Santo
do Dia – 06/11/64 – 5ª feira .
Santo do Dia — 06/11/64 — 5ª feira
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* Seria um erro ter vergonha de ser descendente de português. Como católicos devemos ser ciosos de nossa origem lusa. A deslusitanização do Brasil foi um prejuízo * O Beato Nun’Alvares Pereira tem especial ligação conosco enquanto carmelita e guerreiro. Ele é antepassado dos príncipes que figuram em nosso movimento e de algum modo protetor da TFP
* Seria um erro ter vergonha de ser descendente de português. Como católicos devemos ser ciosos de nossa origem lusa. A deslusitanização do Brasil foi um prejuízo
Festa do Bem-aventurado Nuno Álvares Pereira, confessor, condestável de Portugal e irmão leigo carmelita — conservou sob o hábito carmelitano o arnês de cavaleiro — Século XIV.
São tantas as razões para venerarmos de modo especial o bem-aventurado Nuno Álvares Pereira que seria difícil enumerá-las todas. Uma delas deve-se mencionar por justiça, depois do elogio feito à França. Ele, como santo português, tem uma relação evidente conosco; e que se é verdade que não somos franceses e deveremos viver numa admiração boquiaberta da França dos séculos passados, seria muito erro deduzir daí que deveríamos nos afrancesar e ter vergonha de ser descendentes de portugueses ou de brasileiros.
Porque a Europa era um todo e um todo no qual cada nação tinha um lugar de honra. E Portugal tinha um autêntico lugar de honra e, sob alguns aspectos, um grande lugar. Só uma pessoa muito insensível à civilização cristã poderia ir a Portugal sem perceber todo o charme, todo o encanto do passado católico português, todos os valores autênticos que fariam que houvesse um verdadeiro prejuízo para o mundo se Portugal não tivesse existido, ou se Portugal tivesse deixado de existir.
Acrescentamos mais. Houve, para o Brasil, uma coisa que foi um prejuízo: foi o Brasil se deslusitanizar. Foi um movimento que começou com a independência e com a vinda fácil dos livros estrangeiros para cá, sofrendo a literatura portuguesa a concorrência da literatura estrangeira. Como católicos devemos ser ciosos e alegres de nossa origem lusa.
Fazer essa afirmação: “ou francês ou zero” é cair no igualitarismo; porque é dizer “ou primeiro, ou zero” e isto é especificamente igualitarismo.
Eu me prezo de ser descendente de portugueses, admiro Portugal e se admiro muito a França, nunca me afrancesei, procurando imitar, ter ares de francês.
Apenas admirei a França e procurei incorporar ao modo de ser brasileiro meu, alguma coisa da civilização francesa, que li.
* O Beato Nun’Álvares Pereira tem especial ligação conosco enquanto carmelita e guerreiro. Ele é antepassado de príncipes que figuram em nosso movimento e de algum modo protetor da TFP
Então, condestável de Portugal e tendo exercido um papel enorme na história portuguesa, é que esse bem-aventurado nos interessa. Tem também especial ligação conosco, enquanto irmão de hábito carmelitano. Mas o seu caráter guerreiro e carmelitano, e de santo guerreiro, interessa-nos especialmente.
Ele conservou o arnês de cavaleiro sob o hábito carmelitano como manutenção do seu espírito guerreiro, mesmo depois de ser religioso carmelita.
Isso, por sua vez, muito nos interessa, porque ele, enquanto irmão leigo carmelitano era um religioso. E a heresia branca, que tanto combatemos, gostaria de dizer que nenhum santo é guerreiro, que nenhum bom religioso é guerreiro, e que na guerra há algo de intrinsecamente mau; quando nós afirmamos precisamente o contrário.
Tudo aquilo que desejamos fazer e temos ocasião de fazer pela família imperial, e todas as nossas ligações com a família imperial, dão muita vida a essa vocação, porque ele é antepassado dos príncipes que figuram em nosso movimento. A esse título ele é um protetor desses príncipes e, portanto, de algum modo, um protetor de nosso movimento. Todas essas razões nos fazem ter uma devoção especial para com o bem-aventurado Nuno Álvares Pereira, cuja festa será amanhã.
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