Normas – 13/4/1967 – p. 2 de 2

Reunião (Trecho) — 13/4/1967 — 5ª-feira

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Normas para a reunião de sexta-feira

(Sr. –: … [faltam palavras] …)

No sábado à noite há uma coisa mais leve para nós vermos, mas que é muito interessante, o Dr. Picanço [que] me arranjou, que são as revelações – aliás o Fábio já fez uma vez um estudo disso – de uma vidente brasileira a respeito do comunismo no Brasil, da Bagarre no Brasil, etc.. Uma coisa curiosa. Você já tratou disso, não é, Fábio?

(Dr. Fábio: Vidente brasileira? Não.)

Não? José Fernando, queria fazer o favor de me dar sábado à noite? É uma coisa leve, nós podemos ver na sala da lareira mesmo.

Bom, agora então, faça o favor…[faltam palavras]…o Dr. Caio está dando uma informação interessante. Tem uma referência de elogio à encíclica, etc., diz que todos concordaram com Dom Hélder Câmara. É uma coisa mais ou menos assim. Que todos concordaram com a encíclica, etc., e que não se pode seguir, por causa disso, a cabeça de um homem só. Mas quem é esse homem, só não sei.

Eu queria comunicar aos senhores que em reunião conjunta da Pará e da Martim, no sábado à tarde, eu resolvi introduzir alguns aperfeiçoamentos na ordenação das coisas na reunião de sexta-feira à noite, para que o caráter de desagravo que deve caracterizar a reunião fique mais acentuado ainda. E eu estou lembrando aqui essas deliberações para os da Pará e da Martim e estou comunicando para os que não estavam presentes a essa reunião, para que colaborem no sentido de se observar isso do melhor modo possível.

Nas sextas-feiras — é evidente que isso não vale para os outros dias —nas sextas-feiras, a partir de vinte e uma horas e trinta, portanto, das nove e meia em diante, se estabelecerá o silêncio na seguinte área da nossa sede: o hall, a sala da lareira, a biblioteca, a caixa de escada que parte do hall, a caixa de escada de serviço e todo o andar de cima. A partir de vinte e uma horas e trinta —o Solimeo está aqui, não? —a partir de vinte e uma horas e trinta é preciso fechar, portanto, a porta que liga a sala de reuniões à sala da lareira, de maneira que ficam, então, para conversa, além de espaços fora do jardim, também a sala de expediente, a cozinha, a sala de reuniões e o auditório. As pessoas, portanto, que queiram tratar de algum assunto, que queiram trocar idéias, etc., etc., os que participam da reunião e que não participam ficam inteiramente à vontade para fazê-lo. Não há nenhuma obrigatoriedade de se estar na zona de silêncio, mas quem está na zona de silêncio deve ali manter o silêncio. E é evidente que é recomendável que as pessoas que vão participar da reunião fiquem nessa zona de silêncio. Os que estão rezando, os que estão meditando, estão preparando a alma para… [faltam palavras]…nessa reunião, com o espírito de reparação, como convém. Por causa disso também, o Solimeo faria o obséquio de deixar aceso, na sala do hall, apenas os dois tocheiros, e na sala da lareira, apenas os dois abajures. O lustre fica apagado. Seria bom o Solimeo ficar na entrada avisando as pessoas que forem entrando do silêncio…[faltam palavras]…na medida de certos imponderáveis.

(Sr. –: …[faltam palavras]…)

Havendo silêncio, evidentemente não há cumprimentos. Essa parte em que há silêncio fica com todo o estatuto de uma capela, observam-se e não se observam todas as regras de cortesia que se observam ou não se observam na capela. Quer dizer, na capela ninguém vai entrar e ficar dizendo boa-noite, como vai, como passou a tia, etc., etc.. Essas coisas todas ficam lá para fora. É silêncio como se fosse na capela.

Agora, quando eu chego, dá-se o toque de sino para formação de orações diante do estandarte. Eu não sei se o Salmo vai estar pronto para amanhã à noite. Talvez ainda não. Na outra sexta-feira, só? A partir da outra sexta-feira, nós vamos então, quando se forma para o alardo, nós vamos então recitar um Salmo que pede o urgente desencadear da Bagarre. E depois, então, abrem-se as portas dessa sala e, daqui do auditório, as pessoas que não participam da reunião terão saído antes, e portanto, seria preciso incumbir às nove e vinte produzir o esvaziamento de toda essa área. As nove e vinte, não, digo mal. Uns cinco minutos antes de eu ter chegado. Vamos fazer de outra maneira: eu telefono de casa dizendo que eu venho. Telefone dizendo que eu venho, faz-se o esvaziamento dessa área. De maneira que quando eu chegar, se abrem as portas e nós entramos aqui processionalmente, e aí começa a reunião em silêncio. Essas foram as modificações que foram adotadas.

Quanto aos telefonemas também, os senhores do Álcacer e da Aureliano, façam o favor de atender os telefones aí, quando o plantão está muito carregado. É preciso então comunicar que a reunião de sexta-feira à noite goza de todos os privilégios da reunião de sábado à tarde, na Sala do Reino de Maria. Quer dizer, só se chama para sangria absolutamente desatada. Fora disso, não se chama. Por mais urgente que seja, dizendo que é ordem minha nova, e explicando que a reunião de sexta-feira à noite goza dos privilégios de reunião da sala de Maria, do Reino de Maria.

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