Santo do Dia (––- Segunda datilografia, sem conferição final ––-) – ??/03/65 [data é a do aniversário da Irmã Lúcia, em um dos 9 dias que antecedem o dia da Anunciação] – p. 3 de 3

Santo do Dia — ??/03/65 [data é a do aniversário da Irmã Lúcia, em um dos 9 dias que antecedem o dia da Anunciação]

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No Concílio, um pedido ao Papa de que fosse feita a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, conforme pedido por Nossa Senhora à irmã Lúcia em Fátima * Francisco e Jacinta foram levados por Nossa Senhora como vítimas expiatórias, e a irmã Lúcia ficou para assegurar a autenticidade do segredo * O pedidos de D. Mayer e D. Sigaud no Concílio — consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria e condenação do comunismo — foram idealizados pelo Sr. Dr. Plinio em Amparo

* No Concílio, um pedido ao Papa de que fosse feita a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, conforme pedido por Nossa Senhora à irmã Lúcia em Fátima

[ilegível] … na novena da Anunciação, e hoje é dia do aniversario da irmã Lúcia, a quem Nossa Senhora apareceu, em Fátima. Seria bom falarmos alguma coisa sobre ela.

A questão que D. Mayer e D. Sigaud fizeram no Concilio e ao Santo Padre, pedindo a consagração do mundo ao Coração de Maria foi um episódio importantíssimo em todo o assunto Fátima.

A irmã Lucia pediu que fosse feita essa consagração e pediu em nome de Nossa Senhora, [ilegível] do que uma das condições para afastar o castigo tremendo que pairava sobre o mundo era, exatamente, que essa consagração fosse feita, e fosse feita como Nossa Senhora pediu.

Nossa Senhora determinou determinados requisitos, e era preciso que esses requisitos fossem atendidos, evidentemente; não era em vão que Ela acrescentava tais requisitos.

Ora, acontece que, segundo facilmente se demonstra, as consagrações que Pio XII fez, do mundo e da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, não correspondem as circunstâncias pedidas por Nossa Senhora.

Isso se vê pelos livros e se vê pelo ouvi pessoalmente do Arcebispo de Coimbra, encarregado do guarda da irmã Lúcia de que, segundo a irmã Lúcia, essas consagrações não tinham atendido o que foi pedido; e se vê de uma carta da própria irmã Lucia, escrita ao seu confessor jesuíta, padre [Aparicio?], que me emprestou a carta e da qual eu tirei uma fotografia, em que declara que não foi atendido o pedido.

E D. Sigaud e D. Mayer quiseram evitar essa catástrofe para o mundo, e quiseram dar [cumprimento?] à vontade de Nossa Senhora, fazendo com que exatamente essa consagração fosse feita nesses termos.

* Francisco e Jacinta foram levados por Nossa Senhora como vítimas expiatórias, e a irmã Lúcia ficou para assegurar a autenticidade do segredo

Ora, acontece o seguinte: enquanto Francisco e Jacinta foram levados como vítimas expiatórias, para o [inaudível] [comprimento?] da vontade de Nossa Senhora em Fátima e a irmã Lúcia ficou para assegurar a autenticidade do segredo, a existência do segredo, para receber novas revelações que completassem o segredo, e [a] razão de ser da vida [da irmã Lúcia] na terra é algo que se relaciona, em última análise, com o seguinte, que deve ficar notório: que é preciso fazer o possível para que essa consagração seja feita, e que se catástrofes tremendas ao [ilegível] sobre [ilegível] parte é porque as [intenções?] misericordiosas de Nossa Senhora não foram atendidas e, por isso, o castigo vem.

Isso inclusive é da honra de Nossa Senhora; Mãe de Misericórdia, não permitiu que o mundo deslizasse no abismo de dores um que já está deslizando, sem que [ilegível] Ela não tivesse feito o possível para que isso não acontecesse.

Foi a recusa dos homens que levam as coisas a esse ponto, e não a falta de proteção d’Ela.

