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(IHS) Santo do Dia B 20/9/1966 B 30 feira B p. 9 de 10


Santo do Dia — 20/9/1966 — 3ª feira

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* O que existe de comprovado sobre São Mateus é sua intimidade com Nosso Senhor por três anos

Hoje é 20 de setembro. 20 de setembro é a data em que, no ano de 1870, caíram os Estados Pontifícios. Ao mesmo tempo é festa, hoje, de S. Mateus, apóstolo e evangelista.

Dele diz D. Guéranger no “L=Année Liturgique”:

Mateus seguiu seu Mestre e durante três anos viveu na intimidade dele, atento ao seu ensino, testemunha de seus milagres, testemunha sobretudo de sua Ressurreição. Depois de Pentecostes ele partiu, como os outros apóstolos, para evangelizar o mundo. Santo Ambrósio e São Paulino de Nola falam de sua pregação na Pérsia. Ele teria falecido na Etiópia, de onde seu corpo teria sido conduzido a Salerno. A igreja-catedral dessa cidade lhe é dedicada. Clemente de Alexandria diz que São Mateus era de uma grande austeridade de vida … [inaudível]… e que morreu mártir por ter afirmado … [inaudível].

Por volta do ano 70, ele escreveu o ensino que tinha ouvido da boca do Senhor e que, depois da Ascensão, se transmitia oralmente. Ele escreveu em aramaico, para os judeus convertidos, mas também para todos aqueles que não queriam ter reconhecido em Jesus o Messias prometido por seus pais. Ele se dirige igualmente a todos os cristãos, a nós mesmos que temos o Evangelho como sendo a boa nova por excelência, a única propriamente que seja neste mundo uma boa nova; o anúncio que o homem primitivamente chamado à amizade e à grandeza de Deus, depois caiu dessa grandeza primeira e na era foi introduzido pelo Filho de Deus.

Os senhores vêem que, infelizmente, os dados biográficos que nós temos sobre São Mateus não são muitos. Quer dizer, sobretudo são vagos os dados que nós possuímos sobre ele, depois de Pentecostes.

Sabe-se apenas que ele partiu para evangelizar uma parte do mundo que teria sido provavelmente a Pérsia. O resto são notícias que têm uma certa autoridade, mas que não têm uma comprovação propriamente histórica. De maneira que nosso comentário também fica algum tanto circunscrito.

Resta-nos apenas considerar que ele teve a ventura incomparável de, durante três anos, acompanhar Nosso Senhor Jesus Cristo, de viver na intimidade de Nosso Senhor e de ser testemunha da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo e de sua Ascensão.

(…)

certamente favores imensos da Providência que nos fazem consagrar a ele uma veneração especial.

Hoje também é festa de São Francisco Maria de Camporosso, confessor, da Ordem dos Frades Menores Capachinos. Sua relíquia se venera em nossa capela.

* Nascida de pais ilustres, admitida criança no mosteiro, Santa Hildegarda julgava comuns os dotes místicos que possuía — Ela tem muita ligação com a “RCR

Quando eu estive em Minas Gerais, deram-me para comentar uns dados biográficos de Santa Hildegarda, que são muito bonitos. Eu leio esses dados e vou fazer apenas um comentário rápido a respeito da parte doutrinária dessa vida.

Nós veremos, pelo dados biográficos, que Santa Hildegarda, que viveu no século XII, foi uma espécie de milagre contínuo, permanente, palpável. Tudo nela é miraculoso e admirável. Ela foi incumbida de uma profecia a respeito de uma revelação, de uma manifestação da Revolução que começava. E depois também incumbida de uma profecia a respeito de todos … [inaudível]… da Revolução, até o fim dos séculos.

Nós veremos que essa santa, que está bem relacionada com a “RCR”, produziu de fato, profecias … [inaudível]… a “RCR”, de mais absolutamente intrínseco. E nesse sentido constitui uma altíssima e preciosíssima confirmação … [inaudível].

A narração da vida dela é a que segue, tirada do Rohrbacher:

Santa Hildegarda nasceu no condado de Spanheim, diocese de Mayence, no ano de 1098, de pais nobres e virtuosos.

A antiga hagiografia nunca deixava de mencionar que o santo nascia de pais ilustres e virtuosos.

Com a idade de 8 anos, ela foi levada ao mosteiro de Disemberg, ou do monte São Disodobe, e colocada sob direção da bem-aventurada Jutte, ou Judite, irmã do conde de Spanheim.

