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Santo do Dia — 4/2/66 — 6ª feira

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Na atitude de Santo Avito diante do rei, são afirmados três princípios eminentemente anti-modernistas * Primeiro princípio: Não é possível a um católico abandonar, sem culpa, a verdadeira Fé * Ninguém tem o direito de professar publicamente uma religião falsa * Segundo princípio: O Estado existe antes de tudo para auxiliar a Igreja na tarefa da salvação das almas * Terceiro princípio: O povo deve estar subordinado ao Governo e não este ao povo. O Governo prestará contas de seu povo perante Deus * Os três princípios lembrados por Santo Avito constituem uma pequena súmula contra os erros de Jacques Maritain * A doutrina defendida pela TFP tem suas raízes no mais profundo passado da Igreja Católica * Os católicos de nossos dias são derrotados porque são moles e se contentam com as meias verdades * O apostolado fecundo é aquele em que se diz, com ufania, a verdade inteira

Hoje, 4 de fevereiro é festa de São José dos Dionistas, confessor da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos cuja relíquia se venera em nossa capela. É festa de Santa Joana de Valois, rainha de cuja biografia fizemos comentário ontem.

Nós estamos também na novena de Nossa Senhora de Lourdes. Amanhã dia 5 de fevereiro é festa de Santo Avito, bispo e confessor. Dele disse [Messier Molove?] que em sua fé, prudência e admirável doutrina impediu que a Gália fosse infestada pela heresia ariana. Foi bispo de Viena e [Infortunato?] no século XV.

Neste mês também o nosso calendário indica que no ano de 1951, veio a lume o primeiro número de “Catolicismo” O “Catolicismo” faz, portanto, exatamente 15 anos neste mês num dia não muito definido por nós.

* Na atitude de Santo Avito diante do rei, são afirmados três princípios eminentemente anti-modernistas

Santo Avito, bispo e confessor, a biografia dele é a seguinte:

Santo Avito era bispo de Viena na França no tempo do Rei Clóvis. Viena fazia parte do reino de Borgonha, cujo rei era Condebeaux, príncipe ariano. Trata-se, pois, não de Viena d’Áustria, portanto, mas de pequena cidade francesa de Vien, que se diz da mesma maneira que Viena.

Santo Avito a quem Condebeaux dava prova de confiança, esforçava-se em conduzir [o rei] ao Cristianismo. Um dia instou tão vivamente com o rei, que este não mais resistindo à evidência da verdade, rogou-lhe que ele renunciasse secretamente mediante a unção do santo crisma.

Respondeu-lhe todavia Avito: “Se verdadeiramente acreditais, por que temeis a confessar a Jesus Cristo diante dos homens como Ele vos ordenou? O temor de uma sedição de vossos súditos vos detém? Quando se trata de obedecer ao Criador de todas as coisas sois rei e temeis os súditos? Não sabeis que mais cabe a eles seguir-vos do que vos conformar com a fraqueza deles? Vós é que sois chefe do povo e não o povo vosso chefe. Tendo partido para a guerra sois o primeiro a manchar o soldado de sangue. Fazei a mesma coisa no caminho da verdade, mostrai a vossos súditos entrando nele primeiro e não o seguindo na estrada do erro”.

A doutrina contida aqui é uma doutrina eminentemente anti-moderna eminentemente contra-revolucionária, e propriamente duas doutrinas se contém aqui.

A primeira doutrina é a respeito dos direitos da Religião verdadeira e da religião falsa, doutrina muito controvertida durante o Concílio Ecumênico, mas que foi firmada por todos os papas e por todos os doutores antes de nossa época e a respeito da qual eu não conheço ainda o texto do concílio, mas é impossível que o concílio tenha dado um ensinamento diverso, porque a infalibilidade papal e a infalibilidade da Igreja nos séculos anteriores está empenhada nisso.

