Santo
do Dia (Auditório Pará) – 7/12/1964 –
2ª-feira – p.
Santo do Dia (Auditório Pará) — 7/12/1964 — 2ª-feira
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Santo Eusébio, bispo mártir
Amanhã será festa de Santo Eusébio, bispo e mártir. Lutou contra os arianos. Os sofrimentos que esses lhe infringirem valeram-lhe o titulo de mártires, embora não tivesse derramado seu sangue. Século IV.
Dois comentários rápidos o respeito de Santo Eusébio [podem encontrar lugar na noite de hoje [vigília?] da festa dele] o primeiro é sobre a caridade dos adversários da Igreja. Afinal, a coisa diante que os arianos fizeram sofrer esse homem de tal maneira, um sofrimento de caráter moral, que ele deu consideração do mártir pela Igreja, embora não tenha sofrido o martírio físico. Quer dizer devem ter sido perseguidos devem ter sido calunias, incompatibilidades entre seus amigos, deve ter sido tudo quanto moralmente pode atormentar um homem. O que quer dizer que houve uma campanha organizada contra esse santo, campanha organizada que exatamente como é organizada pela máfia que nos persegui, deve ter [mudado?] a condição de existência desse santo de maneira reduzi-lo ao máximo do infortúnio. E aí vemos bem a ferocidade dos inimigos da Igreja em relação aos que verdadeiramente servem a Igreja, tão em contraste com a doçura que os inimigos da Igreja em relação aos falsos filhos da Igreja. E aí podemos também tomar um critério para o discernimento dos espíritos e compreender bem quais os verdadeiros filhos da Igreja. Nós, infelizmente, muitas vezes não sabemos ver que é verdadeiro filho da Igreja, ou não. Porque Nosso Senhor disse no Evangelho que infelizmente os filhos da Luz, ou melhor, os filhos das trevas são mais sagazes as vezes que os filhos da luz.. Mas os filhos das trevas, por isso mesmo raras vezes se enganam. E quanto eles agradem alguém nas fileiras católicas, é muitíssimo raro – eu não conheço exceções- é muitíssimo raro que eles estejam enganados. Quem eles agradem nas fileiras católicas, não presta. Quem eles atacam nas fileiras católicas naturalmente – existem exceção juntam eles atacam nas fileiras católicas presta . Eles às vezes atacam para ter um inimigo entre os católicos. E por isso para prestigiar um inimigo entre os católicos. E por isso aqui é preciso ter um pouco mais de cuidado. Mas, em [mas?] caso verdade é que, em geral, quando eles atacam uma pessoa é porque essa pessoa presta. E aí os senhores têm o exemplo desse santo que mostrou como sendo ele um homem todo cheio de qualidades cheio de virtudes, foi atacado, e odiado por essa forma porque? Porque era um verdadeiro filho da ;Igreja. Isso mostra também qual o fundo da malicia que existe nos filhos das trevas. Nós não devemos imaginar que os filhos das trevas nos odeiam por causa dos nossos defeitos. Se há algo, por onde o ódio deles contra nós não é completo é por causa dos defeitos que nos possamos ter. Porque são os nosso qualidades são o que eles odeiam. Os filhos das trevas odeiam a luz, eles odeiam a verdade, eles odeiam a virtude eles odeiam o bem e é por causa das qualidades que há em nós que nos odeiam, é por causa de nossos defeitos que eles eventualmente podem contemporizar conosco. De maneira tal que uma pessoa de nosso movimento cujo nome eu não quero revelar mas é uma pessoa da qual eu pessoalmente ouvi isso, dizia numa ocasião notava que estava sendo objeto de muitas cortesias da parte dos filhos das trevas. Então, essa pessoa dizia: eu preciso fazer um exame de consciência, porque algo em mim não está direito para essa gente estar de tal maneira tendo interesse em mim. E o mais extraordinário, é que precisava. Quer dizer de tal maneira o [fazer?] aceitar bem.
