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Reunião especial – 30/05/1967 — 3ª feira
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Comentário sobre a cerimônia de Consagração do Alcácer e Veteranos
A respeito da cerimônia da consagração, eu acho que ela só toma toda beleza, todo o seu valor, se os senhores compreenderem as várias partes em que ela se divide e tomarem em consideração que ela é uma arquitetura, ela tem um desenvolvimento em suas partes, que correspondem a uma série de atitudes que tomam os que vão se consagrar, e que formam uma espécie… [parece ter havido um corte] …E é através da compreensão desse… [parece ter havido um corte] …que se compreende então verdadeiramente toda a cerimônia. Eu vou ler então o folheto da consagração antiga, que passou por alguns ligeiros retoques e aí os senhores tem idéia de que vai ser feito.
A primeira parte da consagração, aliás da cerimônia, define o objetivo da consagração, o objetivo da cerimônia. De maneira tal que todos fiquem alertados para aquilo que vão fazer. Daí o fato de que eu pergunto… [parece ter havido um corte] …há o Veni Creator, que se reza no começo de todas as cerimônias católicas para implorar a graça do Espírito Santo para que tudo corra bem, e logo em seguida eu pergunto: “Que desejais?”
Então D. Bertrand em nome dos senhores diz: “Dr. Plinio, diante da imagem de Nossa Mãe Santíssima, e do estandarte do nosso grupo, e ante as santas relíquias dos santos de Nosso Senhor Jesus Cristo, que refulgem na glória eterna e do alto do céu nos assistem em sua intercessão, guiados e protegidos pelos anjos que a Providência incumbiu de zelar pela nossa fraqueza, desejamos renovar em vossa presença, na frente da realeza da Nossa Senhora, a Consagração à Sabedoria eterna e Encarnada e ao Coração Imaculado de Sua Mãe Santíssima.”
Por que se mencionou aqui a presença de Nossa Senhora e do estandarte? É por que tornam a solenidade mais augusta; é um modo de tornar Nossa Senhora testemunha do que nós vamos fazer, e portanto dar maior intensidade ao que vai ser feito. Também o estandarte, que é o símbolo do grupo, é o símbolo portanto de Nossa vocação. Então, tomamos como testemunha, tomamos presente a este ato a graça da vocação, representada pelo estandarte. E nós somos então representados pelo estandarte. Então, tomando isso em consideração, tomando também em consideração a presença das relíquias que se encontram na sala do Reino de Maria e que são fragmentos do corpo, e portanto da pessoa dos santos que ali estão representados, e tomando também em consideração a presença dos anjos da guarda que todos trazemos conosco, então invocando uma série de razões magníficas, nós afirmamos a nossa intenção; a nossa intenção de nós nos consagrarmos pela consagração de São Luís Grignion de Montfort, oficialmente a Nossa Senhora.
Uma vez enunciado esse propósito que é o que a cerimônia tem de objetivo, então começa a preparação para que a consagração se realize. E começa então em primeiro lugar a preparação por orações.
Eu digo então: “Rogai ao Senhor, do qual por meio da Virgem das Virgens vos veio este santo desejo, de expor as vossas almas para realizar condignamente uma ação tão santa.”
O princípio que está contido aí é que todo bem que pode advir a nós, nos vem da graça. E que sem a graça nós não podemos nos consagrar convenientemente. É preciso portanto pedir a graça celeste para que a nossa alma tenha as disposições necessárias para fazer dignamente essa consagração. Então, à vista deste incitamento de minha parte, todos dizem: “Ó Divino Espírito Santo, que habitais o Imaculado Coração de Maria, como um tabernáculo perfeito, do qual enviais constantemente para todos os homens tesouros múltiplos de graça, nós vos suplicamos humildemente em Maria, por Maria e com Maria, que nos prepareis para fazermos ao Divino Verbo Encarnado, e à Vossa esposa uma consagração aceitável em louvor de santidade.”
Quer dizer, nós não somos capazes, a não ser pedindo. … [parece ter havido um corte] …Agora pedimos por Maria, em Maria, com Maria, porque esta é a devoção de São Luís de Montfort que nós seguimos.
Eu acrescento: “Pedi especialmente ao Divino Paráclito, que nos conceda a graça de uma plena integração no Espírito do Grupo… [parece ter havido um corte] …de maneira a ser perfeita a consagração que de nós espera a Virgem Imaculada. … [parece ter havido um corte] …Nossa Senhora chama a todos para essa consagração, Ela chama a nós para uma consagração que tenha em vista o apostolado para o qual Ela nos chamou. Não seria sensato que na hora de nos consagrarmos a Ela, não tivéssemos em vista a missão que Ela nos deu, e portanto convém que nós nos lembremos dessa missão, que nós tenhamos essa missão presente em nós. Então daí vem essa recomendação.”
Aí então, começam os pedidos que esse referem à nossa missão. Os juniores dizem; aí há um diálogo entre os juniores e os veteranos, e dizem: “Dilatai, Espírito de amor as nossas almas, para uma fidelidade sem jaça, nesses dias de universal apostasia.”
Veteranos: “Tornai indelével em nossa mente a noção do valor incomparável desse chamado, para sofrermos junto à Santa Igreja abandonada, traída perseguida, perseguida, nesta era de trevas”
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