Santo
do Dia (Rua Pará) – 2/9/1965 – 5ª feira [SD
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Santo do Dia (Rua Pará) — 2/9/1965 — 5ª feira [SD 171]
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Martírio: cada gota de sangue é um rubi aos olhos de Deus * A “heresia branca” não gosta de oração raciocinada, nem de raciocínio * As orações devem ser raciocinadas, como, por exemplo, o Magnificat e o Pater Noster * O Modernismo, suprema heresia que contém todas as heresias por ser gnóstica — Por sua malícia ela prefigura mais proximamente do que todas as anteriores a heresia que virá no fim do mundo * Somos continuadores de São Pio X em sua luta, pois nosso inimigo é o mesmo que o martirizou * A felicidade de alguém que, ao morrer martirizado, seja lembrado de que seu sangue que está sendo vertido vai vivificar os que lutarão pela fé “esprema bem para sair o sangue inteiro, porque é o que eu quero” * Devemos pedir não só o desejo do Céu, mas das coisas que na Terra são heróicas, sublimes, elevadas * Ninguém tem o direito de não ter forças * A Legião de São Pedro, que havia em São Paulo no início do Século XX, além de ativamente impedir as pregações de protestantes nas ruas, também tinha o objetivo de recolher livros heréticos e queimá-los no dia 29 de junho * Histórico da fotografia de São Pio X
* Martírio: cada gota de sangue é um rubi aos olhos de Deus
Hoje, 2 de setembro, é festa de Santo Estêvão, rei da Hungria, grande devoto de Nossa Senhora. Promoveu a conversão de seu povo e lhe deu uma organização cristã. Sua festa é celebrada neste dia, em que o exército cristão, com a valia do santo rei, retomou a fortaleza de Breda no século X.
Quantos esplendores e quantas glórias usam esta biografia! É um diadema, não é? Exposta simplesmente com esta…
(…)
É festa também dos bem-aventurados mártires da Revolução Francesa. Estes 91 sacerdotes foram martirizados no dia de hoje, em 1792, por se recusarem a jurar a chamada Constituição Civil do Clero. E é uma outra torrente de sangue em que cada sangue é uma gota de rubi aos olhos de Deus, não é?
Nós devemos ter amanhã a festa de São Pio X, Papa e confessor, cujas relíquias se veneram em nossa capela. Durante os dias preparatórios desta festa, o grupo de São Pio X, que integra a Aureliano, recitou uma oração cujo texto é o seguinte — pediram-me que fizesse o comentário da oração:
* A “heresia branca” não gosta de oração raciocinada, nem de raciocínio
Lembrai-vos, ó glorioso São Pio X, da relação profunda que a Providência estabeleceu entre vós e nós. Vós fostes o anjo exterminador que a Providência colocou no sólio de São Pedro para debelar a heresia suprema com que, no interior da própria Igreja, a Revolução pretendia instalar seu reino definitivo sobre a Terra.
Vós fostes o mártir da luta contra este inimigo execrável. Em nossos dias esta heresia renasce com redobrado vigor e, como um mártir de uma causa tem seus continuadores naqueles que lutam depois dele, o mártir é intercessor, protetor e guia dos que o continuam, seu sangue é, na ordem da comunhão dos santos, tesouro inestimável para lhes dar o desejo da santidade, a força no sofrimento e a energia na luta.
Assim, nós vos pedimos que, pelo mérito de vosso martírio, pelo mérito de vosso amor à ortodoxia, e de vosso santo ódio à heresia, façais de nós almas santas, infatigáveis, e heroicamente intrépidas.
Qual é o sentido dessa oração?
A oração eu a vejo como uma pequena meditação destinada a incutir em nós a confiança do patrocínio de São Pio X, ao mesmo tempo em que nós rezamos para ele. E é uma oração que é de um tipo de que a “heresia branca” não gosta muito, porque a “heresia branca” não gosta de oração raciocinada.
Propriamente a “heresia branca” não gosta de raciocínio. A “heresia branca” gostaria de uma oração feita a São Pio X assim: “Ó alvo e augusto ancião do Vaticano! Ó homem suave, de uma doçura inacessível, que ao mesmo tempo que curastes tantos doentes, pelos milagres que praticastes, enxugastes tantas lágrimas nos olhos dos que amavam e que sofriam pela desventura deles, olhai para a nossa desventura nesta Terra”.
“Heresia branca” é sempre desventurada, porque eles têm uma característica da “heresia branca”: é ter pena de si mesmo, e isso é sempre. Dos outros é mais discutível, mas de si mesmos têm.
“Olhai para a minha desventura e também por vossa misericórdia enxugai com o prodígio que bem sabeis e que a graça dê… as lágrimas de quem aqui tanto sofrem. Amém”.