Bem, seria interessante já dar um outro acréscimo a respeito do seguinte: Como a Igreja reconhece que o sofrimento de caráter moral pode ser igual ou maior do que o martírio. Nós lemos na “Acta Martirum” aqueles sofrimentos tremendas, panteras, jaguares, lobos, hienas, leões que se jogavam sobre os mártires – não é verdade? E os estraçalhavam etc. E dava impressão de que era um tormento horroroso e era um tormento horroroso. Quando se visita o Coliseu há uma prisãozinha onde fica o mártir que iam ser sacrificados no dia seguinte, e ficavam a noite inteira rezando, porque eles sabiam que no dia seguinte tinham que morrer, e ficavam rezando para obter a perseverança E uma distância não muito grande ficavam as jaulas das feras famintas, uivando, a espera da carne daquela gente no dia seguinte. Era um tormento tremendo. Mas na vida de todos os dias do verdadeiro apóstolo, na luta de todos os dias do verdadeiro apostolo se apresentam situações trágicas, se apresentem situações dificílimas, que são comparáveis nos tormentos dos mártires no Coliseu. E é preciso que a gente tome isso em consideração pára compreendermos o valor da vida que nós levamos para compreendermos o valor do sofrimento pelos quais nós passamos e para acharmos normal que nós passemos por sofrimentos. É próprio dos apóstolos sofrer e sofrer sofrimentos que muitas vemos são comparáveis aos sofrimentos. De maneira tal que devemos compreender o traço de martírio que existe em nossa vida, e devemos amar esse traço de martírio. Amá-lo com amor por ser o fio de ouro de nossa existência. Tudo quanto em nossa existência é bom, não é tão bom quanto o sofrimento que sofremos , porque é pelo sofrimento que nós sofremos que nosso sangue se mistura ao Sangue Infinitamente precioso de Nosso Senhor Jesus Cristo para de um modo imensamente secundário, mas eficaz, auxiliar a salvação das almas. De maneira que isso nós devemos considerar. Devem considerar e devemos, por causa disso, compreender que é natural que Nossa Senhora faça vir sofrimento sobre nós. É natural que esses sofrimentos as vezes sejam horrorosos, e que nós, quando esses sofrimentos vierem, devemos nos recebê-los com a alma preparada e não com a surpresa e o susto de uma pessoa para a qual acontece algo que não devia acontecer o grande susto e a gente surpresa de nossa vida será ver que não sofremos, de tal maneira o sofrimento nós é natural.
Eu me lembro aqui de um caso de um verdadeiro filho de Nossa Senhora sofreu um sofrimento tremendo. E é uma pessoa que São Luis Grignon Montfort em suas obras elogia. E [hoje?] parece que ele foi o inspirador do Trado da Verdadeira Devoção, de são Luiz Grignon de Montfort. Era um padre chamado Monsieur Boudom ou uma coisa assim um padre da [isacia?]. Esse padre era um cônego, até exercia seu oficio se não me engano, em Strasboug, em numa cidade da Alemanha, e era muito bem visto pelo bispo Diocesano, que com freqüência ia visitá-lo, conversavam tinham boas relações etc., etc. E um dia, esse padre acabava de celebrar a missa, e sai da igreja da sacristia, um acolita, um coroinha correndo e gritando por toda rua que o padre tinha atentado contra a pureza desse coroinha. As circunstâncias narradas pelo menino formam tão tremendas que a opinião publica, muito montada contra o padre porque era um verdadeiro devoto de Nossa Senhora numa época em que os devotos de Nossa Senhora era odiados, a opinião publica deu credito a calunia infâmia, apresar de haver apenas o testemunho de uma criança e de uma criança só. O bispo acreditou também. Cortou relações com o padre e ele passou durante 10 anos na maior abjeção, no maior desprezo, na maior rejeição da parte de todo mundo, completamente isolado e bloqueado, bloqueado. Ao cabo de 10 anos esse menino que se tinha tornado um mocinho morreu. E antes de morrer, ele reuniu se em torno de si um numero de pessoas que mandou ele chamar as pressas e ele contou que uma pessoa da cidade lhe havia dado dinheiro para ele inventar esta calunia. E que a calunia ele não queria aparecer parente o tribunal de Deus levando um a infâmia dessas nas costas. E indicou o nome da pessoa do clero que estavam assistindo o moribundo etc., etc. O fato então se espalhou por toda a cidade, e o bispo, que ainda era o mesmo, foi visitar o cônego, restabeleceu-o em suas boas relações começou novamente a tomar as refeições em casa dele etc., etc., etc., e atormento passou. Durante 10 anos, sem nenhuma esperança plausível de que essa situação se consertasse até o fim de seus dias, esse homem estava no pior estado de infâmia em que um homem possa estar. Essas são as provas tremendas a que os filhos das trevas suje tem os filhos da luz. Como as crianças do século IV, como os jansenistas do Seculo XVII, é a máfia do seculo XX, seja o que for, é sempre a mesma coisa, a mesma forma de perseguição. E é a mesma infâmia… [faltam palavras] …
E nós devemos nos preparar para todos os sofrimentos morais, para seja que se forma for… [faltam palavras] …Nossa Senhora. Vamos pedir ao santo festa amanhã se celebra que nos obtenha a graça dessa compreensão do valor do martírio do sofrimento moral, esse entusiasmo pelo sofrimento moral como forma, como fator de martírio, e essa compreensão de que na vida absolutamente nada se pode fazer melhor ou tão bom quanto sofrer, a não ser rezar. São as duas melhores coisas que na vida se pode fazer.
Auditório Pará