Santo do Dia (Rua Pará) – 14/5/1965 – 6ª feira [SD 211] – p. 5 de 5

Santo do Dia (Rua Pará) — 14/5/1965 — 6ª feira [SD 211]

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Os Membros do Grupo devem querer a salvação das almas e assim a vitória da Contra-Revolução, mesmo que muitas delas não sejam salvas por não terem passado pelas provas * Em primeiro lugar devemos provar às almas, fazendo o possível para que as que quiserem se salvar, se salvem; em segundo lutar devemos proclamar a glória de Nossa Senhora neste mundo * Desejemos ardentemente que muitas almas sejam salvas, pois o normal da bondade divina é querer ter o maior número possível de almas junto a Ele — Além disso devemos trabalhar para que elas sejam salvas do modo mais eficiente possível * O melhor modo para as almas serem salvas é trabalhar para a vitória da Contra-Revolução * Não devemos querer salvar só as almas dos nossos contemporâneos, mas também as almas dos séculos vindouros, e uma das glórias do nosso apostolado é que ele visa mudar o curso da História * Devemos fazer apostolado não por pena de cada pessoa individualmente, mas por amor a Nossa Senhora, visando colocar Deus no centro

* Os Membros do Grupo devem querer a salvação das almas e assim a vitória da Contra-Revolução, mesmo que muitas delas não sejam salvas por não terem passado pelas provas

Devemos julgar que nós quase… [inaudível]… quando uma alma… [inaudível]… apostolado, porque se é verdade que Deus quer que as almas se salvem, aquelas que não quiserem salvar, Deus quer perder. E se por culpa nossa, com todo esforço nosso em sentido contrário, com oração, com sacrifício, com cautelas apostólicas de toda ordem em razão de nós termos pregado a verdade, uma alma na prova se sair mal e por culpa própria cai no Inferno, a nossa ação teve, enfim, nem mal nem bem. Ela foi uma prova, enfim, aquilo que foi provado foi mandado para o lugar que merece.

Quer dizer, portanto, que sem mais nem menos nós queremos salvar as almas. Queremos, mas nós não queremos apenas salvar as almas, a ação apostólica tem desmerecido a própria ação que… [inaudível]… quer dizer, a prova de sangue para nula e… [inaudível].

Agora mesmo estive vendo a ressurreição… [inaudível]… e compreendendo quanto a agonia é… [inaudível]… aceitável, quanto a agonia pode entrar no cerne naquilo que a Providência permite, e é para isto que existe Inferno e é para isto que se diz e que eu considero os melhores… [inaudível]… o Inferno não está, absolutamente não está vazio, dizem até que estava cheio de cheio até de boas intenções… [inaudível]… mas que nunca realiza aquilo que deve realizar.

Agora sigamos adiante, sempre estará salva.

Um membro do “Catolicismo” o que é que ele deve querer?

Ele deve querer salvar as almas, ele deve querer obter a vitória da Contra-Revolução sobre a Revolução. Mas é interessante contudo fazermos notar o seguinte: ainda que nosso apostolado não tivesse nenhuma eficácia para salvar as almas, ainda que tudo que nós fazemos não desse por resultado nenhuma salvação de alma, apesar de todos os nossos esforços, nós deveríamos considerar este esforço bem empregado. Porque, que nesta época em que o demônio atingiu uma tal plenitude de poder haja gente capaz de se levantar e de proclamar o Reino de Nossa Senhora, é algo que lhe dá glória agora. Porque todo o louvor, toda a proclamação dos direitos de Nossa Senhora, todo o louvor a Ela, toda a reivindicação dos direitos d’Ela, embora seja numa ocasião em que todo mundo nega e sem nenhum efeito próprio, pode dar glória a Ela. O louvor partido do filho dá glória à Mãe porque está na nossa natureza de direitos racionais esse poder maravilhoso, está em nossas mãos que um louvor nosso, um louvor da última das criaturas, esse louvor nosso entretanto teve essa fase de aumentar a glória infinita de Deus.

* Em primeiro lugar devemos provar às almas, fazendo o possível para que as que quiserem se salvar, se salvem; em segundo lutar devemos proclamar a glória de Nossa Senhora neste mundo

Veja… [inaudível]… que o nosso amor a ele que sobressai a todos os outros amores e à razão dos outros amores nos deve dizer, ainda que o resultado fosse nenhum, eu faria tudo o que eu estou fazendo só para evitar o mal, só para cercá-lo e desta forma dar glória a Nossa Senhora.