Está acabado, está feita a oração. Que dizer, “to doi”, estou sentido, eu quero, eu queria, bem me quer, etc. Uma coisa deste gênero e está feita a oração.
* As orações devem ser raciocinadas, como, por exemplo, o Magnificat e o Pater Noster
Aqui, pelo contrário, há uma afervoração raciocinada.
Uma oração raciocinada é uma coisa direita. Eu já tive ocasião de ler aqui com os senhores o Magnificat e nós vimos que o Magnificat é inteiramente raciociado. Quanto ao Pater Noster nem se fala, quer dizer, então salta aos olhos, não é isto?
Quer dizer, a oração deve ser raciocinada, porque o homem é um animal racional e ele não vai rezar pelo lado animal em vez de rezar pelo lado racional. Portanto, tem de ser racionado mesmo, não tem por onde escapar.
Esta é uma oração que procura ser racionada. Ela enuncia uma tese e depois vai desenvolvendo as provas e conseqüências do que da tese se deduz bem. Então:
Lembrai-vos, ó glorioso São Pio X, da relação profunda que a Providência estabeleceu entre vós e nós.
É uma coisa razoável. Não é isso chamá-lo glorioso pois ele está na glória do Céu, porque ele foi um pontífice cheio de glória e além do mais porque de todo Papa, ainda quando não tenha glória, a gente deve dizer gloriosamente reinante. De maneira que está inteiramente cabível aqui dizer glorioso pontífice São Pio X.
Agora, para quê lembrar deste nexo que a Providência estabeleceu entre ele e nós?
Porque quando nós queremos especialmente o patrocínio de um santo, é bom lembrar a ele que ele tem razões para este patrocínio, pois é seu este patrocínio.
No Pater Noster começa-se assim: “Padre nosso que estais no Céu…”. Agora, por que é que se diz “Padre nosso”? Para lembrar a Deus que Ele é nosso Pai.
Será que é porque Deus esqueceu? Não, mas é porque Ele gosta de ser invocado pelos títulos aptos a despertar a sua misericórdia e a sua justiça, conforme o caso. Portanto, é razoável fazer assim.
* O Modernismo, suprema heresia que contém todas as heresias por ser gnóstica — Por sua malícia ela prefigura mais proximamente do que todas as anteriores a heresia que virá no fim do mundo
Agora continua a oração. Primeiro princípio: São Pio X lutou contra o Modernismo, o Modernismo ele lutou de modo admirável.
O Modernismo era no tempo dele já a suprema heresia da Igreja. Quer dizer, a heresia do Modernismo era a mesma heresia que entrou hoje por todas as partes, mas que no tempo dele estava começando, se estendeu muito e que ele exterminou quase completamente reação fiel que voltou.
Por que é que se chama esta heresia de suprema heresia?
Porque ela é a pior das heresias, porque ela contém todas as heresias, porque no fundo ela é gnóstica. Por outro lado, também porque é uma heresia que por sua malícia prefigura mais proximamente do que todas as heresias anteriores a heresia que virá no fim do mundo. Ela já é um começo da heresia do fim do mundo assim como nós somos, por favor de Nossa Senhora, um começo do Reino de Maria.
Então lembra que ele foi o herói que esmagou esta heresia tanto quanto pôde e que foi um mártir.
Os senhores sabem que Merry del Val deixa transparecer nas memórias dele que São Pio X foi assassinado. Nós conhecemos fatos, inclusive contados por um sobrinho dele, que atestam que, de fato, ele foi assassinado, bem como foi assassinado por aqueles a quem aproveitava a morte dele. Os senhores procurem que encontram.
* Somos continuadores de São Pio X em sua luta, pois nosso inimigo é o mesmo que o martirizou
Agora então vem disso, há um nexo entre ele e nós porque nós lutamos contra o mesmo inimigo contra o qual ele lutou. Em conseqüência disto, porque vemos com redobrado vigor esta heresia se formar em nossa época, ele que é o mártir daquela luta e é o modelo daquela luta, tem em nós os seus continuadores, porque quem luta contra o mesmo inimigo, evidentemente, na ordem do tempo, sucede ao outro.
Vamos ver, por exemplo, no começo da guerra de 1914, quase todos os que participaram do começo da Primeira Guerra Mundial morreram; os que vieram e que estavam no fim da Guerra Mundial lutando eram os continuadores. Primeiro, porque o inimigo era o mesmo da guerra, era o mesmo e eles eram os continuadores dos primeiros, porque o inimigo era o mesmo, a guerra era a mesma e eles eram os continuadores.