* Primeiro princípio: Não é possível a um católico abandonar, sem culpa, a verdadeira Fé

E a doutrina é a seguinte: todos aqueles que têm meios de conhecer a Igreja Católica, que vivem num ambiente em que a Igreja existe e onde se fala da Igreja, onde difusamente no ambiente, na atmosfera há um certo conhecimento do que a Igreja é, todos esses têm a graça suficiente para desejarem conhecer a Igreja; correspondendo a essa graça conhecerem-nA de fato; conhecendo-A, amarem-nA; e amando-A se converterem.

De maneira que não tem desculpa aquele que, dentro de um tempo razoável e dentro de uma idade razoável, não acabe, embora nascendo fora da Igreja, não acabe percebendo que a Igreja Católica Apostólica Romana é verdadeira.

A graça sobrenatural da Fé, Deus não a recusa a ninguém e é questão das pessoas corresponderem a essa graça. Naturalmente isso não se diz exatamente assim das pessoas que vivem em países onde nunca se ouviu falar da Igreja, onde se ouviu falar da Igreja tão vagamente que não existe esse atrativo para conhecer mais de perto, e portanto para amá-lA e para aderir a Ela.

Mas em países onde a Igreja é bastante conhecida — não é necessário que seja um país de maioria católica, basta que a Igreja seja bastante conhecida — nestes países todo o mundo tem a graça necessária e suficiente para se tornar católico. E o herege, portanto, que não se torna católico é culpado disso.

Nem se poderia conceber de outra maneira, porque se Nosso Senhor Jesus Cristo disse aos seus Apóstolos: “Ide e ensinai a todos os povos, batizando em nome do Padre, do Filho e do Espírito Santo”, e acrescentando que quem crer será salvo e quem não crer será condenado, nós não podemos imaginar que as pessoas não têm graça para entrar na Igreja. Seria uma brincadeira, então. Ele diz: “Aqui está a Igreja, todo o mundo deve entrar aqui, mas a graça indispensável para entrar aqui Eu não dou senão a alguns”. Então não é brincadeira, é uma contradição na obra d’Ele.

Mas a obra d’Ele, sendo sapientíssima e perfeitíssima, tem de atingir naturalmente a sua finalidade. E a finalidade da obra d’Ele, sendo que os homens entrem para Igreja, os homens têm a graça suficiente para entrar para a Igreja, e quando eles a recusam eles têm culpa. Ao cabo de algum tempo, enfim de um tempo “X”, psicologicamente necessário para conhecer a Igreja, se eles recusam eles têm culpa.

Mais culpa ainda tem o católico, o herege que foi católico e abandona a Igreja Católica porque esse recebe com o batismo a graça infusa da Fé e ele, recebendo a graça infusa da Fé, ele só por meio desse pecado mortal que é o mais grave que se possa cometer que é o pecado de apostasia, é só por meio desse pecado mortal que ele pode abandonar a Igreja.

De maneira que um católico abandonar a Igreja sem culpa, dizer: “Coitado ele não entendeu tal argumento, ele conversou com um pastor protestante e o pastor convenceu a ele, estava de boa fé”, isso não vale. Todo o mundo tem graça suficiente para permanecer na Igreja Católica. E se sucumbe aos sofismas de um pastor protestante ou de um agitador comunista ou de qualquer outra coisa assim há uma responsabilidade própria.

* Ninguém tem o direito de professar publicamente uma religião falsa

O resultado disso é que as igrejas não verdadeiras não têm o direito de existir à luz do dia. Direito propriamente dito, ninguém tem nem de ser herege nem de professar uma religião falsa, porque ninguém tem o direito de fazer o mal.

A questão é que a Igreja sempre recomendou que não se obrigasse uma pessoa pela força a mudar de convicção porque não adianta nada. Se chego para um protestante e digo: “Ou você morre ou você crê”, e ele diz: “Eu creio para não morrer”, ele lá por dentro continua a não crer.