Ela teve, portanto, uma bem-aventurada para formá-la, desde os 8 anos de idade. Hoje se é contra o seminário de menores e contra, portanto, também do fato de se introduzir crianças em idade tão tenra, embora sem votos, nas ordens religiosas. Mas ela, pelo contrário, floresceu maravilhosamente nessa ordem religiosa, que era das beneditinas.

Dos 8 aos 15 anos, Hildegarda viveu sobrenaturalmente muitas coisas, das quais falava com simplicidade às companheiras, que ficavam maravilhadas, assim como todos que disso tinham conhecimento.

É que ela não percebia. Ela pensava que todo mundo via as mesmas coisas. Então, as visões que ela tinha, comentava com toda naturalidade, com toda simplicidade. E essa simplicidade e naturalidade já é uma prova da autenticidade dessas visões.

Indagavam qual poderia ser a origem das visões. A própria Hildegarda observou, surpresa, que enquanto via interiormente sua alma, ao mesmo tempo enxergava as coisas exteriores com os olhos do corpo, como de costume, o que jamais ouvira dizer houvesse acontecido a qualquer pessoa.

Quer dizer, ela estava conversando, ela estava, por exemplo, dentro desta sala vendo as pessoas, tratando das coisas e, ao mesmo tempo, tendo visões extraordinárias. Era, portanto, uma grandíssima mística.

* Tendo o dom da profecia e da interpretação da Bíblia, relutou em escrever o que lhe era revelado

Desde, então, presa do temor, não ousou mais entreter-se com pessoa alguma sobre sua luz interior. Contudo, acontecia-lhe, nas suas conversas, referir-se, muitas vezes, a coisas ainda por acontecer e que pareciam estranhas aos ouvidos. (…) Este estado de intuição sobrenatural perdurou durante toda sua vida.

A vida inteira foi assim. E ela, portanto, previa o futuro. Ela dizia coisas que iam suceder e que depois se confirmavam.

Tinha 40 anos, quando ouviu uma voz do céu ordenar-lhe que escrevesse tudo quanto visse. Resistiu durante muito tempo, não por obstinação, mas por humildade e desconfiança. Aos 42 anos e 6 meses, viu o céu abrir-se e uma chama muito luminosa penetrou-lhe na cabeça, no coração e em todo o seu peito, sem queimá-la, mas aquecendo-a suavemente.

É, evidentemente, uma manifestação do Espírito Santo.

No mesmo momento, ela recebeu a compreensão dos Salmos, dos Evangelhos e dos outros livros do Antigo e do Novo Testamento, de maneira a poder explicar-lhes o sentido, embora não conseguisse explicar gramaticalmente as palavras, pois não conhecia o latim nem a gramática.

Ora, nós sabemos que a Bíblia, naquele tempo, era sempre escrita em latim. Ela não entendia, portanto, o sentido das palavras e dava a explicação do que liam para ela, ou do que ela lia. Isso é um milagre dos mais assinalados e contínuo e é um milagre palpável. É um fenômeno externo que qualquer um poderia conferir.

É a mesma coisa que, por exemplo, algo escrito, não sei, em aramaico diante de nós, a gente começa a ler as palavras aramaicas e, depois, sem entender as palavras, diz: “Esta passagem se interpreta dessa maneira, assim, assado”. Se isso não é milagre, eu já não sei o que é milagre.

Como perseverasse em recusar-se a escrever, mais por temor do que por desobediência, caiu doente. Enfim, confiou sua preocupação a uma religiosa, sua diretora e, por intermédio dela, ao prior da congregação. Depois de aconselhar-se com os membros mais sábios da comunidade e interrogar Hildegarda, o prior ordenou-lhe que escrevesse, o que ela fez pela primeira vez. Imediatamente se viu curada e levantou-se da cama.

É, portanto, outro fato extraordinário.

* Sua cura miraculosa ratifica a autenticidade das revelações, que foram submetidas ao bispo de Mayence e depois ao papa

Agora nós passamos da história dela para a história das revelações que ela escreveu. As revelações eram garantidas por esses milagres, dos quais o mais recente era a própria cura dela. Então agora as revelações vão ter uma vida própria, que é diferente da vida dela. E essa história é realmente admirável.

Essa cura pareceu tão milagrosa ao prior, que o superior foi a Mayence relatar o que sabia ao arcebispo e às mais altas figuras do clero e mostrou-lhes os escritos de Hildegarda.

