Santo
do Dia (Rua Pará) – 20/6/1967 – 3ª feira [SD
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Santo do Dia (Rua Pará) — 20/6/1967 — 3ª feira [SD 324]
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São Luís Gonzaga comentado por Santa Madalena de Pazzi * O nosso martírio de amor é pensar na imensidade do ódio dos homens a Deus * O homem alegre, pela sua elevação de alma, é capaz de todas as grandezas, transigências, paciências, bondades, flexibilidades e adaptabilidades ao que é bom * Por sua desordem permanente, o homem contemporâneo abomina esse estado de espírito * Notre-Dame e Sala do Reino de Maria são sacrários onde habita um espírito temperante * São Luís Gonzaga tinha uma alma como um sacrário, uma catedral, um castelo gótico * Poder de São Leofredo que o Sr. Dr. Plinio gostaria de ter para distribuir generosamente na Bagarre * “Nós devemos ter contra o demônio um ódio militante, como São Miguel Arcanjo” * O amor perfeito vive da contemplação daquele que ama, e a cólera perfeita vive da contemplação daquilo que odeia
Bem, é festa também de São Leofredo.
Nós temos aqui as duas biografias. Eu vou ler ambas, mas comentar infelizmente só uma.
* São Luís Gonzaga comentado por Santa Madalena de Pazzi
Vamos começar por São Luís Gonzaga. É tirado de D. Guéranger, “L’Année Liturgique”:
Deus mostrou São Luís de Gonzaga a Santa Maria Madalena de Pazzi, fazendo-a conhecer sua extraordinária santidade e seu martírio desconhecido, martírio do amor. Diz a santa: “Quão grande é a glória de Luís, filho de Inácio. Eu não teria nela acreditado, se Jesus não me houvesse mostrado. Eu não poderia crer que no Céu ele tivesse uma glória assim tão grande … [inaudível]. Quem jamais explicará o valor e o poder dos laços interiores? A glória de Luís é assim tão grande porque ele trabalhava ocultamente. Nas obras interiores … [inaudível]… nenhuma comparação é possível. Luís, enquanto viveu, manteve seu olhar sempre atento em direção ao Verbo e é por isso que ele é tão grande. Luís foi um mártir desconhecido … [inaudível]… foi infinitamente amável e que foi um mártir ao reconhecer que não ama bastante quanto deseja amar e que não sois amado por vossas criaturas … [inaudível]. Assim também ele … [inaudível]. Quanto amou na terra … [inaudível]. É por isso que hoje no céu possui Deus numa soberana plenitude de amor. Mortal ainda, descarregava … [inaudível]… no coração do Verbo e agora no céu essas flechas repousam em seu próprio coração. Porque essa comunicação da divindade que ele mereceria … [inaudível]… flechas desses atos de amor e união com Deus, agora verdadeiramente ele as possui na paz”.
* O nosso martírio de amor é pensar na imensidade do ódio dos homens a Deus
É uma beleza de comentário e tem o valor de ser comentário de uma santa, depois de ter a revelação da alma de São Luís.
Os senhores estão vendo qual é a idéia que ela externa aqui: São Luís, ela não o vê aí sob o símbolo da pureza, diretamente, … [inaudível]… brilha mais alto ainda que o amor de Deus … [inaudível]. Então mostra que São Luís trabalhou no segredo de seu coração e muito pouca gente via o que nele havia de extraordinário.
Ele teve um diretor de consciência, um diretor espiritual, que disse… e esse diretor foi o grande São Roberto Belarmino, Doutor da Igreja … [inaudível]… os senhores vejam: um santo Doutor que é diretor de outro santo, que brilha no céu … [inaudível].
Então, diz Santa Madalena de Pazzi que a superglória dele … [inaudível]: ele, em primeiro lugar, estava continuamente fazendo atos de amor a Deus, que eram como setas que ele atirava ao Divino Coração, setas incendiadas de amor e que no céu estabeleciam uma comunidade extraordinária entre ele e Deus Nosso Senhor.
Agora, de outro lado, também, ele sofreu; e ele sofreu um verdadeiro martírio. Um verdadeiro martírio de amor porque ele sofria um verdadeiro tormento por não amar a Deus como Deus merece ser amado e por ver que os homens não amam a Deus como Deus merece ser amado.
