Santo
do Dia ─ 22/6/67 ─ 5ª feira .
Santo do Dia ─ 22/6/67 ─ 5ª feira
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Leitura de uma ficha sobre Santa Edeltrude * Na biografia de Santa Edeltrude nota-se uma característica marcante da Idade Média: ao lado da selvageria, mostras de autêntica virtude
Amanhã é festa de Santa Edeltrude, virgem.
Os dados são tirados de Rohrbacher: “A Vida dos Santos”.
Ela era filha de um rei, do Este inglês, teve mais três irmãs santas: Sexburga, Edilburga e Virtburga.
Nós estávamos falando há pouco tempo de um certo povo, mas é deste estilo e muito bonito. Se podia fazer quatro capelas venerabilíssimas, esplêndidas, etc.
* Leitura de uma ficha sobre Santa Edeltrude
Nascida em Aixning, desposou um príncipe, mas foi com ele viver em perfeita continência.
Três anos após o casamento, seu marido morreu e a princesa retirou-se da corte, voltando às práticas de oração e penitência.
Mas razões de Estado, obrigaram-na a se casar com Egsfrido, jovem príncipe muito mais moço do que ela.
Edeltrude convenceu-o também ao voto de castidade, mas um dia o príncipe desejou quebrá-lo. Muito aflita a santa aconselhou-se com seu Wilfrido que a mandou refugiar-se num convento.
Retirada em Eli, tomou o véu de freira.
Por muitos anos foi perseguida por emissários do marido, mas Deus preservou-a de qualquer mau.
Até o fim de sua vida, a princesa regeu dois mosteiros, tendo dado os maiores exemplos de austeridade e virtude.
Tendo predito sua morte, faleceu a 23 de junho de 680. Foi sucedida por sua irmã, a princesa Sexburga, que constatou nunca ter o corpo da santa se corrompido.
Santa Edeltrude é muito invocada contra dores de garganta e contra os torcicolos.
* Na biografia de Santa Edeltrude nota-se uma característica marcante da Idade Média: ao lado da selvageria, mostras de autêntica virtude
Aqui os senhores estão vendo um “flash” da Inglaterra primitiva, e daquela espécie de aurora da Idade Média que tem algo de selvagem e algo de extraordinariamente sobrenatural que no seu contraste apresenta uma beleza inebriante.
São povos que estão nascendo, que ainda ontem que eram povos selvagens e que continuam com muita coisa própria da selvageria.
Esses povos têm príncipes e princesas que são selvagões. E Santa Edeltrude e as suas três irmãs, quanto ao aspecto, quanto ao porte, quanto ao estilo, os senhores não devem imaginá-las nem um pouco como as filhas de Luiz XV, pintadas por Mathieu: Madame Victoire, Madame Adélaide, frágeis, de porcelana, quase evanescentes, num fundo azul claro, vestidas com sedas vaporosas. Mas os senhores devem imaginá-las damas vigorosas, cuja vós rachava lenha e cujas mãos ainda lavavam roupas, mas que eram organicamente e verdadeiramente princesas de grandes portes nos povos em que nasciam.
Elas tinham em si, elas eram berços de futuras dinastias e seus povos eram pontos de partida de futuras civilizações. E daí, habitar ali uma certa grandeza e a semente de uma grande santidade que se nota, quer na afluência, aliás, na confluência de muitos santos… Os senhores estão vendo numa corte onde há ao mesmo tempo quatro santas de uma vez.
Então a confluência de vários santos ─ ainda mais um diretor espiritual santo também ─ mas os senhores estão vendo também uma disseminação tal da virtude que dois reis foi possível a ela convencer que guardassem a continência perfeita com ela.
Homens que provavelmente freqüentavam sacramentos e para os quais essa abstinência representava muito mais do que para os maridos ultra-infiéis dos dias de hoje. É verdade que um deles até quis romper este voto, mas os senhores viram que ele chegou a fazer esse voto. Como é que se conseguiria de um homem isso em nossos dias?
Agora, ao lado disso, dessa virtude, os senhores vêem manifestações de muito primitivismo. Os senhores estão vendo uma rainha que sai correndo do rei e que vai para um convento, e o rei que não ousa invadir o convento. Isso tudo hoje, daria um escândalo: notícias nos jornais, “Paris-Match” etc.
Naquele tempo, era um fato explicável. “O rei estava zangado, quis pegar a mulher, o que é que tem?” etc. Mas, apesar disso, sem rir, a gente pode falar da corte desse pequeno rei, porque já o conjunto das pessoas que cercavam o rei tinha tanta dignidade, tinha tanta grandeza, que verdadeiramente se pode chamar uma verdadeira corte.
Sobre a vida dela é o que eu tinha a dizer.
Essa admirável perseverança na pureza, esse abandono da realeza com todas as suas glórias para se conservar no estado de pureza, o estado religioso adotado por ela, a sabedoria com que ela governou dois conventos ─ num país pequeno, isso representa uma coisa muito importante para a vida toda de um país ─ a sabedoria com que ela soube levar essas almas para o Céu, tudo isto apresenta um conjunto de traços fisionômicos que, iluminados pela santidade, justificam largamente a piedade que os fiéis possam ter para ela.
É assim que nós nos recomendaremos amanhã às orações de Santa Edeltrude, virgem.
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