Essa missão da irmã Lúcia foi realizada no sentido de que o movimento de “Catolicismo” há mais de vinte anos vem estudando as mensagens dela, vem comentando as mensagens de Fátima, vem procurando se inteirar desse ponto, especialmente.

* O pedidos de D. Mayer e D. Sigaud no Concílio — consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria e condenação do comunismo — foram idealizados pelo Sr. Dr. Plinio em Amparo

E numa conversa que [deve marcar?] os anais de nossa História, e que foi uma conversa que tive com D. Sigaud e D. Mayer naquela sala da fazenda Morro Alto, naquela sala de estar onde está aquele quadro pintado por D. Pedro Henrique, ali expuz aos dois bispos a necessidade de fazerem aquela súplica, pedindo a consagração de acordo com a mensagem de Fátima; e a petição anti-comunista também, para que o comunismo fosse condenado, com os dois lances do Concilio para atender a mensagem de Fátima.

O Dr. Castilho estudou com todo o cuidado a temática toda, para indicar como a consagração deveria ser feita, de maneira tal que a petição pedindo a consagração tivesse todos os requisitos necessários para que a vontade de Nossa Senhora fosse satisfeita.

Então houve na história de Fátima esse fato importantíssimo: dois bispos da Igreja Católica se levantaram, e esses dois bispos conseguiram a assinatura de oitocentos, pedindo de fato a consagração.

Esse pedido parece que não vai ser atendido, mas na história de Fátima o fato ficou. O que oitocentos bispos pediram não foi atendido, e a vontade de Nossa Senhora não será feita, e as conseqüências correrão do jeito que correrem. Mas é verdade que um movimento, através de dois bispos que neles ocupam o lugar que os senhores sabem, esse movimento foi sensível à voz de Fátima e esse movimento fez o possível e o impossível, para que de um modo oficial e altamente prestigioso essa voz fosse ouvida.

Fizemos todo o possível para que o pedido de irmã Lúcia encontrasse como que um alto-falante. E esse alto-falante era para reboar dentro do Concilio através do pedido de oito centenas de bispos.

Os senhores compreendem que foi um importantíssimo contributo à missão da irmã Lúcia, que o Grupo, graças a Deus, pôde prestar por intermédio de D. Mayer e D. Sigaud, o que mostra essas duas coisas tão desiguais, tão diferentes debaixo de todos os pontos de vista, mas ligadas por uma mesma mentalidade, um mesmo espírito, uma mesma devoção a Nossa Senhora, que são a irmã Lúcia e todo o movimento de Fátima e, de outro lado, todo o movimento de “Catolicismo”: como ambos se encontraram numa situação história. E é bem provável que ainda se encontrem em outras situações, também.

* Devemos também rezar pela irmã Lúcia

Isto nos deve levar à convicção de que irmã Lúcia reza por todos aqueles que lutam para que a mensagem de Fátima seja ouvida; por todos aqueles que tomam a sério as ameaças de Fátima; para todos aqueles que vivem em função do cumprimento ou não-cumprimento dessas ameaças tendo em vista a Bagarre realizar-se ou não [se] realizar.

E esses somos nós. E por isso temos todos os motivos de esperar que as esplêndidas orações da irmã Lúcia se realizem por nós. Na data do aniversario dela, é justo que rezemos por ela.

Se nossa vida é difícil e nossa missão é dura, os senhores podem imaginar bem o que há de ser a dela: seu isolamento, as pressões que sofre, e os momentos de aridez, de abandono, os momentos de prostração pelos quais [ela] deve passar, devem ser verdadeiramente mortais.

É possível que ela nem sequer saiba que essas petições foram apresentadas no Concílio, ninguém sabe o que ela sabe e o que ela não sabe.

De maneira que me parece da mais alta oportunidade, da mais alta conseqüência, que rezemos por ela na noite de hoje, e peçamos a Nossa Senhora de Fátima que abençoe a ela e nós na fidelidade à mensagem de Fátima.

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