Os senhores vêem aí o Imaculado Coração de Maria circundado de espinhos, Nossa Senhora que sofre porque os homens não amam a Deus como deveriam amar, e o grande martírio, a grande tristeza de Nossa Senhora, … [inaudível]… por ver a falta de amor … [inaudível]. Se essas almas … [inaudível]… a Nosso Senhor, se elas contemplassem essa imensidade de falta de amor a Nosso Senhor, mas falta de amor aqui não quer dizer não ter amor, quer dizer odiar, essa imensidade de ódio … [inaudível]… , ódio contra tudo que é de Deus Nosso Senhor.
Ainda hoje eu fazia com uma pessoa do movimento um comentário a respeito desse assunto … [inaudível]… quando a gente considera então em que situação … [inaudível]… e que mérito tem esse nosso martírio de amor. O não encontrar graça em nada, o não encontrar alegria em nada, o não encontrar satisfação em nada, o não se incomodar com sua própria pessoa, com seus interesses próprios, pensando seguidamente nessa coisa dolorosíssima: Deus, tão perfeito, tão supremo, sabendo fazer-se tão pequeno ao nosso alcance pelo amor dos homens, de nós, o Verbo Encarnado, Nossa Senhora, a Santa Igreja Católica … [inaudível]… odiar pelos homens … [inaudível]. Como isso é uma coisa tremenda e, entretanto, é a verdadeira.
* O homem alegre, pela sua elevação de alma, é capaz de todas as grandezas, transigências, paciências, bondades, flexibilidades e adaptabilidades ao que é bom
Eu ainda hoje falava com uma pessoa a respeito disso. É uma coisa que eu não consigo explicitar completamente, mas há … [inaudível]… estado de espírito da alma verdadeiramente sapiencial, pelo qual ela tem uma elevação e uma seriedade que se opera nela esse efeito moral singular: que quanto mais ela se torna alta, mais ela se torna, de um lado, forte, mas, de outro, também afável, acessível, benigno e … [inaudível]. É um estado de alma que eu não sei definir bem, mas que contem em si a verdadeira alegria, desde que nós … [inaudível]… falar de alegria não no sentido corrente … [inaudível]… alegria não é o estado de espírito cuja expressão única, principal, necessária, é o riso.
O homem alegre não é o homem que ri, mas é o homem que tem uma forma de grandeza dentro da alma, uma forma de bem‑estar dentro da alma, que pode coexistir com os maiores tormentos e com as maiores angústias. É um estado de elevação, é um estado de sublimidade, é um estado de afabilidade, é um estado de benignidade que faz com que ele seja capaz de todas as grandezas, desde as maiores até as menores; seja capaz de todas as violências e de todas as intransigências, das maiores às mais miúdas; seja capaz também de todas as paciências, de todas as bondades, de todas as flexibilidades, de todas as adaptabilidades ao que não é mal, porque ao mal a gente resiste sempre, contra o mal a gente luta sempre, e ao mal a gente não dá nem tréguas nem quartel; mas é capaz de todas as formas de afabilidade, de transigência, de bondade muda para aquele que não é mau.
Há por detrás esse estado de espírito, que é a verdadeira alegria, que não é a vontade de rir, mas é um sentir como a pessoa deve ser, o sentir em harmonia com Deus Nosso Senhor, o sentir-se na estatura própria à sua alma e … [inaudível]… própria à sua alma e na realização da tarefa própria à sua alma.
Há qualquer coisa aqui que é feita de seriedade, de gravidade, de afabilidade, de serenidade, que ri pouco … [inaudível]… que sorri, mas que sorri … [inaudível]… que também chora pouco, mas que tem uma espécie de estabilidade, tem uma espécie de … [inaudível]… em si mesmo, que é o fundo … [inaudível]… da alma verdadeiramente católica.