Quer dizer, portanto: ainda além da salvação das almas, nós vemos uma finalidade, uma finalidade de caráter eminentíssimo que nós não podemos perder de vista.

Agora vamos passar então da salvação das almas, em resumo:

Primeiro, é provar às almas, fazendo o possível para que as que quiserem se salvar, se salvem. Segundo, é proclamar a glória de Nossa Senhora agora, neste mundo, sem nenhuma intenção, sem nenhuma utilidade, ainda que fosse para a salvação das almas.

O “Glória ao Padre” nos diz isso: “Glória ao Padre, ao Filho e ao Espírito Santo, assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amém”.

A “heresia branca” nos representa a glória de Deus em toda a… [inaudível]… eternidade antes que os séculos fossem criados segundo a glória de Deus, no fim do mundo. Mas agora não, a glória de Deus fica assim… [inaudível]… não agora… [inaudível]… agora e sempre, e a minha fidelidade, a proclamação que eu faço dos direitos de Deus ainda que seja o último molambo do mundo, o último dos homens, isto dá glória a Deus e eu faço ainda que daí não se saia… [inaudível]… nenhuma, é preciso manter este princípio inteiramente firme.

* Desejemos ardentemente que muitas almas sejam salvas, pois o normal da bondade divina é querer ter o maior número possível de almas junto a Ele — Além disso devemos trabalhar para que elas sejam salvas do modo mais eficiente possível

Isto posto, naturalmente a salvação das almas nós deveremos desejar, e nós deveremos desejar ardentemente, porque é claro que as almas foram criadas para serem salvas e que o normal da Bondade de Deus é de querer ter maior número possível de almas junto a si e que é uma verdadeira tristeza que sendo a alma humana uma imagem de Deus, vá cair no Inferno, que é o lugar de toda a espécie de horrores e abominação.

Para nós termos uma idéia de quanto nós devemos querer a salvação das almas, basta nós lembrarmo-nos do que fez Nosso Senhor Jesus Cristo para que elas fossem salvas e que fez Nossa Senhora.

Para que elas fossem salvas, Nosso Senhor Jesus Cristo ofereceu o seu Corpo e seu Sangue, e Nossa Senhora concordou com este oferecimento. Mais Ela não poderia fazer para que as almas fossem salvas.

E está dito, enfim, com que empenho imenso que nós devemos ter de que as almas sejam salvas dentro deste quadro, dentro desta moldura de considerações, mas porque nós queremos que as almas sejam salvas reconhecendo que nós que bem pouco os que trabalham pela salvação das almas nós devemos trabalhar para que estas almas sejam salvas do modo mais eficiente possível.

* O melhor modo para as almas serem salvas é trabalhar para a vitória da Contra-Revolução

E nós consideramos que o melhor modo para as almas serem salvas é trabalhar para a vitória da Contra-Revolução, porque é exatamente por esta forma que se destrói as idéias, se destrói as instituições, se destrói, enfim, os costumes que são fatores propensíssimos para atrair as almas para o mal e que tentam impedir que elas se salvem.

Por exemplo, um combate (para dar um exemplo baixo): liberalismo. Combate, por exemplo, às revistas, à liberdade que há para as revistas e jornais imorais.

Os senhores já pensaram, para considerar algo de palpável, mas que não é mais alto neste campo, simplesmente a supressão da imoralidade de imprensa que bem poderia fazer para a salvação das almas?

Quer dizer que combate para criar uma ordem de coisas, ainda que num futuro remoto em que toda a imoralidade seja reprimida, não é um trabalho a mais para a salvação das almas do que quem trabalha para outras formas de apostolado? Evidentemente que sim. Ainda que não seja as almas do dia de hoje, serão as almas do dia de amanhã.

* Não devemos querer salvar só as almas dos nossos contemporâneos, mas também as almas dos séculos vindouros, e uma das glórias do nosso apostolado é que ele visa mudar o curso da História

Mas nós não devemos salvar as almas só dos nossos contemporâneos, nós devemos querer salvar as almas dos séculos vindouros, e uma das glórias de nosso apostolado é que visa mudar o curso da História com o auxílio onipotente de Nossa Senhora. E por causa disso, nada mais eficiente para salvar as almas do que trabalhar na Contra-Revolução por parte daqueles a quem Nossa Senhora concedeu um favor imerecido e enorme de conhecer e odiar a Revolução e de conhecer e amar a Contra-Revolução.

De maneira que apostolado contra-revolucionário que nós executamos, contém as três finalidades de apostolado.

