Santo do Dia – 21/12/1965 – p. 3 de 3

Santo do Dia — 21/12/1965 — 3ª-feira

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Natal (II)

Continuando… nas vésperas de Natal se aproxima cada vez mais, vamos fazer aqui uma consideração, a respeito da própria desta do Natal nos próximos dias de Natal que me parece muito importante que é o seguinte.

O que é que Nossa Senhora, o que é que estava no estado de espírito de Nossa Senhora a respeito do Natal. O que é que o Natal representava de novo para Nossa Senhora. Afinal de contas Nossa Senhora tinha Nosso Senhor que Ela carregava dentro de si como num tabernáculo e tinha com Ele a maior intimidade que evidentemente um comercio de alma porque é certo que Nosso Senhor já estava gozando de pensamento dentro do ventre materno, Ele gozou de pensamento desde o primeiro instante de seu ser.

R por isto tinha uma comunicação com Ela continua que era comunicação na só dEle enquanto Pessoa da Santíssima Trindade, mas Ele enquanto Homem Deus com Nossa Senhora como sua Mãe.

E nestas condições nós não devemos imaginar que o nascimento de Nosso Senhor foi para Nossa Senhora como que um ato no qual Nossa Senhora tomasse um conhecimento do Filho. Esse conhecimento Ela já tinha e já tinha um conhecimento muito intimo e muito ardente. Então o que é que o Natal representou de novo para Nossa Senhora.

Em primeiro lugar naturalmente há um pensamento que é obvio o Natal foi o momento em que Nossa Senhora deu Nosso Senhor ao Mundo. E que Nosso Senhor abandonou o claustro materno veio para o mundo e veio para o mundo pelos braços dEla.

E naturalmente no momento no momento em que Nosso Senhor nasceu quer dizer, no momento de um modo misterioso e sem trazer qualquer prejuízo a virgindade de Nossa Senhora Ele entrou no mundo nesse momento deve ter sido um momento altíssimo.

Deve ter sido um momento de grandes manifestações de gozo, deve ter sido um momento do contacto de alma intimíssimo dEle com Ela, e tem que ter sido um ato de amor, intensíssimo que Nosso Senhor nasceu e que Ela com certeza estava levada a um grau de mística inexprimivelmente alto e que ao mesmo tempo Ela tomava contacto com a Divindade … [parece falta palavra] … Nosso Senhor e este ato, esta cena do nascimento deve ter sido presidida e analisada pelas três Pessoas da Santíssima Trindade e por todos os anjos do céu, com cânticos e com festas, quer dizer o momento do nascimento, a operação do Natal de Nosso Senhor deve ter sido uma das maiores festas que houve no céu, e das maiores glórias da historia da humanidade.

E naturalmente Nosso Senhor associada à isto com uma intimidade e com um grau de união com deus, que é realmente inimaginável. Isto para Nossa Senhora foi algo naturalmente de muito importante, mas era só isso? Eu tenho a impressão que havia uma outra coisa!

Nossa Senhora ainda não tinha visto a face de Nosso Senhor a face sagrada de Nosso Senhor; Ela na tinha visto face de Nosso Senhor Ela não tinha visto todo o corpo de Nosso Senhor; e a realidade física sendo um símbolo da realidade espiritual e os traços da face sobretudo de Nosso Senhor que era perfeitissimo e que não havia nenhuma fora de fraude nem de engano e nem de insuficiência ou de coisa não acertada.

Se nos homens de um modo geral de um modo embora confuso a face trás uma expressão da alma, os senhores podem imaginar a face Sacratíssima de Nosso Senhor e todo o corpo de Nosso Senhor como trazia a expressão da alma dEle.

Então Nosso Senhor adquiriu novo titulo de conhecimento de Nosso Senhor que era exatamente Nosso Senhor conhecido em sua face, Nosso Senhor conhecido em seu olhar, Nosso Senhor conhecido em cada membro de seu corpo já indicativo de toda a sua mentalidade de toda a sua alma. E aí então um título novo para o amor, um titulo novo com a união que foi com certeza um incentivo para as adorações inefáveis que Nossa Senhora apresentou a Nosso Senhor na noite de Natal.

