Santo do Dia (Auditório da Santa Sabedoria) – 29/5/1964 – 6ª feira [SD 278] – p. 2 de 2

Santo do Dia (Auditório da Santa Sabedoria) — 29/5/1964 — 6ª feira [SD 278]

Nome anterior do arquivo: 640529--Santo_do_Dia_6.doc

Nossa Senhora é de fato, e não só de título, Rainha do universo, até dos anjos, superiores a Ela por natureza

* Nossa Senhora é de fato, e não só de título, Rainha do universo, até dos anjos, superiores a Ela por natureza

Em última análise, há uma estrita relação entre as considerações todas de São Luís Grignion de Montfort e a idéia da realeza de Nossa Senhora. Vamos ver bem o que é a idéia da realeza de Nossa Senhora significa e depois então relacionar com São Luís Grignion de Montfort.

Há uma primeira realeza de Nossa Senhora que é a realeza no Céu. Essa realeza consiste em que Nossa Senhora foi exaltada para cima de todos os Anjos do Céu e que Ela exerce sobre todos os Anjos e Santos um verdadeiro Império. Nós não devemos entender a coisa da maneira seguinte: que Nossa Senhora é no Céu mais ou menos como dessas Rainhas na terra, que seria como uma rainha-mãe, que não manda, que não tem autoridade nenhuma, mas que como é mãe do rei, goza de situação eminente na corte e é objeto de atenções gerais…

A realeza de Nossa Senhora é diferente.

Nossa Senhora foi instituída Rainha de toda a criação e Deus deu de fato a Nossa Senhora o governo do universo, e nesse governo do universo está também o governo dos espíritos celestes e até dos espíritos celestes que, por natureza, são superiores a Nossa Senhora.

Nossa Senhora, por natureza, sendo uma criatura humana, é menos do que os Anjos, mas Ela é invocada pela Igreja, na Ladainha, como Regina Angelorum. Ela é a Rainha dos Anjos e os Anjos obedecem a Ela, fazem a vontade d’Ela e Ela governa o universo angélico, porque todo o universo foi dado a Nossa Senhora para governar.

Alguém poderá dizer: “Que diferença há entre Nossa Senhora governar e Deus governar, uma vez que Nossa Senhora faz toda a vontade de Deus?”.

Há uma pequena diferença.

Eu me lembro que num encerramento de uma Semana de Estudos, eu dei [essa] diferença e D. Sigaud me disse logo depois que era perfeitamente teológica.

Imaginem um diretor de colégio que briga com os alunos, ele e os alunos são indisciplinados, rebeldes. Ele, então, vence a rebelião dos alunos, mas depois para amainar um pouco as coisas, ele se retira por alguns tempos e deixa a sua mãe dirigir o colégio. Para [a] mãe, com a suavidade feminina, consertar a situação, ajeitar-se, cicatrizar muitas feridas, etc.

*_*_*_*_*