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Santo do Dia — 24/5/1967 — 4ª-feira — [Neimar Demétrio]

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Ficha de Nossa Senhora Auxiliadora.

A festa de Nossa Senhora, auxiliadora dos cristãos foi introduzida na ladainha lauretana por São Pio V, em comemoração da vitória alcançada contra os turcos em Lepanto. A festa foi instituída por Pio VII em ação de graças por sua volta a Roma depois de ter sido preso por Napoleão.Sobre a devoção a Nossa Senhora Auxiliadora uma ficha tirada da “Vida e Obra de D. Bosco”.

Os companheiros de D. Bosco notaram que desde do ano de 1860, ele começou a chamar e invocar a Santíssima Virgem com o título de Maria Auxiliadora, Maria Auxílium Christianórum. Ele era devotíssimo e foi sempre, da Imaculada Conceição. Todas as suas grandes obras começaram num dia 8 de dezembro. Agora, unia sempre os dois títulos dizendo: Maria Imaculada Auxiliadora. Era que em novos sonhos… [ilegível] …Virgem lhe havia ordenado, devia ser o distintivo da congregação. Num dia de dezembro de 1862, diante de um grupo de meninos que jogava disse: “Vede aquele lado do pátio? Ali vamos construir uma Igreja magnífica à Mãe de Deus. Como devemos chamá-la? Chama-la-emos Maria Auxiliadora. Até agora temos celebrado com solenidade e pompa a festa da Imaculada Conceição e continuaremos a fazer o mesmo. Mas, além disso, a mesma Virgem Santíssima quer que a honremos com o título e a invocação de Auxiliadora. Os tempos que correm são tão tristes que temos verdadeira necessidade de que a Santíssima Virgem nos ajude a conservar e defender a fá cristã como em Lepanto, como em Viena, como em Savona e Roma. Ela o quer e aqui virão multidões imensas implorar o auxílio onipotente da Virgem Santíssima”. Alguém objetou: “Mas isto custará muito dinheiro”. Respondeu D. Bosco: “A Virgem é quem paga. Ela quer Sua Igreja, e é natural que pense em pagar seus gastos. Mas para isto temos que merecer”.

Os senhores estão vendo que D. Bosco entendia Nossa Senhora como Auxílio dos Cristãos principalmente para a defesa da fé e para a luta em prol da causa (?) católica. Mas não é exclusivamente. Ela, enquanto Auxiliadora, gloria-se de dar aos cristãos toda espécie de auxílio. Portanto, auxílio para as necessidades espirituais, até mesmo auxílio para necessidades materiais desde que estejam de acordo com a vontade de Deus e para [o?] bem de nossa alma, Nossa Senhora dá, concede. É questão de pedir, [se?] pedir com afinco nós obtemos. E se não obtemos aquilo que pedimos, obtemos qualquer outra coisa muito melhor do que aquilo que pedimos. Mas D. Bosco entende, sobretudo, Maria auxílio dos cristãos, na luta a favor da fé, nos empreendimentos a favor da fé, ele fala dessa necessidade lembrando Lepanto, lembrando o grande cerco de Viena contra os turcos, lembrando a Savona e as complicações de Paulo VI, ou melhor, Pio VII com Napoleão etc. Devem, então, invocar Nossa Senhora Auxiliadora muito freqüentemente para nosso apostolado; para as coisas de nosso apostolado que são difíceis, que vão andando de um modo lento, complicado, casos complicados de alma, etc., devemos pedir a Nossa Senhora Auxiliadora. Porque assim é que ela é, Auxiliadora dos cristãos. Ela é Auxiliadora dos cristãos na dilatação da fé, na luta pela fé. E as coisas difíceis que empreendemos pela fé, devemos pedir a Nossa Senhora que nos ajude a levar a cabo. Devemos pedir que ajude a levar a cabo tudo. D. Chautard condena o seguinte erro: Das pessoas que pensam: “Deixe que Deus me ajude nas circunstâncias excepcionais, que nas situações comuns eu me arranjo sem Ele. Isto é errado; devemos contar com o auxílio de Deus e, de Nossa Senhora, para todas as circunstâncias, inclusive nas muito pequenas. Naturalmente, esta necessidade cresce de [tamanho?] nas importantes e nas improváveis. Há uma invocação de Santa Rita que eu gosto muito, é: Santa Rita dos impossíveis. Uma outra forma de nos referirmos a Nossa Senhora Auxiliadora seria Nossa Senhora dos Impossíveis, que obtém aquilo que humanamente falando é impossível, que humanamente não tem saída. Isto ela obtém e sobretudo em ordem a vitória da Igreja e salvação das almas.

Certas revelações particulares que nos falam da "Bagarre", nos apresentam Nossa Senhora como auxiliadora. Haverá um determinado momento em que um certo pugilo, um certo exército católico estará completamente perdido. E então um chefe invocará São Miguel Arcanjo; e São Miguel, por ordem de Nossa Senhora, virá auxiliar os católicos, ganhará a batalha e ganhará a guerra; cairá o poderio do demônio e nascerá o Reino de Maria. Devemos ter isto em mente: É Nossa Senhora que auxilia, intervém, e a todo momento devemos pedir e pedir isto. Recomendo esta intenção para ser muito ardentemente visada amanhã, aos pés de Nossa Senhora Auxiliadora, que ocorre (a festa) amanhã, no Santuário do Coração de Jesus.

Não quero deixar de externar meu contentamento pelo modo como correram as conferências no Santuário do Coração de Jesus. Não só estiveram todas elas muito boas, mas me parece que produziram um bom efeito sobre o público e os padres ficaram contentes também; e a atitude de todo o nosso pessoal que foi lá, também muito boa, ficando até depois da benção do Santíssimo Sacramento. Todas as coisas correram muito bem, com muita regularidade dos oradores, não houve… [ilegível] …tudo perfeitamente agenciado e organizado, de maneira que quero exprimir minha satisfação por este fato e dar graças a Nossa Senhora.

Vamos agora ler uma oração composta por São João Bosco a Nossa Senhora Auxiliadora: “Ó Maria, Virgem poderosa, Vós, grande e ilustre defensora da Igreja, Vós, auxílio maravilhoso dos cristãos; Vós, terrível como um exército em ordem de batalha; Vós, que destruístes as heresias em todo o mundo, nas nossas angústias, nas nossas lutas, nas nossas aflições, defendei-nos do inimigo e na hora da morte acolhei nossa alma no Paraíso. Amém. É uma linda oração que mostra como o pensamento dele estava nessa idéia de Nossa Senhora, auxiliadora da Igreja. Como a imagem que temos no altar da capela é de Nossa Senhora Auxiliadora, eu [peço?] ao Solimeo que bata esta oração numa ficha, ou [num?] modo agradável de se ter, de se usar, e que a coloque num daqueles bancos, na capela, para as pessoas rezarem quando forem ali venerar Nossa Senhora.

A. R. M