De maneira que de que adianta isso? É uma estupidez. De maneira que a Igreja sempre recomendou que a gente deixasse, tolerasse — mas tolerar é uma coisa muito diferente de permitir — tolerasse que esses hereges praticassem o seu culto. Mas simplesmente tolerasse, não permitisse.

Qual é a diferença de tolerar e permitir? Eu posso, por exemplo, se tenho um filho insuportável, tolerar as coisas dele e não pôr fora de casa, mas isso é uma tolerância, não é que eu esteja permitindo. Ele faz mal no fazer, simplesmente eu tolero, quer dizer, para evitar um mal maior. Eu permito, eu aceito esse mal e contemporizo com esse mal, mas de fato é um mal.

Isto tem como conseqüência que nos tempos de Fé Católica, as Igrejas que não eram católicas não podiam ter forma exterior de templos. Ainda no tempo do Império no Brasil, igreja protestante ou qualquer outra, tinha que funcionar numa casa comum. E na Idade Média havia uma ordem: todo prédio em que funcionasse uma igreja herética, não podia ter a altura da igreja católica do lugar. Tinha de ser mais baixota para indicar a supremacia da Igreja Católica. É uma coisa magnífica, não é?

Mais ainda, em Roma, por exemplo, havia um bairro de judeus onde se tolerava que eles tivessem sinagoga. Mas nessa sinagoga eles tinham de ir aos sábados ouvir uma prática feita por um padre contra o judaísmo, para provar que o judaísmo é a religião falsa. Não eram obrigados a aceitar, mas tinham de ouvir, quer dizer, eu acho isso magnífico, não é?

Protestantes e outros [titais?]: “Você quer funcionar como protestante, está bom, eu tolero, mas todo domingo depois da prática protestante chega um padre católico, entra um padre católico e vai dar um ensinamento católico para vocês”, um padre no que se diz padre, naturalmente. E que dê uma prática anti-protestante no que se diz anti-protestante, evidente, sermão sobre Nossa Senhora, etc., etc. Isso é que propriamente deve ser feito.

* Segundo princípio: O Estado existe antes de tudo para auxiliar a Igreja na tarefa da salvação das almas

Bem, esse é um princípio que nós devemos lembrar aqui. Um outro princípio é o seguinte: o Estado, o Governo existe não sobretudo para o bem dos corpos, mas existe para ajudar a Igreja na salvação das almas.

A Igreja tem como auxiliar o Estado e a maior preocupação do Estado deve ser a de auxiliar a Igreja para a salvação das almas. Por isso o Estado deve reprimir as heresias, o Estado deve reprimir os pecados, ele deve ser a força material a serviço da Santa Igreja Católica Apostólica.

E o papel normal dos reis é abraçar a verdadeira Fé e levar os povos a aceitar a verdadeira Fé.

* Terceiro princípio: O povo deve estar subordinado ao Governo e não este ao povo. O Governo prestará contas de seu povo perante Deus

E o terceiro princípio é, ao contrário do que se diz hoje, não é o povo que é feito para mandar no governo, mas o governo que é feito para fazer que o povo… Quer dizer, um rei não é feito para fazer o que o povo quer, mas o povo deve ser governado pelo seu rei. O rei é responsável pelo povo e prestará contas pelo povo perante Deus.

Não é ao contrário chamar o rei de primeiro mandatário da nação, quer dizer o primeiro lacaio da nação, e o povo manda fazer alguma coisa e o rei faz aquilo que o povo quer.

Isto que se diz do rei evidentemente se diz de qualquer outra forma de governo. O erro contrário a essa verdade que eu acabo de enunciar é o princípio da soberania popular de Rousseau, que exatamente inverte a ordem e é o princípio da Revolução Francesa, em que os que governam são dirigidos por aqueles que são governados.

Ora, nessa biografia de Santo Avito, nós notamos a afirmação desses três princípios. Ele estava em face de um rei que era um rei herético, era um rei ariano. Ele então dirige a seu rei e consegue converter o rei.