* Por sua desordem permanente, o homem contemporâneo abomina esse estado de espírito
Ora, é esse estado de espírito que é eminentemente capaz, que é um estado de espírito que só a visão sobrenatural dá e que transforma a alma num verdadeiro sacrário. Esse estado de espírito tão digno de atrair veneração e ternura, esse estado de espírito que devia enlevar os homens, é precisamente esse estado de espírito que o homem contemporâneo abomina. Ele odeia, ele evita a companhia de quem é assim, ele se desagrada em olhar quem é assim. Porque ele deve estar numa espécie de desordem permanente, em que ele seja qualquer coisa, menos isso. Se for para ser chorão, ele chora; se for para ser mole, ele é mole; se for para ser violento, ele é violento; se for para [ser] risonho como um palhaço, ele é; moles, chorões, violentos, palhaços, por mais diferentes que sejam, se acabam adaptando entre si. Ainda que se entrematem, eles não se odeiam como odeiam aquele que tem esse estado de espírito que eu falei há pouco, e que é o estado de espírito … [inaudível].
* Notre-Dame e Sala do Reino de Maria são sacrários onde habita um espírito temperante
É uma coisa, é um estado, é uma coisa que é parecida… vamos dizer, se a Catedral de Notre-Dame tivesse pensamento e pudesse pensar e sentir por si própria, ela se sentiria assim. O estado interior de seu ambiente, todo recolhido, sobrenatural, com aquela luz tamisada por vitrais, com aquela sacralidade entre várias naves que sobem, com aquela retidão, aquela … [inaudível]… e esguia que vai para cima, com a força daquelas colunas, com a resistência daquele granito, aquela catedral sentiria em si um bem‑estar que nenhuma … [inaudível]…, que não é o bem‑estar da … [inaudível]… , é uma outra coisa indefinível, que nenhuma outra forma de estado de espírito representa.
É algo que nós vemos muito bem expresso na sala do Reino de Maria. Exatamente a sala do Reino de Maria é a sala onde se pode … [inaudível]… esse estado de espírito … [inaudível]… e que faz com que todos os senhores tratem essa sala como se fosse um verdadeiro sacrário. É porque habita ali um espírito que é esse. Habita um espírito que é o espírito temperante, … [inaudível]… a súmula de tudo quanto é de bom espírito e que dá uma estabilidade altaneira, mas tranqüila … [inaudível]… que não tem medo das convulsões … [inaudível]… e que é toda voltada para a eternidade.
* São Luís Gonzaga tinha uma alma como um sacrário, uma catedral, um castelo gótico
Isso os senhores vêem no espírito de São Luís e essa é a alma … [inaudível]… sabedoria, como que vista por dentro … [inaudível]… o que há por dentro de uma alma cheia de sabedoria. Os senhores procurando ver como é que essa alma se sente a si própria acabariam por perceber … [inaudível].
Os senhores têm aqui essa magnífica exposição: São Luís o … [inaudível]…, São Luís o casto, São Luís exatamente afastou de si todas as impressões intemperantes e impuras que poderiam afastá-lo de sua elevação, a sua alma voou para muito além dos horizontes da mera pureza. Está dito que são bem-aventurados os puros porque eles vêem a Deus. Ver a Deus já nesta terra é ser assim; e isso é o próprio dos puros que tomam … [inaudível]…, que lutam e que limpam os seus pecados no sangue do Cordeiro e que ficam sem mácula completamente, se é que alguma vez tiveram mácula na sua vida.
São esses então que têm a alma com a elevação necessária para ver a Deus … [inaudível]… Santa Maria Madalena de Pazzi, que foi uma grande mística.
E os senhores então compreendem a grandeza de São Luís no céu. A grandeza que lhe veio exatamente de ter uma alma como um sacrário, como uma catedral e como um castelo gótico. Os senhores têm aí o nosso grande São Luís e os senhores têm aí a quintessência da virtude da pureza. A virtude da pureza afina a alma … [inaudível].
* Poder de São Leofredo que o Sr. Dr. Plinio gostaria de ter para distribuir generosamente na Bagarre
Além de São Luís, nós temos a ficha que eu vou me limitar apenas a ler de São Leofredo. É tirada de Helo, “Fisionomia dos Santos”:
Extraordinário santo, pouco conhecido, grande exemplo para nossa época tíbia. Nasceu na Neustria, de boa família, a qual deixou para ser sacerdote. Depois de muita luta fundou a abadia de Santa Cruz. Sofreu perseguições por seu espírito independente. Recebeu o dom dos milagres e da profecia. Era extremamente severo. Como não tivesse cabelo, um dia uma mulher dele zombou. Disse-lhe o santo: “Por que mangas de um defeito da natureza? Não tenha tua cabeça mais cabelos atrás do que eu tenho na testa e o mesmo suceda a teus descendentes” … [inaudível].
