Santo do Dia – 12/9/1966 – p. 3 de 3

Santo do Dia — 12/9/1966 — 2ª-feira [SD 222] Local: ?

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[Adotamos os seguintes critérios:

- os trechos entre colchetes e com “?” são do original datilografado, algumas vezes sem sentido;

O microfilme deste texto não apresenta correções manuscritas.]

Festa instituída em toda a Igreja pelo Bem-aventurado Inocêncio XI, em agradecimento pela libertação de Viena * Os vários sentidos no Nome de Maria * Por quê Maria é verdadeira luz? * Proprietária, Dona e Senhora daqueles que a Ela se consagram como escravos

Nós vamos passar então para o Santíssimo Nome de Maria, que positivamente é assunto muito mais interessante do que saber…

(…)

* Festa instituída em toda a Igreja pelo Bem-aventurado Inocêncio XI, em agradecimento pela libertação de Viena

Bem! Hoje, 12, é festa do Santíssimo Nome da Bem-aventurada Virgem Maria. E a respeito disso, diz o nosso calendário, (que) a celebração desta festa foi estendida à Igreja Universal pelo Bem-aventurado Inocêncio XI, em lembrança da insigne vitória que se alcançou contra os turcos em Viena d’Áustria, no século XVII, mediante a proteção da mesma Virgem. Foi a famosa vitória de João Sobieski, Rei da Polônia, que libertou Viena d’Áustria, que era, [naturalmente?], a capital; não era juridicamente, mas realmente a capital do Sacro Império Romano Alemão, e que foi libertada de modo maravilhoso, com traços milagrosos, etc., etc. Então, para agradecer esta vitória, o Bem-aventurado Papa Inocêncio XI institui a Festa do Santíssimo Nome de Maria. Isto deve prender-se a algum pormenor. Essa vitória… com certeza eles [foram?] [faltam palavras?] que confiados na Virgem Maria, qualquer coisa assim. Então, foi instituída a festa do Nome de Nossa Senhora.

* Os vários sentidos no Nome de Maria

Aqui está um comentário de Dom Guéranger, na [“L’année Liturgique”?] [“Année Liturgique”], que é uma citação de Santo Alberto Magno, o professor de São Tomás de Aquino, a [respeito?] dos vários sentidos do nome de Maria:

O nome de Maria, dizia Santo Alberto, o Grande, tem quatro sentidos. Ele significa: Iluminação, Estrela do Mar, Mar amargo, Senhora — Dame ou Notre Dame —…

É em português intraduzível.

onde [?] se dizer [?] simplesmente Senhora, que dá os dois sentidos. [A] variedade, sentidos distintos, no nome de Maria está ligada à peculiaridade da língua hebraica, em que uma mesma palavra [tem] dois sentidos, ora afins, ora bastante diversos.

Não é, então, o nome de Nossa Senhora [tem?] estes sentidos no hebraico. Enquanto Iluminadora, Ela é Virgem Imaculada, que a sombra do pecado jamais maculou o Santíssimo Nome de Maria.

A mulher [revestida de] Sol, Aquela cuja gloriosa vida iluminou toda a Igreja, Aquela, enfim, que deu ao mundo a verdadeira luz, a Luz da vida.

* Por quê Maria é verdadeira luz?

Quer dizer, Nossa Senhora, então, é a verdadeira luz. A luz é por natureza iluminadora; a luz ilumina por natureza, é enquanto tal que Nossa Senhora então recebeu o nome de Maria. Ela é Virgem Imaculada, e aquilo que não tem mancha é sumamente luminoso, é uma [alma?] luminosa, sem nenhuma forma de pecado. Ela era a mulher revestida de Sol que São João viu numa das visões do Apocalipse e que os vestidos d’Ela [brilhavam] como o Sol. Depois a vida d’Ela iluminou toda a Igreja Católica e, enfim, Ela deu ao mundo a única Luz verdadeira, que é Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ainda se pode dizer que Nossa Senhora, para nós, é uma luz, no sentido especial da palavra, que é a esperança na vida, nossa alegria na vida, é a solução para todos os casos e, portanto, para nós uma luz que brilha nas trevas. Enquanto Estrela do Mar, a Liturgia, ela mesma, saúda Nossa Senhora num hino tão poético, popular, que é o “Ave maris Stella”. Ela saúda Nossa Senhora com esse belo nome na antífona do Advento, no tempo do Natal, “Alma Redemptoris Mater”, “Ó doce Mãe do Redentor”. Nós sabemos que a Estrela do Mar é a Estrela Polar, [ou?] [e] a Estrela Polar é a mais brilhante, mais alta, a última das estrelas.

* Proprietária, Dona e Senhora daqueles que a Ela se consagram como escravos

Dame quer dizer Senhora; não é uma mulher comum, é uma mulher que tem certa distinção, certo relevo, certa respeitabilidade especial,… [¼ de linha em branco] …é uma Senhora. Mas [maîtresse] não é propriamente isso; é aquela que é a senhora de um escravo, é a dona do escravo, que manda porque ela é proprietária daquele escravo, não é? Este é o sentido da palavra [Maîtresse], e isto para nós é caríssimo, porque lembra exatamente a Sagrada Escravidão que São Luís Maria Grignion de Montfort inculca, a Sagrada Escravidão pela qual nós nos tornamos escravos de Nossa Senhora, que é a Nossa Medianeira junto a Deus Nosso Senhor. Então, saúda Nossa Senhora como Nossa [Maîtresse], que nos domina e que ao mesmo tempo é nossa Mãe e que nos ama particularmente porque somos escravos d’Ela e porque, sendo escravos, nos tornamos arquifilhos d’Ela. Isto é exatamente o título mais grato para nós reverenciarmos Nossa Senhora, a nós que fizemos a Consagração de São Luís Maria Grignion de Montfort.

Assim, vamos saudar e reverenciar Nossa Senhora especialmente neste título que está contido no Nome d’Ela: Ela é a proprietária, a Dona e Senhora dos escravos.

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