Mas o rei com medo de uma insurreição de seus súditos que eram arianos, pede que sua conversão seja secreta. Então Santo Avito lhe diz: “Eu não concordo com isso. Por que razão essa conversão tem de ser secreta? Sua conversão deve ser pública e sua função é de, pelo seu exemplo e pela sua autoridade, exterminar o arianismo no seu reino, e não ficar quieto diante dele. Terceiro, quem manda sois vós, o povo vos deve obedecer. Assim como na hora da guerra vós sois o primeiro que saís em combate para lutar contra os inimigos, assim também na hora da paz vós deveis dar o exemplo e os vossos súditos vos devem seguir”.

Não é naturalmente que o rei deva obrigar pela força os outros a se converterem, mas ele deve dar o exemplo que os outros, pelo prestígio da majestade real, devem seguir.

* Os três princípios lembrados por Santo Avito constituem uma pequena súmula contra os erros de Jacques Maritain

São os três exemplos que Santo Avito lembra aqui, que são uma pequena súmula contra os erros de Jacques Maritain. Jacques Maritain ensina exatamente o contrário disso. Jacques Maritain ensina que o Estado nada tem de ver com os cultos e que deve haver plena liberdade de cultos. Jacques Maritain diz que os reis nada devem fazer para arrastar os povos para a prática do bem.

Santo Avito ensina o contrário. Jacques Maritain é todo de mãos dadas com aqueles que afirmam o princípio da soberania popular. Santo Avito afirma, pelo contrário, que o rei é que deve mandar, e dá como exemplo o rei que sai partindo para o combate.

* A doutrina defendida pela TFP tem suas raízes no mais profundo passado da Igreja Católica

Os senhores estão vendo portanto que as nossas posições ideológicas têm as mais santas e augustas raízes no passado da Igreja Católica, e até no mais profundo passado da Igreja Católica, porque este era um santo e tinha a autoridade de santo para dizer.

Ele era um bispo, mas há mais do que isso: quando a Igreja o canonizou, a Igreja o apontou como exemplo para todos, porque o sentido da canonização é duplo. Quando a Igreja canoniza alguém, a primeira coisa que diz é: “Ele praticou as virtudes da Fé, da Esperança e da Caridade. As virtudes cardeais da Justiça, da Fortaleza, da Temperança e da Prudência. Ele praticou essas virtudes todas em grau heróico. E com base no exame da vida dele e das obras dele, eu, Papa, afirmo que ele está no Céu. Tais milagres confirmam esse inquérito, as conclusões desse inquérito”.

Isto é que significa a canonização. Quer dizer que a Infalibilidade Papal se empenha que tudo que ele fez é bem feito. Ao menos no período heróico de sua vida, e aqui é certamente um santo que fez isso e que a Igreja achou bem feito.

Mas há mais, a Igreja não diz só que o santo [agiu bem?], mas a Igreja declara que o santo é o modelo dos fiéis. E a canonização equivale a dizer “Imitai-o, inspirai-vos no exemplo dele, pensai com ele e agi como ele”.

De maneira que a Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição Família e Propriedade, inculcando que se deve lutar contra esses erros, ela segue augustos exemplos e inumeráveis santos que agiram da mesma maneira.

* Os católicos de nossos dias são derrotados porque são moles e se contentam com as meias verdades

Nós com isso podemos dar idéia de uma outra coisa: pode parecer hoje em dia que esses santos da Idade Média, porque todo ambiente da Idade Média lhes era favorável, que esses santos do Império Romano Cristão agiram assim porque todo ambiente lhes era favorável.

Esses santos lutavam contra inimigos tremendos. O arianismo produziu na Europa devastações incontáveis. Eles também tiveram inimigos ferocíssimos. Eles venceram quando tantas vezes os católicos não vencem.

Mas os senhores sabem por que é? É porque os católicos de hoje são moles, eles se contentam com as meias afirmações, eles se contentam com as meias verdades, eles gostam da confusão entre a verdade e o erro, entre o bem e o mal, e por isso não têm as bênçãos de Deus.

