sobrenaturais e não apenas os aspectos naturais de nossa vocação, do Grupo, da TFP. Aqueles aspectos imponderáveis que dão a verdadeira realidade das coisas da TFP.

E em terceiro lugar devemos pedir-lhe, a ele que é o grande apóstolo dos últimos tempos, que faça de nós apóstolos autênticos dos últimos tempos, nos dê aquele espírito de fogo, aquela coerência, aquela combatividade, aquele ardor, sobretudo aquele amor das coisas celestes que resplandece na descrição que São Luís Grignion de Montfort faz dos apóstolos dos últimos tempos.

Com essas três dádivas tenho certeza que nós poderemos realmente realizar a nossa vocação e, realizando nossa vocação, alcançar não só a felicidade celeste, mas também a felicidade terrena. Porque neste mundo só há uma verdadeira felicidade: é conhecer aquilo para que a gente nasceu para ser e para fazer, e ter a felicidade de poder dizer: “Eu sou e faço aquilo para o que eu nasci”. Não há outra felicidade.

Que a todos nós, Nossa Senhora dê essa enorme felicidade.

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