Trabalhavam uns camponeses no dia de domingo. Levantou o santo os olhos … [inaudível]… céu, dizendo: “Senhor, fique essa terra eternamente estéril. Nunca nela se veja nem grão, nem trigo”. E o campo encheu-se de cardos e espinhos.
Magnífico! Ah, se eu tivesse esse poder! Como eu seria generoso em distribuí-lo. Eu tenho impressão que a essa altura faria … [inaudível]. E se houvesse um defeito na Bagarre feita por mim, esse defeito não seria por falta de intensidade … [inaudível]. Seria, talvez, por excesso de intensidade. Os cegos … [inaudível].
Existe uma paixão ardente e forte que Demétrio chama a cólera do amor. [Inaudível]… cólera do amor … [inaudível]… aquela oração do ódio … [inaudível].
Bem, São Leofredo tinha um zelo de justiça demasiado ardente … [inaudível]… de misericórdia mais ardente ainda. Aquele princípio que nós comentamos … [inaudível]… imensamente justo, imensamente misericordioso, … [inaudível]… as virtudes andam de mãos dadas.
As cóleras de São Leofredo, por onde ele … [inaudível]… as chamas da caridade. O poder de suas imprecações e o poder de sua caridade, o seu amor aos pobres, o seu ódio à injustiça, são as linhas paralelas de sua vida.
Um de seus religiosos morrera e com ele encontraram três moedas. Estava violando o voto de pobreza. Leofredo mandou enterrá-lo em terra profana.
Esplêndido!
Depois fez um retiro de 40 dias rezando e chorando pela alma daquele que parecera rejeitar.
Os senhores vejam a posição laranja: “Oh, coitado, perdão … [inaudível]”. Não reza nem se sacrifica pelo … [inaudível].
Agora, aqui não. Ele manda enterrar em terra profana, mas não … [inaudível]. Ele vai fazer retiro … [inaudível]… imita a Nosso Senhor Jesus Cristo.
E após esses dias o Senhor revelou-lhe que sua misericórdia havia libertado a alma que sua justiça condenara.
Isso que era uma condenação a Inferno, ficou como que suspenso, até o momento em que esse santo realizou a sua penitência.
Alguém me dirá: “Mas … [inaudível]… porque morto está morto … [inaudível]”.
É verdade. Mas quem sabe se Deus não deixou aquela alma unida ao corpo até que acabasse a penitência … [inaudível]? Quem sabe lá … [inaudível]… de misericórdia de Deus?
Mas como isso é diferente do liberalismo … [inaudível].
* “Nós devemos ter contra o demônio um ódio militante, como São Miguel Arcanjo”
Sua fúria contra o demônio era tremenda.
[Inaudível]… as pessoas em vez de reagirem contra as tentações, elas ficam com medo do demônio. Eu tenho visto muito pouca gente reagir com ódio do demônio … [inaudível]… quer dizer, lutar contra o demônio com furor. Isso eu tenho visto muito pouca gente.
Ora, nós devemos ter do demônio ódio, e quando ele se aproxima de nós, nós devemos ter um assanhamento de ódio maior do que nós temos com qualquer pessoa viva nesta terra. Porque o inimigo declarado de Deus, o inimigo declarado de nossa alma, que quer toda espécie de mal, e quando nos sentimos tentados nós devemos ter contra ele um ódio militante, como São Miguel Arcanjo. [Inaudível]… como a coisa está bem apanhada, como se deve ser assim.
Uma vez, estando em sua cela, um frade foi avisá-lo que … [inaudível]… estava representando na igreja. Reconhecendo seu velho inimigo, o santo correu à capela … [inaudível]. E fez o sinal da Cruz sobre todas as portas e as janelas, como para vedar as saídas.
É claro, é assim, antes de tudo se prende. O demônio que se cuide, está compreendendo? É sapiencial. É o grande … [inaudível].
Nós podemos fazer uma imagem de São Leofredo, porque é superesplêndido, mas enche a alma.
E avançando sobre aquele que se lhe assemelhava, bateu-lhe com furor.
É isso, assim, ótimo.