Se alguém fosse hoje dizer o seguinte: “Não, é uma coisa extraordinária, realmente esses escritos, eu vou mostrar portanto para o arcebispo de Botucatu”, sei lá o quê, qual seria a resposta dele? “Ih! isso aqui é um horror, nós não devemos dar importância a isso. Jogue no lixo”, etc.

Se alguém increpasse, ele diria: “Não, essas coisas, mesmo quando são autênticas, a gente deve tratar assim, porque Deus, se quiser, impõe. Quer dizer, a gente deve fazer um corpo a corpo com Deus; vamos ver como Deus se arranja com essa”.

Agora, vejam a prudência desses homens e como a época era diferente da época de hoje.

Isso deu motivo a que o arcebispo consultasse o próprio papa.

Agora, então, chega a consulta ao papa.

Desejando Eugênio III ficar ao par daquele prodígio, enviou ao mosteiro de Hildegarda Alberon, bispo de Verdun. Hildegarda respondeu com muita singeleza às perguntas que lhe foram feitas. Tendo o bispo apresentado seu relatório, o papa mandou que lhe trouxessem os escritos de Hildegarda e, tomando-os nas mãos, leu-os em voz alta…

Quer dizer, o relatório, com certeza, foi favorável e por isso o papa achou que valeria a pena ele tomar conhecimento direto do relatório.

Leu-os em voz alta”, e vem agora uma cena que merecia ser representada numa iluminura ou pintada sobre esmalte. Porque “leu-os em voz alta” na presença de quem?

na presença do arcebispo de Mayence, dos cardeais e de todo o clero.

* Uma cena de iluminura: Eugênio III com sua corte, cardeais e São Bernardo, que tudo transfigura, lendo o relato sobre a santa

Vocês podem imaginar uma sala da Idade Média, um daqueles tronos feitos de alvenaria e ligados à própria parede, depois os cardeais todos em volta. E as salas daquele tempo, mesmo salas de conversa, tinham uma ordenação meio parecida com a sala do Reino e Maria. Era um trono e depois várias cadeiras de um lado e de outro e se conversava ereto, sem estar relaxando o corpo nem de um lado para outro, nem trançando as pernas, nem nada.

Então o papa começa a ler nessa assembléia, e todo o clero de Roma, o arcebispo de Mayence com os cardais. Ele lê em voz alta as revelações de Santa Hildegarda. É uma cena de um colorido e um pitoresco extraordinários.

Também contou tudo o que lhe fora relatado pelos emissários por ele enviados e todos os assistentes renderam graças a Deus.

Imaginem que beleza de cena: “Oh! graças a Deus! Bem haja nosso Redentor! Louvada seja Maria Santíssima! De fato, magnífico”, etc. Um coro de louvores.

Os senhores vão ver aparecer o melhor: São Bernardo estava presente. O que dizer mais? O autor da Salve Rainha, do Lembrai-vos, o pregador das Cruzadas, o santo que deu a Regra aos Templários. A gente vê de repente, nessa assembléia, se erguer a grande voz possante, sagrada e melíflua de São Bernardo. É uma coisa que dá um arrepio à gente. Com São Bernardo presente, tudo se ilumina e se transfigura.

* São Bernardo que a conhecia e admirava, manifesta temor vigilante pelo futuro devido à fragilidade humana

São Bernardo estava presente e também deu testemunho do que sabia sobre a santa mulher, porque a visitara quando estivera em Frankfurt.

Quer dizer, portanto, que ele tinha dela uma muito boa impressão e lhe escrevera. Quer dizer, ele conta que escrevera para ela uma carta depois de ter estado com ela em Frankfurt. O que continha essa carta? Normalmente nós deveríamos dizer que louvores, não é mesmo? Escrevera-lhe para a felicitar pela graça recebida, exortando-a a permanecer fiel à mesma. Aqui está São Bernardo inteiro.

Quer dizer, diante de uma grande santa, vem primeiro o movimento de admiração. Mas vem depois aquele movimento de temor, a consideração de que esta terra é um vale de lágrimas, que a consideração de que a miséria humana, que não abandona nenhum homem, exceto se ele é confirmado em graça, a consideração dessas circunstâncias leva a um gesto de temor: “Será que isto dura? Será que isto fica? Será que não pode cair uma maravilha dessas?”.