Em primeiro lugar, como é uma pedra de escândalo, os maus ou se convertem, ou se revoltam e se perdem. Nada é pedra de escândalo mais vigorosa no nosso apostolado. Basta ver a campanha que pelo Brasil inteiro a máfia organiza contra nós, basta ver os ódios que de todos os lados despertamos para mostrar que força de pedra de escândalo é o nosso apostolado.

Em segundo lugar, a glória. Nada dá a Nossa Senhora mais glória que um apostolado visivelmente contra-revolucionário no apogeu da Revolução, isto quanto a puro proclamar as glórias d’Ela.

E em terceiro lugar, nada dá a Nossa Senhora maior glória do que nós lutarmos numa forma de apostolado que mata o mal na sua raiz e que a Revolução é a raiz de todo o mal que existe hoje no mundo. Mata o mal na sua raiz e que, portantoé o que melhor se pode fazer para o bem.

O nosso apostolado portanto tem máxima … [inaudível].

* Devemos fazer apostolado não por pena de cada pessoa individualmente, mas por amor a Nossa Senhora, visando colocar Deus no centro

O que é importante é que um membro de “Catolicismo” não se engane a respeito disso e que acabe fazendo do nosso apostolado de salvação das almas, humanitário, olhe para um pobre coitado que está na rua e depois pensa no caldeirão do diabo e diz: “Coitado, ele está aqui nesta estafa e vai arder lá embaixo, eu não quero que ele queime. Coitadinho, vem cá, eu vou fazer apostolado com você”.

Isto concebido assim a la humanitário, como quem é da União Protetora dos Animais e preserva um bezerro, um cachorro, qualquer coisa assim do matadouro, isto assim não está bem. É preciso colocar Deus no centro de todas as coisas: “Eu vou fazer isto por amor de Deus, portanto, por amor de Nossa Senhora, que é a mais perfeita criatura que existe abaixo de Deus, Rainha dos Céus e da terra, Filha do Padre Eterno, Mãe do Verbo, Esposa do Divino Espírito Santo … [inaudível]”.

Então nós ao fazermos apostolado devemos… [inaudível]… e é um apostolado laranja quem não quer servir de pedra de escândalo. Ao fazermos apostolado, nós devemos desejar proclamar a glória de Nossa Senhora agora para reprimir a revolta dos maus e proclamar os direitos de nossa Rainha. Para fazer apostolado nós devemos usar o modo mais eficaz de apostolado que é exatamente a Contra-Revolução.

Então agora vamos ver: “Eu sou convidado, por exemplo, para uma obra de apostolado. Dr. Plinio, o senhor não quer dar três horas por dia para coletar selos, ou donativos, para comprar filhotes de índios chirimbimbim do deserto de-não-sei-o-quê, e que então um missionário compra filhotes de índios e adota as crianças não vai para o Inferno, etc.? O senhor não quer fazer isso?”.

Vou, mas o demônio dentro de mim que é muito “heresia branca”: “Como?! Você só se interessa por ‘Catolicismo’, não se interessa por esses… [inaudível]? Então você não tem um pouco de amor para com as outras criaturas, fanático!”.

É assim, e a gente fica assim: “Será que eu sou fanático mesmo?”.

Começa este negócio, e nesta hora a pessoa se atrapalha e não fica capaz de recuar diante dos problemas. Então a resposta é essa:

Dr. Plinio, o senhor não quer trabalhar para o resgate de filhotes de índios chirimbimbim? O senhor não quer trabalhar para a salvação dessas almas?

Eu respondo:

Quero, e quero muito, a tal ponto que se eu não tivesse outra coisa para fazer, eu certamente faria isto. Mas por uma ordem do bem, há muitas coisas muito melhores do que isso. Você tenha a paciência, mas você faça isto, e eu faço outra coisa. Por quê? Porque nós não devemos fazer o bem, mas devemos fazer o maior bem. Nós devemos querer fazer o maior bem, e nós… [inaudível]. Eu tenho vontade de fazer um apostolado suave, sem preocupação, fácil… [inaudível]… mas é muito melhor uma coisa cacete, do que uma coisa que ninguém tem preocupação. Vou fazer tudo por esse apostolado mais difícil. Depois reze por mim, e eu por você. Mas você reze mais por mim do que eu por você, porque quem faz mais força deve precisar mais de oração, e aquele que faz menos força deve precisar menos de oração. Até logo, salve Maria!

Quer dizer, portanto, que é melhor ter… [inaudível]… apostolado colateral, há uma reação em parte…

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