Se este princípio de bom senso prevalece, nós na nossa indigência somos continuadores de São Pio X. E dizemos isto a ele. Então, tiramos as conseqüências daquilo: que, se nós somos continuadores dele, ele é nosso intercessor, porque deve rezar por nós no Céu. Ele é nosso protetor, quer dizer, ele deve obter para nós graças que nos protejam contra toda espécie de perigo, inclusive os perigos da vida espiritual, mas também os perigos na luta contra os adversários. Ele é nosso guia que deve nos inspirar os conselhos, deve nos dar a sabedoria para esta luta. O sangue dele é um tesouro inestimável para a Santa Igreja, mas é especialmente para os que lutaram pela causa dele e contra a qual ele lutou.
* A felicidade de alguém que, ao morrer martirizado, seja lembrado de que seu sangue que está sendo vertido vai vivificar os que lutarão pela fé “esprema bem para sair o sangue inteiro, porque é o que eu quero”
Os senhores querem ver até que ponto isto é lógico?
Imaginem que um dos senhores morra mártir. No momento de morrer, dizem os senhores: “Você está morrendo, mas este seu sangue que você está vendo escorrer aos borbotões na terra vai animar todos os que lutaram contra o Anticristo no fim do mundo. Seu sangue está sendo derramado, mas os que vão ser os heróis contra o Anticristo vão ser vivificados por seu sangue”. A gente tem vontade de dizer: “Esprema bem para sair o sangue inteiro, porque é o que eu quero”.
Agora, imaginem se dissessem para os senhores: “Este sangue aqui vai ser para as irmãzinhas da Imaculada Conceição, que vão tratar dos lactentes pobres”. Bem! a gente verá se tal é a vontade de Deus, muito bem, eu compreendo que a causa merece o meu sangue, mas que algo não é aquele supremo entusiasmo que seria para os guerreiros do Anticristo, é claro. Uma irmãzinha da Imaculada Conceição não compreenderia este pensamento; ela morreria mártir pelos lactentes, é claro.
Está na ordem das coisas em que a caridade, o amor de Deus, o amor do próximo está numa ordem de proximidade e nós estamos mais próximos dos que têm os mesmos ideais que nós e, portanto, é natural que nós com mais boa vontade demos o nosso sangue para esta finalidade.
* Devemos pedir não só o desejo do Céu, mas das coisas que na Terra são heróicas, sublimes, elevadas
Agora, o que nós devemos pedir?
Primeiro de tudo, o desejo de santidade, ladainha das rogações: que Vos digneis dirigir as nossas almas para o desejo das coisas celestes. Quer dizer, não só o desejo do Céu, mas das coisas que nesta Terra são heróicas, sublimes, elevadas e que são figuras das coisas do Céu, nós Vos pedimos, atendei-nos.
Esta é a oração que nós devemos fazer continuamente, tirar as nossas almas da “microlice” de terra–a-terra, de nos preocuparmos de saber se este aqui é… não sei, para que Dr. Plinio mergulha o dedo dentro disto? Porque tem um courinho debaixo disto. A mania de usar diminutivo em tudo.
Para nos libertar de tudo isto, mas para nos dar almas heróicas que sejam como as montanhas mais altaneiras no reino da santidade e da graça. Isto nós devemos querer. Então, antes de tudo pedir isto, esta imensidade de alma, não é isto?
Depois o que é que nós devemos pedir? Força no sofrimento, é claro, porque na hora de sofrer é preciso força, e muita gente exatamente se verga diante do sofrimento porque não tem força. E não tem força porque não pede força por malandragem, porque não quer ter forças para poder dizer: “O que é que eu pude fazer? Eu não tive forças, vontade livre”. Faço fustigar: “Não teve porque não pediu, não foi Deus que não lhe deu. Contra quem é que você está mentindo, contra Deus ou contra o quê?”. Não é verdade?
* Ninguém tem o direito de não ter forças
Bem, rezar e pedir forças. Ninguém tem o direito de não ter forças.
Veja Santa Teresinha do Menino Jesus, a pequena via das pequenas almas. Nada de grandioso, nada de extraordinário nos atos da vida externa. Na vida interior, que elevação maravilhosa, quanta força nestes pequenos sacrifícios, em que ela se mostra uma verdadeira heroína. Força, heroísmo, saber se não não existe santidade.
Então, força, sofrimento, basta isto? Não. Energia na luta.
Não basta ser um sofredor: “Oh, bateram em mim; fiquei tão triste!”. Isto não vale nada, o que é preciso é revidar o golpe, e revidar com outro golpe mais forte e lutar sem preguiça nem medo, sem descanso. E quando estiver cansado, reza para poder lutar mais.
Isto é o que nós devemos pedir a São Pio X.
A oração do ultramontano agora continua:
Assim, nós vos pedimos que, pelo mérito de vosso martírio, pelo mérito de vosso amor à ortodoxia, e de vosso santo ódio à heresia, façais de nós almas santas, infatigáveis, e heroicamente intrépidas.
São três méritos colocados em ordem inversa.