Então, o grande lutador, conhecendo a miséria humana, vigilante como era — ele era um modelo da virtude da vigilância — escreve a uma santa para exortá-la à perseverança. Quem está de pé, dizia São Paulo, tome cuidado de não cair.

Este era um verdadeiro santo e um grande santo … [inaudível]… compreender os abismos que há potencialmente, não de modo consentido, na alma até de um santo e de um grande santo. Cuidado, portanto. Vigiar e orar para não cair em tentação. Isso é que é direito. Isso é que é a humildade bem compreendida.

* Aconselhado pelo santo, o papa aprova os escritos e escreve a ela, recomendado prudência e fidelidade

Pediu pois ao papa, São Bernardo, no que foi secundado por todos os presentes, que divulgasse tão grande graça concedida por Deus à Igreja no seu pontificado e a confirmasse com sua autoridade.

O papa seguiu o conselho e escreveu a Hildegarda, recomendando-lhe que conservasse, por humildade, a graça por ela recebida…

Primeiro ponto: “Olhe, você está indo muito bem, não derrape. Depois vamos tratar de outras questões”. Isso é que é sério, isso é que é objetivo, isso é que é direito, isso é que corresponde à ordem real das coisas neste vale de lágrimas.

e relatasse com prudência tudo quanto lhe fosse revelado por intermédio do Espírito.

Quer dizer, do Espírito Santo. Em outros termos: “Conte o que recebeu, mas tenha medo de tanta grandeza, porque essa grandeza pode precipitá-la no Inferno”.

* Ela escreve ao papa anunciando uma época difícil que outra coisa não era do que o início da Revolução

A santa relatou ao papa Eugênio, em carta bastante longa, tudo quanto ouvira da voz celeste, relativamente ao pontífice. Anunciava uma época difícil, cujos primeiros sinais já se manifestavam.

Quer dizer, ela previa uma época difícil, cujos primeiros sinais já começavam. Como os senhores vão ver, é a Revolução que está começando a começar.

Os vales queixam-se das montanhas, as montanhas tombam sobre os vales, porque os súditos…

Que é o vale, é a parte da humildade, é a parte inferior.

não mais sentem temor de Deus. Estão como que impacientes por subir como que ao cume das montanhas para acusar os prelados, em vez de acusarem os próprios pecados.

Agora, é preciso notar o seguinte: prelado, na linguagem medieval, não é apenas o eclesiástico, mas são os que são os primeiros, quer na ordem eclesiástica, quer na ordem temporal.

Santo Tomás mais de uma vez fala de prelados espirituais e temporais, que são os principais da Igreja e os principais do Estado. Esta gente tinha inveja dos principais da Igreja e dos principais do Estado e acusava os pecados desses que estavam em cima, sem se corrigirem dos seus próprios pecados.

Aí é muito fácil a gente acusar os outros. É quando a gente não se corrige e diz que o outro é um fassur, é um sem-vergonha, mas a gente é meio fassurote, é meio vergonhote. Evidentemente que isso assim é muito fácil.

Os vales dizem: >Sou mais adequado do que eles para superior=. Denigrem tudo quanto os superiores fazem, por inveja.

Lembrem-se bem do papel disso na “RCR”: é por ódio à superioridade. Já não é por ódio ao superior, enquanto superior, mas é o ódio à superioridade enquanto superioridade. Não deve haver superioridade. O bem é a igualdade enquanto igualdade.

Ou isso é bem a “RCR”, ou a “RCR” não existe. É evidente. É propriamente isso.

Assemelham-se os vales a um insensato que, em vez de limpar suas roupas sujas, nada mais faria a não ser observar de que cor é a roupa do próximo.

Quer dizer, o conde não presta, o cônego não presta, mas ele está com a alma em estado de pecado mortal. De que adianta isso?

* O clero e a nobreza relaxaram nas comunicações com Deus, não deitam mais a luz, daí a perturbação reina nos inferiores

As próprias montanhas, isto é, os prelados,…

Portanto, os nobres e os clérigos, em rigor, se quiserem, também a alta burguesia.

As próprias montanhas, isto é, os prelados, em lugar de se elevarem continuamente às comunicações íntimas com Deus, a fim de cada vez mais se transformarem na luz do mundo, descuidam-se e obscurecem-se.