O apostolado deles é tantas vezes o apostolado estéril, e eles fazem uma porção de coisas, eles têm meios de ação prodigiosos. Nós vamos ver quem os seguem, ninguém os seguem.

Que rádio tinha Santo Avito? Que televisão ele tinha? De que imprensa ele dispunha? Nada, ele tinha apenas o púlpito dele e sua autoridade de bispo santo.

Bem, ele fazia seus sermões e esses sermões tocavam o coração de um rei. Os senhores o que é que diriam se eu dissesse agora: “Existe uma certa possibilidade de mudarem as coisas. Quem sabe, por exemplo, que nesse ano, não sei, ou Brejnev, ou então, de Gaulle ou Johnson vai se converter e ficar ultramontano, de maneira que então vai mudar a política”. Eu diria que esse homem é um gagá, porque nós estamos vendo de antemão que esse homem não vai se converter nada.

* O apostolado fecundo é aquele em que se diz, com ufania, a verdade inteira

Agora, por que esse homem não vai se converter nada? É porque não tem homens hoje em dia que digam as coisas assim. O resultado, o apostolado fecundo é o apostolado franco em que a verdade é dita inteira, não só é dita inteira, mas é dita com ufania, bem argumentada e com uma audácia santa. Quer saber, a verdade é esta que aqui está e não tem outra. Gosta, gostou; não gosta, não gostou. É isso e acabou-se.

Pode ser que às vezes aconteça como São João Batista, eu reconheço. Pode ser que aconteça como Nosso Senhor Jesus Cristo. Agora, aqui eu pergunto: quer dizer que Nosso Senhor Jesus Cristo fracassou, quer dizer que São João Batista fracassou, ou pelo contrário, Nosso Senhor Jesus Cristo derramando sangue salvou a humanidade? O sangue de São João Batista não terá subido ao Céu como o sangue de Abel, clamando vingança para com Herodes, e Salomé e [Herodíades?], e misericórdia para tantos homens que estavam esperando naquele tempo a luz da verdade?

Quer dizer que nessa tática da energia a gente encontra reações tremendas. Às vezes acontece de a gente morrer. Mas se um católico acha que morrer na defesa da Fé é desastre, então ele precisa recomeçar tudo de novo, ele precisa nascer de novo ou quase eu diria que ele precisa se batizar de novo. O que é o contrário é o martírio, o sofrimento que conduz à glória e à fecundidade do apostolado.

De maneira que nada nos deve deter, nós devemos ir impávidos para frente dizendo a verdade como ela é, anunciando o bem como ele é, com o exemplo de Santo Avito, esses homens assim um morria, dez venciam. Aquele que morria não via vitória nenhuma, via do Céu.

Foram bispos assim, foram papas assim, foram leigos assim que foram o fermento que deu origem à Idade Média.

Quando os senhores vêem restos magníficos da Idade Média, catedrais imensas, quando os senhores vêem castelos maravilhosos, quando os senhores vêem vitrais, quando os senhores pensam no canto chão, quando os senhores pensam nas cavalarias, quando os senhores pensam nas Cruzadas, quando os senhores pensam no feudalismo, quando pensam em todas essas recordações que a Idade Média deixou para hoje e que são uma luz para nós no meio dessas trevas, os senhores devem se lembrar: no alicerce de tudo isso, quanta coragem, quanta ousadia, quanto senso de sacrifício, quanta confiança na graça como elemento decisivo de toda vitória e quanta segurança que andando para a frente, com a graça de Deus, o homem é invencível [na vida?]. Isto é que fez germinar a Idade Média.

Nós devemos pedir a este Santo que ele faça isso conosco, que ele consiga, com a intercessão dele, para nós graças que façam com que a TFP seja exatamente este ambiente abençoado do qual se evolem as almas indomáveis, as almas intrépidas, as almas piedosas, as almas sobrenaturais, das quais exatamente o Reino de Maria deve nascer. Esta é a nossa intenção para a noite de hoje.

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