De fato, deveria ter sido colocado primeiro o mérito do amor à ortodoxia, segundo o mérito do ódio à heresia e terceiro o mérito do martírio, porque o amor e o ódio são uma coisa só diante do martírio, que é uma conseqüência.
Por esse tríplice mérito façai de nós plenos santos infatigáveis, heroicamente intrépidos, não temos outra coisa para querer.
Assim estão apresentadas aqui as nossas súplicas a São Pio X para o dia de amanhã.
Amanhã é sábado e a cerimônia se realizará na capela. Vamos fazer a ostensão da relíquia de São Pio X com o ostensório que temos e assim teremos a alegria de cultuar essa relíquia que está entre nós e cultuar mais especialmente São Pio X.
Eu lembrarei mais especialmente aos senhores amanhã — lembrarei se me lembrar; que um dos senhores me lembre de ressaltar — a importância que tem ali também a capa do secretário de São Pio X, que é o grande Cardeal Merry del Val.
Agora, a cerimônia do encerramento se fará naquele local.
Ah, é verdade, e vai ser venerada ali uma fotografia autêntica do Papa São Pio X, com o autógrafo dele, dedicada à Legião de São Pedro.
O que é que foi esta Legião de São Pedro? Eu estou me alongando um pouco mais; em dois minutos eu termino.
* A Legião de São Pedro, que havia em São Paulo no início do Século XX, além de ativamente impedir as pregações de protestantes nas ruas, também tinha o objetivo de recolher livros heréticos e queimá-los no dia 29 de junho
Os senhores sabem que o grupo da Rua Pará nasceu da Congregação Mariana de Santa Cecília. Nós pertencemos a esta Congregação Mariana da Paróquia de Santa Cecília, cuja sede era próxima à atual sede da Rua Martim Francisco. Esta congregação, entretanto, era a continuadora de uma associação que havia no começo do século aqui em São Paulo e que se chamava Legião de São Pedro.
Legião indicava lembrança das legiões romanas de uma formação guerreira e uma formação guerreira a serviço da Santa Sé e da ortodoxia, que os Papas representam mais marcadamente que ninguém dentro da Igreja.
A missão desta legião era de lutar pela Fé e ela executava esta luta, entre outras, por duas medidas:
Primeiro, era um tempo em que havia pastores protestantes pregando pelas ruas. Quando o pastor começava a pregar, chegavam os rapazes que eram os jovens da Legião de São Pedro, começavam a discutir, dava em pancadarias, o pastor saía correndo. Era, portanto, para acabar com a campanha da rua dos pastores protestantes.
Em segundo lugar, devia recolher o maior número possível de livros hereges e estes livros, no dia 29 de junho, eram queimados no jardim, no terreno desta instituição. Eram queimados numa fogueira e formavam uma massa de livros que chegava quase às cubagens da parte inferior desta mesa. E isso no período de decadência que eu alcancei; antigamente devia ser muito mais. Fazia-se um discurso e mais de uma vez eu tive a alegria de ser — eu era ainda estudante de Direito — o orador comovido até o êxtase de alegria diante das reminiscências da Inquisição que aquela fogueira lembrava.
A Legião de São Pedro morreu como morre as coisas boas: desaparecendo os que eram bons e ficando uma sabugada espúria imunda, da qual um tal Dr. Stevão é o símbolo abjeto e ridículo.
* Histórico da fotografia de São Pio X
Então nesta sede, que tinha perdido sua razão de ser, se instalou uma Congregação Mariana que então se chamava Congregação Mariana da Legião de São Pedro. E nós mandamos esta fotografia que pertencia à Legião de São Pedro, que era o Papa São Pio X estimulando essa associação de pancadaria. De maneira que esta fotografia tem alto significado.
Quando nós deixamos a Legião de São Pedro e a Congregação de Santa Cecília, julgamos que era de direito natural que nós levássemos esta fotografia conosco, porque de onde saía a tradição de São Pio X não era bom que ficasse uma fotografia que já não estava no local.
Essa fotografia pertencia à Congregação. Quando o “Legionário” pertencia à Congregação, estava no “Legionário”. Quando nós saímos, levamos conosco as relíquias do “Legionário”, e então levamos esta fotografia que era uma das mais preciosas relíquias do “Legionário”.
Me deu alegria que o grupo São Pio X mandasse fazer uma moldura bonita para a fotografia, sobretudo uma moldura varonil, e que ela continue por essa forma em foco na nossa história.
Uma longa genealogia: Legião de São Pedro no começo deste século; da Congregação de Santa Cecília por volta de 1927-1928; “Legionário” a partir de 1937-1938; de lá para cá grupo de “Catolicismo”; e de alguns meses para cá, dentro do “Catolicismo” ou dentro da TFP, um núcleo que é o núcleo e grupo São Pio X, a quem esta relíquia ficou especialmente confiada.
Assim, vamos rezar diante da fotografia agora.
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