O demônio quis fugir, mas as saídas estavam vedadas.
O corpo que ele tomara para si poderia ter se dissipado subitamente. Parece, porém, que ele não teve permissão para isso. Deus quis humilhá-lo sob as pancadas de São Leofredo.
Os senhores conhecem coisa melhor do que isso? Eu acho uma coisa prodigiosa, materialmente dada, espiritualmente sentida e sob o Sinal da Cruz. Porque a alma do demônio é capaz de sentir dor ocasionada … [inaudível]. Porque o fogo, que é material, queima a alma do demônio, como, aliás, no Purgatório … [inaudível]… queima as almas que vão para lá.
Bem, então São Leofredo … [inaudível]… o corpo que era um boneco que o demônio usava, e naturalmente aquelas pancadas, que humilhação … [inaudível]… atormentava mesmo o demônio … [inaudível]… a gente falar mal do demônio, ele já estava sendo castigado: “Entre lá no Inferno e não atormente mais”.
Não é verdade, não. A gente podendo meter uns chuçaços e aumentar o tormento dele, é bom, é bom. Sobretudo quando ele se mete a atacar, prram! a gente contra-ataca e dá a Nossa Senhora a glória de que o nosso ódio contra ele é maior do que o ódio dele contra nós.
Deus o obrigou … [inaudível]… campanário, para que ele expiasse sensivelmente a derrota … [inaudível].
Imaginem … [inaudível]… obrigado a sair fugindo pela torre, sob as pancada … [inaudível]. E eu quereria ver São Leofredo dando a última pancada … [inaudível].
Eu imagino ele velho, de barba branca, cabelo branco, mas muito conservado ainda, assessorado por uns olhos castanhos mais fortes, dando pancada com uma serenidade e um ódio únicos, e aquele boneco gemendo e estertorando até acabar de ser visto … [inaudível]… é inexorável … [inaudível]… a seção de história que escrevesse Neustria. Neustria era a França … [inaudível]… poderia obter uma biografia, para mandar vir uma biografia … [inaudível]… sobre esse santo, que valia a pena em algum grupo, em alguma capela do nosso movimento, fazer uma capela consagrada a São Leofredo.
Se eu tivesse a honra, que não mereço, de ser proprietário da fazenda Morro Alto, eu sugeriria que ele ficasse padroeiro secundário da fazenda Morro Alto, com Santa Teresinha do Menino Jesus. Formavam um ensamble perfeito, está compreendendo?
[Inaudível]… uma boa iconografia de São Leofredo … [inaudível]… algo em que a cólera nascida do amor … [inaudível].
* O amor perfeito vive da contemplação daquele que ama, e a cólera perfeita vive da contemplação daquilo que odeia
Eu tenho falado em comparação, eu tenho falado em união com Nossa Senhora, notem bem: não há reparação ou união que não seja acompanhado da cólera nascida do amor … [inaudível]… queremos medir a intensidade de nosso amor? Lutemos pela intensidade de nossa cólera. É assim que nossa cólera conta, assim é que nós sabemos … [inaudível]. E a cólera perfeita é como o amor perfeito. E amor perfeito percebe tudo a cólera perfeita percebe tudo. O amor perfeito só se alimenta … [inaudível]… e a cólera perfeita também só se alimenta de … [inaudível]. O amor perfeito vive da contemplação daquele que ama e a cólera perfeita vive da contemplação daquilo que odeia. E o ato do amor é a perfeição do amor … [inaudível]… é a perfeição da cólera. Julgar com urgência, julgar com previdência, julgar estrepitosamente, julgar espetacularmente, totalmente, de maneira a não deixar no adversário totalmente nada, isso é o que se deve fazer em relação … [inaudível]… expressão de uma cólera que não dorme nunca … [inaudível].
Eu durmo, mas o meu coração vigia. Isso se pode dizer do amor.
Uma mãe está com o filho muito doente, ela dorme, mas o coração dela não dorme. Nós deveríamos poder dizer de nós que nós dormimos, mas o nosso ódio não dorme, e que até no sono nós somos uma tocha viva de ódio, contra a Revolução e os inimigos de Nossa Senhora. E aí nós poderíamos dizer: “Eu durmo, mas o meu coração vigia, a espera do momento da ocasião, do alvo, para … [inaudível]”.
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