Os senhores imaginem, os senhores considerem que não só cada traça do rosto é expressivo de uma mentalidade mas que sobretudo o olhar é expressivo de um mentalidade. Mas isso a seu modo várias outras partes do rosto exprimem a mentalidade, o pescoço, os ombros, as mãos, os pés, várias partes destas indicativas de uma mentalidade, e sobretudo tudo isto num conjunto. Então nós podemos imaginar Nossa Senhora contemplando esta expressão manifestativa da realidade psicológica e sobrenatural de Nosso Senhor e adorando profundamente.

Neste ponto nós que fazer uma retificação a respeito de algo que a iconografia da Renascença deformou completamente. A iconografia da Renascença apresenta o menino Jesus como uma criancinha bobinha para dar a idéia da suma pureza do menino Jesus. Mas uma criancinha inexpressiva que está brincando se ajeitado mas na qual não há nenhum indicação ainda de mentalidade, e eu tenho uma maior das dificuldades em admitir que isto tenha sido assim.

Ao meu ver pelo contrário tudo aquilo que nós admiramos em Nosso Senhor adulto, aquela elevação, aquela mais que elevação, uma transcendência, uma alma de tal maneira elevada que está colocado inteiramente em outra região.

Lembra aquelas frases dEle: “Meus caminhos não são vossos caminhos nem as minhas cogitações são as vossas cogitações.” Aquela posição interior de Nosso Senhor que a gente vê que tem todo um céu interno dentro do qual Ele está, e d o alto do qual Ele olha com bondade a humanidade, mas é uma bondade da humanidade distante que a misericórdia dEle torna próxima todo aquele equilíbrio aquela distinção, aquela afabilidade aquela força de Nosso Senhor, tudo isto que Nosso Senhor faz que na Sacratíssima face dEle se inspirem as perfeições morais verdadeiramente inefáveis tudo isto eu tenho a impressão que já expresso na face e no corpo do menino Jesus.

E é de tudo isto que o Natal é uma primeira manifestação e para tudo isto para se convergiu a adoração de Nossa Senhora. A adoração de Nossa Senhora a adoração de São José, que estava perto dEla e que participava deste ato de adoração como esposo dEla e como pai do menino Jesus. Que Nossa Senhora naquela união de alma com Nosso Senhor estivesse tendo uma relação que nós nem bem entendemos, é evidente.

Da parte de São José os senhores podem imaginar a ternura, o respeito, o entusiasmo, a adoração, a veneração vendo aquele menino que ele sabia que era filho Espírito Santo, e de Nossa Senhora mas legalmente filho dele e que em parte na pessoa dele se tornava filho de David e cumpria as profecias ele olhar para aquilo e pensar que afinal de contas que aquilo era o Deus dele é o Deus de todos os homens e ao mesmo tempo era o filho dele , era o filho da esposa dele o que é que aquilo deveria representar?

Considerando a santidade de Nosso Senhor que resplendia, de todo presépio, que resplendia de toda a pessoa dEle sobretudo. Esta idéia portanto, da manifestação da pessoa humana ou do corpo humano de Nosso Senhor Jesus Cristo no Natal como manifestação de usa santidade de alma, santidade que era a manifestação da dignidade hipostátcamente unida a natureza humana isto eu tenho a impressão de que é o que deveria extasiar.

E é o que na noite de Natal nós mais devemos considerar. Há uma porção de santinhos que apresentam a noite de natal a cena de Natal com o berço do menino Jesus cheio de luz é o menino com uma carinha de bobinho. A luz não estava na palha, a luz estava no menino. E a luz estava sobre tudo na fisionomia de menino. E na face sacratíssima do menino. É isto que nos parece que constitui uma meditação interessante para o Natal, que nós já podemos ir nos exercitando para rezar durante estes dias.

Quer dizer a gente ter por tema de piedade durante estes dias. Vamos pedir bem isto e que nos dê alento para um Natal verdadeiramente recolhido e piedoso neste mistério criando por este pensamento.