Vejam que linda noção do papel da nobreza e do clero. É ter comunicações contínuas com Deus para se iluminarem cada vez mais da luz de Deus, quer para efeito espiritual, quer para efeito temporal, e assim serem como a luz que está no alto da montanha e ilumina o mundo inteiro. Como eles não seguem isso, como eles relaxaram as comunicações com Deus, eles vão se obscurecendo, eles não deitam mais a luz que deveriam deitar. E porque eles não deitam mais a luz que deveriam deitar, então a sombra e a perturbação que reina nas ordens inferiores vem daí.

Aqui está, então: a plebe não presta, mas o ponto de partida foi uma posição da nobreza e do clero pela qual se entibiaram, sabugaram e as trevas encheram as partes inferiores da sociedade. E, num justo e majestoso castigo, essas partes inferiores da sociedade tomadas então de inveja, derrubam aquela superioridade.

Como isto é lógico! Como isto mostra toda a economia da Providência através da Criação. Que grandeza uma coisa dessas tem!

Os senhores estão vendo o que era Santa Hildegarda.

* Missão do papa contra o orgulho nascente da Revolução: trazer a luz para os superiores e a disciplina para os súditos

E porque vós, grande pastor e Vigário de Cristo, deveis buscar a luz para as montanhas e conter os vales, …

Vejam a tarefa curiosa do papa, hein! Em relação às montanhas, buscar a luz; em relação aos vales, conter. Dizer aos que estão revoltados que devem obedecer; mas dizer às autoridades que devem voltar-se para a luz!

Como isso é diferente da tática de D. Hélder Câmara, não é? Exatamente o contrário, não é? Não enche de luz, enche de trevas as montanhas e depois incita os vales à revolta. É precisamente o contrário. É impressionante como é o contrário.

Bem, então continua:

dai preceitos aos senhores e disciplina aos súditos.

Quer dizer, para os senhores, preceitos para seguirem; aos súditos, disciplina. Mantenham-se firmes.

O soberano Juiz recomenda-vos que condeneis e repilais de junto de vós os tiranos importunos e ímpios, no temor de que, para vossa confusão, eles se imiscuam na vossa sociedade.

Isso é alguma coisa da vida dele: que ele estava se misturando com os tiranos, deveriam ser pessoas que ele favorecia ou qualquer coisa, que tiranizavam o povo, e só conhecendo a história da época é que se pode saber bem o que era.

(Sr. –: …)

É, é o famoso a quem São Bernardo escreveu aquela carta. Deverá ter ouvido esse conselho e ter emendado nesse ponto.

* Ela foi entre as mulheres o que São Bernardo foi entre os homens — Profetizou a Revolução até o Anticristo

Mas sede compassivo para com as desgraças públicas e particulares, pois Deus não desdenha as chagas e as dores daqueles que o temem.

A santa abadessa fazia predições e dava conselhos semelhantes aos bispos e aos barões, que de toda parte lhe escreviam e consultavam-na. Ela foi entre as mulheres o mesmo que São Bernardo fora entre os homens. Teve inúmeras revelações sobre as obras de Deus desde a criação do mundo até à derrota do Anticristo.

E, portanto, toda a Bagarre deve estar na obra dessa profetiza da Revolução.

Morreu no dia 17 de setembro de 1179, na noite de domingo para segunda-feira, com a idade de 80 anos. A Igreja festeja a santa no dia de sua morte.

Os senhores estão vendo aqui, portanto, que é uma figura nimbada de toda espécie de milagres, ou por toda espécie de contínuos e indiscutíveis milagres. É, de outro lado, uma figura profética.

Essa figura profética deu o começo da Revolução e o âmago da Revolução, e deve ter profetizado todo o curso da Revolução.

Os senhores compreenderão, portanto, todo o nosso desejo de ter as obras de Santa Hildegarda entre nós. Era uma coisa que nós deveríamos pedir ao nosso professor para ver se a comissão do exterior consegue na Alemanha.

Como é? O que tem?

(Sr. –: …)

E quem sabe se não conseguia então esse privilégio.

(Sr. –: …)

Mas eu acho que vale a pena fazer o possível e o impossível.

(Sr. –: …)

Também. Deve estar contida nisso. Deve ser um todo com isso.

(Sr. –: …)

É.

Depois, o Paulinho e o Arnaldo, que são latinistas, traduzem para nós assim, em linguagem corrente e fazem um simpósio para nós a respeito disso. Fica verdadeiramente magnífico.

Bem, com isso vamos encerrar.

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